Edgar Morin (um sociólogo perdido) achou finalmente o paradigma. O paradigma foi encontrado numa discussão espontânea entre o Cazmiro Dáçorda e o Toin Tição, passada no Futebol Clube do Forninho numa quinta-feira às 18:14h. Transcrevemos aqui parte dessa conversa.
…
- Nã Bou!
- Bai lá que eles tom lá todos quatro.
- Nã bou, agora bou eu daqui lá feito parbo!
- Bai lá ber que tom debaixo da telha.
- Tal tá a merda. Sê disse que nã tom mais de três, nã tom mais de três…
- Som quatro qeu cuntei.
- Tu nã cuntastes nadinha.
- Cuntei, olha queu cuntei…
- Atão quantos som?
- Som quatro, porra.
- Nã som nada, som três. Som sempre três. Sempre!
- Atão bai lá ber, tom debaixo da telha.
- Nã bou, tou aqui beim!
- Bai lá que eles tom lá todos quatro escondidos.
- Nã bou, agora bou eu daqui lá só pra ber, feito parbo!
- Bai lá ber que tom todos debaixo da telha.
- Tal tá a merda. Se som sempre três, tás a imbentar praquêi?
- Som quatro qeu cuntei.
- Nã cuntastes nada.
- Cuntei, olha queu cuntei…
- Atão quantos som, vá lá?
- Som quatro, porra.
- Nã som nada, som três, mas eu nã sei q som três?!
- Atão bai lá ber, tom debaixo da telha juntinhos.
- Nã bou nada!
- Bai lá que eles tom lá todos quatro.
- Nã bou, agora bou eu daqui lá, feito parbo, só pra ber!
- Bai lá ber que tom debaixo da telha.
- Tal tá a merda. Sê sei que som sempre três, nã podem tár quatro nim cinco, neim ceim.
- Som quatro qeu cuntei. Cuntei quatro.
- Cumé que podes ter cuntado?… Tu nã cuntaste nada, foi o que foi.
- Cuntei, olha queu cuntei…
- Atão quantos som?
- Som quatro, porra.
- Nã som nada, som três, atão nã sei q som sempre três.
- Atão bai lá ber, tom debaixo da telha.
- Nã bou nada!
- Atão nã vanhas, mas som quatro.
- Pois nã bou, agora bou eu daqui lá, feito parbo fazer o quei!
…
30.6.05
29.6.05
O Motoclube tem que ser nosso
Comunicado às populações sobre as actividades do Motoclube do Pinhal Novo, antes da agitação das massas e do declínio das petrolíferas.
Faz-se saber que a entrega do clube aos favores palmelões, e o ronco das motos à porta dos cafés e cruzamentos do nosso território trouxe a desmoralização dos nossos jovens. É uma desgraça ver os caramelos acelerarem as suas zundapes (e lambretas) com lágrimas nos olhos, sabendo que o motoclube está a cultivar políticas inflacionárias americanas com motas cada vez maiores, ou japonesas com motos cada vez mais delicadas e apaneleiradas (com grandes panelas de escape, entenda-se).
Dizem as forças da reacção, e os próprios elementos da direcção do clube que escorrem as lágrimas aos nossos caramelos porque andam à noite sem luzes, sem óculos e sem capacete, mas é pura propaganda reaccionária. Esta propaganda está tão bem montada que, para convencerem a opinião pública, recorrem aos métodos da verdade induzida por campo magnético dentro do gelo picado nas caipirinhas. Os nossos agentes confirmaram... Nunca repararam nuns certos funcionários do motoclube a dar ao pedal, friccionando uma fita pra partir o gelo? Nunca desconfiaram nos seus olhares a dar ao pedal? Quem nunca viu está cego ou nunca foi à festa!!! Pois essa fita tem dentro inscrições magnéticas da industria automóvel palmelona que são depois misturadas nas bebidas. Nós sabemos disso. È por isso que no campeonato de Freestyle tudo parecerá completamente normal, fácil, com a GNR a ver impávida e tudo. Fiquem todos a saber que os nossos caramelos já fazem acrobacias há muitos anos, com muito mais estilo e risco, só que remetidos à clandestinidade, fugindo à GNR. E tudo isto porque não se rendem à propaganda política da industrialização oportunista.
Há que acabar com esta desigualdade.
A F.L.C., patrocinada pelo Edílmir dos Triciclos, está a preparar uma invasão relâmpago ao motoclube, com o objectivo de confiscar todas as empriais e mines da taberna do clube, colocando a faixa de estrada a estrada: “Não basta ter um meio-bidom à porta do motoclube para parecer caramelo. Há que ser verdadeiramente caramelo e despir essa aparência americana criada pelos frustrados do Vietname.”
Está decidido:
OU O MOTOCLUBE É MESMO CARAMELO OU O ESPAÇO É OCUPADO PARA ARMANEZAMENTO DA MELANCIA.
Algazarra renasce actividade caramela
Devido às falas e algazarras cruzadas aqui na cave da taberna (ou baldio dos comentários) relacionadas com a arte revolucionária caramela, a Secção Cultural da FLC reuniu extraordinariamente com todos os militantes para reactivar uma tradição extinta desde a invenção da cadeira de rodas. Falamos como já devem ter adivinhado do saudoso Ballet-Caramelo.
Numa palmada só, conseguimos por de pé um projecto já há muito aclamado pelo nosso povo. Por isso as inscrições já estão abertas e o curso decorrerá à sombra num dos picadeiros do Rio Frio.
Para garantir as técnicas originais, a Frente de Libertação recorreu aos seus arquivos e testemunhos orais, ficando a reconhecida bailarina Toina da Almorródia como directora da escola.
Para adoçar a curiosidade, lembramos aqui algumas técnicas e passos de estilo caramelo, pioneiros no bailado moderno que ainda hoje são praticados nos mais conceituados palcos do mundo:
Salto apardalado (um salto prá frente de pés juntos);
Técnica da canelada sem tirar a pele (é o balloné clássico mas executado em grandes grupos, com botas apropriadas, e uma coreografia improvisada);
Caminhada de Pé Coxo (uma expressão desenvolvida pelos reformados da nossa terra ao longo de séculos)
Técnica do rebolar suíno (uma técnica de grande dificuldade, executada com as costas apoiadas no chão, só executada na perfeição por alguns caramelos experientes)
Passo Assemblé com o copo de imperial na cabeça (é um passo de dança que exige grande discernimento intelectual, executado por alguns foliões nas nossas festas).
Inscreve-te e saberás muito mais.
No final do curso, serão feitas demonstrações ao domicílio (tal como dantes se fazia com o Tupparwere)
O Ballet-Caramelo está de volta, não percas.
A revolução caramela é já uma realidade.
Numa palmada só, conseguimos por de pé um projecto já há muito aclamado pelo nosso povo. Por isso as inscrições já estão abertas e o curso decorrerá à sombra num dos picadeiros do Rio Frio.
Para garantir as técnicas originais, a Frente de Libertação recorreu aos seus arquivos e testemunhos orais, ficando a reconhecida bailarina Toina da Almorródia como directora da escola.
Para adoçar a curiosidade, lembramos aqui algumas técnicas e passos de estilo caramelo, pioneiros no bailado moderno que ainda hoje são praticados nos mais conceituados palcos do mundo:
Salto apardalado (um salto prá frente de pés juntos);
Técnica da canelada sem tirar a pele (é o balloné clássico mas executado em grandes grupos, com botas apropriadas, e uma coreografia improvisada);
Caminhada de Pé Coxo (uma expressão desenvolvida pelos reformados da nossa terra ao longo de séculos)
Técnica do rebolar suíno (uma técnica de grande dificuldade, executada com as costas apoiadas no chão, só executada na perfeição por alguns caramelos experientes)
Passo Assemblé com o copo de imperial na cabeça (é um passo de dança que exige grande discernimento intelectual, executado por alguns foliões nas nossas festas).
Inscreve-te e saberás muito mais.
No final do curso, serão feitas demonstrações ao domicílio (tal como dantes se fazia com o Tupparwere)
O Ballet-Caramelo está de volta, não percas.
A revolução caramela é já uma realidade.
27.6.05
Grande entrevista
A Frente de Libertação Caramela entrevista esta semana Venceslau Cantina, residente em parte incerta do reino caramelo.
Venceslau do Lau, como é conhecido pelos seus camaradas de luta, é o líder do desconhecido M.C.S.T. (Movimento dos Caramelos Sem Terra).
Antigo empregado camarário, realizou também funções de cobrador de cotas da S.F.U.A. e do Pinhalnovense. É este homem controverso, mais conhecido e respeitado fora das nossas fronteiras do que na sua região, que queremos dar a conhecer ao povo caramelo, numa reportagem exclusiva e fidedigna.
Nota: a pedido do entrevistado esta reportagem não está acompanhada do habitual retrato do entrevistado.
Venceslau do Lau, como é conhecido pelos seus camaradas de luta, é o líder do desconhecido M.C.S.T. (Movimento dos Caramelos Sem Terra).
Antigo empregado camarário, realizou também funções de cobrador de cotas da S.F.U.A. e do Pinhalnovense. É este homem controverso, mais conhecido e respeitado fora das nossas fronteiras do que na sua região, que queremos dar a conhecer ao povo caramelo, numa reportagem exclusiva e fidedigna.
Nota: a pedido do entrevistado esta reportagem não está acompanhada do habitual retrato do entrevistado.
Venceslau do Lau (Lau Lau para os amigos) lembra-se dos seus tempos de gaiato, quando corria descalço (“só com os chispes”) pelos campos do Lau. Desde essa altura já estava consciente das desigualdades sociais existentes na nação caramela. Actualmente com 79 anos recusa-se a abandonar aquilo porque sempre lutou desde os 15 anos, quando ainda era vendedor ambulante de formiga de asa para armar ós pássaros e de porta em porta aprendeu a olhar para dentro das casas dos outros. Gostava de ver como eram as casas por dentro, essencialmente se eram tipicamente caramelas ou não.
Depois, como trabalhador da câmara, na qualidade de fiscal, pode continuar a fazer o que gostava: olhar para dentro das casas caramelas. Conta-nos que como na câmara sabiam que ele era caramelo o destacaram para as regiões mais difíceis de fiscalizar para um fiscal da câmara: “come ê era caramelo, podia ir pa esses sitios à buntade, era fácil. É que os caramelos gostam de caramelos, ma na gostam de palmelões. Atão sesses palmelões fossem da câmara e ainda por cima fiscais, a qarer róbar o denhero do povo, bócê tá a ber! Alguns fiscais corriam risco de bida, eram corridos a tiro. Desse modo ê era bem bisto na câmara, e cunsegui fazer o mê trabalho. As minhas zonas eram o Pinhal Nobo e algumas terras à bolta”. Nessa altura (anos 60) quase todos os caramelos tinham um pequeno baldio onde plantavam produtos hórtículas e criavam bicheza, coisa que ele podia observar pelo lado de fora das casas. Com o treino adquirido, conseguia verificar à primeira se a casa era servida por algum baldio ou quintal para a bicheza. Com o tempo, a paisagem em Pinhal Nobo, começou a mudar. O que via, conta, começou a impressioná-lo, pois se nas zonas fora da capital ainda havia muitos baldios, em Pinhal Nobo tudo era diferente: “ó, atão o quê bia? Atão nas casas dos homes de Pinhal Nobo, ólhaba lá par dentro e a casa acababa logue ali. Do quintal nim bê-lo. Ó depois aquando comeci a ter coraige, parguntaba às passoas, se nã tinham um baldio.” E as respostas que ouvia, eram de forma geral negativas. As razões apontadas eram que as casa não tinham espaço para isso, que ter um terreno baldio atrás de casa era um luxo, ou então era impossível, pois quem mora num terceiro andar não pode ter baldio, conta Venceslau.
Após duas décadas de trabalho como fiscal e de centenas de casas observadas na nossa capital e arredores, decide que era o momento de actuar por conta própria. Na década de 80, apresenta a sua demissão na câmara, , “foi das maiores alegrias da minha bida! Deixar de trabalhar pa esses homes malbados e oprassores do home caramelo”, conta, ainda hoje visivelmente emocionado quando fala desse assunto.
Nessa altura, tomou conhecimento do M.S.T. brasileiro, um movimento que defendo que os camponeses brasileiros devem ter direito a um pouco de terra, para aí desenvolverem a sua vida, “aparcebi-me de que esses homes eram brabios e quariam garriar pela terra. Eles dafendiam o mesmo queu.” Começou então alguns contactos por pombo correio de longo curso e assim aprendeu técnicas de guerrilha que desconhecia. Ao mesmo tempo era necessário ganhar dinheiro, pois queria ir ao Brasil, realizar uma espécie de estágio no quartel general dos Sem Terra. Foi durante algum tempo cobrador de cotas na S.F.U.A. e depois no Pinalnovense. Deste modo, ao mesmo tempo que ganhava algum dinheiro, mantinha-se em contacto com as gentes da capital caramela, verificando se os baldios continuavam a diminuir. Finalmente em 1994, consegue ir ao Brasil e por lá fica durante 3 anos. Durante esse tempo participou em várias actividades do M.S.T., ocupando quintas, cortando linhas de comboios, assaltando um ou outro banco para finaciar o grupo. Em 1998 regressou à região caramela, com o objectivo de organizar um Movimento dos Caramelos Sem Terra . Lau Lau tem consciência de que a realidade dos caramelos é diferente da realidade dos sem terra brasileiros, quando afirma:”como nós na há pobo igual, im mai parte nanhuma do mundo, o que aqui se trata éi darranjar terra pa um home brabio e selbaige comó caramelo”. Conta já com vários elementos no grupo, na sua maioria caramelos de Pinhal Nobo, que defendem ter direito a um terreno baldio para aí terem criação, produtos hortículas e principalmente espaço para um meio bidon, sem que apareça logo o parbo do vizinho a dizer que cheira mal. Para Venceslau “o problema éi caqui quando há um tarreno bazio ei logo pa construir preides”. O M.C.S.T. pretende que a longo prazo todos os caramelos tenham direito a ser aquilo que são: caramelos. “Um home caramelo só o ei, se tiber um padaiçe de tarreno pa criar bicheza ó produtos pá raforma agraira e um baldio pá acender o meio bidon pá intarmiada ó pó coirato”. O M.C.S.T. é um dos parceiros da Frente de Libertação Caramela na luta pacífica pela autodeterminação do Povo Caramelo. O seu líder, que hoje entrevistamos, é um homem de ideias fixas, pronto a lutar pelo seu povo, para que cada caramelo, tenha direito à terra caramela. Para Venceslau Cantina, “o Pinhal Novo debe boltar a ser o quéra. Uma terra sim préides, com o home e a mulher caramela a biberem numa casa caramela, cum baldio de terra, com criação, produtos pa benderem na raforma agráira e espaço pa todos os dias acinderem o meie bidon".
Depois, como trabalhador da câmara, na qualidade de fiscal, pode continuar a fazer o que gostava: olhar para dentro das casas caramelas. Conta-nos que como na câmara sabiam que ele era caramelo o destacaram para as regiões mais difíceis de fiscalizar para um fiscal da câmara: “come ê era caramelo, podia ir pa esses sitios à buntade, era fácil. É que os caramelos gostam de caramelos, ma na gostam de palmelões. Atão sesses palmelões fossem da câmara e ainda por cima fiscais, a qarer róbar o denhero do povo, bócê tá a ber! Alguns fiscais corriam risco de bida, eram corridos a tiro. Desse modo ê era bem bisto na câmara, e cunsegui fazer o mê trabalho. As minhas zonas eram o Pinhal Nobo e algumas terras à bolta”. Nessa altura (anos 60) quase todos os caramelos tinham um pequeno baldio onde plantavam produtos hórtículas e criavam bicheza, coisa que ele podia observar pelo lado de fora das casas. Com o treino adquirido, conseguia verificar à primeira se a casa era servida por algum baldio ou quintal para a bicheza. Com o tempo, a paisagem em Pinhal Nobo, começou a mudar. O que via, conta, começou a impressioná-lo, pois se nas zonas fora da capital ainda havia muitos baldios, em Pinhal Nobo tudo era diferente: “ó, atão o quê bia? Atão nas casas dos homes de Pinhal Nobo, ólhaba lá par dentro e a casa acababa logue ali. Do quintal nim bê-lo. Ó depois aquando comeci a ter coraige, parguntaba às passoas, se nã tinham um baldio.” E as respostas que ouvia, eram de forma geral negativas. As razões apontadas eram que as casa não tinham espaço para isso, que ter um terreno baldio atrás de casa era um luxo, ou então era impossível, pois quem mora num terceiro andar não pode ter baldio, conta Venceslau.
Após duas décadas de trabalho como fiscal e de centenas de casas observadas na nossa capital e arredores, decide que era o momento de actuar por conta própria. Na década de 80, apresenta a sua demissão na câmara, , “foi das maiores alegrias da minha bida! Deixar de trabalhar pa esses homes malbados e oprassores do home caramelo”, conta, ainda hoje visivelmente emocionado quando fala desse assunto.
Nessa altura, tomou conhecimento do M.S.T. brasileiro, um movimento que defendo que os camponeses brasileiros devem ter direito a um pouco de terra, para aí desenvolverem a sua vida, “aparcebi-me de que esses homes eram brabios e quariam garriar pela terra. Eles dafendiam o mesmo queu.” Começou então alguns contactos por pombo correio de longo curso e assim aprendeu técnicas de guerrilha que desconhecia. Ao mesmo tempo era necessário ganhar dinheiro, pois queria ir ao Brasil, realizar uma espécie de estágio no quartel general dos Sem Terra. Foi durante algum tempo cobrador de cotas na S.F.U.A. e depois no Pinalnovense. Deste modo, ao mesmo tempo que ganhava algum dinheiro, mantinha-se em contacto com as gentes da capital caramela, verificando se os baldios continuavam a diminuir. Finalmente em 1994, consegue ir ao Brasil e por lá fica durante 3 anos. Durante esse tempo participou em várias actividades do M.S.T., ocupando quintas, cortando linhas de comboios, assaltando um ou outro banco para finaciar o grupo. Em 1998 regressou à região caramela, com o objectivo de organizar um Movimento dos Caramelos Sem Terra . Lau Lau tem consciência de que a realidade dos caramelos é diferente da realidade dos sem terra brasileiros, quando afirma:”como nós na há pobo igual, im mai parte nanhuma do mundo, o que aqui se trata éi darranjar terra pa um home brabio e selbaige comó caramelo”. Conta já com vários elementos no grupo, na sua maioria caramelos de Pinhal Nobo, que defendem ter direito a um terreno baldio para aí terem criação, produtos hortículas e principalmente espaço para um meio bidon, sem que apareça logo o parbo do vizinho a dizer que cheira mal. Para Venceslau “o problema éi caqui quando há um tarreno bazio ei logo pa construir preides”. O M.C.S.T. pretende que a longo prazo todos os caramelos tenham direito a ser aquilo que são: caramelos. “Um home caramelo só o ei, se tiber um padaiçe de tarreno pa criar bicheza ó produtos pá raforma agraira e um baldio pá acender o meio bidon pá intarmiada ó pó coirato”. O M.C.S.T. é um dos parceiros da Frente de Libertação Caramela na luta pacífica pela autodeterminação do Povo Caramelo. O seu líder, que hoje entrevistamos, é um homem de ideias fixas, pronto a lutar pelo seu povo, para que cada caramelo, tenha direito à terra caramela. Para Venceslau Cantina, “o Pinhal Novo debe boltar a ser o quéra. Uma terra sim préides, com o home e a mulher caramela a biberem numa casa caramela, cum baldio de terra, com criação, produtos pa benderem na raforma agráira e espaço pa todos os dias acinderem o meie bidon".
26.6.05
CARTA ABERTA AO COIRATO
A Comissão de Avaliação de Teses de Mestrado e Doutoramento Caramelo, depois da análise e avaliação da tese apresentada num comentário apresentado aqui no nosso baldio, decidiu dar o grau de Doutor ao senhor Alberto, visto ter apresentado e defendido com aproveitamento a tese sobre "O coirato" que muito enaltece a cultura caramela. O texto integral é já de seguida apresentado:
«alberto said...
A sandes de coirato é uma sandes que tem lá dentro um coirato.A sandes é pão, que é feito de trigo e fermento e água e sal. A sandes é uma coisa boa porque entre outras utilidades serve para lá meter coiratos dentro.O coirato é couro (ou coiro) que se cozinha num prato. Daí o termo coirato. O coirato põe-se dentro da sandes e tem pelos. Os pelos do coirato costumam ser curtos e rijos. É estranho que homens como os que vão ao futebol, machos inveterados que batem nas suas mulheres quando os seus clubes perdem, metam pelos na boca. Mas a vida é assim.A sandes de coirato é um elemento fundamental do Caramelo. Há registos históricos, alguns deles remontando ao período do Império de Nabucodonosor, encontrados em pequenas placas de barro, que referem a não realização da festa de gigantones por não haverem suficientes sandes de coiratos.Para além da festa, a sandes de coirato é um pilar da Civilização Ocidental. Num texto de 37 a.C. o historiador Romano Couratus Maximus refere uma revolta no Circo Máximo pela falta de sandes de coirato e, já na Idade Média, um Conclave demorou nove meses, uma semana, cinco dias, onze horas, três minutos e vinte e um segundos pelo facto de os cardeais, devido ao seu isolamento, terem tido dificuldade de pedir sandes de coirato. Os muçulmanos não comem sandes de coirato por Maomé estar ao serviço de potências europeias da época que lhe ofereciam grandes manadas de camelos em troco de ele dizer que o porco era impuro, de forma a haver mais porcos disponíveis para consumo na Europa. E bem recentemente, o fim triste da estação espacial MIR deveu-se a excesso de carga na mesma, por armazenagem de excessivas quantidades de coiratos e sandes.As sandes de coirato também se comem bem se acompanhadas por “vinho Cascalheira”do Cajo.Eu gosto de vinho e de sandes de coirato, posso ir a festa dos Gigantones.
A sandes de coirato é uma sandes que tem lá dentro um coirato.A sandes é pão, que é feito de trigo e fermento e água e sal. A sandes é uma coisa boa porque entre outras utilidades serve para lá meter coiratos dentro.O coirato é couro (ou coiro) que se cozinha num prato. Daí o termo coirato. O coirato põe-se dentro da sandes e tem pelos. Os pelos do coirato costumam ser curtos e rijos. É estranho que homens como os que vão ao futebol, machos inveterados que batem nas suas mulheres quando os seus clubes perdem, metam pelos na boca. Mas a vida é assim.A sandes de coirato é um elemento fundamental do Caramelo. Há registos históricos, alguns deles remontando ao período do Império de Nabucodonosor, encontrados em pequenas placas de barro, que referem a não realização da festa de gigantones por não haverem suficientes sandes de coiratos.Para além da festa, a sandes de coirato é um pilar da Civilização Ocidental. Num texto de 37 a.C. o historiador Romano Couratus Maximus refere uma revolta no Circo Máximo pela falta de sandes de coirato e, já na Idade Média, um Conclave demorou nove meses, uma semana, cinco dias, onze horas, três minutos e vinte e um segundos pelo facto de os cardeais, devido ao seu isolamento, terem tido dificuldade de pedir sandes de coirato. Os muçulmanos não comem sandes de coirato por Maomé estar ao serviço de potências europeias da época que lhe ofereciam grandes manadas de camelos em troco de ele dizer que o porco era impuro, de forma a haver mais porcos disponíveis para consumo na Europa. E bem recentemente, o fim triste da estação espacial MIR deveu-se a excesso de carga na mesma, por armazenagem de excessivas quantidades de coiratos e sandes.As sandes de coirato também se comem bem se acompanhadas por “vinho Cascalheira”do Cajo.Eu gosto de vinho e de sandes de coirato, posso ir a festa dos Gigantones.
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25.6.05
Formação Total Em Cabeçudos
- Será que os cabeçudos pensam? E quanto pesa o cérebro dum cabeçudo?
- Os gigantes conseguem ler as letras miudinhas?
- O que faço se um cabeçudo vier a correr para mim?
- Dizem que os cabeçudos têm sempre um caramelo dentro da barriga. É verdade?
- Um cabeçudo flutua ou vai ao fundo?
- Quantos litros de cerveja são precisos para pôr um cabeçudo em coma?
- Os gigantes conseguem ler as letras miudinhas?
- O que faço se um cabeçudo vier a correr para mim?
- Dizem que os cabeçudos têm sempre um caramelo dentro da barriga. É verdade?
- Um cabeçudo flutua ou vai ao fundo?
- Quantos litros de cerveja são precisos para pôr um cabeçudo em coma?
Para responder a estas parguntas e muitas mais, a Frente de Libertação Caramela, em parceria com o Alto Comissariado para as Comunidades Cabeçudas, promove nos dias 1, 2 e 3 de Julho, nas instalações da SERAPA, uma acção de formação sobre a psicologia e terapias da fala para o Cabeçudo.
Alguns temas a tratar:
- Como tratar um cabeçudo deprimido; (pela psicóloga Professora Drª Ava Gina)
- Como viver bem com uma cabeça gigantesca; (pelo sociólogo Dr. Benedito Camurço)
- Técnicas de dança com um cabeçudo; (por um elemento do grupo de teatro ATA)
- Alguns cuidados a ter com o gigantismo. (pelo representante da Associação Ibérica de Anõezinhos)
A iniciativa destina-se aos caramelos e público em geral que, de vez em quando ao acordar, apresentem a sensação de cabeça inchada ou um dos seguintes sintomas: boca seca, enxaqueca; miopia; zumbido nos óvidos; tonturas; sensação enresinada e cansaço geral.
A abertura da acção contará com a presença do Presidente da FLC, seguida duma recepção aos cabeçudos convidados e um almoço de coirato de porco preto com salada de pepino.
- Como tratar um cabeçudo deprimido; (pela psicóloga Professora Drª Ava Gina)
- Como viver bem com uma cabeça gigantesca; (pelo sociólogo Dr. Benedito Camurço)
- Técnicas de dança com um cabeçudo; (por um elemento do grupo de teatro ATA)
- Alguns cuidados a ter com o gigantismo. (pelo representante da Associação Ibérica de Anõezinhos)
A iniciativa destina-se aos caramelos e público em geral que, de vez em quando ao acordar, apresentem a sensação de cabeça inchada ou um dos seguintes sintomas: boca seca, enxaqueca; miopia; zumbido nos óvidos; tonturas; sensação enresinada e cansaço geral.
A abertura da acção contará com a presença do Presidente da FLC, seguida duma recepção aos cabeçudos convidados e um almoço de coirato de porco preto com salada de pepino.
24.6.05
Espaço Gastronómico Caramelo
Aqui pode deixar receitas e sugestões sobre a culinária caramela
Esta semana destacamos o porco caramelo
Cabeça de porco à moda da Palhota
Ingredientes
- Uma cabeça de porco (com orelhas)
- 4 kilos de arroz
- 3 litros de água
- 2 folhas de louro
- 1 panela grande (tipo as do rancho)
- 1 fogão
- 1 pau de eucalipto (com folhas)
Preparação
- coloca-se a panela ao lume com água dentro
- quando ferver, atira-se a cabeça de porco para dentro do tacho mais as folhas de louro
- vai-se mexendo bem com o pau de eucalipto
- quando ferver é porque está pronto
- tira-se a cabeça de porco e o arroz da panela e serve-se tudo junto
receita para uma pessoa
esta receita foi-nos enviada por Jerbuldia Anacleta (Vale da Vila)
A Cabeça de porco à moda da Palhota é uma receita bastante típica da região caramela.
Actualmente está um pouco no esquecimento, mas urge trazê-la de novo para as nossas receitas diárias.
O porco sempre foi considerado um animal nobre pelos caramelos. No entanto, no passado, só a burguesia latifundiária caramela tinha condições para criar estes animais. Era hábito, os senhores caramelos, aquando da matança do bicho suíno, aproveitarem quase tudo menos a cabeça, pois consideravam-na impura. Esta era oferecida ao povo agricultor caramelo em dias de marcado. O povo caramelo soube inventar ao longo do tempo belas receitas, tendo a cabeça de porco como ingrediente principal.
Porco cru com melancia
Ingredientes
- 1 porco
- 4 melancias grandes
- 1 navalha
- 4 kilos de açucar
- 1 ramo de hortelã
Preparação
- Matança do porco (sem que a GNR veja ou seja avisada)
- Preparar o porco
- Cortar as melancias aos bocadinhos
- Cortar o porco de forma igual
- Deitar os pedacinhos de porco e de melancia, tudo ao mesmo tempo, para dentro de uma gamela limpa (pelo menos por dentro)
- Tempera-se com açúcar ao gosto caramelo
- Come-se da mesma gamela, com as mãos
Para 8 pessoas
Esta receita foi-nos cedida por Toino Bazúrdio (Palhota)
Conta a lenda que grupos de caramelos circulavam pela região de casa em casa, à procura de trabalho. Quando tinham fome, o que tinham mais à mão eram porcos ou melancias. Não se sabe bem quando estes dois ingredientes começaram a fazer parte de uma receita em conjunto, pois originalmente os caramelos comiam primeiro o porco e só depois a melancia. A tese corrente é a de que devido ao pouco tempo que tinham para efectuar estas refeições, visto serem roubadas, a criatividade caramela aliada à necessidade também caramela, tenha num golpe de génio, criado este prato, especialmente apreciado no verão.
Sopa de Chispes com Toicinho salgado
Ingredientes
- 4 pares de chispes
- 3 kilos de couves
- 4 kilos de batata
- 10 cebolas
- 3 kilos de toicinho salgado
- meio bidon (verificar se não está furado)
- água
Preparação
- cozer os chispes, com as cebolas, batatas e couves no meio bidon com água, colocado sobre o lume
- quando estiver tudo cozido, junta-se o toicinho e mexe-se um pouco com alguma coisa que estiver à mão
- serve-se em gamelas individuais e come-se
receita gentilmente oferecida por Ti Gerôndia Agricula (Vale da Vila)
A Sopa de Chispes com Toicinho salgado é a antepassada da famosa sopa caramela.
Entre os anos 40 e 50, a região caramela tentou declarar independência. Como forma de boicote a esta aspiração legítima do povo caramelo, a organização palmelona optou por uma estratégia só compreensivel observando o contexto da altura. Trataram de cercar toda a fronteira caramela e proibir a criação e o consumo de porco. Nessa altura, o porco era a base da dieta caramela, tendo esta medida feito com que o grupo revolucionário autónomo tivesse de negociar com Palmela. No entanto, mesmo com o cessar fogo, levou ainda algum tempo para que o porco voltasse a procriar e a circular livremente pelas terras caramelas. Quase toda a alimentação caramela sofreu alterações, sendo a transformação da sopa caramela (actualmente quase só à base de vegetais, sem carne de porco) um dos máximos exemplos.
Ingredientes
- Uma cabeça de porco (com orelhas)
- 4 kilos de arroz
- 3 litros de água
- 2 folhas de louro
- 1 panela grande (tipo as do rancho)
- 1 fogão
- 1 pau de eucalipto (com folhas)
Preparação
- coloca-se a panela ao lume com água dentro
- quando ferver, atira-se a cabeça de porco para dentro do tacho mais as folhas de louro
- vai-se mexendo bem com o pau de eucalipto
- quando ferver é porque está pronto
- tira-se a cabeça de porco e o arroz da panela e serve-se tudo junto
receita para uma pessoa
esta receita foi-nos enviada por Jerbuldia Anacleta (Vale da Vila)
A Cabeça de porco à moda da Palhota é uma receita bastante típica da região caramela.
Actualmente está um pouco no esquecimento, mas urge trazê-la de novo para as nossas receitas diárias.
O porco sempre foi considerado um animal nobre pelos caramelos. No entanto, no passado, só a burguesia latifundiária caramela tinha condições para criar estes animais. Era hábito, os senhores caramelos, aquando da matança do bicho suíno, aproveitarem quase tudo menos a cabeça, pois consideravam-na impura. Esta era oferecida ao povo agricultor caramelo em dias de marcado. O povo caramelo soube inventar ao longo do tempo belas receitas, tendo a cabeça de porco como ingrediente principal.
Porco cru com melancia
Ingredientes
- 1 porco
- 4 melancias grandes
- 1 navalha
- 4 kilos de açucar
- 1 ramo de hortelã
Preparação
- Matança do porco (sem que a GNR veja ou seja avisada)
- Preparar o porco
- Cortar as melancias aos bocadinhos
- Cortar o porco de forma igual
- Deitar os pedacinhos de porco e de melancia, tudo ao mesmo tempo, para dentro de uma gamela limpa (pelo menos por dentro)
- Tempera-se com açúcar ao gosto caramelo
- Come-se da mesma gamela, com as mãos
Para 8 pessoas
Esta receita foi-nos cedida por Toino Bazúrdio (Palhota)
Conta a lenda que grupos de caramelos circulavam pela região de casa em casa, à procura de trabalho. Quando tinham fome, o que tinham mais à mão eram porcos ou melancias. Não se sabe bem quando estes dois ingredientes começaram a fazer parte de uma receita em conjunto, pois originalmente os caramelos comiam primeiro o porco e só depois a melancia. A tese corrente é a de que devido ao pouco tempo que tinham para efectuar estas refeições, visto serem roubadas, a criatividade caramela aliada à necessidade também caramela, tenha num golpe de génio, criado este prato, especialmente apreciado no verão.
Sopa de Chispes com Toicinho salgado
Ingredientes
- 4 pares de chispes
- 3 kilos de couves
- 4 kilos de batata
- 10 cebolas
- 3 kilos de toicinho salgado
- meio bidon (verificar se não está furado)
- água
Preparação
- cozer os chispes, com as cebolas, batatas e couves no meio bidon com água, colocado sobre o lume
- quando estiver tudo cozido, junta-se o toicinho e mexe-se um pouco com alguma coisa que estiver à mão
- serve-se em gamelas individuais e come-se
receita gentilmente oferecida por Ti Gerôndia Agricula (Vale da Vila)
A Sopa de Chispes com Toicinho salgado é a antepassada da famosa sopa caramela.
Entre os anos 40 e 50, a região caramela tentou declarar independência. Como forma de boicote a esta aspiração legítima do povo caramelo, a organização palmelona optou por uma estratégia só compreensivel observando o contexto da altura. Trataram de cercar toda a fronteira caramela e proibir a criação e o consumo de porco. Nessa altura, o porco era a base da dieta caramela, tendo esta medida feito com que o grupo revolucionário autónomo tivesse de negociar com Palmela. No entanto, mesmo com o cessar fogo, levou ainda algum tempo para que o porco voltasse a procriar e a circular livremente pelas terras caramelas. Quase toda a alimentação caramela sofreu alterações, sendo a transformação da sopa caramela (actualmente quase só à base de vegetais, sem carne de porco) um dos máximos exemplos.
23.6.05
Greve de zelo dos nossos agentes de segurança
Os caramelos seguranças, porteiros de cafés, vigilantes de esquinas e cruzamentos, e agentes secretos atrás dos arbustos da nossa nação, juntaram-se simbolicamente às manifestações da PSP e GNR, perto do Choco Frito, num protesto silencioso. A manifestação espontânea dos nossos agentes caramelos, sempre de olho em nós e atentos à nossa passagem, visou a preparação duma greve de zelo se as forças opressoras da Europa mafiosa não lhes reduzir a idade da reforma para os 20 anos de idade, ou 6 anos de serviço efectivo. A Frente de Libertação esteve com eles e soube que a greve de zelo assegurará os serviços mínimos em sofás, fumando escalracho por uma cana. No entanto admite-se já medidas mais drásticas se as suas reivindicações não forem satisfeitas, pois ficarão todos deitados em espreguiçadeiras nas suas zonas de actuação por todo o território, fumando exclusivamente granulado para galinhas poedeiras. Soubemos ainda que a PSP e GNR não compactuam com esta manifestação caramela não oficial, nem se pronunciam sobre esta greve (inédita na Europa), mas prometeram que não incomodarão ninguém.
22.6.05
Uma foto que diz tudo

Chegou ao nosso quintal uma carta da Ti Gracinda Coscovilheira com esta foto sobre as festas e muito mais. Diz na carta que o momento de inspiração desta foto veio quando o fotógrafo «bueu a última imparial já a rebolar no chão». É tudo mentira. Se quiseres saber tudo aperta aqui e verás uma boa reportagem fotográfica. A Frente de Libertação Caramela irá fazer tudo por tudo para pagar os direitos de autor desta kodak, e tentar fazer com que o reporter (da nossa terra) integre o circulo dos cavaleiros do meio-bidom e da entarmeada caramela com imparial em copo de vidro. Caso contrário que nos perdoie.
IVA 21 - ALERTA E PLANO DE MUDANÇA
Comunicado:
O povo caramelo está em alerta esverdeado (o segundo de uma escala de verdes) que prevê "situação de alto risco para todas as famílias dependentes da apanha pêro raiado assim como outras que não apanham nada" e abrange todas as localidades e arrabaldes do nosso reino.
Os dados do Instituto Caramelo Do Laser Explícito apontam para uma diminuição do poder de compra, um aumento de ansiedade e descida do tempo morto passado nas coletbidades. Prevê-se a partir de 1 Julho valores mínimos nas zonas mais povoadas como o Pinhal Novo e Venda do Alcaide, com apenas um jogo de sueca de dois em dois dias e uma grade de mines por semana nas coletbidades e tabernas mais frequentadas (não falando na SFUA que já há uns anos que luta com a instabilidade da sua taberna). Antecipando o estado de calamidade do nosso povo triste e trancado em casa, a Frente de Libertação prepara-se para desencadear a maior mudança de que há história desde o homem erecto.
O plano é simples:
- Definir rapidamente as linhas de fronteira do Território Caramelo.
- Alcançar de imediato a independência total das forças opressoras do Portugal Decadente.
- Estabelecer de urgência o Governo Caramelo.
- Oficializar a cultura e a língua caramelas.
- Levar o nosso território daqui pra fora, concretamente para junto de países cujo IVA esteja a 12%, o preço das coisas esteja a metade do preço e os ordenados sejam o dobro.
- A mudança do território inclui todo o património até ao última bola cotão debaixo das mesas-de-cabeceira, incluindo a linha do comboio, os pardais, a GNR entre outros seres, etc.
Planeia-se que todo território seja levado de tractor (modelo já testado no cortejo das festas), portanto esta zona ficará com um buraco com 5Km de profundidade, ficando apenas ao de cima uma lembrança da nossa profunda gratidão: o cagalhão mensal da Dona Ercília Tripalhuda (evocando aqui o vocabulário e os prémios usados no enterro do bacalhau na nossa capital).
Os peritos para a nova localização já foram investigar e os relatórios indicam que o próximo posicionamento geográfico do território caramelo será junto à ilha de Tenerife, satisfazendo não só este plano como a antiga bontade do nosso povo em ir à pesca e banhar-se nas águas temperadas do Atlântico.
A data prevista para a mudança está sob segredo pois teme-se uma invasão de milhares de lusitanos oportunistas prontos a pedirem asilo e nacionalidade caramela.
Caramelos
Fiquem alerta, metam boias nos tractores e virem-nos para Sul. A grande mudança está para breve.
Não há povo sem um buracão, nem há caremelo sem solução.
O povo caramelo está em alerta esverdeado (o segundo de uma escala de verdes) que prevê "situação de alto risco para todas as famílias dependentes da apanha pêro raiado assim como outras que não apanham nada" e abrange todas as localidades e arrabaldes do nosso reino.
Os dados do Instituto Caramelo Do Laser Explícito apontam para uma diminuição do poder de compra, um aumento de ansiedade e descida do tempo morto passado nas coletbidades. Prevê-se a partir de 1 Julho valores mínimos nas zonas mais povoadas como o Pinhal Novo e Venda do Alcaide, com apenas um jogo de sueca de dois em dois dias e uma grade de mines por semana nas coletbidades e tabernas mais frequentadas (não falando na SFUA que já há uns anos que luta com a instabilidade da sua taberna). Antecipando o estado de calamidade do nosso povo triste e trancado em casa, a Frente de Libertação prepara-se para desencadear a maior mudança de que há história desde o homem erecto.
O plano é simples:
- Definir rapidamente as linhas de fronteira do Território Caramelo.
- Alcançar de imediato a independência total das forças opressoras do Portugal Decadente.
- Estabelecer de urgência o Governo Caramelo.
- Oficializar a cultura e a língua caramelas.
- Levar o nosso território daqui pra fora, concretamente para junto de países cujo IVA esteja a 12%, o preço das coisas esteja a metade do preço e os ordenados sejam o dobro.
- A mudança do território inclui todo o património até ao última bola cotão debaixo das mesas-de-cabeceira, incluindo a linha do comboio, os pardais, a GNR entre outros seres, etc.
Planeia-se que todo território seja levado de tractor (modelo já testado no cortejo das festas), portanto esta zona ficará com um buraco com 5Km de profundidade, ficando apenas ao de cima uma lembrança da nossa profunda gratidão: o cagalhão mensal da Dona Ercília Tripalhuda (evocando aqui o vocabulário e os prémios usados no enterro do bacalhau na nossa capital).
Os peritos para a nova localização já foram investigar e os relatórios indicam que o próximo posicionamento geográfico do território caramelo será junto à ilha de Tenerife, satisfazendo não só este plano como a antiga bontade do nosso povo em ir à pesca e banhar-se nas águas temperadas do Atlântico.
A data prevista para a mudança está sob segredo pois teme-se uma invasão de milhares de lusitanos oportunistas prontos a pedirem asilo e nacionalidade caramela.
Caramelos
Fiquem alerta, metam boias nos tractores e virem-nos para Sul. A grande mudança está para breve.
Não há povo sem um buracão, nem há caremelo sem solução.
17.6.05
30 professores caramelos vão ensinar a lingua caramela nas creches, jardins de infância e 1º ciclo da região caramela a partir de Setembro.
Em comunicado à Frente de Libertação Caramela, a ministra da Educação do reino caramelo, anunciou que 30 professores vão ser destacados para ensinar a lingua caramela nas creches, jardins de infância e primeiro ciclo já a partir de Setembro deste ano.
Belarmina do Atóine da Pança, afirmou ainda que o Governo Clandestino Caramelo (actualmente em auto-gestão) está a estudar um método para lançar manuais escolares genuinamente caramelos, os quais poderão ser adquiridos no mercado mensal de Pinhal Novo.De acordo com Belarmina, “esta medida sará bem racebida pos caramelos bardaderos. Quim éi o caramelo que na quer cu sê filho fale correctamente?”. De referir que esta medida representa um esforço financeiro para as pobres finaças caramelas, demonstrando o empenhamento dos nossos lideres para que a língua caramela seja cada vez mais ouvida em toda a região.
Actualmente, este projecto está a ser implementado de forma experimental no Infantário “o Gaiato Parbo”, em Valdera e na escola do 1º ciclo de Arraidados.
A pedido de Belarmina, a Frente de Libertação apela a todos os caramelos que coloquem os filhos só em escolas onde o ensino da lingua caramela faça parte do curriculo. Este projecto está integrado numa profunda remodelação das escolas caramelas, actualmente em curso.
Segundo fontes anónimas do Ministério da Educação Caramelo, a próxima medida será a implementação de um menu caramelo oficial nas cantinas das escolas caramelas. Nele constará de forma destacada, a Sopa Caramela, que deverá, obrigatóriamente de ser dada pelo menos duas vezes ao dia (de manhã e ao almoço). Será também obrigatório cada escola ter o seu meio-bidon no páteo de terra batida.
Ingredientes tipicamente caramelos como: cabeça de porco, chispes, toicinho, coirato, intarmiada, mão de vaca, cabeça de boi, tubaros e banha de porco com sal, farão parte da dieta diária das nossas crianças caramelas.
O concurso para admissão de professores de lingua caramela abre já no próximo mês.
LIBERTEM OS SACOS DE PLÁSTICO

Depois dos Domingos de Marcado é comum alguém fechar cruelmente as portas do recinto e deixar trancados lá dentro alguns sacos de plástico refugiados sem condições mínimas. No entanto, neste último Marcado, os sacos (de várias cores e de várias regiões), juntaram-se aos papeis de embrulho e fizeram uma manifestação às portas do recinto. Soubemos que estavam a reivindicar os mesmos direitos dos sacos burgueses dos supermercados caramelos que, como sabemos, circulam livremente pelo nosso território e fazem inveja aos que estão lá dentro encarcerados. A F.L.C. mandou já um fax ao comissário para os refugiados da ONU, o nosso Ti Toin Guta, para se debruçar sobre este flagelo caramelo. A resposta chegou-nos com o seu espanto por «não imaginar que existiam sacos tão magros e vazios com necessidades». Soubemos, com agrado, que a ajuda e libertação dos sacos-do-marcado está à sua altura e vai ser a missão da sua vida.
A F.L.C. já se abasteceu de 20 grades de mines e cinco quilos de coiratos enquanto espera pelos resultados.
Diz “Sim” aos
14.6.05
EXAME CARAMELO PARA CONSTRUTOR CIVIL
És caramelo? Tens a 4ª classe e chegas aos interruptores?
Então descobre o construtor civil que há em ti. Faz este exame e mete-o por baixo da porta do nosso quintal. O departamento para o progresso caramelo da FLC, apanha-o e faz do resto.
Então descobre o construtor civil que há em ti. Faz este exame e mete-o por baixo da porta do nosso quintal. O departamento para o progresso caramelo da FLC, apanha-o e faz do resto.
Podes fazer este exame em família, fazer telefonemas à Corigues& Rolo Lda., Câmara palmelona, etc… mas acima de tudo responde com confiança em ti.
1-Vais a andar normalmente quando reparas que a teu lado está um campo verdejante cheio de pinheiros. O que te vem logo à cabeça?
- É aqui que eu faço uma assada no Domingo.
- Ora que baldio tao bom para construir um bairro!
- Qualquer dia venho aqui ós pássaros.
2-Um dia descobres o teu reflexo no lago do Jardim José Maria dos Santos. O que é que dizes para ti próprio?
- Tenho sede, bou boer uma mine ali ó Pinto.
- Sou um caramelo com ideias! O que dava aqui era um Centro Comercial de 3 pisos.
- Este lago sem cágados nem canas nã tem jeito nhum.
Mostra agora o teu conhecimento da história.
3- Na arquitectura caramela dos anos 80, quanto tempo era preciso para fazer uma habitação caseira?
- 15 anos (com testes e engenharia de pilares)
- 45 minutos (só com a frente caiada)
- Um fim-de-semana (casa completa + almoço prá malta da placa).
4- Actualmente, no território caramelo, o que é preciso para um construtor fazer a sua filinha de arranha-céus?
- Uma colher de pedreiro, e 12 metros mangueira.
- Um carro de 12 cilindros ao comprido e uma esferográfica.
- Um balde com uma corda atada, e um andaime.
5- Na tua opinião, qual a ordem neo-caramela mais comum para fazer uma urbanização?
- Palmeira – cabouco – projecto
- Cabouco – goiabeira – projecto
- Projecto – cabouco – bananeira
6- Para ti uma rua é:
- Uma risca de terreno baldio sem prédios.
- Uma garagem colectiva ao relento.
- Uma estrada pró despique que bai duma esquina à outra.
7- No teu entendimento, espaços verdes servem para:
- A malta levar o canito a cagar.
1-Vais a andar normalmente quando reparas que a teu lado está um campo verdejante cheio de pinheiros. O que te vem logo à cabeça?
- É aqui que eu faço uma assada no Domingo.
- Ora que baldio tao bom para construir um bairro!
- Qualquer dia venho aqui ós pássaros.
2-Um dia descobres o teu reflexo no lago do Jardim José Maria dos Santos. O que é que dizes para ti próprio?
- Tenho sede, bou boer uma mine ali ó Pinto.
- Sou um caramelo com ideias! O que dava aqui era um Centro Comercial de 3 pisos.
- Este lago sem cágados nem canas nã tem jeito nhum.
Mostra agora o teu conhecimento da história.
3- Na arquitectura caramela dos anos 80, quanto tempo era preciso para fazer uma habitação caseira?
- 15 anos (com testes e engenharia de pilares)
- 45 minutos (só com a frente caiada)
- Um fim-de-semana (casa completa + almoço prá malta da placa).
4- Actualmente, no território caramelo, o que é preciso para um construtor fazer a sua filinha de arranha-céus?
- Uma colher de pedreiro, e 12 metros mangueira.
- Um carro de 12 cilindros ao comprido e uma esferográfica.
- Um balde com uma corda atada, e um andaime.
5- Na tua opinião, qual a ordem neo-caramela mais comum para fazer uma urbanização?
- Palmeira – cabouco – projecto
- Cabouco – goiabeira – projecto
- Projecto – cabouco – bananeira
6- Para ti uma rua é:
- Uma risca de terreno baldio sem prédios.
- Uma garagem colectiva ao relento.
- Uma estrada pró despique que bai duma esquina à outra.
7- No teu entendimento, espaços verdes servem para:
- A malta levar o canito a cagar.
- Por a bixeza a pastar.
- Vender mais depressa os apartamentos pra construir ao lado sem mover a grua.
8- E para acabar, escolhe o nome para o bairro que vais construir (pensa bem):
- Ciudad del Paraíso
- Bairro o “Boi a mim na mara”
- Bairro da Palha Braba.
Se acertaste em todas as parguntas deste exame é porque tens a escola toda e estás apto a ser um construtor civil e dar continuidade ao progresso sustentado da nossa civilização pós-moderna. Damos-te de imediato um alvará, uma betoneira e um bidom de plástico para marcares o teu território num baldio à tua escolha (observa a foto). Se mandares as respostas nas próximas 24 horas oferecemos-te ainda uma malinha com uma esferográfica e um bloco para fazeres o teu projecto.
Não percas tempo!!! Constrói o teu bairro ainda antes de chegarem os cabeçudos do FIG. Surpreende o mundo com a tua força. A F.L.C. acredita no gigantismo da cabeça dos construtores civis.
NÃO HÁ GIGANTES NEM VULCÕES MAIORES QUE UM CARAMELO VIRADO PARA O PROGRESSO.
- Vender mais depressa os apartamentos pra construir ao lado sem mover a grua.
8- E para acabar, escolhe o nome para o bairro que vais construir (pensa bem):
- Ciudad del Paraíso
- Bairro o “Boi a mim na mara”
- Bairro da Palha Braba.
Se acertaste em todas as parguntas deste exame é porque tens a escola toda e estás apto a ser um construtor civil e dar continuidade ao progresso sustentado da nossa civilização pós-moderna. Damos-te de imediato um alvará, uma betoneira e um bidom de plástico para marcares o teu território num baldio à tua escolha (observa a foto). Se mandares as respostas nas próximas 24 horas oferecemos-te ainda uma malinha com uma esferográfica e um bloco para fazeres o teu projecto.
Não percas tempo!!! Constrói o teu bairro ainda antes de chegarem os cabeçudos do FIG. Surpreende o mundo com a tua força. A F.L.C. acredita no gigantismo da cabeça dos construtores civis.
NÃO HÁ GIGANTES NEM VULCÕES MAIORES QUE UM CARAMELO VIRADO PARA O PROGRESSO.
13.6.05
NÃO SOBROU NENHUMA
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