20.8.12
Suinófilos descobrem documentos secretos
4.6.12
FESTAS DO PINHAL NOBO 2012
4.1.12
DESCOBERTA INCLÍBEL IINCRÍBEL
2.9.11
ABC da Bassoira
Estudos da FLC têm rebelado que os níbeis de imbecilização da sociedade moderna nos últimos anos têm sido preocupantes. Pra evitar esta tendência no nosso territóiro, o restrito grupo dos Cabreiros Templários (conselheiros cativos à FLC) reuniu-se clandestinamente à bolta duma malhada de cabras pra traçar um curso intensivo, emitido por cordel atado a uma rede de latas bazias.
Cada habitação irá ter uma lata, com um buraquinho no fundo de onde sai um cordel esticado que, por sua bez, bai ligar a um painel de latas instalado nos estúdios da escola. É então o Curso Propedêutico Tele-Lata Para A Cultura Caramela (C.P.T.L.P.A.C.C.).
Infiem os bossos obidos par dentro das latas e bamos lá intão obir e aprinder.
Mini-Apresentação:
ORQUESTRA DA SFUA (em dias de budeira colectiva):
Tom tororom, frlôm fôm fôm…
Tum tururum, frlum fum fummmm.
PATARDO DOS CÍRIOS DA CARREGUEIRA PRA DESIMPOEIRAR AS LATAS:
“PUM”
“A BASSOIRA ”
PROFESORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):
O mundo doméstico caramelo está repleto de objectos importantes que poupam o home e a mulher de ter que esgrabatar cas unhacas pra fazer as coisas, por isso, hoije bamos falar da bassoira.
Dum modo giral a bassoira serbe para inxotar o lixo para a porta do bizinho que por sua bez inxota o lixo para a porta de outro formando assim uma comunidade. Trata-se portanto de uma das mais intigas formas de sociabilização, mesmo antes do caramelo apanhar ubas pra comer e buer. Nos tempos intigos, a bassoira era constituída por um tufo de tojos secos atados por um baraço.
SOM DA ARAIGE A UIVAR PUS RAMOS DUM EUCALITRO AMAIS A BOZ DUMA CARAMELA A BRADAR...
Áudio-encenação:
- Óh Jacinto, deslarga lá a inxada e bai fazer a mim uma bassoira que eu preciso de barrer os cortinados.
- Já bou. Deixa isso im paz e bai mazé fazer a sopa que eu tou cuma esgana capaz de comer um barrasco pus cornos.
PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):
Assim se percebe que a bassoira se tornou desde cedo um objecto de fabrico caseiro, tipicamente feminino com múltiplas funcionalidades e pouco apreciado pelos homes.
A bassoira sem pau era baixa e tinha o poder de dobrar a caramela para o acto da barredura dando todo o relevo ao traseiro a dar-a-dar, coisa que agradava ao seu amado. Mas quando a mulher barria a eira à frente doutros homes, o seu querido home já não achava graça nhuma e essa posição podia até dar punhada giral. Foi intão que se inbentou o pau de bassoira prá mulher ficar direita e os outros deixarem de se limber com os olhos.
Com o pau, a mulher ganhou outra elegância e poder de manobra. As mais belas coreografias domésticas estão associadas à caramela quando barre a terra, a grabilha e as caricas, que a sua família trouxe agarrada às botas par drento do lar. Ber ela a barrer e a assobiar entre os raios de sol, é um dos momentos que qualquer home caramelo gosta de guardar na memóira pra toda a bida.
A bassoira, além de barrer, tebe sempre muitas outras utilidades, como sacudir os tapetes e as fronhas das almofadas, tirar as teias que as aranhas caramelas gostam de fazer aos cantos da casa, ou até mesmo para abanar o fogareiro. Mas dada a inbenção do pau, multiplicaram-se as utilidades, tornando-se assim um dos artefactos mais importantes da bida doméstica.
SOM DO CHAFURDAR NUM ALGUIDAR COM 50 LITROS DE CAL ACOMPANHADO POR UM DIÁLOGO DE GALOS POR ESSE CAMPOS AFORA...
Áudio-encenação:
- Ó Natércio, bai lá pôr a bomba d’áuga trabalhar pra meter aqui áuga no balde pra eu mexer aqui a cal com o pau da bassoira.
- E tu já tens trincha pra caiar o muro?
- Atão na bês que tenho aqui a bassoira. Bou caiar com ela… e deixa-te de cumbersas e bai já ligar a bomba.
PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):
O pau da bassoira serbe portantos para mexer a cal, desintupir a retrete, bem como educar o gaiato parbo a ser o home de amanhã. Neste caso, um gaiato que tenha na mania, tem logo prometida uma pazada de bassoira pu lombo caté impa.
SOM DUM BANDO DE GAIATAIGE A JOGAR À PADRADA E A ESTILHAÇAR O VIDRO DUMA JANELA. OPOIS SILÊNCIO… …
ABRUPTAMENTE OUBE-SE O ESTRONDO SECO DUM PAU DE BASSOIRA A ACERTAR NO LOMBO DUM GAIATO DESACAUTELADO E A FAZER DELE UM HOME ÀS DIREITAS...
Áudio-encenação:
- Toma lá que é pra aprinderes. – diz a mulher caramela na sua missão educadora.
PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):
Não sendo um objecto que dure para sempre (como por exemples um pneu), a bassoira tem o seu ciclo de bida bem definido no nosso dia-a-dia. Quando é noba, serbe pa barrer as impurezas da casa, mas à medida que bai embelhecendo, a bassoira passa a fazer serbiço no quintal e, vai, vai… até acabar na pocilga. Mesmo quando a bassoira está resumida ao pau, ela já nã barre nada, mas ainda assim tem nome de “bassoira” e serbe pra fazer com que o bacro aprenda a portar-se com catigoria, como um banqueiro dentro dum Jaguar im direito à pousada do Castelo de Palmela.
BARULHO DUM BACRO A BARRASCAR NA GAMELA E A COMER BOLOTA À GANÂNCIA; ESTOIRO DO PAU A INCARNIÇAR O LOMBO DO BICHO, SEGUIDO DUM GRUNHIDO DE EXCLAMAÇÃO:
Áudio-encenação:
- Grroinc!
- Toma lá que é pra na seres lambão e te acautelares. - diz o dono.
- Grônc. – resposta do bacro.
PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):
Nos dias de hoije a bassoira ganhou muitas formas e tamanhos, chegando mesmo a ganhar o fitio dum toalhete de papel agarrado a um cabo. Ainda que apresente um cabo cumprido, este é pouco resistente e facilmente se desmancha quando atinge o lombo dum porco ou dum gaiato parbo (razão pela qual a gaiataige e os homes de hoije têm dificuldade em intender os ensinamentos que uma bassoira intiga podia proporcionar).
O artefacto sim trambelho nhum que o mundo moderno impurra (prá gente jogar fora a bassoira), é o aspirador. Este objecto eléctrico, que faz mais barulho que o comboio dos bolksbaiges, requer, no entanto, o dobro do trabalho para usar. Além disso, o aspirador tem a capacidade de chupar dos dois lados: de um lado chupa as pequenas impurezas por uma mangueira e, do outro, chupa a electricidade com 23% de imposto. Apesar de ter o poder de chupar continuamente sem se fartar, não consegue chupar uma carica, uma pedra de grabilha ou até uma caganita de coelho que ficou colada ao cimento. O pior de tudo é que retira toda a beleza coreográfica e os belos cantos de assobio que uma caramela refinou ao longo dos séculos. Portantos, barrer é uma coisa, chupar é outra e não benham cá com misturas parbas. A bassoira intiga é que éi.
########
E agora responde às seguintes parguntas:
1- De que objecto tibemos a falar?
2- Indica três utilidades importantes que tem o pau da bassoira.
3- O que é que chupa sem se fartar?
4- Porque é que o banqueiro bai de Jaguar e não bai de Zundap?
5- Porque é que o IVA da electricidade é 23%?
6- Desembolbe uma redacção, a partir da tua cabeça, sobre as semelhanças entre um aspirador e um banqueiro. Nã te esqueças de usar o pau da bassoira.
Bom trabalho.
27.8.11
Notícias breves da Caramelândia
Agosto ei o mês em que os caramelos vão a banhos, o mês da ocupação libre e selbaige de selhas, alguidares, tanques de roupa, tanques da água, valas, charcos e todo o tipo de basilhame que cumporte liquido augativo e que tenha tamanho suficiente para que um home, se não se puder apragar todo lá par dentro, pelo menos possa descalçar as peúgas e infiar os chispes de molho.
Mesmo assim a máquina caramela da FLC não pára e, oleada a mines, melancia e tinto da região, bai olserbando o que de melhor acuntece na nosso territóiro.
Bejam lá atão:
Novo espaço gastronómico na Caramelândia
Ei já amanhã a inauguração do novo restaurante “Intulha-te atei Arrebintares”, situado no Lau, em frente da Loja da Ti Balbina dos Pitromaxs. Este restaurante, com assinatura de design caramelo contemporâneo, pretende satisfazer o gosto de requinte dos caramelos mais exigentes ao mesmo tempo que faz a fusão entre uma cozinha tradicional caramela e o que de mais moderno possa haber. Assim, o restaurante foi instalado num antigo local de criação de porcos e as mesas são mesmo dentro das pocilgas, com palha no chão para que, quim quiser, possa comer deitado. Outra nobidade sao os talheres, onde facas e garfos foram trocados por colheres de pedreiro e utensílios parecidos. De realçar que alguns dos antigos porcos que habitavam este local, se recusaram a sair e por isso ainda se encontram lá e circulam alegremente pelo meio dos clientes, criando uma simpática e familiar atmosfera. Este novo espaço da gastronomia caramela apresenta também nobidades para almoços e jantares de grupos, onde há a possibilidade de comerem todos da mesma gamela. Como diz o dono deste estabelecimento, “aqui pagam 7 euritos e comem atei arrebintar, atéi a pele da barriga nã poder esticar mais e das duas uma, ou rabentam como os balões dos gaiatos no Marcado, ou se não, ei porque ainda há espaço para mais uma colherada de intulho de coiratos!”.
Outro aspecto importante, ei que estará sempre á porta uma ambulância dos bumberos, pronta a lebar vítimas de arrebentamento por alarvidade comensal.
Alguns dos magníficos pratos que aqui se podem experimentar:
– intulho de coiratos com côida de pão duro;
– panelada de grão com cabeça de vaca;
– Chispalhada à moda do Albino Abrutalhad;
– Arroz de feijão com orelha de porco caramelo-mirandez (servido dentro de um carro de mão);
- Intarmiada com pão cum manteiga dos dois lados;
Concentração de canzoada de raça coelhera
(dia 9 de Setembro, 16h00)
Como se sabe a raça coelhera é a única raça canina estritamente caramela e tem como imagens de marca viver dentro de um bidon, estar atado a uma árvore e traçar as sobras dentro de tachos e panelas velhas. Outro sinal de marca, á o orgulho do seu dono-home caramelo que quando com ele vem á cidade caramela, usa um cordel como trela. Este cão caramelo também tem a característica de se ingalfinhar facilmente à barduada com outros canitos (que por sua vez também estão presos com trelas de corda que os ligam a donos brabios), o que cria bonitos efeitos de homes e canzoada tudo inliado nos cordéis e da rojo uns por cima dos outros.
No entanto, as concentrações espontâneas desta nobre espécie e todo o folclore a elas associado, terminou quando acabou a vacina gratuita da Câmara Municipal de Palmela, no antigo Matadouro Municipal. Por isso, esta primeira concentração pretende fazer com que não se perca esse hábito dos homes trazerem o seu canito a passear uma bez por ano à Capital Caramela, Pinhal Nobo, e todos possam ber a brabeza desta bicheza malina, que ei a canzoada de raça coelhera.
Associado a este evento está também a criação da Orquesta Sinfónica de Canzoada do Mi-dia, onde se espera reunir cerca de duzentos canitos brabios a uibarem à sirene do meio dia! A concentração vai ser no Largo José Maria dos Santos, no próximo fim de semana e é organizada pelo G.A.C.R.C.C. (Grupo dos Amigos da Canzoada de Raça Coelhera Caramela).
Bem e participa! Traz o teu canito!
(Bai haber almoçarada pós donos para que depois haja restos pa dar a canzoada).
Formação em Grafite inbertido
(dia 3 de Setembro, das 12h00 as 19h00)
Interessante formação para jobens caramelos (e canalha em geral) nesta nova técnica de grafite urbano e semi-rural. Consiste em se utilizar cal, trinchas e pincéis de escoba grossa, caiando com vigorosos movimentos, por cima dos gatafunhos-parbos dos grafites tradicionais. O resultado final são belas paredes brancas caiado-grafitadas por jobens artistas, nobos balores da caiação caramela. Se és um jobem com gosto pela pintura e pelo grafite-parbo, bem aprender esta nova técnica monocromática (só com uma cor, a da cal, ta bisto).
A cal e os pincéis são oferecidos na formação. A formação decorrerá nas paredes do túnel que passa debaixo da linha, perto da cunpratiba e do Clube Desportibo Pinhalnobense e é patrocinada pela Junta de Freguesia de Pinhal Novo.
Bem Caio-grafitar mais a gente!
2.5.11
SEXO CARAMELO (parte 2)
Mais uma bez, é com grande cuidado e rigor que a FLC apresenta aqui o segundo episoido do documentário premiado pela BBC (Bamos Ber Caramelos), que retrata um dos mais delicados assuntos da nossa bida: o sexo caramelo.
Bamos infiar a cassete e...
TRATADO TELEBISIBO DO SEXO CARAMELO II
Narrador:
Terminada a época da esfregadura balhadeira ao som da concertina com consequências notábeis no aumento da população, deu-se início à época da recriação erótica moderna. Isto quer dzer que a partir do séc. XX o pobo caramelo descobriu que o sexo nã serbe só prá cobrir e procriar de gaiataige parba, mas serbe tamém pra entretenimento. Foi nesta altura que se acinderam as luzes do pitroil e o acto esfregatibo passou a ser feito às claras e de forma mais brabia, lembrando os primórdios do caramelopitecus. Desta maneira, o home amais a mulher começaram a descobrir buracos, dedos e línguas, que antes nunca se tinha pensado que existiam. Esta noba exploração dos genitais e de todas as miudezas do corpo, proporcionou um salto qualitatibo no relacionamento do casal moderno que antes estaba calcinado na calada da noite. Por sua bez, tudo isto deu azo à descoberta de outros estímulos para além daqueles já experimentados ao longo da história, falamos por exemples do enfiar o dedo em tudo quanto é buraco, as apalpadelas e lembidelas corporais, as posições e contorções, as palabras de ordem arremessadas da mais fértil imaginação selbaige, e especialmente a palmadinha nas nalgas. Mas... atenção! Esta coisa das palmadinhas tem que se lhe diga. Há que saber, com a experiência, que essas palmadinhas no acto recreatibo têm conta peso e medida. Histórias contam-se por esses arrabaldes, de palmadões mal dados no acto amoroso em que a caramela aparece no dia seguinte toda desolserbada. Conta-se, por exemples, que um dia destes, às 2 da manhã, em Bal da Bila, o Marcelino Sextavado (mecânico de motosseras) deu um palmadão na sua caramela de tal geito que a mulher desmaiou e a bizinhança tebe que lebar ela, na carrinha de caixa aberta, pró hospital (mas no caminho fez um desbio pàs Festas da Atalaia pra ir à rulote do Bezana pra comer umas bifanas e buer umas mines). Embora a mulher tibesse chigado ao hospital já acordada e recuperada com uma bifana no bucho, a berdade é que o home tebe de acabar a noite de castigo, trancado na retrete, a praticar trabalhos manuais. Portanto, palmadinhas SIM, palmadões destrambelhados NÃO!
O mesmo cuidado se deverá ter nas mordidelas pois esta prática pode dar maus resultados. No entusiasmo erótico-desalmariado, a mordedura ganha proporções tais que se chega a comer um padaço do parceiro como quem come uma intarmiada num papo-seco. No mês passado aconteceu um caso desses em que a Ti Mijardina, do Poceirão, comeu um bocado da orelha do seu home, o Ti Valdegóis dos Abanicos, cujos efeitos já se sabe: a alcunha foi mudada pra Ti Van Gógue da Mijardina! Portanto é preciso ter muita cautela! Diz-se por i à vara-larga que, uma bez feita a digestão dum padaço de caramelo, a caramela (tal como os tubarões), nã quer outra coisa, fazendo tudo por tudo para que o home faça parte da sua dieta alimentar. Quando isto acontece, o caramelo, antes do acto sexual, tem de se bersuntar todo com criolona, para a sua parceira não o comer! Pode ser mito, mas, pelo sim pelo não, há que ter cuidado.
Face ao fenómeno de tudo ser feito às claras, muita coisa mudou na iconografia caramela. Assim, os calendários de cozinha que antes tinham santinhas e paisages do apeadeiro da Lagoa da Palha, passaram a ter nobos temas como personaiges femininas mamalhudas, em trajes de retrete, nos mais dibersos contextos, como por exemples: a dar leitinho a uma ninhada de gatos; a rebolar nas erbas rodeadas de coelhos brancos; amontadas nas minardas com um chicote, etc. Mas o culto da olsebação às claras não ficou só pelos calendários. Postais, rebistas de croché, autocolantes, cartões de Natal, latas de banha, e até as cartas de jogar à sueca ganharam nobas linguaiges. Nos baralhos de cartas, salienta-se a raínha de paus amontada num barrote de êcalitro descascado, dando grande alento aos homes brabios pró jogo de taberna, prática que ainda hoije resiste no círculo dos reformados, quando jogam entusiasticamente nas mesas do jardim do Pinhal Nobo, junto à paraige dos autocarros (os baralhos de cartas, com estes códigos afrodisíacos, foram gentilmente cedidos pelo intigo parsidente da junta, prá reformadaige nã perder a força!)
Imaige:
Um prato de sopa e o som do zumbido de moscas a chafurdar, misturado com som dum caramelo a sorver uma sopa...
- Mas q... isto dá-me uma raiba caté...
Som duma balente punhada na sopa, até se dar um clarão!
Narrador:
Muito mais se podia falar sobre a história e a ebolução sexual caramela, como o hábito do home praticar sexo com um cigarrinho nos beiços, o fetiche de ter uma noite romântica no parque de estacionamento do Marcado do Pinhal Nobo (na Salgueirinha), ou até mesmo os mais intranhados desejos de chirar cuecas nos estendais por auto-recriação. Tudo isso poderia ser desimbolbido como quem desimbolbe uma apalpadela pas coxas acima. Poderia! Mas ficamos por qui, se não ainda temos que se berzuntar com criolina.
13.4.11
Está lançada a polémica!
4.4.11
CENSOS NAPERONOLÓGICOS (dos Naperons)
De 5 de Abril a 30 de Maio em toda a Caramelandia
A FLC em colaboração com o IDDTC (Instituto do Design e Decoração Tradicional Caramela) bai promover pela primeira vez os censos naperonológicos.
Estes censos consistirão na imediata bisita-bistoria a todas as casas da caramelândia de alguns técnicos estritamente preparados para o efeito, que com a ajuda de canzoada altamente treinada no farejo de naperons, irão amigavelmente rebistar as casas e fazer a contagem (com os dedos das mãos) de quantos naperons existem nos domicílios. No final, será feito um levantamento-pricura de quantos naperons existem actualmente e em que divisões da casa estes mais proliferam (Cozinha, sala, marquise, quartos, quintal, garaige, arrecadação, baldio-neste caso ditado fora) e atei ficaremos a saber que tipos de nódoas são mais frequentes nestes adereços.
Se quiserem saber mais pormenores prestem atenção agora: Cada técnico levara preso a um cordel um cão (de raça coelhera), dos que estiberam em formação durante três meses, em local secreto que na podemos rebelar. Alguns destes cães conseguem agora farejar um naperon a 10 Km de distancia e marcarão com uma balente mijarrada as paredes das casas que não tiberem lá dentro nenhum naperon.
Esta radical acção, deve-se a um alarmante decréscimo do bom costume do uso do naperon nas casas caramelas, o que pode provocar a muito curto prazo a total extinção desta pérola da ornamentação caseiro-tradicional. “E odepois já se sabe” (referiu Albanita Desingomada, directora do IDDTC), ...”comeca-se pela extinção dos naperons, odepois os coiratos, odepois as motorizadoas, odepois as mines com deposito, odepois o domingo de marcado, odepois os debates-garreias, odepois os pitromaxs, odepois os Círios, odepois a mola a prinder as calças quando se anda de bcicleta a pedal, odepois a galheta no gaiato, odepois as matines dançantes, odepois o costume da abaladiça, odepois o arroto-festibo,odepois os sacos da Cunpratiba, odepois a Reforma Agrária, odepois a punhada sadia nas costas, odepois o uso da nabalhita, odepois o pão cum manteiga dos dois lados, e odepois ia-se a ber e a cultura caramela já só era como no desfile das Festas Populares da Capital, uma coboiada (sim índios nim trambelho nhum) pós estrangeiros (homes de fora da Caramelandia) berem i pinsarem que a gente já só existe no Jardim Zoológico dos homes das civilizações parbas que desapareceram”.
Por isso foi também já criada uma comissão de estudo móvel (reúnem-se em cima de uma fragnete de caixa aberta e bão andando de terra im terra com um angulo de visao de 360 graus, menos aos sábados onde estarão na Reforma Agragria com uma banca tira-duvidas e venda de naperons directamente do produtor ao consumidor, incentivando o consumo dos mesmos e sem intermediários que inflacionem os preços). Esta comissão tem cerca de 10 elementos ao mais alto nível (entre eles os conceituados Zimbao Cornadura, o Celestino Bombista e a Ti Abilia Marinada- antiga costureira-naperoneira, especialista em Naperons- à-moda-do-Lau, muito em voga nos anos 50 do século passado) que vão cunbersar com as pessoas sobre a quase- extinção deste símbolo da decoração caramela, fazendo relatórios de opinião-ideias-pinsamentos.
Este grupo que já reuniu uma bez (foram atei a Carreguera e ao Lau), já tem pelo menos uma opinião popular apurada sobre as causas do crescente desnaperonamento (opiniões obidas no Café América e no Café “A Mine Inbalsamada”): „Ja nã há naperons?!! Isso debe mas ei de ser por causa da inbasão aparbalhada de parbos armados im parbos... (aqui alguém ao fundo do Café América diz com boz grossa: atão se já são parbos já nã precisabam de se armar im parbos!...Pausa. Faz-se silencio.Todos se viram para o local de onde veio esta voz. Ouve-se o vento la fora a assobiar no gargalo de algumas medias vazias abandonadas im cima dos bancos corridos e um cão a ladrar ao longe. Logo a seguir voa uma mine vazia im direcção certera ao home que tinha acabado de intrar na cunbersa sem ser cunbidado. Após esta acção pacificadora, a cunbersa pode cuntinuar) ...que trocam a bela da televisão intiga, por um plasma ou o que isso ei. Ora toda a gente sabe que essas televisões modernas sao mais magras que o cabalo de um cigano onde compro ciroulas no Marcado e na tem trambelho nhum para se colocar um belo naperon im cima", disse Julinho do Intulho, cliente habitual deste local. Foi também esta a opinião (mais ou menos) de Albino dos Pitromaxs, que no "Mine Inbalsamada", ao lado da sua mulher (cum bergonha de falar pós nossos micrifones de gravação), acabado de amandar po bucho uma balente aguardente-digestiba nos quexos, abanou a cabeça, e disse (logo a seguir a um balente ahhhhhhhh!) que sempre cunbibeu com naperons im cima das televisões: “nim desligo uma coisa da outra, nunca bi televisão sim naperon por cima.Isso ei o quei?!!!”
A FLC pede a todos os cidadãos caramelos que colaborem com estes censos e que dexim intar os tecnicos e a canzoada naproneira, fazendo destes censos um berdadeiro cunbibio-festa. Mostrem orgulhosamente os bossos naperons!!!
Uma casa sem Naperom
ei como um home
que na sabe
o quei bom
(antigo proverbio da Carreguera)
16.12.10
MAIS UMA ASSOCIAÇÃO FUNDADA PELA FLC, PARA SALBAR O NATAL
Esta associação tem como parsidente a dona Natalina Sarcástica, benemérita caramela de Bal da Bila e técnica de terapias de grupo para deixar qualquer um com uma barrigada de rir. A associação A.C.F.A. tem a sua sede num sítio que, por si só, deixa qualquer um preenchido da molerinha e liberto de todos os males nerbozentos. Esse sítio é os calaboiços do intigo posto da GNR do Pinhal Nobo. O pugrama já tá pindurado nas grades das janelas para todo o interessado que esteja farto de qualquer coisa e queira ber-se libre desse fardo que lhe atormenta o dia-a-dia. No intanto, a FLC deixa aqui uma cópia desse prospecto.
ASSOCIAÇÃO CARAMELA DOS FARTOS ANÓNIMOS
Tás farto de qualquer coisa?
Intão bem fartar-te de tares farto e farta-te im grupo.
PUGRAMA DIÁRIO
19:00h – Apresentação do grupo até todos ficarem fartos uns dos outros.
23:00h – Exploração da primeira berdade “Como é que, estando todos fartos uns dos outros todos, posso valorizar a minha fartação particular?”
00:00h – Fartómetoscopia da meia-noite (pra ber os níbeis de fartação de cada um).
00:15h – Terapia artística: fazer uma estrumeira só com recortes dos jornais Impacto da Região, Jornal do Pinhal Nobo, e do indefectível Gazeta de Palmela. Fruição colectiba da obra e reinterpretação das notícias.
04:00h – Prova de dactilografia sob o tema “Porque é que com as fartações dos outros posso eu bem, mas com a minha não?” (Monólogos em rima até 45 minutos para cada participante - os outros escrebem à máquina o que escutam).
06:45h – Recapitulação de tudo o que foi dito e feito, desde o princípio, a pente fino.
17:00h – Pausa: comer pão com mantêga à fartazana.
17:05h – Recontinuação dos trabalhos: Jogo do Troca. Cada um experimenta a fartação do outro e comenta com caretas, tiques, cambalhotas, grunhidos e outras mímicas.
18:00h – Partilha de responsabilidades: “Porque é que agora só me apetece é rir?”
18:30h – Prova de lucidez: “Tou farto, mas já não me lembro do quê!”
18:40h – Exposição dos trabalhos.
18:55h – Cirimóina de entrega de diplomas com o lema “Tou todo contente por me ir embora!”
SESSÕES TODOS OS DIAS
para todos os tipos de sintomas de fartura:
ESTE ANO O NATAL CARAMELO
ESTÁ GARANTIDO.
BEM FARTAR-TE CÁ CA GENTE
E APANHA UM BARRIGADA DE RIR.
19.11.10
AGENDA CULTURAL DA CARAMELÂNDIA
Outubro 2010
Baldio em frente ao Café “A Mine Artilhada”
Workshop de mezinhas caramelas com a Ti Avelina Química, antiga empregada de limpeza da Farmácia Matos. A Ti Avelina ficou conhecida por misturar de forma quase intuitiva os conhecimentos ancestrais caramelos com o que de mais moderno havia na Farmácia Matos. São famosas as suas misturas de Aspirinas e Benuron com banha de porco e áuga do Chafariz do jardim da capital, para curar o reumático dos bendedores da Reforma Agrária (expostos longas horas à geada da manhã).
Entrada livre.
Nota: os participantes têm de lavar um vasilhame de plástico ou inox pa misturar os produtos. Lebem tamém uma espátula, um saco de plástico cheio de penas de pato mudo ou de galo da Índia, 10 formigas de asa e um naperon que tenha nódoas de gordura (procurem na cozinha, debe de haber algum).
Dia 9
Sede do Rancho Folclórico da Lagoa da Palha
Lançamento oficial e clandestino do novo livro do Toino das Ideias Parbas:
Intulhos do Pensamento Brabio.
Oportunidade para mais uma vez ouvir as sábias palavras do Toino, ou como alguém já disse “os monólogos entre ele e ele”. Este novo livro é um mistério, mas promete revolucionar as teorias filosóficas contemporâneas mais radicais.
Entrada livre, atei na caber mais ninguém e antes que se ingalfinhem todos à punhada uns cus otros. Éi obrigatório consumir qualquer coisa.
Ciclo de Cinema Caramelo- cinema de autor
Largo José Maria dos Santos (Pinhal Novo)
Durante todo o mês, sempre às sextas às 21h
Filmes em destaque
Dia 15- "O Barbero debaixo do Tanque da Estação" (1998, 20 m; autor:Belarmino Pançudo)
Uma pérola do cinema experimental caramelo feito de um só fôlego por Belarmino Pançudo (neto do Ti Toino Panças), um dos máximos representantes e defensores da 7ª arte na caramelândia. Curiosamente, Belarmino só produziu esta obra, tendo algum tempo depois enveredado por uma carreira igualmente vertiginosa no acordeon, sendo hoje considerado um dos melhores tocadores residentes da Sela. A película original (de resto o único exemplar) foi encontrada num monte de entulho, num local onde é proibido vazar o mesmo (razão pela qual o home-dono do filme não se quis identificar).
Dia 22- "Viagens na nha Terra ao som da canzoada" (1980, 70m; autor Custódio Galgativo) Filme neo-realista-tardio sobre a perspectiva impressionista do autor, que percorre o território da Caramelândia de pastelera a pedal, sempre perseguido por vários grupos de canzoada de raça coelhera que lhe querem morder as pernas e barrar o caminho. Um pormenor, a lente foi colocada na pastelera ao nível da mola que prende a calça da perna direita, mostrando em todo o filme a mola (de madeira, note-se) a aparecer e a desaparecer, acompanhando os movimentos do pedalar, enquanto o espectador é constantemente surpreendido pelos planos que mostram o arrancar ao longe da canzoada brabia em direcção ao autor do filme. Na Linha do Sul, edição de Julho de 1980, secção de crítica de cinema, pode ler-se: “esta película transforma a nossa noção de paisagem caramela. De agora em diante e depois de vermos este filme, iremos ter sempre na nossa memória cinéfila, matilhas de canzoada brabia de raça coelhera em arrancadas vertiginosas em direcção ao homem que viaja com as molas de madeira nas calças. E atente-se na beleza de perspectivas, da tensão provocada pelas linhas que surgem entre a dinâmica da canzoada e a paisagem que vai ficando para trás. Temos vontade de ir ao Sousa das Bcicletes, comprar uma pastelera e pormo-nos ao caminho, munidos apenas de duas molas de madera e uma máquina de filmar. E esta crítica termina por aqui, porque bamos mesmo. Agora.”
Para quem quiser assistir aos filmes, mas more longe e na tiber motarizada, cabalo, burro, mula ou égua e nã lhapetecer bir a cabalo im si próprio, haberá transporte gratuito (gentilmente cedido por Albino dos Ácaros) em camioneta de caixa aberta nos seguintes locais:
20h15- Lau ( à porta da loja da Ti Balbina dos Pitromaxs)
19h40- Valdera (Junto ao campo de futebol)
19h00- Rio Frio (Junto à Sede)
20h45- Carregueira (à porta do café “Lua Cheia Aparbalhada”)
Nota- lebem agasalhos que bai tar geada e qualquer coisa pa traçar. A organização só fornece os filmes e bancos corridos com taipais das obras.
Dia 23
Formação avançada em Buer Mines de Litro de Penalty
Local: estrada em frente ao Café Satélite
Formação com o alto patrocínio da FLC, com orientação do Ti Toino Inxaugado (antigo taberneiro do Satélite) e coordenação do famoso Toino das Mines, que sedentos de novas experiências ao nível do mais liquido que há, aceitaram o nosso desafio: dar uma formação em como buer mines de litro de penalti ou a técnica da golada ininterrupta atei o basilhame inbertido na berter nada mais do que ar (processo inventado pelo Toino, pa dar vazão mais depressa às grades, quando tá ca sede).
Inscrições abertas, lugares limitados. Haverá selecção de participantes. Só serão seleccionados aqueles que demonstrem capacidade física e mental e experiência para esta formação avançada.
Os seleccionados deverão trazer grades vazias para se assintarem.
Nota: esta acção de formação será também em simultâneo mais uma manifestação a favor da reabertura do Café Satélite. No final da formação haverá uma partilha de experiências com o público interessado e uma performance de dança e improvisação livre com alguns elementos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Pinhal Novo, que tentarão interagir com os participantes que tenham atingido um quase-estado de coma alcoólico.
Dia 30
Viagem ao Mundo dos sons Caramelos
Vários locais em toda a Caramelândia
Para gaiatos parbos e toda a familia (mínimo grupos de 20 pessoas)
Descoberta de diferentes sonoridades típicas caramelas.
A que soa um motor de rega?; E uma motorizada artilhada com o óleo por mudar?; O fogo rijo tem todo o mesmo som? E o pato mudo, nã diz memo nada?; Qual o som de uma mine a ser buida?; E de uma grade a cair no chão?; Já pinsaste no som da grade se tiber cheia ó bazia?; E o som da bofatada que o tê pai ás bezes te dá, quando te armas im parbo?
Estas são algumas das questões, que a Ti Juila Anfíbia (antiga professora primária e organizadora desta Biaige) propõe.
No final bai haber baile e cuncerto com os sons dos dibersos objectos recolhidos pelos participantes, tudo acumpanhado pelos Círios da Carreguera.
5.10.10
A BONECAIGE DA CAPITAL CARAMELA

Quando os agentes da FLC regressaram e abriram os portões do quartel, introu logo uma galfarraige de tractores, com o reboque a cagulo de cartas, ávidas de respostas e intrebenções urgentes. De toda essa cartaria e postalaige que nos chigaram às mãos, muitas falabam da bonecaige de índole escultórica que anda a inbadir as nossas rotundas, pátios, quintais e marquises. Entre elas falava-se do boneco dos bumbeiros espatado na rotunda. Sabendo disto, os suíno-diplomatas da FLC (aqueles que tamém ajudaram o Tiririca)arregaçaram logo as mangas das camisas (isto é: rasgaram as mangas curtas pra ficarem com camisolas à manga de cava, com a peitaça à mostra cheia de pêlo-de-arame), e jogaram-se ao trabalho, que o Verão já se foi e os banhos nos charcos já começabam a ingelhar os túbaros dos homes mais balentes e a amolecer as unhas de suas mulheres.
“Bamos lá ber intão esse bumbeiro, e saber o que é que o home está lá a fazer feito parbo no meio da rotunda.” Disse o Adventino Ruminante, mais conhecido por Tino Romina, especialista em suíno-diplomacia e outros assuntos delicados.
E foi essa precura que a FLC fez, im cima dum taipal panorâmico, a andar à roda, à roda, à roda, na rotunda do bombeiro, durante um dia inteiro...
- Eu aicho que o home tá a dançar uma música da Linda de Suza.
- Ele tá mazé a dançar na Sela e tem uma tenaz pra caçar caramelas pas canelas.
- Tás parbo. O home agora ia todo mascarado prá Sela. E nã bês que aquilo não é uma atanaz…
- Atão é o queim?
- Éi um desintupidor. O home bai desintupir a bala da Salgueirinha e por isso é que leba a máscara.
- Nã! Aquilo éi um abridor de mines, automático.
- Nã, é nada. Éi um aspirador, a minha avó tinha um igual que jogou ele prá estrumeira.
- Humm, Ná! O que o home tem é uma bomba de sulfatar. Ele está birado pa Palmela e quem intrar no Pinhal Nobo bai ter que lebar uma labagem de desinfestação com criolina.
- Mas se o home é bombeiro o que ele tem é uma mangueira, néi?
- Sim. Mas tu já bistes alguma bez uma mangueira com aquele fitio parbo?
- Éi uma mangueira do espaço e o bumbeiro éi tamém do espaço.
- Pois éi.
- E agente nã quer cá bombeiros do espaço com balhanas dos supermercados e a dançar músicas da Madona. A gente quer mazé bombeiros caramelos com mangueiras caramelas e a dançar no rancho da Palhota.
- Mai Nada.
- E o que é que um caramelo faz com uma mangueira na mão, hã?
- Rega. – responderam todos im conjunto.
E foi assim que a FLC decidiu logo desencarcerar o boneco das culturas aparbalhadas e fazer dele um Home Caramelo às direitas, empunhando uma mangueira de sete polegadas a regar uma bela duma coube.
O bumbeiro a dançar as modinhas do rancho folclórico da Palhota enquanto rega a coube.
O bumbeiro a regar a coube ao luar (e a dançar modinhas do rancho)Mais uma missão de sucesso da FLC em prol da libertação caramela.
26.9.10
Unidade Móvel de Caramelização ao Domicílio
A FLC, depois de verificar o crescente interesse pela cultura e hábitos caramelos, com muita gente a perguntar como se faz isto, como se faz aquilo, como frito e cozido, assado ou crú, como se tornar um caramelo genuíno, como ser um home libre e brabio, etc, etc, e depois de alguns porcos terem literalmente rebintado pas custuras (tipo mortero da Atalaia, mas com um estalido de flober quando ainda na ta ingatilhada) por tanto traçarem cartaria enbiada para o Consultório do dia-a-dia, decidiu o seguinte: im bez de só mandarem cartas pá gente, a gente também bai ir a bocês (com o debido raspeto, tá claro). Ora, e como éi que a gente bai a bocês? Da seguinte manêra, tá tudo tratado, dexim-se tar assintados a ler, com muita atinção. O Albino dos Ácaros, home mais disponibel pás ajudas do que uma espátula das obras pa desintranhar bocados de coirato agarrados às grelhas dos meios bidons do Páteo Caramelo, desponibilizou-se para ajudar a gente com a sua fragnete de caixa aberta. A fragnete do Albino, será atão (como normalmente ei) um beículo para acartar colchões e de bez im quando (para já apenas aos fins de semana e às segundas-feras de Marcado) bai ser o beículo móbel de Caramelização ao Domicilio.
Bai ser assim atão: quim quiser fazer uma pargunta-parba, ó esperta-meio-parba, o desparboerada-assim-assim, ó parba-quase-esperta, o quase-parba-mas-ainda-não, ó simplesmente uma pricura, pode cuntinuar a inbiar cartaria, que a gente já mandou bir mais porcos, desta bez porcos caramelo-mirandezes que traçam 10 bezes mais cus outros. Mas quim quiser umas aulas ao domicílio ou uma demonstração de como se faz à manera caramela, abisa a gente (ou o Albino dos Ácaros) e a gente marca uma data e odepois bamos. Por exemplo, o serbiço da Unidade Móbel de Caramelização, bai dar apoio e orientação a como preparar uma almoçarada-tracaige caramela, incluindo como acinder o meio-bidon, só para os mais parbos, que tenham chegado há pouco tempo à região caramela. Bai também organizar bisitas (com transporte ida e bolta pa casa) ao Marcado da Capital e dar dicas básicas de como dialogar com a ciganaige ou de como comprar uma galinha ou um pato-mudo. Bai haber também sessões de caramelização intinsiba com audições colectibas de cassetes do Marcado (pá familia intera) dos poemas da Ti Balbina Acocorada e do Tio Rafael, o grande poeta popular da capital. Bai haber também, (mas só com marcação) sessões demonsratibas de como organizar um debate-garreia e um serbiço especial (a cargo do Custoide Nabalhudo e do Toino Fraticida) de sessões de punhada-libre-e-recreatiba, tudo sempre com intrega ao domicilio. Bai ainda haber, para aqueles que tenham dúbidas existencias, tipo „sou um home ou nã sou merda nhuma?”, um serbiço extra-especial coordenado pelo Filosofo Caramelo Toino das Ideias Parbas, que a troco de grades de mines (pa consumo durante as consultas) bai tar na casa de quim o quiser obir, simplesmente a cunbersar de mine na mão, sobre o Tudo e o Nada. De raferir que este serbiço só sará prastado a todos aquele que probarem estarem há pouco tempo no pais caramelo e que demonstrem carer tanto ser caramelos como o porco quer cobrir a porca em noite de Lua Cheia. Atão já sabem, quando birem a carrinha do Albino dos Ácaros, das duas uma, ou anda a acartar colchões ou anda ao serbiço da FLC e da autodeterminação do pobo caramelo.
Pá Frente éi quei caminho! Odesbiem-se e deixim passar o SERBIÇO MOBEL DE CARAMELIZAÇÃO AO Domicílio!!!

