Cinema Caramelo em Setembro
“Ciclo de Cinema de Autor”
“Ciclo de Cinema de Autor”
Haverá transporte gratuito (gentilmente cedido por Albino dos Ácaros) em camioneta de caixa aberta nos seguintes locais:
Palhota (junto aos semáforos)
Lau ( à porta da loja da Ti Balbina dos Pitromaxs)
Valdera (Junto ao campo de futebol)
Rio Frio (Junto à Sede)
Carregueira (à porta do café “Lua Cheia Aparbalhada”)
Próxima sexta (21h,Largo José Maria dos Santos,Pinhal Novo):
O Barbero debaixo do Tanque da Estação (1998, 20 m; autor:Belarmino Pançudo)
Uma pérola do cinema experimental caramelo feito de um só fôlego por Belarmino Pançudo (neto do Ti Toino Panças), um dos máximos representantes e defensores da 7ª arte na caramelândia. Curiosamente, Belarmino só produziu esta obra, tendo algo tempo depois enveredado por uma carreira igualmente vertiginosa no acordeon, sendo hoje considerado um dos melhores tocadores residentes da Cela. A película original (de resto o único exemplar) foi encontrada num monte de entulho, num local onde é proibido vazar o mesmo (razão pela qual o home-dono do filme não se quis identificar).
De referir que este filme nunca foi exibido na totalidade, pois os espectadores na única tentativa oficial, só aguentaram até meio, ou seja 10 heróicos minutos e a toque de muitas mines. O filme mostra a perspectiva da tesoura do barbeiro debaixo do Tanque da estação de Pinhal Novo, ora acima ora abaixo, sempre rente a desbastar cabelaige, num estilo único, com os comboios na estação a sair e a entrar, a sombra do tanque da áuga sempre presente, os grandes planos do rosto do barbeiro e dos clientes ("eram aquaise sempre os mesmos"), todos em silêncio, a olhar o sagrado da tesoura, como que hipnotizados, à chuba, ao sol, as boinas penduradas numa das torneiras do tanque.
Chamada de atenção para um dos momentos altos do filme, quando uma colónia de piolhaige caramela é descoberta pela tesoura do barbeiro e foge desóstinada, um dos vários momentos poéticos deste filme.
No jornal linha do sul, edição de Março de 1998 pode ler-se: “Belarmino Pançudo é um visionário, alguém que está à frente do seu tempo, podendo dizer-se que é o inventor tardio de uma espécie de dadaísmo caramelo. O seu experimentalismo é auto-fraticida, quase atómico-visual, sendo o preço a pagar por tanta audácia artística, o facto de ainda ninguém o compreender (tirando a redacção do Linha do Sul). No entanto, esperemos mais 10 anos e serão muitos os que lhe quererão erguer uma estátua, fazer um retrato ou uma coisa do género, numa qualquer rotunda da capital caramela”.
Nota 1: depois do filme haverá um pequeno debate-garreia entre os que gostaram e os que nã gostaram do filme do Belarmino Pançudo. O debate-garreia terá lugar no coreto do jardim que especialmente para esta ocasião será vedado com plástico das estufas do morango. A entrada é livre.
Nota 2: O Albino mandou dizer a quem quiser ir na carrinha, que é necessário levar manta, pois as noites começam a estar frias e ódepois pra cá (na bolta) podem apanhar regeza porque a parte de trás da carrinha na tem toldo, os sofás tem o forro em oleado e debe tar geada, por isso os mais belhos e os gaiatos debem trazer agasalhos qué pra ninguém se chatear e na haber prublemas uns cus otros.



