(3ª parte, continuação e final)
Se bem se lembram, tábamos a ber se o futuro presidente dos estados unidos é ou não caramelo (ver notícias anteriores), o que no actual momento da cunjuntura locálóglobal nos parece de importância nada aparbalhada e merecedor de um atento olhar caramelo.
Tábamos atão aqui, a ber se nã se perdem “(…) da sua peregrinação ebangelizadora”... Mas tenham calma, e apreguem nobamente os óculos de ber ó perto, porque há mais para dizer: junto aos papeis antigos, lá na sede do rancho, bem no fundo de um tacho, ainda agarrados a um bocado de toicinho já com mais de cem anos, descobriram umas cartas do Eucaristia, onde se pode ler (o historiador entregou-nos as cartas e nós lemos dentro do esconderijo à luz do pitromax clandestino) que o home naquela altura estava no Quénia (fomos ao marcado cumpar um mapa mundo – para ber aquele mundo que fica para lá da Caramelândia- para saber onde éi que isso ficaba, e cuncluimos que éi mais longe do que do Lau à Palhota, só ao pé-coxinho com botas caneleras num dia de naboero) e que o home pinsaba ficar por lá, porque habia belas planícies onde o gado caramelo por ele lebado podia pastar à buntade de forma selbaige, e muitos dos ebangelizados lá da zona já só queriam comer coirataige e buer um preparado de cevada em pequenas gamelas, a bebida-abó da actual mine.
Agora prestem bem atenção, éi o nosso historiador que bai falar: “(…) ora aposto e ateimo que o Fulgêncio deve ter ficado por lá, por uma aldeia qualquer e vivido até ao fim dos seus dias como um rei, com um rebanho de várias mulheres e sempre de pandulho cheio. Descobri nas minhas pricuras, que este home também era conhecido por Fulgêncio Cobridor ou o Cobre-tudo, porque dizem que marchaba tudo o que apanhaba pelo caminho de ir e bir a África, até a bicheza brabia, (dizem que tebe mais de cem filhos). Tenho aquase a çarteza, de que actualmente este home éi cunsiderado uma espécie de santo protector dos descendentes da tribo que o acolheu, sendo adorado como uma espécie de deus, alguém com poderes dibinamente especiais. E éi aqui que a porca grunhe à parba, porque muito provavelmente (ó atão ê cá dedicaba-me á bindima e dexaba de cuntar histórias) um destes cem filhos do Fulgêncio Cobridor terá sido, bejam bócês bem, as coisas quê descubro, primo do tio-avô da abó do futuro presidente dos E.U.A, e todos sabem que esta abó do home-presidente ainda bibe lá, naquelas aldeias. Tenho probas do que digo e nã tenho medo das mostrar, até bou à Junta de Freguesia da Capital, se lá me quiserem óbir, cas orelhas bem destapadas, eles que benham lá com as kodaks do Zéi Maria dos Santos, que a mim nã calam os beiços!”.



