28.10.05

Teatro Caramelo

Acção Teatral Artimanha

Dias 28 e 29 –21h30
Dia 30- 16h00

O grupo de teatro ATA vai actuar hoje e amanhã no auditório municipal da capital caramela.

Aqui poderá olserbar duas peças:

1ª parte- “Está Lá?”

2ª parte- “A Hora do Ladrão

Uma boa oportunidade para ver o estado da arte teatral caramela, num grupo que ao longo dos anos tem apresentado trabalho nesta área.
A FLC sabe que não haverá transporte oficial de espectadores de outras localidades caramelas até à capital. Deste modo apelamos aos caramelos que possuam carrinhas de caixa aberta de marca Dina ou outras, que se ofereçam para transportar todos os que desejem assistir ao teatro caramelo, mas que morem longe do local do espectáculo.

27.10.05

Classificados Caramelos

Edição especial para coleccionadores

Aqui poderá comprar, vender, trocar e anunciar produtos caramelos.
Coloque o seu anuncio em frentecaramela@clix.pt

Vendo
colecção completa de 11 retratos da equipa de futebol do C.D.P,
dos anos 70.
A colecção inclui o retracto de Chico Atoine, famoso avançado goleador.
Contacto: Tou no Costa Bar de manhã ou 9347345422
Albino Sebastião

Vendo
cd clandestino dos Ervas Daninhas, numerado e assinado pelo vocalista.
Só a quem provar ser apreciador e conhecedor da história do Punk caramelo.
Contacto: Anastácio Rebelde

Vendo
tesoura antiga (já usada) da barbearia do Alvarinho.
Oferta de mézinha caseira caramela para fortalecer os pêlos do peito.
Contactar: artigantigocaramelo@caramelandiamail.cr

Vendo
edição anónima clandestina (fotocopiada na Junta) da história do Heavy Metal Pinhalnovense. Inclui prefácio com ensaio do Aníbal do Som sobre a acústica das garagens caramelas.
Contacto: Toino do Ferro (2132134569)

Vendo
vídeo com os bailes de carnaval de Rio Frio de 1991 e da S.F.U.A. de 1980.
Para as 10 primeiras encomendas, oferta de um extra de 10m com uma sessão de bardoàda “à antiga portuguesa” filmada à porta da S.F.U.A no final do baile.
Contactar: Os Fox

Vendo
1º acordeon do famoso tocador e abrilhantador de bailes e matinés dançantes, Belarmino Pançudo. Peça uníca, de valor incalculável, em muito bom estado.
Preço mínimo: 500 euros.
Contacto: Jquim do Balado (Lau)

Vendo
meio bidon cromado com as pegas em cobre caramelo.
Vem equipado com suporte para mines e cigarro.
Oferta de grelha de frigorifico topo de gama dos anos 50, e luvas de pedreiro usadas, mas em bom estado.
Contacto: Café do Ti Bezuntado (Palhota)

Vendo nabalhinha comprada na Cantina da Estação em 1980 e aprovada pela Comissão Caramela de Gastronomia (C.C.G.). Traz recibo comprovativo de compra e pedra de afiar.
Contacto: Salaciano Balístico (Valdera)

26.10.05

Agora já todos podem assar coirato em casa

A Comissão de Moradores da Sul-Ponte amais o Bairro Andrade, encomendou ao Gabinete de Projectos de Bidons da Móbil um meio-bidom especial para superar as necessidades de todos os que querem ser caramelos mas não podem porque não têm espaço para pôr o seu meio-bidom em casa, pois vivem em pequenos apartamentos nos prédios. O meio-bidom, monta-se e desmonta-se de acordo com as normas tradicionais para o desenvolvimento dos músculos dos braços, podendo ser guardado, ainda em brasa, dentro do guarda-fatos ou debaixo da cama, quando acabar a assadura. O modelo é gratuito e vem com uma grelha super aderente dos frigoríficos avariados da antiga HR. Pode ser adquirido em todas as coletbidades do nosso reino ou na Cumpratiba das Farinhas, bastando para isso o mostrar o cartão de qualquer coletbidade caramela com as cotas im dia.

25.10.05


Aqui está o modelo mais aguardado de meio-bidom próprio para andares de duas assoalhadas. Pode-se guardar até na casa de banho em que as pegas (como se pode ver) podem ser usadas para pôr a toalha de banho ou o rolo de papel higiénico. Uma verdadeira obra de engenharia.

24.10.05

CONSULTÓRIO DO DIA-A-DIA (IV)

Aqui podes fazer as tuas précuras, dizer dos aleijões, e isso assim. A FLC tem um rancho de caramelos especializados que te darão as respostas certas.


Pergunta de Miguel M. Silva (operário aparafusador na Autoeuropa)
Sou Pinhalnovence desde 96 e só há pouco tempo é que soube que vivo na capital dos caramelos, principalmente pela divulgação da Frente de Libertação Caramela. Mas o que me faz espécie é isso da “Libertação Caramela”, mas afinal os caramelos estão presos?

Não, nada disso.
Oiça lá intão cum muita atenção.
No tempo do Zémaria houve um antropólogo que correu o mundo a inbestigar gente de todo o fitiu e maneiras, escrevendo a obra “Todo o homem tem um caramelo dentro de si”, uma obra muitíssimo avançada que foi remetida ao obscurantismo por influência do naturalista Darwin com uma tese mais aceitável prá época dizendo que “todo o homem tem um gorila dentro de si”. Só nos anos 30 do século passado é que um espanhol achou o velho livro, no meio das ervas daninhas, à borda da Estrada dos Espanhóis. Não tardou muito para a obra ficar conhecida em toda a Península Ibérica. Mas a interpretação parba do título levou os espanhóis a fabricar caramelos de açúcar e comê-los (para ficarem com eles dentro de si). Este costume rapidamente passou para Portugal e nós como não somos nim menos nim mais que eles, íamos às carradas (em cáminetas da carreira), até Badajoz fazer o avio de caramelos para o ano todo.
Só depois de 1974, é que cumprindemos que não era assim! Afinal havia um caramelo dentro de cada um dagente, mesmo sem termos de comer caramelos espanhóis. Isso levantou muitas questões às academias, antropólogos e especialistas. Perguntavam: ora tal tá a merda hem, se todo o ser humano nasce com um caramelo dentro de si, porque é que só uns é que são mesmo caramelos? E porque é que só existem numa pequena região do planeta, cheia de sol, de uva e de coirato, cuja capital é o Pinhal Novo?
As respostas foram consensuais: ser caramelo não é apenas uma forma de vida, é um estado de alma com língua própria. O Caramelo possui uma característica única no mundo, uma energia interior rara que deixa soltar e exaltar o caramelo que está dentro de si, tornando-se assim ele próprio um verdadeiro caramelo. Mas este fenómeno só acontece na Caramelândia por um conjunto de factores naturais únicos. O resto do mundo, não tem esta aptidão.
O problema é que com o avanço das sociedades parbas e oprimidas, o caramelo que havia em nós estava a retrair-se ficando visível apenas nas cáries dentárias. Mesmo assim havia muita gente que só se ria com a mão à frente, ou dentro da casa de banho. Estávamos no caminho da extinção.
Mas a Frente de Libertação mudou o rumo à históira, libertando não só o caramelo àqueles que já o eram, como libertando aqueles que vieram de longe para fazerem parte desta irmandade.
É importante referir que antes da FLC já Zimbão Cornadura, libertaba caramelos por exorcismo-de-impurrão, mas esta prática foi abandonada nos anos 60 desde uma libertação que ficou mal resolvida, deixando um dos nossos concidadãos obcecado pelo cigarrinho “vzinh, vzinh, tem ai um cigarrinh?” (foi uma má libertação).
Por isso o processo de libertação, hoje, é feito pela autodeterminação da nossa cultura, pela aplicação dos nossos costumes e linguaige, e pela elevação do espírito do caramelo brabio e sádio.

Nota: Descobertas recentes revelaram resquícios de caramelo nas amigdalas dum orangotango, o que prova que Darwin também tinha a sua razão.

Resposta de Horaiço Cachimbadas (estudioso especialista da expansão caramela no mundo)

23.10.05

O Jovem consumidor caramelo

Já está em marcha o programa pedagógico intitulado “O Jobem Caramelo bai às compras”.
Este programa foi criado pela Associação de Defesa do Consumidor Caramelo e pela Associação dos Comerciantes Caramelos.
Pretende, entre outras coisas, educar o jovem caramelo em idade escolar, a consumir de forma consciente e participativa. O objectivo, é que os jovens saibam que existem lojas genuinamente caramelas onde podem adquirir os seus produtos.
Do programa faz parte uma maleta pedagógica com um manual de instruções, onde se menciona como deve agir o jovem caramelo e o que fazer para ser um bom consumidor caramelo. Destaque também para as lojas com o símbolo caramelo, designação atribuída só a estabelecimentos que se mostrem completamente caramelos, no atendimento e produtos transaccionados. Desta lista fazem parte vários estáminés cá da grei. O manual estará disponível dentro de dias e poderá ser requisitado na Junta de Freguesia de Pinhal Novo, Reforma Agrária ou no Mercado Mensal, de forma gratuita, junto das tascas de comes e bebes.
Para Isaltino Calafetado, presidente da comissão de educação do jovem consumidor caramelo, esta acção é muito importante, pois: “os nossos jobes debem saber o que cumprar. Pra já, na debem cumprar a torto e a dereto coisas parbas que nã tenham nada a ber com a nossa cultura e ódepois há na nossa nação belas lojas com o nosso produto caramelo que éi uma marabilha, e que debe ser mostrado ós nossos jobes. O jobe tem de aprender a nossa cultura, a comida, a buída e a trapaige que beste, tudo debe ser caramelo, ó pelo menos debem cunhecer as coisas nossas”.
Será também criada uma Brigada de Intervenção Pedagógica (BIP) que intervirá nas escolas e jardins de infância, educando e reeducando os jovens caramelos e os professores caramelos. A B.I.P será composta por anciões caramelos portadores da nossa cultura e que contarão histórias aos caramelitos à volta dos meios bidons que serão instalados em todos os páteos das escolas do nosso reino. A comissão até já recebeu vários pedidos de ajuda de professores que desejam ser caramelos e conhecer a nossa cultura, mas que não dispõem de informações válidas e correctas neste sentido.
O desejo de Isaltino Calafetado é conseguir ter apoios para uma grande divulgação deste projecto, de modo que todos os jovens caramelos com ele beneficiem. Para ele: “há um grande nibél de analfabetismo no cunsumismo caramelo ó nibél dos nossos jobes. Éi praciso inducá-los a saber cumprar. A nação caramela ei um grande centro comercial ó ar libre, onde se pode cumprar e bender tudo o que seja caramelo.”

22.10.05

CONSULTÓRIO DO DIA-A-DIA (III)

Aqui podes fazer as tuas précuras, dizer dos aleijões, e isso assim. A FLC tem um rancho de caramelos especializados que te darão as respostas certas.



Pergunta de Xixita Pita (esposa de director bancário)
Sou uma mãe zelosa, sou de Cascais mas mudei-me há 5 meses para uma vivenda da Villa Serena. Contudo, tenho tido imensas dificuldades em habituar-me a este ambiente tão simples. Apesar de me terem informado que os caramelos são uma raça fantástica, até hoje só consigo dizer bom dia/ boa tarde a alguns vizinhos desta Villa. Num destes Domingos fui convidada por um casal amigo (celebérrimo, mas não digo quem são) a visitar o típico Mercado do Pinhal Novo. Realmente fui com eles, e foi fantástico, mas de repente fiquei horrorizada quando o meu filho, de 8 anos, me fez uma enorme birra porque queria comprar uma galinha poedeira!! Será que o meu menino vai ficar caramelo como os vossos?


Ora muito bem. Bocemecê, que tem na mania, veio falar as mulheres certas e, como diz a velha Viceniça Garreia, “tu tens na maniazinha mas ê tírti-a”. Atão oiça lá agente, ai quietinha:
Im primeiro lugar os Caramelos não são uma raça mas sim uma irmandade. Quando dzemos “raça brabia” é apenas a força da linguaige, tá a cumprinder?
Im segundo lugar, e im relação à sua précura propriamente dita, o seu gaiato tem que ser um caramelo como os nossos ou intão temos a burra nas couves. Graças a deus ele está no bom caminho pois rebela-se um pingarelho de bom fitiu, com gosto pela bxeza e inclinação prá vida sodável dum bardadeiro caramelo. Deixe-o im contacto com a natureza e dê-lhe muito pão cum chóriço im bez de bolicaus e outras murraças apanleiradas. Dê-lhe tamém pão cum manteiga im fatias que vão de orelha a orelha, sem nunca faltar com a sopa caramela, tá claro. É assim que se faz um hóme às direitas nesta terra. O problema é que este não é o melhor momento para ele se iniciar na criação de galinhaige, deribado à gripe da bxeza, contagiada pelo cuspo dos chineses.
O cunselho cagente dá a bocemecê é que entusiasme o seu gaiato à criação de cabras im casa. A sala pode ser a malhada pró rebanho, e o quintal a zona de iniciação à pastorícia. Na tenha receio, vai ver que temos razão.
Quanto a bocemecê, pra se sintir bem com este povo maravilhoso da Caramelândia, tem que perder na maniazinha. Arranje desde já um tanque de cimento pra lavar a roupa e sabão branco. Ponha-o no quintal, ópois lave os truces à mão inquanto olserba o seu gaiato a cuidar do rebanho com um bordanito (feito do cabo duma esfregona). Tudo o que vier a seguir virá pela força da natureza. É à cunfiança.

Resposta de Zéza Cavilhada (presidenta do Movimento da Emancipação das Caramelas)

21.10.05

Baldio da Opinião Caramela

Espaço baldio onde é permitido vazar entulho opinativo de índole caramelo

Envie a sua opinião para frentecaramela@clix.pt

Nota: a F.L.C., reserva-se o direito de publicação parcial dos textos, quando estes forem demasiados extensos, ou de não publicação, quando o seu conteúdo não for adequado.


Carta de Ti Balbina Acocorada

Sou a Ti Balbina, a das quadras que bócês gostam dóbir.
Im primêro lugar aqueria agradecer ós repazes da F.L.C., pelo apoio que me tiim dado nos mês poemas, e toda a dibulgação que têm feto.
Ódepois queria tamém dibulgar alguns homes que escrebem como eu sobre os caramelos, o pobo que eí o nosso, brabio e balente como na há mai nanhum. Mando pa todos bócês um poema quê gosto muito, porqué sobre o marcado, com belas quadras alusibas ós homes e ó ambiente caramelo.
Atão aqui bai, com o nome do home autor, quei um home que tambím escrebe quadras.


Domingo de Marcado


Ê bou ó Domingo
Ó domingo de Marcado
Cumprar ropa e bicheza
Que na compro im outro lado

Bou eu e bai a famíla
E ódepois almoçamos todos
Conheço o home da traçante
E só bende produto sem corante

Ódepois pá digestão
Bá lá ber uma augárdente da casa
E sóber palabrão
Dou cabeçada e estaladão

Ê gosto muito do Domingo
Pois éi dia de descanço
Mas se for de Marcado
Sinto-me aquase um santo

Manel do Macho (Jardia)


comentário de Ex-utente da porta do clube (leitor identificado)

Como elemento pertencente à C.E.C.P.C. (comissão de ex-utilizadores cativos da porta do clube), reclamo desde já que o elevador do lado da cumpratiba desemboque à frente da porta da sede do Clube Desportivo Pinhalnovense . Só desta forma a nossa secção de comentários desportivos será escutada por quem passa, fomentando a participação da população e fortalecendo mais um campo cultural da nossa terra. Reclamamos igualmente a recuperação urgente da nossa sede, nem que seja só a porta, a máquena do totoloto, a bitrine dos resultados, áh... e também o toldo para nos proteger da chuva. Um frigorifico com umas mines e um meio bidanito também não era mau. Somos fundamentais para esclarecer os casos do futebol local e nacional. Elevador à porta do clube já e obras já. Só desta forma não se perderão anos de experiência na arte de comentar e discutir o futebol.

A F.L.C., apoia esta comissão e passará a reunir periodicamente em data e local a determinar de modo a que todas estas questões sejam debatidas.

18.10.05

FINALMENTE ELEVADORES PRA PASSAR A LINHA

É bem verdade que um dos costumes mais entranhados na cultura caramela é atravessar a linha dum lado pró outro a péi, de pastelêra, de joelhos, a pé-coxinho ou simplesmente à raboleta. Passar a linha dos cumboios, olserbando os carris e sintir aquele cheiro próipro da ferrovia (um misto entre os travões das carruaiges, amais a creolina das travessas), é uma expriêinça única no mundo contemporaino depois da imbenção do tinto do Rio Frio.
Mas tudo isso mudou na nossa capital!!!
Mudou porque os esquadrões armados da REFER, iniciaram nestes últimos anos a expansão territorial sem olhar aos nossos caminhos pedalo-pedonais mais importantes para o dia-a-dia. A REFER, com o seu arsenal electromecânico usou a ferrovia e os nossos baldios para separar a capital caramela em duas, inventando todo o tipo de muros, valas, gradeamentos, armadilhas em rampa, visco, alçapões desmoralizantes, ratoeiras aéreas com escadaria de efeito parvo-desequilibrante e portas que dão a elevadores de fingimento. Fizeram tudo sem aprender com a histoira da nossa nação. Deveriam saber que antes de nascerem já o grande Zémaria dos Santos incentivava os caramelos à travessia compulsiva da linha da CP, fazendo até parte da instrução primária as diversas maneiras e fitios de atravessar a linha. Esses costumes foram de tal maneira popularizados que, após gerações e gerações, atravessar a ferrovia a péi ficou cá nas veias. Portanto não há direito que hoije o hábito de passar a linha a péi nos seja vedado e remetido à clandestinidade. Ainda há dias, elementos da FLC viram uma caramela de 48 anos, grávida, a saltar clandestinamente as vedações da REFER (de 3m de altura) para passar num antigo caminho agora estragado. Tudo isto só para ela chegar ao Centro de Saúde antes das 5 da manhã.
Mas o que os separatistas da REFER não sabem é que os cumboios e as linhas foram e serão sempre materiais ferrosos que servem pra unir os caramelos. Desta maneira, para emergir uma das mais originais características da cultura caramela que é atravessar a linha a péi, os moradores do Sul e do Norte reuniram-se com os veteranos da CP, na sede dos reformados, para pôr termo a esta situação descalabrosa…
A partir dessa reunião foram mobilizadas diversas coletbidades entre as quais:
- a Ordem dos Engenheiros da Picota Caramela;
- a Associação Caramela de Construtores de Sarilhos;
- os Criadores de Burros-Que-Nã-Simportam-Dandar-À-Nora.
Esta mobilização tem como objectivo a construção dum aparelho que resolva os nossos problemas de atravessamento da linha. O engenho é uma espécie de elevador que alia as velhas tecnologias caramelas à nova relidade, cruzando a engranaige e os recursos energéticos da nora, com o sarilho e o contrapeso da picota. As travessas (com o cheiro a creolina), bocados de carril, latas de manteiga açoriana, pregos e arames são o material usado, (fornecido pelos veteranos caramelos da CP).
Elementos da FLC em conjunto com os Bombeiros, têm estado a acompanhar a construção e não só estão surpreendidos com o elevado desempenho como estão incrédulos pelo grau de complexidade mecânica do elevador. É já considerada a 23ª maravilha caramela!
Dentro em breve o elevador estará ao serviço da população junto à Cooperativa do lado Sul e junto ao Rancho Folclórico, do lado Norte.
Com esta construção é de enaltecer a inegável capacidade da irmandade caramela em resolver os seus problemas em prol da sua união. A inauguração está prevista para o dia 24 de Outubro, com fogo rijo, dia em que se de se poderá ver um burro feliz a andar à nora e a fazer serviço público pondo em acção a ingranaige, trazendo as reformadas da Cumpratiba prós Correios e dos Correios prá Cumpratiba em menos de 3 segundos, num movimento de embalar, sem tocar num único degrau da gruta da REFER.
Sabemos também que serão colocados bancos de jardim dum lado e de outro da linha para que todos possam contimplar esta maravilha a tomar balanço.
Calcula-se que venham excursões de todo o país para visitar o Elevador Caramelo como monumento anti-separatismo-Norte/Sul do Pinhal Novo e exemplo máximo da capacidade inventiva e empreendedora do nosso povo.

Nota: As bóstias dos burros serão pra fertilizar os arbustos e as flores do jardim José Maria dos Santos que ficará muito mais bonito ópois da obra.

16.10.05

Governo Caramelo cria Fundo contra a Globalização

O Governo Caramelo (actualmente em auto-gestão clandestina), prepara a criação de um Fundo para combater os efeitos da globalização no nosso território e auxiliar as localidades caramelas mais afectados por este fenómeno.
Devido aos efeitos nocivos que a cultura caramela sofre todos os dias com o cada vez maior avanço da globalização, estes trabalhos têm prioridade sobre qualquer outro assunto. Este fundo de valor ainda desconhecido, visa o “apoio à preserbação do Homo-Caramelus”, mantendo a sua identidade e caracteristicas culturais que o tornam unico.
Assim, está a ser criado um grupo de trabalho que reunirá de emergência aos fins de semana do próximo mês, sempre à hora de almoço, dispendendo duas horas diárias de árduo trabalho, visando encontrar soluções e estratégias de desenvolvimento sustentável caramelo. Vários produtores de vinho da região já mostraram a sua vontade em apoiar estas sessões de trabalho, tendo um responsável pelo Vinho da Cascalheira afirmado: “se dapender de nós, os homes na hão de passar sede inquanto trabalham”.
A comissão independente será composta por várias personalidades caramelas e viajará por todas as terras da nação numa Fragnete de caixa aberta, com confortáveis sofás dispostos lateralmente e atados com um arame à caixa, dos quais os membros da comissão poderão ter uma visão preveligiada dos mais recônditos lugares da nossa imensa região. O seu objectivo será o de indagar as dificuldades e problemas que a cultura caramela actualmente sofre, bem como o de ouvir as opiniões e sugestões do povo. A Fragnete será também equipada com um meio bidon, colocado sobre um suporte soldado ao chão, o qual servirá para dar serventia alimentar aos nobres ocupantes e em caso de sobras, distribuí-las pelo povo, que (espera-se) acorra entusiasmado e em êxtase à passagem da caravana oficial.
A Câmara Municipal de Palmela, numa tentativa de participar neste acontecimento, disponibilizou um motorista para a carrinha, tendo o cuidado de referir que é um motorista caramelo. No entanto, o Governo Caramelo ainda não se pronunciou sobre isto. A comitiva oficial iniciará a viagem no Páteo Caramelo no primeiro fim de semana do próximo mês, com um grandioso almoço de confraternização caramela, que servirá ao mesmo tempo de mostra gastronómica e festa do artesanato caramelo. Sabe-se que Belarmino Pançudo e os Fox Trot estarão presentes.
A F.L.C. teve acesso à lista das entidades convidadas oficialmente pelo Governo Caramelo, para fazerem parte da comissão que dará a volta à caramelândia em caixa aberta. De seguida apresentamo-la, ainda que incompleta:

- Um representante da Associação Académica (ao qual já foi dado o direito de viajar com o cachimbo aceso, desde que ocupe um lugar perto do tubo de escape da frágnete);
- Um representante da Loja do António Brinca (a qual cedeu os cobertores para proteger da geada (em caso disso) a comitiva de observadores oficiais) ;
- Alguém que prove ser cliente assíduo da loja anteriormente referida;
- Um representante da Associação Columbófila (com autorização para distribuir panfletos em defesa da preservação da sua sede-barracão);
- Um representante do grupo informal dos Utentes da Porta do Clube (tem de provar conhecer o ambiente da casa na altura do Bernardino e Totoloto);
- Um representante dos adeptos do Pinhalnovense, cativo atrás da baliza;
- Um representante dos Círios da Carreguera, com autorização para trazer todo o grupo na condição de lançarem fogo rijo e tocarem múseca, de cada vez que a caravana entrar numa localidade;
- Um representante do Teatro ATA, (desde que não utilize as viagem para campanha do Bloco de Esquerda);
- Um representante da Reforma Agrária, que seja vendedor desde o tempo em que esta se situava perto da estação;
- Um representante da Tertúlia Caramela (com a condição de distribuir camisolas actualizadas deste estaminé);
- Um porco caramelo- mirandês em representação da sua nobre raça, devidamente açaimado;
- Um cão caramelo com as bacinas do matadouro em dia, e que dê provas da sua brabeza;
- Um representante dos Bardoada (proibido de tocar Bombo depois de almoço, perturbando a sesta dos trabalhadores);
- Um poeta popular, com direito a assintar-se ó lado da Ti Balbina Acocorada, que durante o caminho, com o chaço em andamento, lerá bonitas quadras em caramelo puro, de encorajamento ao povo para a defesa da sua cultura;
- Um cativo do balcão da tasca do Xico, que mesmo assim esteja habituado a beber mines;
- Um apreciador de túbaros do Café Satélite (que mostre certificado de participação nos famosos workshops de dança do Taberneiro Atoine Desinxaugado);
- Um representante do Costa Bar, desde que prove a sua intenção de colocar um meio bidon à porta, pelo menos em dias de jogos do Pinhalnovense.
- O Atoine das Ideias Parbas, que lerá manisfestos filosóficos em defesa da nossa cultura;
- Fulgêncio Gamelão, proibido de fazer campanha para a sua eventual candidatura à Presidência da Republica;
- Um representante da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, ao qual será oferecido uma caneta Bic e um bloco de notas (comprado no marcado mensal) para registar as opiniões do povo;
- Um cliente da Coopratiba, que prove ir para a porta desta às 8.30 e que tenha mais de 50 sacos desta loja em casa.
- Alguém que mostre a sua indignação com a transformação do Zé Beu em Pastelaria.

Obviamente que a lista está ainda incompleta, mas até à data não conseguimos obter mais informações.
Sabe-se também que a empresa do Firmino já foi contactada para adapatar uma caixa aberta de maiores dimenões à fragnete, de modo a que todos os convidados caibam.
Todas estas personalidades terão a responsabilidade de “olserbar e analisar as condições actuais da cultura caramela para ódepois, im conjunto debaterem quais as malhores estratéigas de proteção da nossa cultura face òs abanços da globalização”.

12.10.05

CONSULTÓRIO DO DIA-A-DIA (II)

Aqui podes fazer as tuas précuras e dizer das aflições. A FLC tem um rancho de caramelos especializados que te darão as respostas certas.

Pergunta de Germinnio de Soutto e Vasconcellos (Eng.Civil)
Sou um homem de 42 anos, vivo no Pinhal Novo há 4, e tenho um caniche vacinado com uma coleira com o nome gravado. Pesa 380 gramas e levo-o todos os dias a passear no parque. Disseram-me que é impossível ser caramelo enquanto tiver este cãozinho, é verdade?


Resposta:
Impossíbel, impossíbel não é, mas prepare-se para introduzir grandes mudanças na vida e personalidade do canito assim como em bocemecê como hóme. Como sabe, a gente preserba uma cultura plural privilegiando os balores unibersais, tais como a relação hóme/bicho. No entanto é bom limbrar que um bichanho tão abichanado precisa de ser trazido à realidade do dia-a-dia. Bocemecê siga lá então aquilo cagente lhe bai dzer:
1- Não tenha receio. Comece desde já a passeá-lo pela vala da Salgueirinha e atiçá-lo a pricurar pequenos roedores e outra bxeza dintresse. Cuidado! Para já não passe para lá do Intermaché sob o risco do animal ser comido por um cão pastor-caramelo de poucas cumbersas (rosnadelas).
2- Não lhe dê banho nim na bacia nim no bidé nim im lado nhum. Lembre-se que se ele cheirar a Super-Pop pode causar-lhe conflitos sociais com matilhas de canzoada caramela. Deixe-o cheirar a canzum. Fique tamém sabendo que um cacho de carrapatos atrás de cada orelha é sinal de estatuto social do cão caramelo brabio. A coleira com o nome escrito também não vale nada, porque os cães são analfabetos, quando muito um guiso como sinal de afirmação e vaidade canino-caramela.
3- Dê-lhe restos. Os restos são parte da alimentação saudável do cão berdadeiramente caramelo.
4- O cão caramelo é um bicho livre, muito dado às aventuras em matagais, à exploração nos grandes silvados, assim como à demarcação do seu territóiro alçando a perna nas rodas dos carros dos empreiteiros e sinais de trânsito. Por isso bocemecê não pode deixar o animal farejar só os mosaicos marquise, o dia inteiro, à espera do passeiozinho pelo parque. Deixe-o entrar e sair de sua livre e espontânea vontade e não se preocupe se ele aparecer todo esburgado. É sinal que o bicho merece o título de cão brabio.
5- Fique sabendo que qualquer gato que passe a um raio de dez metros do focinho dum cão caramelo corre o risco de ser abocanhado. Se o seu canito gostar de gatos, bocemecê tem mesmo um grande problema. O melhor é trazê-lo cá às nossas malhadas e ver o que podemos fazer com a nossa gataige treinada.
6- Por fim, bocemecê deve saber assobiar alto com os dedos na boca, depois de lhe ter passado a mão pelo pêlo (sinal de grande estima). O cão caramelo orgulha-se do dono com um grande e belo assobio. Um assobiozinho de grilo mal amanhado, pode fazer com que o cão escolha outro dono, à altura do seu estatuto.
Se cumprir estes cunselhos e mudar de nome, talvez bocemecê e o seu cão possam vir a ser caramelos.

Resposta do Professor Inaiço Macaco
(Biólogo da fauna-caramela, especializado no escaravelho da batata)


Foto do bicho (muito mal tratado) amandada pelo nosso cidadão. Vai ter que esperar muitos anos para ser caramelo e calculam-se grandes transformações de fitiu e de menêra de ser. Depois de passar pela Sala da Salgueirinha fica quase como novo.

11.10.05

Será que temos candidato?

Em tempo de eleições presidenciais, é sabido que o desejo do povo caramelo é o de ter um candidato à Presidência da Republica.
Após várias semanas de pricura e abaixos assinados em nome do colectivo caramelo, surgiu o sonante nome de Fulgêncio Gamelão (ver texto de 9.14.2005). No entanto, até à data, este bravo ancião caramelo nunca se tinha pronunciado a respeito deste assunto, preferindo manter-se em silêncio profundo, num estado de quase transe, enquanto reflectia sobre a sua eventual candidatura e quais as medidas a tomar caso seja eleito.
Finalmente, vamos poder saber se temos home candidato ou não. Gamelão, conhecedor absoluto de técnicas de marketing (foi vendedor durante largas dezenas de anos na Reforma Agrária), disse ao semanário A Voz do Caramelo, que pretende quebrar o tabú “com uma machada de bico de pato”.
Para tal, afirmou que na próxima semana irá anunciar o possível anúncio do anuncio oficial da sua candidatura. Esta técnica da demora anunciatiba, servirá para irritar e desmoralizar possíveis opositores e concorrentes directos, de modo às hipóteses de vitória serem ainda maiores.
Enquanto isso não acontece, este assunto tem sido tema de diversas conversas dos cidadãos caramelos, deliciados até aos beiços com a ideia de poderem ter um representante caramelo concorrente a tão importante cargo.
A F.L.C. sempre em cima do acontecimento, deixa aqui alguns exemplos de conversa quotidiana recolhida na nossa nação, com o objectivo principal de estes serem lidos (apesar de já ser cego) por Fulgêncio Gamelão, sentindo assim todo o apoio que a grei caramela lhe concede:

Capital caramela, segunda-feira, 8h45, à porta da Coopratiba:

- Atão o Gamelão ei ó não candidato?
- Nã sei.
- Ê cá também não.
- Sim, tu ê sei que não.
- Eu o quêi?
- Na éis candidato, ainda bem. O nosso home é o Gamelão.
- Nã ei isso.
- Atão o quéi?
- Ê cá também nã sei.
- Ê sei que não.
- Ah! afenal sabias e nã dzias!
- Quem eu?
- Não, o Gamelão, queres lá ber!
- Ah!
- Eu também acho que debia ser.
- Tu também? Atão mas afinal tal tá a merda, hã! Bê lá mas éi se ta decides, ó botas im ti ó no Gamelão.
- Olha, bem aí o Home!
- O Gamelão?!
- Nã, o home da Coopratiba!
- Bai abrir, bai abrir, tá aquase...
- Abriu!

10.10.05

Novos achados arqueológicos

Após a sensacional descoberta de um meio bidon do séc. VII d.c. (9.13.2005), foi anunciada outra importantíssima descoberta que poderá continuar a revolucionar a história do povo caramelo.
Como o D. Caramelo de Arqueologia previu aquando das primeiras descobertas, foram encontrados mais objectos no mesmo local. O arqueólogo-escabador responsável pela equipa que fez as descobertas, afirmou à F.L.C., já no café Anda Cá Mais Eu: “bem sei, cas minhas olserbações sobre a possibilidade de ter existido na noissa raigião uma comunidade meio-bidonista, causaram muita polémica e dexinxaugamento nos homes que se consideram historiadores do nosso pobo. Pois, ê bolto a afermar e a dzer o mesmo, acrescintando que dacordo com as nobas descobertas, na só existiu uma comunidade meio-bidonista, mas que deberão terem existido bárias comunidades caramelas meio bidonistas nómadas.
Estas afirmações de Atoino Louvadeus baseiam-se no facto de terem sido descobertos cerca de 30 suportes móveis para meio bidons, alguns deles ainda em considerável bom estado. Para ele, os suportes serviriam para os caramelos seguirem as varas de porcos caramelo-mirandês (que deambulavam selváticamente entre a futura pátria caramela e as terras Galegas) transportando consigo os indispensáveis meios bidons inseridos no suporte móvel. Estes eram empurrados e conduzidos de vale em vale, podendo atingir velocidades elevadas nas descidas mais bravias. Desta forma, os homes da altura venerariam este nobre animal, base da sua dieta e provavelmente um dos símbolos máximos da religião pagã caramela, acompanhando as suas deslocações sazonais em busca de bons terrenos para pastar, nas quais chegariam a percorrer mais de 1000 km. A F.L.C. sabe também que estas descobertas estão a causar grande impacto no mundo científico, pois se se confirmar que estes suportes móveis são também do séc.VII, significa que os caramelos para além de dominarem o fogo, já dominavam perfeitamente a construção da roda, à semelhança de outros povos desenvolvidos. A inovação introduzida pelo nobre povo caramelo, foi o cardado agro-pecuário, antepassado dos modernos pneus. Pensa-se que os caramelos utilizavam os túbaros do porco caramelo-mirandês para forrar as rodas, dando-lhe assim maior aderência e durabilidade. A National Geographic planeia enviar brevemente 2 cientistas à nação caramela para conhecerem estas valiosas descobertas. De referir que um dos enviados especiais, está actualmente a aprender caramelo para melhor poder comunicar com a equipa de Atoino Louvadeus.
Sabe-se também que as escavações arqueológicas irão continuar, pois muito haverá ainda por descobrir na rica história caramela.
Ficaremos então a aguardar novos desenvolvimentos e descobertas que nos levem a conhecer melhor as nossas raízes e a elevar cada vez mais o orgulho colectivo do nosso povo.

9.10.05

PARABÉNS E TOCA A TRABALHAR

A FLC felicita os bencedores para as Juntas de Freguesia do Poceirão e Marateca como parte cultural da caramelândia e em especial os bencedores para a Junta de Freguesia da nossa capital, o grande Pinhal Novo. A par das felicitações aproveitamos pra lembrar que estão infiltrados elementos da Libertação Caramela em todos os órgãos autárquicos, associações, coletbidades e grupos clandestinos, com indicações precisas para actuarem de acordo com os costumes caramelos em prol da auto-determinação do nosso povo. Temos vigias em pontos estratégicos do nosso territóiro com equipamento de tecnologia desenvolvida nos laboratórios da Lagoa da Palha. Contamos com telescópios de gargalo de garrafão-de-tinto, radares de meio-bidom-parabólico, antenas de grelha revestida a unto de entrameada, escutas de microfone de chouriço, assim como pombos-correios (nascidos e criados pela Columbófila do Pinhal Novo). Todos os vigias e agentes infiltrados foram treinados para detectar os incumprimentos, as traições, as negligências assim como os atentados à nossa cultura, e comunicarem de imediato ao baldio central da FLC que, se for caso disso, procederá ao golpe revolucionário para a libertação caramela.


Somos a força e a afirmação para o caramelo livre e satisfeito.
Estamos a pau, e prontos pró progresso.

7.10.05

CONSULTÓRIO DO DIA-A-DIA

Aqui podes fazer as tuas précuras e dizer das aflições. A FLC tem um vasto grupo de caramelos especializados de te darão as respostas certas.


Tornei-me caramelo a 23 de Agosto deste ano porque aderi à vossa campanha “Kit novo-caramelo”. Como moro num rés-do-chão dum prédio de 3º andar no Bairro Joaquim Maria (perto da GNR), ando agora com umas ideias “parbas”. Então é assim: gostaria de saber que tipo de agropecuária posso agora desenvolver no meu quintal.
Pergunta de: Pálinho dos Inzóis
(batizado pela irmandade caramela por andar prevenido com uma duiza inzóis pindurados numa órelha)

Caro Pálinho, isso não são ideias parbas, até felicitamos a tua iniciatiba e oube lá bem os nossos cunselhos. O ideal pró teu quintalito é fazeres uma pecilga de tijolo com telhado de canas. Podes ir buscar as canas logo aí à vala, rente à estrada dos espanhóis. Esquece as gaiolas de piriquitos ou canairos. A pecilga é a melhor solução porque assim os bzinhos dos andares de cima pódim ajuntar-se à criação do porco jogando à buntadinha os restos de comida pró teu quintal. Na t’apoquentes hóme cu porco come tudo: molas da roupa, górdanapos e até beatas acesas. No fim da criação fazes a matança do bicho no vão da escada do prédio conbidando toda bzinhança. Não te esqueças do meio-bidom em braza permanente bem como do tinto hem! A matança do porco dá sempre um dia de festa com grandes lembranças e episóidos engraçados. Atenção que o porco caramelo-mirandês não é aconselhável para a exploração de quintal porque atinge os 400kg. O melhor é porco caramelo-sarilhense com 150kg, ideal para passar pela porta cozinha e dar a curva no hall pra sair prás escadas do préido. Este método já foi testado no Bairro da Salgueirinha com grande sucesso, contribuindo para o combíbio sódável da bzinhança dos préidos e libertar a cultura caramela da opressão urbanística.

Resposta de: Ti Jacinto Atãonão
(Arquitecto Paisagista de quintais urbano-caramelos)

6.10.05

Novo ciclo de documentários na capital caramela

(Urbaniz)acção, 1995, 20m, cor.

Largo José Maria dos Santos, 7 de Outubro
21h00

Documento cinematográfico, catalogado como pertencendo ao cinema realisto-clandestino caramelo.
Esta película foi gentilmente cedida por um antigo construtor civil dos anos 90, dedicado agora ao comércio de importação-exportação de palmeiras exclusivamente para condomínios fechados.
Dela resulta um fortíssimo retracto psicológico do construtor caramelo, de onde sobressai uma forte motivação para construir a todo o custo e um défice de entendimento do que é a relação directa entre património arquitectónico e identidade cultural.
Pelo meio, o documentário é enriquecido com truques e dicas (de forma subliminar), aludindo a diversas formas de contornar legislações e normas legais sobre a construção de novas urbanizações.
Um verdadeira pérola, para todos aqueles que se querem aventurar no fabuloso mundo da construção civil caramela.


A criança que brinca na loja do Sr. António

2000, 45m, preto e branco.

Costa Bar, 14 de Outubro, 21h00

Documentário auto-biográfico de Zéi Anestésico, produtor de cinema independente caramelo.
Nele se pode visionar, de forma apaixonante e quase idílica uma loja do comércio tradicional na capital caramela, a famosa loja do António Brinca.
Zé Anestésico, lembra-se de ter crescido a ir a essa loja, aos recados a mando do avô, Jquim Anestésico Empedrado, na altura presidente do Rancho Folclórico da Lagoa da Palha, uma das colectividades que sempre manteve relações com este estabelecimento.
O filme, todo ele elaborado num só plano e sem cortes, recria o ponto de vista de uma criança caramela e o seu deslumbramento pelo universo interior de uma loja deste tipo. Os tecidos, os chapéus, a caramela que entra e faz uma pricura, apoiando os braços pesados no antigo e gasto balcão de madeira (todo ele de árvores caramelas), fazem parte do imaginário colectivo profundo, o qual só é possivél manifestar através de uma das (poucas) obras primas do nosso cinema independente.
Valiosos são também os monólogos do autor (sempre em caramelo puro), onde pensa em voz alta, sob o olhar atento e “emparbecido” dos clientes que chegam, a influência desta loja na sua vida, desde o ter mais tarde ingressado no Rancho Folclórico da Palhota, habituar-se a só comprar artigo português de qualidade, gostar de chóriço de sangue vendido no marcado (aqui as razões não são bem claras, nem para ele), até à sua carreira no cinema caramelo independente, cujo momento alto foi a estreia de uma longa metragem na S.F.U.A. " em 1985.

5.10.05

BOMBEIROS EM ALTA COM OS CARAMELOS

Sabemos que os nossos bombeiros não só estão prontos para atacar qualquer labareda e tirar-nos dos apuros, como também estão atentos à nossa cultura. Por isso, no baldio dos BVPN (aperta aqui pra ires lá parar), falaram dagente em prol da libertação e independência da cultura caramela. A FLC agradece a iniciatiba e prepara uma coiratada de confraternização, acompanhada com um tinto do Ti Bento.

O COSTA BAR E AS PÁPAS CERELAC

No passado dia 4, milhares e milhares de caramelos, simpatizantes e curiosos vieram numa romaria até à porta do Costa Bar, numa enchente só igualada ao Carnaval de 98 quando o Gonçalbes distribuía vinho à mangueirada. A fila era enorme e a FLC também esteve lá sob a forma de três viúvas velhas com um lenço na cabeça. Quando, às 18:00h, as portas se abriram foi o caos total com toda a gente a gritar de nervos, empurrões, atropelamentos, crianças perdidas, carrinhos de bebé espalhados e copos partidos. Esta romaria deveu-se à crença de que estava lá dentro do Costa a figura duma santa que chorava lágrimas de cerveja. Todos procuraram a santa com a fé de beberem uma imperial à borla. Alguns tiveram essa sorte! Mas nós investigámos todo o recanto, dentro das casas de banho, debaixo das mesas, dentro da registadora, e até mesmo dentro ma máquina do tabaco. Fomos também à cozinha revistar as panelas e mais pralá, dentro do balneário, onde estava uma mulher agachada a verter mas não era santa. Já no armazém, revistámos tudo e o mais parecido que encontrámos foi uma pilha de grades de minis a olhar prágente com ar muito piedoso.
Chegámos à conclusão que se tratava apenas duma lenda.
Desmistificado o caso, todos acabaram por ficar… ou ir-se embora. Mas algumas famílias ficaram na dúvida e empanturraram-se com Blédines e Cereláques porque pensavam que, com o aspecto falsificado e descaramelizado do Costa, podia ser proibido beber uma mine. Mas não! É mesmo só o novo fitiu da casa.
Contudo, segundo viemos a saber hoje, dia da Republica das Bananas, os caramelos mais brabios ajuntaram-se lá dentro e fizerem uma missa de chamamento à santa lacrimejosa com cânticos, guitarra e tudo. Quiseram saber toda a verdade e o culto prosseguiu pela noite atentro. Já de madrugada muitos juraram que viram qualquer coisa a mexer, mas não sabem bem o que foi. O milagre esteve prestes a acontecer e o Costa vai recontinuar para outras missas.

4.10.05

O ECLIPSE FAZ MOSSA POLÍTICA

A propósito dum estranho fenómeno ocorrido nos céus caramelos, a FLC desencadeou todos os mecanismos de infiltração investigativa de que há memória desde os golpes de estado (usando apenas redes de pesca) em Guiné-bissau. Tudo aconteceu quando a ti Ináiça do Bixôco (moradora na Carregueira) estava a estender a roupa no quintal «…taba a estinder os truces do mê hóme, aqui no arame, quando bi o sol sim um bocado». Eram então 09:50h de segunda-feira. A ti Ináiça sacou da cintura o telemóvel poli-utilitário, tirou uma fotografia, e mandou-a logo à FLC.
Confirmado o estranho fenómeno, desde então não parámos.
Podia ser um ovni ou um ovo não identificado mas não!...
Suspeitámos ser uma mensagem subliminar da campanha eleitoral e por isso apanhámos, com uma rede, os cabecilhas de todos os partidos, fragmentos e resíduos políticos. Depois, perante um rigoroso interrogatório à frente das nossas flóberes, todos juraram que não tinham sido os autores. Mesmo assim ficaram encarcerados num pavilhão abandonado em Vale do Alecrim e a ouvir a Popular FM para se manterem atordoados.
Depois decidimos consultar o velho bruxo caramelo, o Zimbão Cornadura (o tal responsável pela recuperação do horóscopo caramelo), para dar a sua sábia opinião. Fomos encontrá-lo na sua casa de terra batida, a tratar dum gaiatito caramelo que, segundo consta, tinha o bucho virado por ter « má fitiu».
Cornadura garantiu-nos (enquanto enrolava o gaiato cum trapo binzido) que esse fenómeno é um “inclipse” e tem a ver com os «gases que porí andam, amais os maus olhados, im modos ca Lua entra im casa do Sol e perde o trembelho» disse ele rematando com um arroto azedo. Disse também que se houver «essa coisa das minsaiges subliminares só se for no grunir do porco caramelo quando incontra uma lendia». Perguntámos se o inclipse faz mal ágente e ele só nos aconselhou a cortar as unhas mas «dixando a unha do dedo maminho crescer até 2028».
Esclarecidos do fenómeno, fomos rapidamente ter com os cabecilhas partidários com receio de se terem assanhado e comido uns aos outros, ficando apenas as gravatas no chão. Mas, quando chegámos, estavam apenas traumatizados com a conversa uns dos outros.

Em 2028, que se cuidem todos aqueles que nos queiram tapar o sol porque nessa altura a FLC já deve estar no governo pela defesa do bronze caramelo.

29.9.05

De novo a polémica dos Jogos Olímpicos

Depois da resposta negativa do Comité Olímpico em considerar o lançamento do fogo rijo um desporto olímpico, Celestino Bombista contrataca.
Após ter estado algumas semanas incontactável em zona incerta da Atalaia, decidiu finalmente falar ao povo caramelo.
Numa entrevista de 2 horas à Rádio Antena Caramela, afirmou na qualidade de Presidente da C.C.C.L.F.R.* :” estibe im profunda meditação na Atalaia, capital sagrada dos Círios, e finalmente alimbrei-me do que fazer. Se nã podemos ir ós Jogos Olímpicos, bamos nós próprios criar os nossos Jogos Olímpicos e ódepois seles quiserem participar, nós tamém nã dixamos!”.
Em tom visivelmente emocionado, Celestino referiu: “declaro aberta a ideia da criação dos Jogos Olímpicos Caramelos. Ca nossa nação e o nosso pobo sejam dignos de os realizar.”
Recorde-se que apesar da recusa dos Jogos em admitir o Lançamento do Fogo rijo como modalidade olímpica, os Círios foram convidados a estarem presentes (como “cabeça de cartaz”, refira-se) na cerimónia oficial de abertura dos Jogos Olímpicos. Celestino chegou a ser pressionado por vários grupos da sociedade caramela para que aceitasse o convite, existindo opiniões de que seria muito bom em termos de promoção e divulgação da cultura caramela. No entanto, para Celestino essa ideia esteve sempre posta de parte: “quem quiser ber e óbir a nossa foguetaije tem de bir cá, à Atalaia, nã somos a gente que lá bamos, isso cariam eles, esses homes parbos do Comitéi. Na, a gente na bamos!”
As modalidades olímpicas caramelas a incluir ainda estão em fase de estudo.
A F.L.C. sabe que o lançamento do fogo rijo em cima da carrinha (parada ou em andamento), o acendimento do meio bidon (sem acendalhas e só com uma mão), os 100 metros de motorizadas (artilhadas e semi-artilhadas), bem como o lançamento da grade de mines, já estão practicamente asseguradas. Sabe-se também que o Canal de Televisão Caramelo já detém a exclusividade das transmissões, a maior parte das quais será em directo.
Celestino espera agora que toda a nação caramela se una em torno do seu sonho e que: “todos juntos mostremos a rejeza e balentia dos homes caramelos que nunca se negam a nada”.

* Confederação dos Círios Caramelos e Lançadores de Fogo Rijo, da qual Celestino Bombista é Presidente.

27.9.05

Ti Balbina Acocorada lança livro de poesia

"Poesia com Chispes de Luz" é o título do seu novo trabalho.
O lançamento oficial será na S.F.U.A. em Pinhal Novo, capital caramela, no próximo sábado, pelas 21h e a autora convida todos os caramelos e caramelas que gostam “d’óbir e ler palabras” a estarem presentes.
Sobre a autora (ver grande entrevista de 16.5.2005), António Estalisnau Tarimba, escreve no prefácio do livro: (...) a poesia de Balbina Acocorada, caracteriza-se por um assumir da sua língua materna, o caramelo. É através desta, ca Ti Balbina canta o mundo e o molda à sua pessoa.
As suas palavras transportam-nos para a terra-mãe, para uma mulher que nos abraça “de chispes na terra” e ao ouvido nos fala de flores, enquanto na mão segura uma faca, a mesma que serviu para a matança do porco.
Poesia sensitivo-rude, de tradição feminista selvagem, que nos embala num regresso à nossa alma gémea caramela, que é afinal uma só.

Intigamente

Intigamente era pariga
Comia e buía sim parar
Hoije sou uma belha bádia
Mas nunca eu dixei de pinsar

Das bailações e despiques em Setembro
Ainda eu ma lembro
Dançaba cús chispes na terra
Na nha querida Baldera

Ai! Quim ma dera a bailação
Mais o home do acórdeão
Aquilo era sempre a rasgar
Até ó depois eu impranhar

Poema retirado do novo livro “Poesia com Chispes de Luz”

26.9.05

ALENTEJANOS JÁ SÃO CARAMELOS

A Voz do Catarro Sem Cuspo (panfleto clandestino da pátria caramela, saído do stencil do Jquim), informou em primeira-mão que as facções clandestinas das juntas de freguesia do Pinhal Novo, Poceirão e Marateca, amais os cabecilhas da Comissão de Moradores da Venda do Alcaide e Lau, reuniram à mesa do restaurante do campo do Pinhalnovence. Nessa reunião, negociaram as condições de atribuição de estatuto de Caramelo aos militantes alentejanos que desde a década de 40 combateram a nosso lado pela pátria e pela autodeterminação do nosso povo. Assim, foi decretado que a partir de 9 de Outubro os alentejanos serão também caramelos desde que:

1- Tenham as cotas da sua coletbidade em dia (porque todo o caramelo é de boas contas).
2- Não se distingam dos caramelos originais na vida do dia-a-dia (a não ser quando estão a cantar).
3- Defendam o título de caramelo com bravura e asseio, mesmo que tenham um chiqueiro no quintal.
4- Nunca mais chamem os caramelos de “ratinhos”, “saloios” ou “picamilhos” sob pena de repatriamento aos seus montes de origem.
5- Não se percam dentro do Marcado Mensal.
6- Vivam dentro dos limites territoriais da caramelândia desde 1940;
7- Comam sopa caramela pelo menos uma vez por semana.
8- Tenham pelo menos um meio-bidom em bom estado, com carvão àvondo pra uma coiratada de 20 hómes.

No panfleto pode ler-se mais adiante, no suplemento político “O Cuspo da Bélha”, que “os algarbios ainda nã son caramelos mas pódim bir a ser, sagente pinsar nisso à séira” e mais à frente concluiu “… todos os que foram paridos no nosso territoiro, por exemples atrás duma moita, no marcado… dentro da rulote das farturas ou no meio das ervas, sejum eles quim forim, som caramelos de naxença quer quêrom quer não.”

A F.L.C. informa aqui que a partir de 9 de Outubro o estatuto oficial de caramelo já não alude apenas às gentes e descendentes oriundos d’Entre-Douro-e-Minho; Cantanhede; Figueira da Foz e Leiria, mas também do Alentejo em geral e todos aqueles que nasceram no nosso territóiro.



AS CERIMÓINAS DE OFICIALIZAÇÃO DO CARAMELO ALENTEJANO, DECORRERÃO NA NOSSA CAPITAL, JÁ NO DIA 9

23.9.05

OS PARDAIS DA AVENIDA E A CAGADELA PERDIDA

Aos Órgãos de Informação


A Irmandade Caramela do Pardal no Tacho (ICPT), com sede oficial no Espinhaço, reuniu um conselho de caçadores d' passaraige com representantes de todas as técnicas para a caça do pardal, tais como o uso da ratoera, da flober, do visgo, da rede, do fumo de enxofre, do trigo-roxo e dos ninhos explosivos. A reunião teve lugar no dia 18 de Setembro desta vez na sede da Associação Cultural Grupo Solidário dos Amigos dos Animais, no Pinhal Novo. Essa foi a 34240.ª sessão clandestina, com todos os elementos sentados nos jerricans de tinto à volta duma frigideira de passarinhos. Foi uma sessão muito especial porque contou com 10 activistas convidados da Frente de Libertação de Barrancos (experientes na luta pela independência do toureiro).

Nesta sessão, a Irmandade do Pardal apreciou e:

1- Aprovou as Linhas Gerais da Estratégia Anti-Cagadela de Pardal (2005-2009) nas árvores da Avenida Alexandre Herculano/ EN252, que têm como objectivo geral reduzir as cagadelas a apenas uma por metro quadrado, promovendo o asseio na nossa capital e assim aumente a quantidade de bixeza no tacho.

2- Propôs o diploma que estabeleçe o regime de excepção à lei, pois a Irmandade do Pardal é a representante local na luta e cumprimento da tradição de petiscar pardalada em todas as festas e romarias do nosso território. Esta tradição, muito mais antiga que os toiros de morte em Barrancos, (pois tem mais de 1300 anos), reúne os requisitos definidos na lei: a existência de uma tradição que se mantenha de forma ininterrupta «pelo menos nos 50 anos anteriores à entrada em vigor do diploma, como expressão de cultura popular, nos dias em que o evento histórico se realize», que no nosso caso, o evento histórico é dia sim, dia não.

3- Aprovou a coligação da QUERCUS à Irmandade do Pardal, na luta para a aprovação do referido diploma, prestando-nos um serviço de qualidade. Os representantes da QUERCUS irão estacionar os seus carros debaixo das árvores da avenida durante uma semana, para depois contarem as cagadelas que caem no chão, as que caem em cima dos carros, e as que se perdem nas cabeças. Técnica que determinará em simultâneo a quantidade de pardais no activo, as horas que as caramelas levam a limpar o passeio, e os milhares de cidadões e cidadonas que apoiam esta iniciatiba.

4- Homologou as técnicas de caça do pardal em massa, por aspirador-trifásico (máquina já desenvolvida e testada nas árvores de Valdera). A QUERCUS já tem conhecimento do projecto e está prestes a dar o seu parecer positivo… depois da contagem.

5- Decidiu que o diploma, após a promulgação do Presidente da República, represente a afirmação dos caramelos nas suas tradições gastronómicas com o regresso da feira do pardal-cagão e a maior tachada de pardais do mundo (a entrar pró Guiness), acompanhada com tinto dos Farias, da Cascalheira e da Ermelinda, amais a sopa caramela e amais uma festa debaixo das árvores limpas com a avenida toda iluminada.
NÃO HÁ CARAMELO SEM UM PARDAL NA PANÇA,
NÃO HÁ PAÍS SEM MUDANÇA

22.9.05

Comité Olímpico responde aos Cirios

Apesar da resposta negativa, os Cirios foram convidados a abrilhantar a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos

Após ter estudado cuidadosamente a proposta caramela, o Comité Olímpico deu uma resposta negativa às pretensões de Celestino Bombista (ver noticia de 8.30.2005).
O desejo de Celestino, presidente da C.C.C.L.F.R. (Confederação Caramela dos Cirios e Lançadores de Fogo Rijo), era que o lançamento do fogo rijo fosse considerado uma modalidade olímpica.
De acordo com a carta enviada pelo Comité.Olímpico para a F.L.C., esta decisão teve a ver principalmente com questões de segurança existentes em torno de um evento com a dimensão dos Jogos Olímpicos. Esta organização, num comunicado oficial emitido em directo para as televisões de vários países (menos para Portugal), referiu que „o lançamento da foguetaije rija não oferecia condições de segurança, nim para os lançadores, nim para os homes do público”.
O facto de atravessarmos um período em que a segurança serve de pretexto para quase tudo, talvez possa ter prejudicado os Círios caramelos. Fonte anónima (um funcionário do Comité Olímpico com simpatia pela causa caramela), informou a F.L.C., que o fogo rijo ao rebentar no ar, poderia facilmente ser confundido com atentados terroristas nos estádios e causar uma onda de pânico generalizada na assistência. Tudo isto seria publicidade negativa para os Jogos, o que não é desejável pela organização.
Apesar disso, os Círios foram elogiados: „bimos o bídio que nos inbiaram e óbimos as cassetes e o lançamento da foguetaije ei realmente um espectáculo balente, de belo efeito audio-bisual, sobretudo audio, quando o fogo ei mesmo rijo” *.
Para o comité, o ideal seria a inclusão dos círios na cerimónia de abertura oficial dos Jogos Olimpicos, com um belo espectáculo de foguetaije rija em directo para todo o mundo.
A F.L.C. sabe que já foi feito um convite formal à C.C.C.L.F.R., para que tal aconteça e os Círios possam estar presentes nesta grande festa.
Resta agora saber qual a opinião de Celestino Bombista em relação a tudo isto. De momento ainda não prestou qualquer tipo de declarações, estando retirado em parte incerta com todos os representantes dos Círios Caramelos.

* O comunicado oficial foi traduzido do inglês para a língua caramela.

19.9.05

A ARTE CARAMELA

Como aqui na nossa coletbidade se fala muito da habilidade e essas coisas assim, a FLC em contacto secreto com a Estação Espacial Internacional, mostra em primeira-mão fotografias do nosso território que são obras d’arte feitas por artistas caramelos em terrenos agrícolas. Como é sabido esta forma de arte rural substitui o vulgar pincel pela técnica da ceifeira de soluço e enfardadeira de recuo. Os artistas usam o fardo de palha como fonte de inspiração, representando com mestria o tema da lavoura e da labuta hortícola. «Bamos bariando os riscos daqui práli e dali práqui cunforme os subsídos e as estações do ano» disse-nos o artista agrário Capote Cebola em cima dum tractor. Pesquisadores e críticos afins, deslocaram-se ao terreno (acompanhados por militantes da FLC armados com floberes) e avaliaram este material como «obra-prima de rara beleza, favorecendo a arte na sociedade caramela e resto do ocidente». Tal comentário despoletou interesse internacional e o Japão já está a preparar visitas de avião para que todos apreciem do céu as nossas obras de arte. Por cada voo na nossa atmosfera será paga uma taxa (simbolicamente exorbitante) à FLC para financiar o processo revolucionário para a Libertação e Independência dos Caramelos.


Uma das obras mais faladas é a que está na lagoa da palha.


Raparem agora na semelhança deste trabalho com o anterior!!!
Esta códaque mostra um baixo relevo de estilo caramelo, encontrado nas escavações arqueológicas na Rua de Nenhures em Palmela. Está provado que a gente já fazia arte moderna paleolítica, inspirada na invenção da roda, muito séculos antes dos palmelões descobrirem a pedra de aremesso.

16.9.05

DESFILE DA MENARDA CARAMELA

A FLC em conjunto com o Futebol Clube do Forninho, vai fazer uma concentração caramela de bcicletes a motor velhas. Muito velhas. A população dinamizou o evento e as menardas poderão ser vistas já no próximo Domingo a açapar pelos aceiros do nosso território.
Das máquinas mais importantes destacamos a mota do Jacinto Blachadão, uma MZ de 1957, com um ninho de ratos debaixo do assento;
Vai estar tamém a Sachnette-Pedalera da comadre Leopolda com um motor Solex pindurado na roda da frente e o carburador cheio de musgo do Inverno de 44.
Importante é tamém a Lambreta de 76 da ti Roberta do Corrimento, oferecida por um antigo admirador de Baleizão que a conheceu num Domingo de marcado. A lambreta está toda caiada de branco, excepto o cardado das rodas. É uma peça única de valor incalculável.
Não podia faltar a célebre Casal de 66 encontrada dentro dum charco nos Olhos de Água que o Zeca Petroquímico faz questão de a preservar ainda com as raízes das canas agarradas à ferruige, amais os bocados de barro, dando-lhe aquela cor muito característica das motarizadas antigas de uso quotidiano.
Há ainda uma BSA de 1952, adaptada para serviço de partos, apresentada pelos Bombeiros do Pinhal Novo. Esta mota pertenceu à extinta Associação Caramela do Parto em Movimento (ACPM), e é uma referência na nossa história pois foi o veículo de urgências nas décadas em que os caramelos tinham uma elevada taxa de natalidade. A potente mota, de 125 cm3, ainda preserva todo o equipamento de socorro para se poder fazer o parto em andamento, razão pela qual o veículo tem uma estranha aparência e os caramelos nascidos nessas datas saíram brabios.
Como curiosidade também podemos ver uma bciclete a motor de estilo 100% caramelo feita de peças duma máquina de costura Singer de 1914. É bem visível o pedal auxiliar de pés juntos, engrenado ao motor duma moto-serra. O farol é ainda uma cabaça de pavio a petróleo.
Por fim, e a mais comentada de todas, que ganhou o prémio “Menarda Caramela de Referência” é uma Zundápe com atrelado atado com um cordel em nó de porco. O atrelado, originalmente feito duma caixa de papelão e rodas de carrinho de bébé, foi substituído em 1975 por uma mesa-de-cabeceira adaptada com rodas. O conjunto, propriedade do Tirapicos, está preparado para a caça, pois ainda preserva a grelha para trazer as monumentais caçadas: centenas de coelhos, lebres, perdizes e toda a bixeza que se mexesse. O atrelado servia tamém para levar uma matilha de cães lá dentro que se vomitavam todos nas curvas.
A concentração terá lugar na pista de bcicletes do Forninho e o desfile prosseguirá até ao Coreto da SFUA no Pinhal Novo, cruzando-se com uma espécie de concentração de motas-flor-de-estufa organizada pelo Motoclube do Pinhal Novo. À frente do nosso desfile vai uma relíquia dos CTT, com uma corneta original e os alforges cheios de correio morto de propaganda palmelona. O Maia conduzirá o veículo com a bandeira da FLC. Atrás do desfile seguirá uma frota de triciclos Piagio de caixa aberta, cheios de grades de mines, febras, coiratos, casqueiros de 5quilos e meios-bidons em labaredas.

Se tens uma menarda enterrada no quintal, pois desenterra-a e vem desfilar com agente todos.

A cultura caramela está em força. Contamos contigo.

Se a tua menarda está assim, então tira-a do gancho e ajunta-te àgente.

14.9.05

Candidato caramelo à Presidência da Republica

Finalmente chegou ao quintal oficial da FLC um fardo de papéis (atado com arame) contendo mais de vinte mil assinaturas em X, para a candidatura do querido ferroviário Fulgêncio Gamelão.
Gamelão, filho duma beiroa e dum espanhol que se aproveitou dela quando ia para a Moita vender a colecção Outono/Inverno de ceroulas dos finais do sec. XIX. Nascido num Domingo de marcado debaixo da antiga Nespereira (perto do depósito da água da estação), lutou, na sua juventude, pelo direito dos leitões à mama democrática, chegando mesmo a comer gamelas cheias de bolota, à porta das pocilgas como manifestante (ganhando daí o seu nome). Sempre aventureiro e destemido, viajou de mula-coiceira para o ultramar onde apanhou uma rara doença endémica que lhe inchou os testículos até ao tamanho de melancias. Impossibilitado de andar normalmente (pois tinha de andar sempre com um carrinho de mão de apoio), não se rendeu à desgraça e escreveu o seu primeiro livro político “Os Ómes cum tomates de ferro” actualmente considerado uma obra clássica da literatura caramela, referência nas nossas escolas. Após a cura, na década de 50, e por influência do seu padrinho Chefe da (então nova) Estação do Pinhal Novo, entrou nos caminhos-de-ferro moçambicanos como assentador de travessas, e já nos anos 60, de regresso ao Pinhal Novo tomou conta duma passagem de nível de bandeirinha em punho. Mais tarde fundou o 486º sindicato da CP que defendia o direito do aldeamento nas passagens de nível para os guardas lá viverem com a família dentro das cabines. Inventou a placa de cortiça com o aviso “Aguenta, e põe os oubidos no carril a bêr se ele bem aí ” posteriormente feita em cimento com “Pare Escute e Olhe”. Liderou a famosa revolta de Maio de 68 em que as guardas brabias batiam na polícia com o pau da bandeirola (que eram varões de ferro) reivindicando o direito de propriedade da sua passagem de nível. Gamelão foi obrigado a pedir exílio aos Círios dos Olhos de Àgua de onde liderou, em 1987, a resistência que sabotou as agulhas dos carris no Pinhal Novo no dia da visita da Rainha de Inglaterra à nossa capital, levando-a viajar até aos armazéns de amendoim da Quimigal... (na altura esta história foi abafada, por isso aparece só em alguns apontamentos clandestinos caramelos).
Ainda no ano de 1976, em processo revolucionário, as ocupações brabias das passagens de nível sem guarda marcaram a história da nossa nação. Foram imortalizadas na famosa fotografia de Gamelão a beber uma gasosa de litro, mais a sua família caramela sentados num sofá no meio da linha do Poceirão, a ver a telenovela Gabriela Cravo e Canela. Essa fotografia deu volta ao mundo na capa da Times. Foi presidente de 23 coletbidades por mais de três vezes cada uma, e escreveu o livro “O coice brabio da política e o efeito do desmaio”, obra obrigatória para todos os elementos com assento na Assembleia da Republica.
Gamelão, hoje com 116 anos, já cego, surdo e recaído da antiga doença, costuma descansar sentado num cepo rente à linha na Lagoa da Palha com uma garrafa de litro da 7up. À passagem de cada comboio levanta a sua velha bandeirinha como pré campanha para a Presidência da Republica. Com ele adivinha-se um refrescar da doutrina com o regresso aos pirolitos.
Pelo fardo de papéis que nos chegou ao quintal, prova que há muitas caramelas e caramelos analfo-influentes que não se importam de ver Gamelão na Presidência da República. Se ganhar, representará a cultura caramela acumulando assim a Presidência da República Portuguesa com a Presidência da União Hortícola para a Fava e para a Ervilha, actualmente em alta.

13.9.05

Achados arqueológicos na região caramela

Descoberto meio-bidon do século VII D.C.


Foi descoberto em Arraiados, numa horta perto do café „Anda Cá Mais Eu”, um importante achado arqueológico que pode revolucionar a história da história caramela.
O departamento caramelo de Arqueologia referiu que os objectos podem datar de um período entre o séc. VII e X depois de Cristo.
Para além de um meio-bidon, foi ainda encontrado algo que se assemelha a uma grelha, também do mesmo período histórico.
Estes objectos foram definidos como objectos funcionais, apresentando a grelha restos de carne seca (talvez de porco?). O meio-bidon encontrado assemelha-se na forma ao actual meio-bidon, tendo a a particularidade de ser construído em barro, ainda não se sabendo se o barro é de origem caramela.
Segundo o D. Caramelo de Arqueologia, poderão ainda ser encontrados mais meios-bidons, num raio de 50 km, fazendo renascer uma teoria há muito abandonada pelos historiadores locais, que é a de ter existido na nossa região uma comunidade meio-bidonista.
Mesmo assim, estas descobertas colocam em causa a teoria geralmente aceite dos caramelos de ir e vir.
Tudo leva a crer que o povo caramelo é mais antigo do que se supõe e que ocupa esta região há muito mais tempo do que se pensa.

12.9.05

Movimentos estudantis no inicio das aulas

O Movimento de Estudantes Universitários que Assinam com o Dedo (MEUAD), reuniu-se esta semana com a Associação Caramela para a Defesa da Antiga Quarta Classe, (AC/DC), órgão da tutela da FLC, para uma manifestação com o objectivo de por fim às frases com mais de duas linhas, como esta, e às contas com virgulas. Ao fim de 15 minutos, os caramelos determinaram que não haveria possibilidade de manifestação por falta de acordo nos métodos de escrita e de cálculo. Assim sendo, os universitários mantêm a defesa do uso do dedo como carimbo e instrumento de escrita, e os dedos das mãos e dos pés como instrumentos de cálculo, em oposição do lápis atrás da orelha e do papel manteiga, defendido pelos caramelos.
Após a reunião, os estudantes fizeram uma recolha de assinaturas em todas as universidades do país obtendo mais de vinte mil dedadas. Mudada a estratégia de luta, esta recolha pretendeu o reconhecimento dos seus graus de instrução para a vida de trabalho e, pelo cheiro flagrante, deu a conhecer a enorme quantidade de futuros licenciados que metem o dedo na tripa enquanto pensam. Foi tudo muito surpreendente. No entanto, após a dedada perfumada da Ministra da Educação, os estudantes sempre fizeram uma marcha acelerada pela Avenida 24 de Julho, passando à porta do Ministério da Educação… em direcção às discotecas.
Os caramelos dos Arraiados (onde se encontra a sede da Associação Caramela para a Defesa da Antiga Quarta Classe) meteram a televisão gigante do Ti Frederico dos Burquins em cima dum escadote e observaram tudo em directo pela TVI, muito calmos, alguns deles bebendo uma mine e escrevendo de cabeça a história do nosso povo.

11.9.05

Literatura Infantil Caramela

Porque as crianças caramelas são os futuros homes caramelos (bravos e rijos), apresentamos alguns dos títulos de literatura infantil caramela disponíveis no marcado.

Matoso, Joquim, O imaginário caramelo contado às crianças caramelas à volta do meio bidon, de mini na mão, Comissão de Moradores do Lau, 2001

Santos, Reinaldo Manel, A abelha Maia na Caramelândia, Edições Linhó do Sul, 2000

Pereira, Atoino, Doces Tradicionais Caramelos Com Banha de Porco para as Crianças Caramelas, Pinhal Novo, Edições Associação Festa do Adiante, 1999.

Cobridor, Manel, Quando for grande quero ser caramelo, Valdera, Oficina das Motorizadas „Joaquim Passadiço”.

Todos estes títulos estavam hoije disponiveis no Marcado do Pinhal Novo, que acontece sempre ao 2 Domingo de cada mês.

9.9.05

Canal de Televisão Regional Caramelo para breve

A Região Caramela poderá ter em breve o seu próprio canal de televisão.
Pelo menos, esse é o sonho de Eufrásio Vinícula que pretende investir todo o seu capital na concretização desse objectivo.
E. Vinícola, após ter estado no ramo dos vinhos, especializou-se no negócio da agro-pecuária, tendo feito fortuna com a criação e exportação do porco caramelo-mirândes. Este porco é, como se sabe, uma espécie muito rentável, pois cada exemplar pode atingir os 400 kilos, sendo especialmente apreciado para a realização de largadas.
Os negócios deste empresário caramelo estendem-se ainda à importação de bidons vazios da Galp e Shell. Este negócio é bastante lucrativo, conhecido pelo famoso 1 = 2, onde cada bidom comprado equivale a dois meios bidons vendidos.
A ideia de um canal de televisão caramelo surgiu após uma conhecida empresa de farinhas para porcos, lhe ter oferecido um fim de semana em Badajoz. Como não é um home muito dado a passeios, gastou o tempo entre a compra de rebuçados, casas de alterne („para ber o produto espanhol”) e a pensão onde dormia.
Foi aqui, em frente à televisão, que teve a ideia de criar o seu próprio canal caramelo. Viu que as regiões espanholas que lutam pela indepência têm todos os seu canal regional de televisão: „se eles têm, porquéque a gente na pode ter?, o que têm eles a mais ca gente?”
Eufrásio Vinícula está determinado na sua missão, no seu sonho, no seu ideal de igualdade entre todos os povos que lutam pela autodeterminação.
Sonha com o dia em que, caramelos e caramelas, liguem a televisão e ouçam a sua língua. Promete que toda a programação será em caramelo puro e bravo, visionando uma nação inteira no sofá absorvida por filmes e novelas dobradas em caramelo.
Eufrásio, afirma ainda que depois da televisão, tenciona comprar também o jornal de Pinhal Novo, pois para ele „só a bardade caramela sará notícia”.

8.9.05

O BOLETIM DO MUSEU E A ARQUITECTURA CARAMELA

Depois de meses em reuniões à mesa dos matraquilhos FLC comenta:
O boletim +Museu da Editora Absolutista Palmelona, foi mais uma vez influenciado por uma caramela dos Batutes, (prima do Xana Fanhoso) disfarçada de Nossa Senhora da Escudeira que todos os dias vai benzer o castelo – fingimento tá claro. Desta vez conseguimos que os antropólogos e antropólogas dedicassem quatro páginas à arquitectura caramela. No entanto ficou ainda muita coisa por dizer. Muita, muita! Esqueceram-se do principal.
A nossa arquitectura, que durante muitos anos foi desprezada e muitas vezes readaptada por escavadeiras e carros blindados, é agora o centro das atenções dos países mais desenvolvidos. É centro das atenções porque é já considerada pioneira no desenvolvimento de soluções que são aplicadas hoje nas estações espaciais, principalmente pela disposição das divisões interiores, pelo dimensionamento pequenino das portas e janelas, e pelo modo de acoplar anexos uns nos outros. Isto não foi dito no boletim, não senhor! Há portanto censura monarquista nesta envernizada publicação porque o que foi escrito são as partes mais inocentes tipo: «o poial está coberto por uma cortina de chita» e «os pratos e canecas mais vistosos são colocados num escaparate». É óbvio que havia muito mais para dizer.
Para comprovar basta-nos fazer uma visita à Ilha Brava para percebermos facilmente que este foi o primeiro monte caramelo a fazer testes na ionosfera mas que por causas desconhecidas fez uma aterragem súbita no meio da rua.
É sabido que o Plano Director Municipal (engendrado por uma quadrilha de palmelões escondidos numa adega à luz das velas) pretende meter o monte em cima dos escombros do túnel para que a famosa casa se livre no traçado rigoroso das ruas, e se torne mais um monumento da cultura caramela demolida. A FLC sabe também que há quem defenda exactamente o contrário, pois é assim mesmo no meio da rua que ele deve estar, ou seja, «não debemos esconder o planeamento urbano caramelo que é brabio e original. Comágente num há igual», disse o nosso arquitecto Zulmiro do Pau experiente em desenhar vivendas na terra batida com um pau afiado.
De acordo com os principais arquitectos do mundo, este é um exemplo perfeito de integração do mundo rural no meio urbano e que outras capitais do mundo deveriam segui-lo.
O boletim +Museu tem de estar mais atento a estas preciosidades museológicas ou então a FLC fará uma ocupação instantânea às instalações e faz uma coletbidade para a defesa do fogareiro da brasa e do borralho permanente.

O monte caramelo mais famoso do mundo. Aqui está ele com a cabecinha de fora... quase no meio da rua.

7.9.05


Um convidado da FLC tirou uma códaque ao Guta Rápitira na grande bailação que houve na cozinha da Ti Cacilda Colmeia. Foi tirada no grande momento em que Rápitira acompanhava à viola o Belarmino Pançudo no acordeão. Reparem, entre outros detalhes, na mine sobressalente no bolso... Óme qué óme tráz sempre outra na algibeira.
(a censura foi um erro da máquina fotográfica, comprada nos chineses, que tinha activada a opção "xim-Pan-Zé" que serve para"tapar as olheiras")

6.9.05

Candidato Caramelo à Presidência da República?

A F.L.C. sabe que alguns notáveis caramelos estão a unir esforços para que também nós tenhamos um candiato à Presidência da República. O grupo reuniu-se no passado domingo à noite na Casa das Febras e entre outros assuntos, debateu quais seriam as melhores estratégias para tornar possível a apresentação formal de uma candidatura presidencial caramela.
A F.L.C. apurou que uma das condições é o candidato ter mais de 90 anos, estando assim um pouco á frente (em termos de idade) de alguns candidatos oficiais a Belém.
O grupo de pressão é constituído por empresários caramelos que estão dispostos a financiar a campanha eleitoral.
Neste momento, procuram alguém com o perfil e a idade adequada, que esteja interessado em embarcar na aventura eleitoral. A campanha terá como objectivo principal dar visibilidade ao país caramelo, chamando a atenção para a nossa luta pela independência cultural.

5.9.05

GRANDE ENTREVISTA

Grande entrevista a António Estalisnau Tarimba, figura proeminente e esquecida da filosofia caramela contemporânea.

O homem que a F.L.C. entrevista esta semana é uma personalidade complexa e ambígua de repostas lentas e desconcertantes. A conversa teve lugar no „Café Anda Cá mais eu” no Lau.
Este café é o único com TB Cabo nesta zona. É por isso, o preferido de Eslisnau Tarimba, porque „gosto de ber as imaiges de outrs terras, há homes amarelos e bermelhos, de todas as raças e fitios. O mundo ei radondo como uma laranja e grande como uma malancia, daquelas cu Manel Litero bindia”.
Lá fora está calor. A paisagem é selbaige e silenciosa. A sede aperta dentro do „Anda Cá Mais Eu”. Estalisnau pede uma mine e abre-a com os dentes, cuspindo a carica para o chão. Diz-nos que faz bem aos dentes abrir mines: „ei malhor do cu cáilce”. Quando acaba de nos dizer isto, pousa imediatamente a cerveja e começa a interrogar-se sobre se ele próprio se terá referido ao cálcio dentifríco ou ao campeonato italiano de futebol, que vê no café. A entrevista só prossegue passada meia hora, quando após profundas reflexões em monólogo sobre a linguagem e o seu significado, diz para si próprio”bardamerda, quim sóber ca responda!”.
Estalisnau Tarimba considera-se „um home simples”. Ao dizer isto, preparava-se para mais uma longa reflexão sobre o significado da simplicidade, mas foi interrompido pela passagem (na recta em frente ao „Anda Cá Mais Eu”) de uma bicicleta a motor em alta velocidade.
Desde pequeno que se sente filósofo, que as ideias o invadem. No entanto, nunca foi compreendido, nem pelo seu pai, que era „um home rijo comá geáda”, que lhe dizia constantemente „lá tás tu com ideias parbas”. Por causa disto, o Povo do Lau, baptizou-o de Atoine das Ideias Parbas, nome que ele aceita, pois „habituei-me a isso e as palabras são mais macias do que os tiros da nha flóber”.
Nos anos 50, faz parte do neo-pragmatismo radical caramelo, defendendo que a inteligência não é capaz de apreender a realidade das coisas: „a inteligência éi parba, quer saber tudo, ma na sabe nada”, afirma. Escreve então, um longo manifesto, onde explica os fundamentos desta filosofia.
A aventura do neo-pragamatismo radical caramelo é marcada por uma greve de fome de três dias („só buia mines”) à porta da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, quando o seu presidente lhe recusou o apoio para editar em livro o manifesto.
Abandona definitivamente este movimento, no primeiro ano das Festas Populares de Pinhal Novo, onde após acessos debates com alguns filósofos locais, tidos noite fora na Tertúlia Caramela, declara inaugurada a Escola do Pensamento Existencialista Caramelo.
Nesta escola, cria o movimento clandestino „Mas o quéque ê sou?”, onde (em grupo) repetiam durante horas, para si próprios esta frase, com o objectivo de entrar em transe hipnótico.
Este movimento foi depois desmantelado pela G.N.R., após denuncia da vizinhança, que achou estranho o enorme movimento de grades de minis e vasilhames para depósito, entregues na mercearia local.
Toino das Ideias, no seu radicalismo habitual, declarou-se líder do movimento e esteve preso durante dois anos, acusado de venda ilegal de bebidas alcoólicas.
Aproveitámos para lhe perguntar o que é que ele é. Após esta questão fica completamente abstraído da realidade e do local onde estamos, ”O quéique ê sou?”, repete para si próprio em voz alta. De mine vazia na mão, olha sem ver, o horizonte brabio, onde o sol caramelo já se põe.
Achamos melhor dar por terminada a entrevista.
Afinal, o Toino das Ideias, é um homem de perguntas, não de respostas.


Atoine das Ideias Parbas poisou prá nossa códaque ao balcão do café Anda Cá Mais Eu.

4.9.05

CONSTRUÇÃO DE UM NOVO MATADOURO

Vai ser construído um novo matadouro na região caramela.
Esta medida foi tomada após se ter verificado que vários cães caramelos já não eram vacinados há alguns anos, existindo o perigo de uma epidemia de raiva caramela.
A ida à vacina do cão caramelo era um ritual que se realizava anualmente no matadouro da Câmara, perto dos eucaliptos. Era também já uma espécie de mostra do cão caramelo, conhecido por ser (à imagem do seu dono), bravio e destemido, normalmente designado por cão de raça coelhera.
Qualquer home caramelo que tivesse um cão, orgulhva-se de ir à „bacina contra à raiva”, levando o cão preso pelo típico cordel.
Joaquim Balázio (Jquim das Balas), morador na Palhota, caçador e proprietário de 9 cães de raça coelhera, referiu que „a ida à bacina era aquaise como um home ir ó marcado, era uma ópurtunidade de ir á capital, amostrar-se e amostrar a sua canzoada, que quanto mais brabia e ruim fosse, malhor era”.
O novo edifício será construído nas Lagameças, sendo uma réplica do anterior e só funcionará uma vez por ano, assegurando as vacinas dos cães caramelos.
O encerramento do antigo matadouro e consequentemente o fim das vacinas dadas pela câmara, foi considerado por muitos caramelos, como mais um atentado e tentativa de destruição da nossa cultura caramela.

Um canito a fazer as marcações para os caboucos do novo matadouro.

2.9.05

BAILAÇÃO NA COZINHA CARAMELA

Seguindo um velho costume caramelo, a Ti Cacilda Colmeia (Vale da Vila), convida todos os homes e mulheres caramelas para uma grandiosa bailação na sua nova cozinha.
Este antigo costume foi desaparecendo das nossas casas quando o chão das cozinhas passou a ser de tijoleira, substituindo a tradicional terra batida.
O baile na cozinha, tinha como objectivo, que as pessoas ao dançarem alisassem e calcassem a terra, criando assim um belo e natural chão para a nova cozinha.
A típica cozinha caramela permitia ó home da casa vazar todos os restos de buída (auga ó binho) para o chão, pois a terra absorvia-os. Os restos sólidos de comida (restos de coiratos, intarmiadas, prasuntos, chispes, cabeças de porco), também podiam ser atirados pelo home caramelo (de forma brabia) para o chão, pois normalmente debaixo da mesa, havia sempre um cão, pronto a traçar (reciclar) tudo.
É este o costume que a Ti Cacilda Colmeia quer reavivar na sua casa. Um exemplo a seguir por todos aqueles que se consideram caramelos.
O baile na cozinha será abrilhantado pelo fabuloso acordeonista Belarmino Pançudo, que de forma gratuita, se quis associar a este evento caramelo.

1.9.05

TOPONÍMIA DE LUXO

As Comunidades Caramelas estão a dinamizar a nova toponímia, baseada nas escolhas dos nomes usados em alguns bairros e ruas da nossa capital. Como melhor exemplo, temos a atribuição do nome de “Xavier de Lima” a um bairro da capital caramela provando que somos a sociedade mais avançada do mundo, exaltando os ilustres nomes associados à especulação imobiliária, ao lucro fácil, e à viciação das instituições. A Frente de Libertação em parceria com o Comando Geral da GNR convoca todos os caramelos activistas para um simpósio dentro do xálé da Guarda para tratar do problema da toponímia do Pinhal Novo. Pretendemos dar seguimento aos critérios usados na escolha das personalidades, desta vez constantes numa lista apresentada pela GNR com mais de dois mil nomes relacionados com a vida e história da nossa capital. Assim, para as novas ruas, serão escolhidos nomes de delinquentes mais gloriosos, notáveis pinantes de motarizadas e bicicletas, ilustres assaltantes de capoeiras de galinhas, fugitivos das bombas de gasolina e caloteiros importantes. A escolha será por voto secreto por levantamento do braço (cada um levanta o seu).


A nação caramela é uma potência de interesse mundial. Não fiques parado.
Se és activista comparece.

Só assim conseguiremos uma sociedade verdadeiramente avançada.
Quando os intelectuais pensam já agente não está lá... está mais à frente!