Notícias da CaramelândiaF.L.C. promove acções de formação na área da construção civilÉ já neste mês que irão começar as primeiras acções de formação para trabalhadores da construção civil que residem e trabalhem na caramelândia. Esta acção de formação pretende colmatar uma crescente
falta de caramelidade nos operários desta área, que começa a ser preocupante, numa área tradicional para a manifestação da espontaneidade selbagem homo-caramela.
A formação será dividida 5
em módulos:
1. A mine éi sagrada e o saudosismo salutar da Granada (Sagres Média)
2. Punhada nas horas de descanso
3. Piropos para as caramelas balentes que passem lá im baxo.
4. O acindimento do meio bidon com material de sobra e o respeito pelo meio bidom como utensílio indispensável em qualquer obra caramela
5. Artilhanço de menardas e biciletas a motor para despique im frente ó preido que se cunstrói. (módulo bónus para os melhores alunos)
1º Festival da Canção Caramela é na Lagoa do CalvoJá foi anunciado oficialmente- O 1º Festival da Canção Caramela será na
Lagoa do Calvo que ficou em primeiro lugar na votação inter-caramela. Em segundo lugar ficou o Forninho, apenas um ponto à frente da Palhota, que era à partida a grande favorita para organizar esta prestigiante gala. A votação teve lugar num baldio dos
Arraiados (uma almoçarada-votação) e é de assinalar o encerramento da mesma com uma
sessão de punhada, que foi do agrado de todos os presentes. Para esta Gala, os concorrentes só poderão apresentar uma cantiga, a qual terá de ser obrigatoriamente cantada em
caramelo puro, a solo ou em grupo de no máximo 4 elementos. Também não serão permitidos instrumentos electrificados, privilegiando-se os
instrumentos musicais de fabrico caramelo.
Ti Balbina Acocorada prepara-se para lançar mais um libroA nossa anciã poetisa, uma das maiores vozes libertárias do movimento feminista Caramelo prepara-se para lançar mais um livro de poesia.
Pedimos a Toino das Ideias Parbas (que mais uma vez vai ser o autor do prefácio do novo livro de Acocorada) para nos dar algumas palavras sobre o que já leu:
“Do cunjunto de folhas desligadas e rabescadas pela grafia aquase-rupestre da Ti Balbina, bislumbra-se a planicíe caramela pejada de mãos unhudas que esgrabatam a terra de manhã ao pôr do sol. Bejo aqui nobamente a referência a temas que binham já no seu anterior libro “Chispes de Luz”, como a mulher operáira, mãe da terra e das unhas cumpridas que tantam esgrabatam a batata orbalhada como escarafuncham a órelha. Por seu turno e bez, a órelha da mulher ei uma referência à coirataige do porco, algo que desde gaiato ê bejo na poesia da Ti Balbina e quê acho que paréla ei sagrado. E mais nã digo. Bejam bócês o libro. Tá muita balente!”
Aqui está um excerto do nobo libro da Ti Balbina Acocorada:
Bicheza e BrabezaGarriei muito à parba
Andei de motorizada
Nunca me dixei aparbalhar
Nim comi comida da canzoada
Onte o sol taba malino
Assintei-me amais o Albino
Nunca bús cuntei
Mas já namorei cum campino
Nã pensem que me calo
Nã tenho medo da brabeza
Se for praciso ando ó estalo
No mê tempo era só becheza
Habia rataria e barataige
E do mais alguma miudaige
Mas comíamos coiratada
E ó depois habia bardoada
O mulherio era brabio
Dabam bofatada e pontapei
Eu tambim era assim
Que bus diga o mê Zei