8.2.11


Pinhalnovense, orgulho dos Caramelos!!!


A FLC atribuiu ao CDP (Clube Desportivo Pinhalnovense) a mais prestigiosa distinção do desporto Caramelo- A Bola de Catchumbo (enbernizada e assinada pelos vários vultos do desporto que fomos tendo ao longo da nossa historia, como o famoso Toino Juile, mítico avançado do Pinhalnovense na década de 70).

A cerimónia foi semi-secreta e teve lugar no Bar do Bernardino, com casa praticamente cheia. Vários adeptos estiveram presentes em euforia total e a FLC ouviu im voz alta saída da boca do presidente do CDP, que para eles era uma honra serem condecorados a este nível por uma instituição com o prestígio da FLC e (depois em tom mais informal) que ate o Bernardino 'correr com a malta, as mines sao a varrer por nossa conta!'.

De referir que o regime exclusivo de clandestinidade-continua em que a FLC se encontra actualmente, obrigou a que o convívio com adeptos, jogadores e dirigentes se fizesse de cara tapada (uns elementos taparam a cara com lenços de sulfatar, outros com lenços de brincar aos cobóis contra os índios e outros ainda com meias de nylon enfiadas na cabeça- um agradecimento especial para a Loja do Toino Brinca).

Depois de umas grades de mines, já ninguém achou isso estranho e o conbibio foi valente e sadio, com inúmeras grades a serem basadas alegremente.

No discurso-cunbersa de atribuição do galardão, Manel Atoino do Lavradio (Vogal do Ministério do Desporto Caramelo) referiu:'este premio bai para o Pinhalnobense im jaral e para a sua equipa de futebol em particular, pelos grandiosos feitos alcançados na Taça de Portugal, imbalando cá de trás, imbalando, imbalando, só sendo trabados pelo Futebol Clube do Porto e na casa deles! Se na fossem estes parbos no nosso caminho, iamos imbaladinhos atei a Final! Os jogadores resistiram e garriaram brabiamente e atei podiam ter posto lá dentro da baliza dos homes, um mortero o dois, que ninguém se admirava por isso!'

A Festa durou atei ao sol se lebantar e antes de se apragarem pó chão a dormir, alguns elementos da FLC foram atei a Raforma Agraira, comer tangeras e cobes cruas, aprobeitando para fiscalizar os níveis de caramelidade deste ícone da nossa cultura rural. Foi ali que obimos esta cunbersa entre duas anciãs bendedoras-A Zulmira Patuda mais a Juliana das Augas Turbas (mais de uma com a outra, pois só aquaise uma ei que falava):'...atão e bê lá tu que só parderam dois a zero!!!. Na facas essa cara de parba, achas muito?!!! Atao 2 a 0 ei o que o Baldera ganha ao Rio Frio e otras bezes o Rio Frio ao Baldera. O seja nada de mais. E ainda por cima, na se ingalfinharam im punhada uns cus otros, como fazem no Rio Frio – Baldera, catei andam uns da rojo por cima dos otros, parecem jabalis depois do Inberno. Por isso, agora bou passar a ir ber os jogos dos homes e se tu quiseres podes bir mais eu!'.

Benham boces tambem! Benham mais a gente ber o nosso CDP, clube brabio e orgulho de todo um pobo garriador!

25.1.11

Bolsas de estudo caramelas

O Ministério Caramelo da Educação anunciou a abertura de um concurso publico para atribuição de bolsas de estudo.
Foi no café 'Mines a Intulho', na Carreguera, que o secretário geral da cultura e educação, Ti Toino Paulo da Ti Paula da Palhota deu uma valente punhada na mesa para os clientes vips (situada entre o balcão e a arca congeladora com as mines sempre á descrição) declarando im boz alta a primeira atribuição de bolsas de estudo no nosso território. Odepois disse ainda: 'agora quim estiber interessado im estudar, só tem de garriar pelas bolsas e depois a ber se na gastam tudo im putas e binho berde, quei cume quim diz, cafés, boates e matines dançantes'.
As bolsas de estudo serão nas áreas da Engenharia e Tecnologia de ponta, Cultura e Artes (bolsas para apoiar e desenvolver a criação caramela contemporânea na Pintura criatiba com cal, Performance e Nobos Midia -tipo misturar a televisão com a telefonia e uma cassete dos Balha Ca Carroaça tocar, tudo ao mesmo tempo),Ecologia e Ingricola Natural.
Os intarassados debem de dixar a papelada concursiba debidamente preenchida nos dibersos centros culturais caramelos- cafés e tascas im jaral, bares do domingo de marcado, barbearia do Albarinho, Barbaria do Piu, Centro de trabalho do Partido Comunista (na zona do conbibio-res do chão) e ainda nos centros exteriores de pousio-reibindicatibo dos belhotes caramelos – parede solar da Caixa de Credito Agrícola, bancos dos autocarros e junto a porta de entrada principal da estação de Pinhal Nobo.
Quim quiser pode tamem inbiar bia pombo correio electrónico para a gente daqui da FLC.
Os projectos seleccionados serão divulgados aqui neste baldio e odepois serão afixados num Pinheirinho da Rorunda dos mesmos, na capital Caramela.
As bolsas de estudo serão entregue simbolicamente em sacos da Cunpratiba, especialmente transformado em saco-bolsa para este efeito.
As bolsas abrangem um ano de estudo, com comida e buida á descrição im bários cafés e colectividades recreatibas, uma motorizada pa serbentia do freguês-estudante e ainda a possibilidade de continuar a ter o Cata-Bento intregue na caixa do correio im versão normal de luxo.

Se es home ó mulher,
na intaressa a idade,
ba lá ber esses estudos,
na percas esta oportunidade

(quadra-slogane oficial do Ministério Caramelo da Educação e Cultura)

21.1.11

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS CARAMELAS

Esta nas ruas as próximas eleições presidenciais da nação caramela, um dos maiores ebentos da nossa cultura, patrocinado e bistoriado pela FLC. Este ano temos a nobidade do nosso boletim de voto ser feito de guardanapos usados da pastelaria Zé Beu, e conta com mais de 40 candidatos iguais, dos quais 39 são versões de personalidade do nosso querido Toin das Ideias Parbas, e mais um, isolado, que é primo dele, o Xico Sovina. Portantos, temos garantida uma segunda bolta, então com guardanapos da pastelaria Primavera.

A campanha tem sido ranhida onde tudo é possíbel, sabendo que o pobo caramelo nã bai na cumbersa com beijos e abraços parbos. Assim, os candidatos tiberam que puxar pela imaginação para andar na a caça ao boto como uma matilha de perdigueiros a ladrejar de roda dum ninho de ouriços. Durante toda a semana o Toin das Ideias Parbas tem entrado nas bombas de gasolina da BP, assentado num carrinho de mão (empurrado pelos seus fieis comparsas), pra fingir que bai meter gasoil e dar a ber que é um home sensíbel aos nossos costumes e tamém à gasolineira. Enquanto isso, já o Xico Sovina tinha passado mais de 50 bezes plas bombas de gasolina da Galp, do outro lado do Pinhal Nobo, a acenar dentro dum carrinho de supermercado (empurrado por uma comitiba de fieis apoiantes). Pelas sondaiges feitas pelo cobrador do Pinhalnobense, quer um, quer outro, estão empates, o que é o mesmo que dizer que a população está dibidida entre o tradicional carrinho de mão na gasolineira Inglesa, e o moderno carrinho de supermercado na gasolineira portuguesa!


Tudo pode acontecer!... E todos estão im pulgas.

Mas até lá alimpa-te à bontade aos guardanapos dessas coletbidades porque pode haber uma terceira ou até uma quarta bolta nestas eleições... OU MAIS!!! Caso, não se decida à 50ª volta, os candidatos têm que mostrar a sua belentia fazendo uma pega sozinhos, a um toiro de 400 quilos (e em pontas), treinado no montado do Rio Frio. O escurtínio terá lugar nas Festas do Pinhal Nobo e será Parsidente Caramelo aquele que lebar a melhor cornada.

14.1.11

O SEXO CARAMELO

É com grande cuidado e rigor que a FLC apresenta aqui uma série de dois episoides do documentário premiado pela BBC (Bamos Ber Caramelos), que retrata um dos mais delicados assuntos da nossa vida: o sexo caramelo.

Bamos pôr a cassete e...


Imaige em pormenor duma flaita a deslizar pra um lado e pró outro, nos beiços dum hume brabio e a produzir um som que nã deixa ninguém indiferente.

Som dum patardo...


TRATADO TELEBISIBO DO SEXO CARAMELO


Narrador:

Desde os tempos do Coirato-ressequido (o equibalente ao jurássico tardio) que os caramelos acasalam com as caramelas com tal frequência, que, enquanto outras espécies se extinguiram, hoije estes seres marabilhosos existem em elevado número na nossa nação e com tendências pra aumentar (graças às palabras de alento da FLC). No intanto, ao longo da história, as técnicas de acasalamento caramelo têm-se alterado com altos e baixos, belas curbas, bem como abanços e arecuos sucessibos.

Calcula-se que, assim que os caramelopitecus começaram a usar as mãos pra fabricar ciroilas de folhas de parra, descobriram tamém a possibilidade de agarrar as caramelas que andabam por i à solta...

Imaige:

Uma caramela a comer uma melancia escondida atrás duma moita ao som de rouxinóis. Num plano de pormenor podemos ber algumas grainhas coladas ao seu sedutor buço. Opois bê-se um caramelopitecus (um home brabio com patilhas até às nalgas), a atirar-se que nem um leão a caçar a caramela agarrando-se com unhas e dentes. Eles estrabucham até ficarem todos bersuntados de melancia. Por fim, ao de perto, vê-se o último dinossauro a desfalecer, enquanto ao fundo, aproxima-se uma resma de caramelas de barrigada amais uma ninhada de caramelinhos atrás!

Narrador:

Como pudemos olserbar, caçar caramelas como quem faz uma pega de sarnelha não era um método fácil e foi logo considerado um método selbaige e banido do território. A técnica foi reavaliada e impôz-se para toda a comunidade uma prática mais eficaz, nascendo assim a época romântica em que, antes do acasalamento deveria dizer-se a frase “Anda cá nina que eu nã t'alejo.”

Criou-se intão a cultura nupcial caramela que o passar dos tempos tem bindo a desfalecer que nem tarmoços sem sal receitados por um médico parbo. Historiadores desconfiam que os caramelos, na era da Costeleta-espatada, aprindiam as lides do sexo por olserbação da natureza, especificamente o comportamento de alguns animais como os coelhos, canzoada, arrãs, saparia, e alguns pássaros. Sabe-se que ainda hoije resistem algumas lembranças desta prática ancestral...

Imaige:

Uma bateneira a fazer uma panelada de cimento e uma caramela a passear pa rua; o homem das obras dá um assobio fuiiii fuiiiuuu de cariz piropo-cumbidatibo para a caramela transeunte despertar o seu desejo de acasalamento.

Narrador:

Como pudemos obir, o assobio atractibo lá do alto da obra indica que o home ainda usa galanteios ancestrais oriundos da olserbação de pássaros. Um outro tipo de lisonja passa pela frase inspirada na olserbação de sapos (o sapo amais a sapa) quando chafurdam no amor fazendo sabão de cuspo. Assim, quando o home diz a frase romântica “És tão boa caté te fazia a ti um pijama de cuspo!” quer dzer que não só está pronto para acasalar, como possui conhecimentos e capacidades especiais capazes de despertarem a curiosidade da caramela. Nesta era, os caprichos da fauna circundante faziam escola e determinavam a nossa selecção natural, razão porque hoije ainda nos mantemos brabios e sadios. Contudo, por razões ainda não determinadas, acredita-se que este tipo de expressões deram início à era do amor-não-correspondido de onde saiu a celebérrima frase “Só m'apetece é chorar e comer escalrracho!”

Já no século XIX, as coisas alteraram-se, e a cultura do cortejo passaba pela bailação ao som da flaita de beiços, e à luz do pitroil. Esta nova modalidade ganhou tal eficácia que se tornou necessário desimbolber apertadas vigilâncias por parte das progenitoras das reparigas, obrigando elas a usarem mais de cinco saias, amais as culotes, meias e cuecas de arame farpado. Assim, por muito que os homes se esfregassem ao seu par, habia sempre um mundo complexo a explorar como quem entra na Câmara de Palmela pra pedir o parecer duma obra pra uma capoeira de piruns. No entanto, apesar de todas dificuldades, a esfregadura da bailação adquiria um eboluir clandestino da relação, até ao desfolhamento total, longe do alcance da luz do pitroil...

Imaige:

Escuro! Um negrume dum luar intenso de Lua-noba a ber-se uma escuridão que um home arregala os olhos e só sabe que nã tá cego porque consegue ber o seu pensamento imaginatibo dum filme porno-folclórico.

Narrador:

Nesta época calcula-se que 99,9% dos acasalamentos eram fruto de um momento esfregatibo ao som da concertina, ou da flaita de beiços. Mas esta moda acabou, dando lugar a outros costumes... mas isso é o que a gente bai ber no próximo episoide.

Até lá nã fiques feito parbo a coçar-te por dentro das algibeiras.

16.12.10

MAIS UMA ASSOCIAÇÃO FUNDADA PELA FLC, PARA SALBAR O NATAL

Deribado à actuação da Unidade Móvel de Caramelização ao Domicílio, a FLC tem constatado, atrabés das diversas consultas, uma apatia parba que tem bindo a afectar a nossa população. Considerando que o stress e a depressão não são doenças caramelas, (são só doenças de pandleiraige suburbana que bê filmes americanos) a FLC considerou que só os níbeis de fartação podem estar na origem deste fenómeno. Uns estão fartos de ber a bicheza a pastar; outras querem dar baixa aos maridos; outros estão fartos da geada do Lau; outras fartas de barrer, barrer, barrer; os reformados estão fartos de mandar bitaites na paraige das caminetes e ninguém os oube; e até a gaiataige está farta de ber desenhos animados... O Natal está im perigo! As fartações, demonstradas pela multidão caramela, inspiram alguns cuidados e podem já indicar algum desembolbimento larvar de morrinhas neuro-deprimentes importadas do mundo parbo-cibilizado. Por isso, a FLC criou a Associação Caramela dos Fartos Anónimos, (A.C.F.A.) com o objectibo de proporcionar todo o tipo de apoio àqueles que estão fartos de alguma coisa, seja ela qual for.

Esta associação tem como parsidente a dona Natalina Sarcástica, benemérita caramela de Bal da Bila e técnica de terapias de grupo para deixar qualquer um com uma barrigada de rir. A associação A.C.F.A. tem a sua sede num sítio que, por si só, deixa qualquer um preenchido da molerinha e liberto de todos os males nerbozentos. Esse sítio é os calaboiços do intigo posto da GNR do Pinhal Nobo. O pugrama já tá pindurado nas grades das janelas para todo o interessado que esteja farto de qualquer coisa e queira ber-se libre desse fardo que lhe atormenta o dia-a-dia. No intanto, a FLC deixa aqui uma cópia desse prospecto.


ASSOCIAÇÃO CARAMELA DOS FARTOS ANÓNIMOS


Tás farto de qualquer coisa?

Intão bem fartar-te de tares farto e farta-te im grupo.


PUGRAMA DIÁRIO

19:00h – Apresentação do grupo até todos ficarem fartos uns dos outros.

23:00h – Exploração da primeira berdade “Como é que, estando todos fartos uns dos outros todos, posso valorizar a minha fartação particular?”

00:00h – Fartómetoscopia da meia-noite (pra ber os níbeis de fartação de cada um).

00:15h – Terapia artística: fazer uma estrumeira só com recortes dos jornais Impacto da Região, Jornal do Pinhal Nobo, e do indefectível Gazeta de Palmela. Fruição colectiba da obra e reinterpretação das notícias.

04:00h – Prova de dactilografia sob o tema “Porque é que com as fartações dos outros posso eu bem, mas com a minha não?” (Monólogos em rima até 45 minutos para cada participante - os outros escrebem à máquina o que escutam).

06:45h – Recapitulação de tudo o que foi dito e feito, desde o princípio, a pente fino.

17:00h – Pausa: comer pão com mantêga à fartazana.

17:05h – Recontinuação dos trabalhos: Jogo do Troca. Cada um experimenta a fartação do outro e comenta com caretas, tiques, cambalhotas, grunhidos e outras mímicas.

18:00h – Partilha de responsabilidades: “Porque é que agora só me apetece é rir?”

18:30h – Prova de lucidez: “Tou farto, mas já não me lembro do quê!”

18:40h – Exposição dos trabalhos.

18:55h – Cirimóina de entrega de diplomas com o lema “Tou todo contente por me ir embora!”



SESSÕES TODOS OS DIAS

para todos os tipos de sintomas de fartura:


ESTE ANO O NATAL CARAMELO

ESTÁ GARANTIDO.

BEM FARTAR-TE CÁ CA GENTE

E APANHA UM BARRIGADA DE RIR.

3.12.10

RECLAMES CARAMELOS

- Ambrósio apetecia-me algo!
- Bocemecê quer mazé um pas nalgas, caté fica cum andar nobo!
- Não, Ambrósio, o que me apetecia mesmo era... algo!
- Intão tome lá uma gamela a cagulo de chispes com batatas.
- Bravo, Ambrósio!

CHISPES COM BATATAS, SASTESFAZ O DESEJO DO REQUINTE!

****************

- Óh Não! Tenho o tanque de labar a roupa intupido e cheio de cagaitas!? Será do calcário da áuga do poço?
- Tás parba ó quê?! Ê sou o técnico de todos os tanques de labar a trapaige e tenho aqui um balde cheio de arrãs da Bala da Salgueirinha, especialmente desembolbidas prás augas fortes de todas as labaiges! E como podes olserbar, os tanques com estas arrãs nã criam cagaitas nim carraças. Basta meter uma arrã em cada labaige pró tanque ficar desanubiado e a cuecaige desincardida.

Arrãs da Bala da Salgueirinha, recomendadas para todos os tanques de labar a roupa.

Música:
Prolonga a bida do teu tanque... com a-rrãs!

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Dores de cabeça e constipações? Cieiro nos joanetes? Picadas nos rins e gargalhadas? Fador a borregum? Xeliques de fingimento? Venetas? Almorróidas nas lombrigas? Mau!!! Palpites na barriga? Quistos na urina e calos encabalitados? Tiques na micose e paralisia na testa? Cuspo imbecil? Paranóia na glande? Pés que querem ir pra um lado e bocemecê bai pra outro? Boca ao lado? Língua estrangeira? Saca de sarrapilheira? Esferovite?

Isto é porque bocemecê ainda nã conhece a
coleira do equilíbrio!

Coleira do equilíbrio, mais do que tecnologia de ponta, é tecnologia de duas pontas, totalmente feita de arame de fardo!

(Na compra duma coleira, oferta dum alicate)

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A mine proibida é a que sabe melhor!
Por isso, as mines agora bêm com uma abertura ainda mais difícil e com a polícia de choque agarrada a elas!

ESCOLHE O TEU MOMENTO E IMBORCA UMA.

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Já pinsou como é bom comer um galo
assado no meio bidom, ao pôr do sol, com a bizinhança?
E um galo assado no forno, ao jantar, cum toda a família?

NABALHITA CARAMELA, A CORTAR GALOS DESDE 1890.

**************************

Interrompemos este pugrama só pra dzer que o Toin Embaladiço ocupou a TV Caramela e a partir d'agora só bai dar sessões de punhada no Rancho Folclórico da Benda do Alcaide...
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MINE DE LITRO, A FAZER EXCÊNTRICOS TODAS AS SEMANAS!
.
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26.11.10

GRANDE FILME INDIANO EM PARCERIA COM A FLC

Como toda a gente sabe, a FLC tem estabelecido inúmeros contactos diplomáticos para o reconhecimento internacional da cultura caramela. Desde as mais simples, como o bersuntar uma fatia de pão com banha na Tanzânia, até aos mais altos conceitos de como determinar o lado certo para agarrar numa marreta, na Malásia, tudo se tem feto para pôr a nossa cultura na ordem do dia. É por isso que hoije apresentamos uma das nossas interbenções mais mediáticas lá prós baldios da Índia. Trata-se pois intão de uma preciosa ajuda que a FLC deu aos cineastas indianos pra fazerem os seus filmes de garreia rural. Dessa maneira, a FLC forneceu um guião para um filme, assim como todas as técnicas e enfeites de punhada recreatiba para tornar a película mais atractiba. Tão atractiba que ninguém consegue deslargar os olhos da tela!

Quanto ao guião, a FLC ofereceu uma história berídica passada pelas terras da Caramelândia nos anos 80. Trata-se duma minarda (uma Famel) que foi incontrada numa estrumeira por um cigano, que opois foi trocada por um quilo de pensos prás feridas. A história continua com mais de 500 trocas sucessivas, passando por dibersos donos, de modos que a motarizada foi sendo artilhada e ganhando geito de uma berdadeira obra de arte. O intuito foi sempre o mesmo: artilhar a minarda pra impressionar as mais belas caramelas e lebar elas à pindura e passar uma tarde romântica escundidos numa arramada. O padaço de filme que a gente bai ber de seguida, conta uma dessas peripécias, já numa fase em que a minarda tem cadilhes de meio metro pindurados nos punhos.

As técnicas de realização tiberam a assinatura do nosso técnico de serbiço, o Abílio das Codaques. Repare-se nos audaciosos saltos de gazela que o protagonista efectua pra dar umas pezadas nas trombas dos seus adbersários, bem como as sacas de 50 quilos de milho prás galinhas, que, de repente, parecem ter apenas algumas gramas aos chispes dum home brabio. Muitas são as peripécias neste combate doméstico que hoije aqui apresentamos im primeira mão.

Os indianos agradecem toda a colaboração da FLC, e está prebista a reabertura do cinema da SFUA (deribado à inchente que se prebê), no requinte das cadeiras de mogno, para o bisionamento desta marabilha da 7ª arte, em sessões contínuas (aquelas que nunca mais param, portantos, estão sempre a passar como a GNR no Intermaché)


ATENÇÃO

pode ser que não apareçam as legendas, portantos,

PARA LER AS LEGENDAS

Carrega na seta - no canto inferior direito da barra do bídeo - e opois estica-se uma barrinha bertical. Nessa barrinha bertical, carrega no botão do meio das legendas

CARREGA NESSE BOTÃO, E BAI LENDO.

(tamém pode aparecer um botão “CC” ao lado da setinha. Carrega nesse botão pra ficar bermelho e ler as legendas)



19.11.10

AGENDA CULTURAL DA CARAMELÂNDIA


Outubro 2010
Dias 6 e 7 de Outubro
Workshop de mezinhas caramelas
Baldio em frente ao Café “A Mine Artilhada”

Workshop de mezinhas caramelas com a Ti Avelina Química, antiga empregada de limpeza da Farmácia Matos. A Ti Avelina ficou conhecida por misturar de forma quase intuitiva os conhecimentos ancestrais caramelos com o que de mais moderno havia na Farmácia Matos. São famosas as suas misturas de Aspirinas e Benuron com banha de porco e áuga do Chafariz do jardim da capital, para curar o reumático dos bendedores da Reforma Agrária (expostos longas horas à geada da manhã).

Entrada livre.
Nota:
os participantes têm de lavar um vasilhame de plástico ou inox pa misturar os produtos. Lebem tamém uma espátula, um saco de plástico cheio de penas de pato mudo ou de galo da Índia, 10 formigas de asa e um naperon que tenha nódoas de gordura (procurem na cozinha, debe de haber algum).

Dia 9
21h

Sede do Rancho Folclórico da Lagoa da Palha


Lançamento oficial e clandestino do novo livro do Toino das Ideias Parbas:
Intulhos do Pensamento Brabio.
Oportunidade para mais uma vez ouvir as sábias palavras do Toino, ou como alguém já disse “os monólogos entre ele e ele”. Este novo livro é um mistério, mas promete revolucionar as teorias filosóficas contemporâneas mais radicais.
Entrada livre, atei na caber mais ninguém e antes que se ingalfinhem todos à punhada uns cus otros. Éi obrigatório consumir qualquer coisa.



Ciclo de Cinema Caramelo- cinema de autor
Largo José Maria dos Santos (Pinhal Novo)
Durante todo o mês, sempre às sextas às 21h

Filmes em destaque


Dia 15- "O Barbero debaixo do Tanque da Estação" (1998, 20 m; autor:Belarmino Pançudo)
Uma pérola do cinema experimental caramelo feito de um só fôlego por Belarmino Pançudo (neto do Ti Toino Panças), um dos máximos representantes e defensores da 7ª arte na caramelândia. Curiosamente, Belarmino só produziu esta obra, tendo algum tempo depois enveredado por uma carreira igualmente vertiginosa no acordeon, sendo hoje considerado um dos melhores tocadores residentes da Sela. A película original (de resto o único exemplar) foi encontrada num monte de entulho, num local onde é proibido vazar o mesmo (razão pela qual o home-dono do filme não se quis identificar).

Dia 22- "Viagens na nha Terra ao som da canzoada" (1980, 70m; autor Custódio Galgativo) Filme neo-realista-tardio sobre a perspectiva impressionista do autor, que percorre o território da Caramelândia de pastelera a pedal, sempre perseguido por vários grupos de canzoada de raça coelhera que lhe querem morder as pernas e barrar o caminho. Um pormenor, a lente foi colocada na pastelera ao nível da mola que prende a calça da perna direita, mostrando em todo o filme a mola (de madeira, note-se) a aparecer e a desaparecer, acompanhando os movimentos do pedalar, enquanto o espectador é constantemente surpreendido pelos planos que mostram o arrancar ao longe da canzoada brabia em direcção ao autor do filme. Na Linha do Sul, edição de Julho de 1980, secção de crítica de cinema, pode ler-se: “esta película transforma a nossa noção de paisagem caramela. De agora em diante e depois de vermos este filme, iremos ter sempre na nossa memória cinéfila, matilhas de canzoada brabia de raça coelhera em arrancadas vertiginosas em direcção ao homem que viaja com as molas de madeira nas calças. E atente-se na beleza de perspectivas, da tensão provocada pelas linhas que surgem entre a dinâmica da canzoada e a paisagem que vai ficando para trás. Temos vontade de ir ao Sousa das Bcicletes, comprar uma pastelera e pormo-nos ao caminho, munidos apenas de duas molas de madera e uma máquina de filmar. E esta crítica termina por aqui, porque bamos mesmo. Agora.”

Para quem quiser assistir aos filmes, mas more longe e na tiber motarizada, cabalo, burro, mula ou égua e nã lhapetecer bir a cabalo im si próprio, haberá transporte gratuito (gentilmente cedido por Albino dos Ácaros) em camioneta de caixa aberta nos seguintes locais:
20h-Palhota (junto aos semáforos)
20h15- Lau ( à porta da loja da Ti Balbina dos Pitromaxs)
19h40- Valdera (Junto ao campo de futebol)
19h00- Rio Frio (Junto à Sede)
20h45- Carregueira (à porta do café “Lua Cheia Aparbalhada”)

Nota- lebem agasalhos que bai tar geada e qualquer coisa pa traçar. A organização só fornece os filmes e bancos corridos com taipais das obras.


Dia 23
Formação avançada em Buer Mines de Litro de Penalty
Local: estrada em frente ao Café Satélite

Formação com o alto patrocínio da FLC, com orientação do Ti Toino Inxaugado (antigo taberneiro do Satélite) e coordenação do famoso Toino das Mines, que sedentos de novas experiências ao nível do mais liquido que há, aceitaram o nosso desafio: dar uma formação em como buer mines de litro de penalti ou a técnica da golada ininterrupta atei o basilhame inbertido na berter nada mais do que ar (processo inventado pelo Toino, pa dar vazão mais depressa às grades, quando tá ca sede).
Inscrições abertas, lugares limitados. Haverá selecção de participantes. Só serão seleccionados aqueles que demonstrem capacidade física e mental e experiência para esta formação avançada.
Os seleccionados deverão trazer grades vazias para se assintarem.
Nota: esta acção de formação será também em simultâneo mais uma manifestação a favor da reabertura do Café Satélite. No final da formação haverá uma partilha de experiências com o público interessado e uma performance de dança e improvisação livre com alguns elementos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Pinhal Novo, que tentarão interagir com os participantes que tenham atingido um quase-estado de coma alcoólico.


Dia 30
Viagem ao Mundo dos sons Caramelos


Vários locais em toda a Caramelândia
Para gaiatos parbos e toda a familia (mínimo grupos de 20 pessoas)

Descoberta de diferentes sonoridades típicas caramelas.
A que soa um motor de rega?; E uma motorizada artilhada com o óleo por mudar?; O fogo rijo tem todo o mesmo som? E o pato mudo, nã diz memo nada?; Qual o som de uma mine a ser buida?; E de uma grade a cair no chão?; Já pinsaste no som da grade se tiber cheia ó bazia?; E o som da bofatada que o tê pai ás bezes te dá, quando te armas im parbo?
Estas são algumas das questões, que a Ti Juila Anfíbia (antiga professora primária e organizadora desta Biaige) propõe.
No final bai haber baile e cuncerto com os sons dos dibersos objectos recolhidos pelos participantes, tudo acumpanhado pelos Círios da Carreguera.

12.11.10

10 MANDAMENTOS PARA A CRIAÇÃO DE BICHEZA

A FLC tem recebido nos seus Gabinetes de Apoio para o Curral e para a Malhada (GACM) uma quantidade enorme de quinteiros (e criadores de marquise) que se tem queixado que a bicheza anda desostinada, a arreganhar o dente e a apontar os cornos, com bontade de fazer uma rebolução por esses arrabaldes. Consta que a fauna caramela está anda a faltar ao respeito aos donos...

- O que é que podemos fazer? Precuraram todos os quinteiros e homes das lides da criação.

- Façam com a bicheza o mesmo que a galfarraige política faz a bocês! Respondeu a FLC.


Desta maneira o GACM providenciou um edital com os dez mandamentos para todo o home manter a sua criação mansa e poder biber im paz.


Aqui bai o edital:


EDITAL PRA MANTER TODA A BICHEZA MANSA



1- AS MANOBRAS DE DIBERSÃO.

O elemento primordial do controle da bicheza é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção da bicharada dos seus problemas importantes (como a pastaige, ração, bolotaria, liberdade e coisas que tais), bem como desbiar a atenção das mudanças impostas pelo home da quinta. Assim, o home tem de manter toda a quinta entartida com coisas de nenhuma importãiça. Para isso é bom deixar que os passarinhos cantem belas cantigas uns aos outros, mantendo o curral entartido na troca dos seus cantares. Portantos a técnica é nã deixar eles pinsarem e manterem-se ocupados com os cânticos da passaraige, com o resmalhar das folhas das árves, com a chuba e o bento, a sombra e sol, e as balhanas supérfluas espalhadas pu curral. A FLC aconselha que toda a espécie de entretenimento prá bicheza é saudábel. E quando tudo tiber farto de dibertimento, o home da quinta pode até mostrar coisas que nã tenham nada a ver com a quinta, como por exemples as traboadas do Paquistão, as inchorradas do Uruguai, ou até uma macaca que pariu sete borregos no Zimbabué.


2- CRIAR PROBLEMAS PARBOS, E ÓPOIS DAR BELAS SOLUÇÕES.

Esta técnica é simples: o home da quinta imbenta um problema (como por exemples a mudança da Constituição do Curral ou um carrocel de alta belocidade prós chibos), e assim ipõe uma situação controlábel para causar certa reação na bicheza, a fim de que esta seja a mandante das medidas que deseja. Se a bicheza quiser fazer, tá tudo bem! Se não quiser fazer nada, tá tudo bem na mesma! A técnica aconselhada pela FLC é a imbenção do seguinte problema: meter tigres da Malásia dentro da quinta (como se fosse natural) e deixar que descambe a garreia sanguinária, a fim de que toda a bicheza deseje um regime, pra que todos fiquem trancados dentro das pocilgas! Portantos, todo o bicho doméstico irá pinsar, na segurança da sua malhada, que foi ele que quis ficar assim (sem liberdade), e fica todo cuntente.


3- A ESTRATÉGIA DO POUCO-A-POUCO.

Pra fazer com que se aceite uma medida inaceitável dentro do curral, basta aplicá-la aos poucos e poucos ao longo dos tempos. A FLC recomenda que o home da quinta bá retirando, dia após dia, um pedacinho de ração. Por outro lado, bai aumentando a quantidade de animais, um a um, dentro do curral, e deixando as pocilgas cada bez mais atulhadas e cagadas. Assim, aos poucachinhos, nenhum bicho estrabucha e continua na esperança de melhores dias. Com esta medida, toda a bicheza bai-se habituando às pequeninas mudanças... e até acreditando que é feliz na engorda, comendo só os restos-de-ontem, buendo áugas da retrete e deitando-se no seu próprio esterco. A FLC alerta que isto tem mesmo de ser aos poucos e poucos, porque tantas mudanças podem provocar uma revolução (coices, marradas e dentadas) se forem aplicadas duma só bez.


4- A ESTRATÉGIA DO “EU-TAMÉM-NÃO-QUERIA-MAS-SE-CALHAR-VAI-TER-QUE-SER”.

Outra maneira de fazer com que a bicheza aceite uma decisão fatal (dada pelo home da quinta) é a de apresentar ela como sendo "dolorosa e necessária", mas que ainda nã é hoije que ela bai ser posta im prática. Só prá semana! Desta maneira o home consegue a aceitação por parte de todos (incluíndo os toiros), porque é mais fácil eles aceitarem um sacrifício pró futuro do que um sacrifício imediato. Assim todos ficam aparbalhados ca ideia que "tudo irá melhorar prá semana" e que, se calhar, o sacrifício anunciado nunca bai acontecer. Mas acontece pa certa! E quando acontece tudo bai correr pacificamente porque bicheza acostumou-se (durante sete dias) com a idéia de mudança e ficou mansa no momento da nabalhada.


5- A ESTRATÉGIA DA MANINGÂNCIA

Uma outra estraégia que a FLC acunselha é a seguinte: o home da quinta debe utilizar cumbersas e atitudes sem sintido mas de grande simplicidade e beleza, como se os seus animais fossem uns pequenotes e queriduxos. Desta maneira a bicheza não se se arma im esperta cum grandes pinsamentos, fica rasteirinha e adopta a mesma atitude simples. Por exemples, se o home da quinta quer que o burro puxe a carroça sem ele teimar, propõe um jogo e diz “éi jeriquitito, anda mais eu brincar às carroças, bamos jogar ao trólaró-levas-tu-que-eu-tamém-bou. Olha que é muita giro e bamos a gente os dois, trólaró estrada afora!” Assim, o burro fica sem sintido crítico, anestesiado, nã se arma im teimoso e nã leva a mal de puxar a carroça levando o home à boleia. Se o home tibesse dito “tu bais que nem um burro, a alancar ca carroça pu lombo, pra eu ir sintado e descansado im cima dela” o burro espantaba-se, ficaba teimoso que nem um burro, e até podia dar um coice pas canelas do dono.


6- IR, TIPO TIRO, DE INCONTRO ÀS EMOÇÕES, EM BEZ DOS PINSAMENTOS.

Fazer uso do lado emocional dos chibos, porcos, cães, boiage e bicheza brabia im giral é uma técnica clássica para eles nã arreganharem o dente (ou apontarem os cornos) e nã intrarem com pinsamentos reaccionáiros (por exemples, o Xico Ganadero tem uma manada de bois brabios que lhe bão comer à mão caté parecem uns coelhinhos, e tudo isto porquê? Porque o home, sabe ir ter com as emoções dos animais. E o que é que ele faz? Antes de ir ter com eles esfrega a mão pas xôxas das bacas, e assim os bois, quando comem, até lambem os dedos ao home!). Além do mais, quando um home sabe ir ao coração dos animais, eles até choram! Se o home da quinta souber intrar no inconsciente da bicheza, intão ele cunsegue inxertar as suas idéias e desejos, bem como induzir os medos e os comportamentos que ele quiser.


7- NUNCA FAZER DA BICHEZA UNS DOUTRORES OU INGENHEIROS.

Fazer com que a toda a fauna doméstica seja incapaz de comprinder seja o que for. Portantos nã é nada saudábel um animal saber mais do que grunhir, ladrar, mugir ou zurrar. Nenhum pode saber, por exemples, adonde é o armazém da ração, ou que na quinta existe uma casa com fogão e áuga quente. Tamém nã pode saber coisas fora do normal como abrir os portões ou saltar a bedação. Nã pode saber pra onde bai toda a riqueza que se produz dentro do curral, entre outras coisas. Assim, sem saber nada, qualquer animal acredita que o único mundo é a sua malhada, e o home (sabendo muito mais que a bicheza) tem domínio total sobre a quinta, e bibe com todo o requinte e liberdade.


8- PÔR A BICHEZA A DAR PEIDARIA CUM FARTURA.

O home da quinta debe promover em todo curral a feliz ideia de que é moda e é dibertido ser parbo e desalmariado, e que é inaceitábel um animal chirar adonde nã debe. Assim, o ambiente festibo da quinta faz com que aqueles animais que andam a chirar as fechaduras e descobrir coisas interessantes sejam mordidos pelo resto da fauna. A FLC aconselha que a moda da peidaria deva ser implementada em toda a criação doméstica porque é a que obtem melhores resultados. Toda a bicheza ganha imediatamente a cultura jogo parbo “ora agora toma lá, ora agora cheiro eu” e tudo anda feliz da bida.


9- PÔR CADA ANIMAL A GARRIAR CAS PEDRAS.

Fazer cada porco, galo, coelho, cão, borrego, etc., acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por perceber que é parbo, que nã sabe fazer nada e que é um desgraçado. Assim, ao im bêz de arreganhar o dente ou dar uma cornada contra o home da quinta, cada um sente-se culpado pla sua desgraça. Fica triste (de monco pindurado) e acaba por nã dar cornadas nim dentadas a ninguém. E o home da quinta fica nas suas sete quintas com toda a bicharada amuada consigo própria a garriar cas pedras.

10- CONHECER MELHOR A BICHEZA DO QUE ELA MESMA SE CONHECE.

É perciso que o home da quinta conheça melhor os comportamentos de toda a criação do que ela se conhece a si própria. Por exemples, é preciso saber em que situação é que os porcos gostam mais que lhe espetem nabalhita pa guela abaixo do que comer um alguidar de bolotas; saber em que situação um pinto prefere estar fechado numa capoeira a comer granulado do que estar a esgrabatar a terra em liberdade à procura de minhocas. Tudo isto quer dizer que, se o home da quinta tiber um conhecimento abançado sobre a sua bicheza, exerce maior controle sobre ela, do que ela exerce sobre si mesma. Assim, temos o caso do Toin Nabalhudo, em que conseguiu dominar um porco de 300 kg, coçando-lhe a barriga, de maneiras que o bicho deslargou logo o alguidar de bolotas e aceitou facilmente que lhe espatassem a nabalhita pa guela abaixo como se tibesse num SPA a desfrutar duma tarde romântica.


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Estes foram os 10 mandamentos. Se os homes caramelos seguirem a rigor estes 10 mandamentos, a FLC garante que a bicheza nunca se rebolta contra o dono, mantendo-se calma, prestábel, e psicologicamente preparada prá matança. E opois nã digam que a FLC nã dá conselhos úteis!


Já agora, e pra acabar, aqui bai um bídeo que beio imbiado de Casal Boss, pela Estrada dos Espanhóis, e que tebe a comparticipação da FLC.




26.10.10

MAIS UM EPISOIDE DE COIRATOS CUM AÇORDA

Mais uma bez a FLC traz aqui o resumo de um episoido de Coiratos cum Açorda, a nobela da tarde totalmente garriada em caramelo moderno. Esta obra telebisiba está cada bez mais entrelaçada caté parece as linhas intigas da estação do Pinhal Nobo que um home parecia que ia im direito ao Poceirão, mas num solavanco pró lado ficava im direcção à Funcheira e, noutro solavanco estava mazé im direito ao Pintiado...

Eis agora o resumo dos últimos 8047 episoidos:

Horácio Urinolindo comprou um litro de criolina na mercearia do Xico do Pitroil, pra desinfectar a retrete, mas afinal levou por engano um litro de alpista.

E agora o resumo do próximo episoido:

É Segunda-feira, nove da manhã, o ruído das bcicletes-a-motor faz-se obir pelas ruas e abenidas do Pinhal Nobo como o concerto duma orquestra sinfónica a tocar em Ré sustenido. Chispalhudo, home que nã sabe tar parado nim calado, atrabessa a chispes largos a rua empedrada im direcção à Junta de Freguesia. Bai decidido, tipo tiro. A porta da junta, abre-se altomaticamente mal ele se aproxima. Ele garreia:

- Mas isto é um supermarcado ó quê? Isto agora é só portas parbas importadas da China a adibinhar a entrada dum home?! A junta debia ter aqui era um portão cheio de ferruige pra um home bater com ele cum força pra toda a gente saber quem sai e quem nã sai sastesfeito daqui de dentro! Bem bamos lá a ber... quero falar com o parsidente.

- O parsidente tá ali dentro naquele gabinete. Pode intrar. - responde uma funcionaira 20 minutos depois.

Chispalhudo segue o caminho para o gabinete (conhecido por “a toca do lagarto”). Ao entrar apercebe-se que nã tá lá ninguém (som de suspance com rufo dos Bardoada). Ele olserba e precura por todo o lado, debaixo da secretária, atrás dos carimbos... até que... descobre!!! O home está agarrado ao tecto tal qual uma osga (este enfeite bisual e fantasioso foi feito num truque que só o realizador é que sabe). Chispalhudo espanta-se:

- TÓÓÓ!!!! Até pargou um susto a mim!!! Atão bocê tá aí agarrado ó tecto?!!!Hã?!! Leba já uma bassoirada caté... olhe que eu nã gosto de osgas. Lagartos ainda vá que nã vá!

O parsidente, percebeu a piada e dá uma gargalhada: Ah ah ah rrrr rrrr rrr.

Intertanto, nas bombas da Lagoa da Palha, Bernardo Gota-a-Gota, mete 30 cêntimos de gasolina na sua Famel.

De volta para a toca-do-lagarto, na Junta de Freguesia.

O parsidente assenta-se na poltrona, na posição dum home normal e diz:

- Atão diga lá, caro Chispalhudo, o que o traz por cá.

- Intão é assim. Anda por i de nobo o Esfregalhudo a chirar a cuecaige nos estendais. E o que acontece é que ele agora bai todas as noites chirar as cuecas da minha Venãiça e deixa as cuecas dela todas esfregadas e emborneadas. A nha Venãiça até já apanhou sarna na snáita e por causa disso agora só sabe é coçar a snáita caté parece uma perdida.

- Oh home, bocê nã diga isso a mais ninguém ca sua mulher ainda fica ca alcunha de “Venãiça Coça-a-snáita”. Siga o meu conselho.

- Bom conselho! Mas o que eu quero é que bocê apanhe o Esfregalhudo ca boca na botija.

- Hummm!!! O que bocê quer dizer é que quer eu apanhe o Esfregalhudo a esfregar com o fucinho na cueca? - Disse o parsidente enquanto escrevinhaba.

- Pois tá claro. Se calhar o melhor é bocê contratar os inspectores Patilhas e Bentoinha pra apanhar ele im cima da esfregadura.

- Mas esses inspectores eram dos Parodientes de Lisboa, pá!

- Pois eram, mas descobriam sempre o mistério.

- Pois eu sei, mas eu nã quero cá balhana dessa. Eu tenho cá os meus inspectores caramelos, recrutados pela Académica Pinhalnobence. Até fumam cachimbo e tudo.

- Ah!! Desses é que a gente quer. Atão resolba lá este problema.

- Bou já tratar do assunto.

Passado umas horas, nos Batudes, Vanessa da Tatuaige-no-rego (neta de Chispalhudo), salta um muro para dentro dum quintal e esconde-se atrás duma capoeira cheia de codernizes. Agacha-se. Nesse instante salta tamém o Esfregalhudo e põe-se esfregar e a chirar as cuecas pinduradas como quim cheira a frafrância duma intermiada no pão depois de sete dias de fome. Nesse instante saltam dois inspectores da Junta e aproximam-se sorrateiramente ao encalço de Esfregalhudo, como dois perdigueiros a aproximarem-se duma moita a cagulo de coelhos. Nesse instante, aparece em camisola de cavas o dono da casa, o Márinho Salivado, pra saber o reboliço que se passa no seu quintal. Nesse instante, entra de rompante, a assapar em cima do tractor, a sua mulher brabia, a dona Joaquina dos Queijos. Nesse instante, Bernardo Gota-a-Gota agita apressadamente a sua Famel, deitada na estrada, pra ber se consegue fazer escorrer as últimas gotas de gasolina no carburador, e chegar a tempo aos Batudes, ao quintal da Joaquina dos Queijos.

Vanessa, agachada (e a ver-se em grande plano a Tatuaige-no-rego pra atrair audiência) espreita por entre as codernizes...


E agora? Parquê tanta intriga?

Será que Esfregalhudo é apanhado e o Parsidente da Junta resolbeu mais um caso doméstico?

E o que é que Vanessa estaba ali a fazer? Ia-se às codernizes, ou ia-se ao Marinho Salivado?

E a Joaquina?.... E o Gota-a-Gota?...


Nã percas o proximo episoide de Coiratos cum Açorda se não tamém és apanhado a chirar adonde nã debes e opois nã te benhas queixar.


(qualquer semelhança dos personaiges com a bida real, como por exemples a semelhança do Presidente da Junta de Freguesia com o Parsidente da Junta de Freguesia, é uma parecença parba e isso quer logo é punhada pra acabar com as parecenças)

13.10.10

ÍDOLOS DA FOGUETAIGE

Por razões ainda não apuradas, (talbez debido à falta de foguetaige nas festas palmelonas) a Associaçãio de Festas Populares do Pinhal Nobo tem recebido um elebado número de propostas de homes e mulheres brabias que querem ser lançadores de foguetaige. “Agora toda a gente quer lançar foguetes nas Festas do Pinhal Nobo... até parece que tão com medo de alguma coisa!” disse o Cigonha, cabecilha das festas, numa entrebista ao semanário local “Toma e Embrulha”. O mesmo jornal referiu que numa carta podia ler-se em tom ameaçador: “se as Festas do Pinhal Nobo não tiberem fogo rijo, a Caramelândia, de lés a lés, organiza um regimento de lançadores furtivos de fuguetaige que bai chover mais canas no Pinhal Nobo do que a enchorrada d'auga na ilha da Madeira”. Em comunicado oficial, a FLC não reinvidicou a autoria desta onda popular, mas disse que apoiava “todo e qualquer caramelo que queira lançar o seu patardo festibo.” Dadas as circunstâncias, e para manter a ordem na última noite de festibidades no Pinhal Nobo, a Associação de Festas entregou a difícil tarefa à FLC, e à TV Caramela, de organizar um concurso para apurar o melhor atirador de fuguetaige rija. Por essa razão, já está no ar o concurso ÍDOLOS DO PATARDO.

A selecção dos candidatos dos ÍDOLOS DO PATARDO, é feita no campo de futebol de Baldera, à sombra dum toldo gentilmente cedido pela Laurinda das Varetas, (bendedora ambulante de sombrinhas). A quantidade de lançadores de foguetaige tem sido tanta caté fez uma fila até à Marateca, razão pela qual a FLC decretou feriado im todo o territóiro caramelo.
Apresentamos aqui alguns momentos especiais do cuncurso. De lembrar que os canditatos seleccionados têm direito a um estágio de lançamento de fuguetaige, durante um mês, nos Círios dos Olhos d'Áuga.

-Atão comé que bocê se chama?
-Sou o Nestor Corleone de Betencourt e Sotto Mayor.
-E aicha que com um nome desses pode ser um Ídolo do Patardo?
-Bem... eu posso mudar de nome.
-Com um nome desses, bocê bai mudar mazé pró cuncurso da mitraige política. Rua daqui pra fora!
PRÓXIMO:
-Ora atão diga lá à gente, porque é que beio parar a este cuncurso brabio com as calças pu meio das nalgas?
-Bem, eu vim cá porque lá em casa toda a gente me diz que sou bom a lançar foguetes, e isso...
-Eh eh! Quer dzer intão que já lançou foguetaige rija?
-Bem, não é bem assim, lá em casa em dias de festa, sou eu que abro as garrafas de espumante e a rolha salta tipo foguete, com um estalido.
-Então responda lá: é estalido, é rebentamento ou és toiro?
-Acho que é estalido.
-Pois eu aicho que és toiro.
-Mas tamém podia ser rebentamento, né?
-Pois podia, mas és toiro.
-Então se calhar é isso mesmo.
-Decida-se lá ó repaz, afinal és toiro... sim ou não?
-Sim, prontus!
-É melhor bocê continuar a arebentar garrafas lá im casa, e pense naquilo ca gente disse. Entretanto bái mazé pastar, de nalgas pró ar, ali pró montado do Rio Frio que a boiaige faz de ti um home rijo. Pra já, isto nã é bida pra ti.
PRÓXIMO:
-Boa tarde.
-Boa tarde.
-Diga lá à gente donde bocê éi?
-Ah, eu sou ali de Palmela.
-PALMELA!!! Atão bocê não foi capaz de lançar foguetaige em Palmela e agora quer bir práqui como Ídolo dos Patardos? Mas o qué que bocê pensa que ei? Hã? Ponha-se mazé ó fresco e bá lá pro morro arrebentar balões que é o que bocê sabe fazer!
PRÓXIMO:
-Atão comé que bocê se chama?
-Helder.
-Quer dzer intão que bocê acredita que nessa figura parba, de fato e grabata, com uma pochete pindurada e a chirar a pandleiraige, pode ser um Ídolo do Patardo!
-Eu tenho fé que sim, vim cá tentar.
-E o que é que bocê traz aí na mão além do foguete?
-Ah, isto é um santinho pra dar sorte.
-Um santinho! Ora que porra! Atão tente lá amandar o foguete só prá gente ber o enfeite.
O home lança-o e o juri responde logo:
-Pois, esse patardo que bocê lançou deu um estralo que mais parecia aqueles estalidos quando um home abre um frasco de xarope pá gosma.
-Mas eu acho que...
-Bocê aqui nã acha nada. O seu lugar é a bender bíblias de porta im porta, nã é a assustar os anjinhos com fogo rijo. Obiu? Gelo daqui pra fora.
PRÓXIMO:
-Boa tarde. Ora diga lá o seu nome.
-Sou o Palinho Nocivo.
-Hummm. E é donde?
-Sou da Bela Vista, alí daquela zona de Setúb...
-Tá bom, já sabemos donde éi. E agora diga lá à gente porque é que traz o seu foguete infiado dentro dum melão?
-Bem, eu acho que vocês gostam de ideias novas, assim puz-me a pensar com os meus amigos e veio esta ideia bué da fixe: rebentar um melão com dinamite, porque sabemos que o director das festas vende melões na praça. Posso rebentar já?
-Tás parbo ó fazes-te. Põe-te mazé quietinho. Ainda saimos daqui todos cagados de melão e ainda por cima hoije tomei banho com a auga do poço. Toma trambelho que isto nã é bida pra ti.
-Mas eu sei que sou um bom foguetista, tenho a certeza. A malta da minha rua sempre disse isso. Deixe rebentar.
-Tu bái mazé arrebentar os tomates lá pró Fganistão. Bá... xispa-te daqui pra fora e bai trabalhar.
PRÓXIMO:
-Intão bocê quer mesmo ser uma Ídola da foguetaige, hã? Como é que se chama?
-Virgínia Prematura, tenho 27 anos e...
-O que é que bocê faz na bida?
-Faço coctails e pudins para vender.
-E porque é que bocê traz aí uma garrafa de binho com um trapo infiado no gargalo?
-Isto é o meu foguete. É um Coktail Molotoff que eu fiz lá na minha cozinha com a ajuda da minha avó. É pra rebentar.
-Mas bocê pensa que isto é um concurso de galfarraige incendiária ó quê?
-Não, é que...
-Ponha-se mazé na alheta daqui pra fora que isto nã é a culinária incendiária. Agora trazem essas balhanas, qualquer dia trazem a bomba de neutrões! Xôô!... E da próxima bez traga mazé uma terrina de pudim e essa garrafa cheia de binho prá gente traçar aqui.
PRÓXIMO:
-Atão diga lá como é que se chama bocê.
-Sou ali da Carregueira.
-E como é que se chama bocê?
-Sou primo do Celestino Bombista o chef...
-Tal tá a merda! E como é que se chama bocê?
-Sou o Francelino Arrebentadiço.
-Ah! Belo nome! E porque é que traz o cão?
-Olhe que o bichinho é de raça fogueteira.
-Intão tá bem. Se é primo do Tino Bombista, e se acha que é home brabio capaz de lançar fogo rijo, arrebente lá os tímpanos à gente.
O home lança o patardo... O rebentamento deu-se com súbita precisão do susto, bem nos tímpanos da nubem caté começou logo a chover e a regar as hortaliças das redondezas! O estrondo, muito superior a uma traboada, chigou ao alto do morro estilhaçando os bidros da Câmara de Palmela, e toda a bicheza fugiu como se nã houbesse mais amanhã!



… s-i-l-ê-n-c-i-o...



(silêncio: por um home ter presenciado um fenómeno de tão rara beleza... e pra ter tempo de voltar ao pinsamento)



Juri:
-Óoooh hoooome!!! Isto foi um patardo caté me arrepiei todo! Parece o cântico dos deuses. É disto que a gente quer prás Festas do Pinhal Nobo! Além disso bocê tem boa apresentação: falta-lhe uma mão e tem a cara toda esburgada caté parece a parte de trás dum esquentador. É disto tudo que se faz um Ídolo do Patardo! Opois, essa sua maneira de acinder o rastilho com o o tiçanito do cigarro foi pra mim um...
A cumbersa é interrompida. O canito chega todo cuntente, a abanar o rabo, com a cana na boca e oferece ela ao juri. Ele fica extasiado:
-Isto é uma berdadeira obra d'arte!...Estou brutefacto! Até me bêm as lágrimas aos olhos. E digo mais, pla maneira como introu, de cigarrinho ao canto da beiça, o canito atrás, e a cana já apondada prós intestinos das nubens disse logo cá pra mim “este é o home certo”.
-Brigadinho.
-O cuncurso acaba já aqui, e temos fogueteige rija prás Festas do Pinhal Nobo, caté a Camara de Palmela tem que isolar as janelas com taipais emborrachados, prós bidros nã se partirem. E nã se fala mais no assunto.


PORTANTOS... TEMOS FOGUETAIGE RIJA PRÁS FESTAS DA NOSSA CAPITAL.

MAI NADA!!!

ROQUE POPULAR CARAMELO

A FLC, amais as comunidades actibistas da nação Caramela apoiam com uma salva de foguetaige os maiores embaixadores do Roque Popular Caramelo.



Se os Shivers (isto tamém nã é nome nim nada!) precisarem dalguma coisa pró cuncerto desatarrachado do Pátio da Bila é só pedir. Temos fita-cola, arame farpado, tábuas pra cofraige, naperons, sacos da compratiba, carrinhos de mão, colchões usados, chumbinhos pra floberes, hortaliças im giral, ou bicheza im particular.



5.10.10

A BONECAIGE DA CAPITAL CARAMELA



O regresso im força da FLC às lides da libertação da cultura caramela vai ter um impacto tal caté parece um toiro do Rio Frio desalmariado dentro duma loja dos chineses num dia feriado (como por exemples o dia da comemoração dos 100 anos da república). Como é sabido, a FLC estebe no Brasil, a dar a conhecer a cultura caramela e a dar cunselhos ao Tiririca para ser o cabecilha lá do sítio.


Cumprida a missão voltou.
Quando os agentes da FLC regressaram e abriram os portões do quartel, introu logo uma galfarraige de tractores, com o reboque a cagulo de cartas, ávidas de respostas e intrebenções urgentes. De toda essa cartaria e postalaige que nos chigaram às mãos, muitas falabam da bonecaige de índole escultórica que anda a inbadir as nossas rotundas, pátios, quintais e marquises. Entre elas falava-se do boneco dos bumbeiros espatado na rotunda. Sabendo disto, os suíno-diplomatas da FLC (aqueles que tamém ajudaram o Tiririca)arregaçaram logo as mangas das camisas (isto é: rasgaram as mangas curtas pra ficarem com camisolas à manga de cava, com a peitaça à mostra cheia de pêlo-de-arame), e jogaram-se ao trabalho, que o Verão já se foi e os banhos nos charcos já começabam a ingelhar os túbaros dos homes mais balentes e a amolecer as unhas de suas mulheres.





A FLC meteu intão mãos à obra.
“Bamos lá ber intão esse bumbeiro, e saber o que é que o home está lá a fazer feito parbo no meio da rotunda.” Disse o Adventino Ruminante, mais conhecido por Tino Romina, especialista em suíno-diplomacia e outros assuntos delicados.
E foi essa precura que a FLC fez, im cima dum taipal panorâmico, a andar à roda, à roda, à roda, na rotunda do bombeiro, durante um dia inteiro...
- Eu aicho que o home tá a dançar uma música da Linda de Suza.
- Ele tá mazé a dançar na Sela e tem uma tenaz pra caçar caramelas pas canelas.
- Tás parbo. O home agora ia todo mascarado prá Sela. E nã bês que aquilo não é uma atanaz…
- Atão é o queim?
- Éi um desintupidor. O home bai desintupir a bala da Salgueirinha e por isso é que leba a máscara.
- Nã! Aquilo éi um abridor de mines, automático.
- Nã, é nada. Éi um aspirador, a minha avó tinha um igual que jogou ele prá estrumeira.
- Humm, Ná! O que o home tem é uma bomba de sulfatar. Ele está birado pa Palmela e quem intrar no Pinhal Nobo bai ter que lebar uma labagem de desinfestação com criolina.
- Mas se o home é bombeiro o que ele tem é uma mangueira, néi?
- Sim. Mas tu já bistes alguma bez uma mangueira com aquele fitio parbo?
- Éi uma mangueira do espaço e o bumbeiro éi tamém do espaço.
- Pois éi.
- E agente nã quer cá bombeiros do espaço com balhanas dos supermercados e a dançar músicas da Madona. A gente quer mazé bombeiros caramelos com mangueiras caramelas e a dançar no rancho da Palhota.
- Mai Nada.
- E o que é que um caramelo faz com uma mangueira na mão, hã?
- Rega. – responderam todos im conjunto.

E foi assim que a FLC decidiu logo desencarcerar o boneco das culturas aparbalhadas e fazer dele um Home Caramelo às direitas, empunhando uma mangueira de sete polegadas a regar uma bela duma coube.





O bumbeiro a dançar as modinhas do rancho folclórico da Palhota enquanto rega a coube.



Agora toda a população pode re-olserbar a obra com nobos olhos pois a nossa cultura nã é de brincadeiras.







O bumbeiro a regar a coube ao luar (e a dançar modinhas do rancho)







Mais uma missão de sucesso da FLC em prol da libertação caramela.

26.9.10

Unidade Móvel de Caramelização ao Domicílio


A FLC, depois de verificar o crescente interesse pela cultura e hábitos caramelos, com muita gente a perguntar como se faz isto, como se faz aquilo, como frito e cozido, assado ou crú, como se tornar um caramelo genuíno, como ser um home libre e brabio, etc, etc, e depois de alguns porcos terem literalmente rebintado pas custuras (tipo mortero da Atalaia, mas com um estalido de flober quando ainda na ta ingatilhada) por tanto traçarem cartaria enbiada para o Consultório do dia-a-dia, decidiu o seguinte: im bez de só mandarem cartas pá gente, a gente também bai ir a bocês (com o debido raspeto, tá claro). Ora, e como éi que a gente bai a bocês? Da seguinte manêra, tá tudo tratado, dexim-se tar assintados a ler, com muita atinção. O Albino dos Ácaros, home mais disponibel pás ajudas do que uma espátula das obras pa desintranhar bocados de coirato agarrados às grelhas dos meios bidons do Páteo Caramelo, desponibilizou-se para ajudar a gente com a sua fragnete de caixa aberta. A fragnete do Albino, será atão (como normalmente ei) um beículo para acartar colchões e de bez im quando (para já apenas aos fins de semana e às segundas-feras de Marcado) bai ser o beículo móbel de Caramelização ao Domicilio.

Bai ser assim atão: quim quiser fazer uma pargunta-parba, ó esperta-meio-parba, o desparboerada-assim-assim, ó parba-quase-esperta, o quase-parba-mas-ainda-não, ó simplesmente uma pricura, pode cuntinuar a inbiar cartaria, que a gente já mandou bir mais porcos, desta bez porcos caramelo-mirandezes que traçam 10 bezes mais cus outros. Mas quim quiser umas aulas ao domicílio ou uma demonstração de como se faz à manera caramela, abisa a gente (ou o Albino dos Ácaros) e a gente marca uma data e odepois bamos. Por exemplo, o serbiço da Unidade Móbel de Caramelização, bai dar apoio e orientação a como preparar uma almoçarada-tracaige caramela, incluindo como acinder o meio-bidon, só para os mais parbos, que tenham chegado há pouco tempo à região caramela. Bai também organizar bisitas (com transporte ida e bolta pa casa) ao Marcado da Capital e dar dicas básicas de como dialogar com a ciganaige ou de como comprar uma galinha ou um pato-mudo. Bai haber também sessões de caramelização intinsiba com audições colectibas de cassetes do Marcado (pá familia intera) dos poemas da Ti Balbina Acocorada e do Tio Rafael, o grande poeta popular da capital. Bai haber também, (mas só com marcação) sessões demonsratibas de como organizar um debate-garreia e um serbiço especial (a cargo do Custoide Nabalhudo e do Toino Fraticida) de sessões de punhada-libre-e-recreatiba, tudo sempre com intrega ao domicilio. Bai ainda haber, para aqueles que tenham dúbidas existencias, tipo „sou um home ou nã sou merda nhuma?”, um serbiço extra-especial coordenado pelo Filosofo Caramelo Toino das Ideias Parbas, que a troco de grades de mines (pa consumo durante as consultas) bai tar na casa de quim o quiser obir, simplesmente a cunbersar de mine na mão, sobre o Tudo e o Nada. De raferir que este serbiço só sará prastado a todos aquele que probarem estarem há pouco tempo no pais caramelo e que demonstrem carer tanto ser caramelos como o porco quer cobrir a porca em noite de Lua Cheia. Atão já sabem, quando birem a carrinha do Albino dos Ácaros, das duas uma, ou anda a acartar colchões ou anda ao serbiço da FLC e da autodeterminação do pobo caramelo.


Pá Frente éi quei caminho! Odesbiem-se e deixim passar o SERBIÇO MOBEL DE CARAMELIZAÇÃO AO Domicílio!!!

18.9.10

GRANDE COMUNICADO PARA O POBO IM GIRAL

Depois da FLC ter participado nas cumbersas de Hugo Chavez, veio a hora de darmos aqui a notícia dum nobo contributo ao mais alto níbel.


O Ministério da Educação Lusitano encabeçado pela Ministra Isabel Alçada tomou uma decisão arrojada dirigindo-se de urgência ao Ministério da Cultura Caramela do Pão e do Sabão (MCCPS) para fazer um comunicado para o arranque deste ano lectibo. Fontes seguras diseram que sem este comunicado, ninguém conseguirá arrancar a gaiataige dos calores de berão para ir prá escola.

Contactado o nosso ministro, o Dr. Excélsio Lâmpi-tira (assim conhecido por ter tirado o doutoramento em sulfataige enquanto desatarrachava uma lâmpada do casquilho do corredor de sua casa), disse ao jornal “Folha de Imbrulho” que o comunicado da ministra deberia ser em Banda Desenhada, mas por falta de verba, decidiu-se fazer em bídeo na casa da ti Jasmina das Bandeiras, Fonte da Baca. Segundo Lâmpi-tira, o importante comunicado lebou três meses a ser pinsado com a ajuda do Toin das Ideias Parbas.

Para isso, uma equipa de agentes da FLC, ligada ao Ministério da Cultura Caramela, gravou mil e quinhentas cassetes, de cumbersas feitas nas dibersas coletbidades, clubes, ranchos folclóricos, pastelarias, comboios, casas de alterne e na rua im giral. Essas grabações foram metidas numa Máquina Purificadora de Cumbersas Parbas que fez uma triagem (ela separa as cumbersas de intulho geral pra um lado, e pra outro lado, as cumbersas do Jornal Gazeta de Palmela). Depois da triagem, as cumbersas entram em processo de purificação e terminam nos testes em que homes e mulheres voluntários, em coma alcoólico, se dispõem a obir com atenção, as cumbersas purificadas como se fosse uma freira a dizer uma oração antes de se deitar. Se, quando eles acordarem, souberem o que foi dito, então é qualidade garantida.

Desta maneira, a cumbersa da Ministra Isabel (que tirou um mestrado num só mês enquanto foi de férias à América – portanto nada que se compare à rapidez do nosso Lâmpi-tira), foi fruto do nosso trabalho e dedicação. Lâmpi-tira, declarou ainda que o bídeo estaba estudado para que a ministra Isabel se sentasse hirta e de pernas abertas sobre uma colcha de renda, em cima duma cama. Segundo ele, esta imaige ficaria associada às bonecas que as caramelas costumam pôr sobre as camas das suas filhas como efeito decoratibo. Tal efeito teria grande impacte no mundo infantil pois “a gaiataige ganhaba maior afectibidade com a ministra se pensasse que ela era uma boneca falante” palabras de Lâmpi-tira. Mas feitas bárias experiências, a ministra não se conseguia manter hirta durante muito tempo, ora caia, ora deitaba-se, ora rebolava, ora andaba aos saltinhos, razão por que foi abandonada a ideia. Assim, ela ficou sentada sobre uma grade de Sumois de Ananás (bazias), por ser o assento que oferecia maior segurança e requinte.

Pra não deixarmos os nossos leitores im pulgas, amostramos já aqui o bídeo.




A FLC informa ainda (a título secreto) que este bídeo está a passar, em ecran gigante, 24h por dia nas malhadas do ti Alberto Estica-Borregos, nas Areias Gordas, pra pecuária residente se impenhar mais e estar com mais atenção no trabalho da engorda. Segundo relatórios de cientistas da FLC, os resultados superam as espectatibas, e até já há leitões com bontade de ler e escreber!

13.9.10

O BINHO DA CASCALHEIRA (tv shop)

Sentes um bazio interior?
Ainda estás à espera da foguetaige das festas de Palmela?

Aqui está a solução:
UM JERRICAN DE TINTO DA CASCALHERA!!
Bebe um jerrican de tinto da cascalhera e de repente tudo faz sintido!

E se fores das primeiras a agarrar um destes ainda ganhas duas dúzias de arganaças caseiras da Fonte da Baca.



Depoimento importante (e berídico) da parsidente da câmara:
- Eu estava bastante apreensiva com alguns problemas do desenvolvimento sustentado. Foi então que quis experimentar. Bastou um pequeno um copo de “Tinto da Cascalhera” e de repente comecei a falar a linguaige caramela tal qual uma bendedeira da reforma agraira a binder tarmoços. Opois peguei im mim, e puz-me a cabalo numa pudalêra (com uma caixa chiinha erbas prós coelhos) e desatei a pudalar, esgalgada ladeira abaixo até chigar à Bolta da Pedra. Até tibe de fazer uma derrapaige de atrabessado pra nã galgar os sinais bermelhos... e um tratorista disse assim: "Tóóó, tás com pressa passa por cima!" e eu disse assim: "Bai-te mazé incher da moscas". Tudo isto só pra me sintir uma mulher brabia, a incher a guela de araiges rasteiras do território caramelo. Foi uma grande alegria e birou a minha bida de pantanas:

AGORA TUDO FAZ SINTIDO:
COM O TINTO DA CASCALHERA,
MAIS VALE UM MONTE CARCOMIDO
QUE UM BAIRRO DO TAVEIRA.
(Só nã sei ainda é porque é que nã obi a fuguetaige das festas de Palmela! Hã!...)

BEBE
JERRICAN DE TINTO DA CASCALHERA
E opois nã digas que andas aborrecida.

10.8.10

Consultório do dia-a-dia - O Barbecue


Como já foi dito, a quantidade de cartas que chega ao quartel-general das forças da FLC é tanta que até já temos uma criação de 50 porcos alimentados só à base de proteínas de envelopes dos CTT. Todas são respondidas mas apenas algumas chegam a este baldio informatibo. Apresentamos aqui mais um exemplar sem embelope.

"Exmos Senhores da FLC, em particular ao Departamento de Apoio ao Cidadão para a Prática Saudável dos Costumes Caramelos (D.A.C.P.S.C.C.), é com todo o prazer que vos escrevo a presente carta, pois estou certo que irei ser atendido.
Sou um habitante do bairro Vila Serena desde 2007 e tenho feito tudo para me tornar um caramelo (e a minha família também). Sempre que estou com os meus amigos tenho sempre defendido e praticado (no pouco que ainda sei), a grande cultura caramela. Eles não são de cá, mas acreditam que já sou mesmo um caramelo! O problema é que, no próximo mês vou fazer um barbecue no meu quintal e convidar esses velhos amigos da Ericeira e do Estoril, e gostava que me dessem algumas indicações para tornar todo o evento numa festa verdadeiramente caramela. Já sei muitas coisas mas sinto-me ainda um pouco inseguro. Agradecia que me dessem algumas orientações para poder realizar esta festa. Obrigado.
Ass. Victor Bettencourt de Almeida"


Ó meu repaz, só bocemecê é que desenxagua a gente do fundo do poço (a seis metros de fundo) adonde os homes e mulheres estavam banhar-se com águas frescas. Desta bez foi de graça, mas prá próxima bez é bocemecê que bai puxar a gente com a roldana. E isso tudo para ir imbestigar o tipo de quintal que bocemecê tem. Depois da nossa béstoría o que temos a dzer é o seguinte: o que está a pedir é uma grande transformação na sua bida. Im primeiro lugar bocemecê nã bai fazer nim barbecue nim porra nenhuma. O que bai fazer é uma assada com budeira coletiva, e punhada recreatiba pu bucho pra melhorar o trânsito intestinal.
Para isso tem que amandar já pró intulho esse “barbecue” apandleirado que os construtores cibis fizeram pra venderem a casa mais depressa. Esse chão de mosaico espanhol tem de ser todo arrancado pra deixar respirar a terra original (aquela que já cá estaba um trilhão de anos antes de bocemecê nascer). Arranje meia carrada de grabilha de calibre médio, outra de areia amarela, cimento, uma pá e uma bateneira cheia de ferruige como objectos decoratibos que dão a ideia que foi bocemecê que fez a casa a seu gosto nas horas bagas, e que ainda não acabou (e nem nunca bai acabar). Espete um pinheiro manso no meio do quintal pra fazer sombra e aprobeite pra fazer um canteiro com hortaliças. Arranje um ou dois canitos malhados da raça traçador-de-restos e, o mais importante de tudo, apresente-se com um meio-bidom em labaredas, uma grelha (que pode ser até uma rede de capoeira), 10 quilos de carnaria suina, outros tantos de sardinhas (do Samuel) e meia dúzia de caixas de maçã riscadinha. Ali à mão, ponha três sacas de pão de quilo e mais uma dúzia de jerricans de tinto do Poceirão, e 18 grades de mines (com caricas antigas que só abrem à dentada ou com o isqueiro). Ponha uma cassete da Rádio Antena Caramela com a gravação do relato do derby Baldera vs Palhota, do ano de 2003, só pra dar um certo requinte.
Reunidas estas condições mínimas, bocemecê está pronto pra receber os cumbidados que vêm lá das outras bandas.
Receba os cumbidados im tronco nu e a pegar numa toalha incardida. À intrada, cada cumbidado apanha uma punhada pas costas como forma de cumprimento. Ó despois todo o combibio debe ser feito à bolta do meio-bidom a assar todas essas iguarias suínas. Lembre-se que a partilha do lume foi sempre um dos pontos chave para o processo de caramelização.
Quando toda a gente tiber impanturrada, mas ainda a buer com um palito na boca, está na hora de lançar um assunto polémico antes que se vánham embora. Assuntos polémicos não faltam e até podiam ser: “Qual é a minarda que anda mais em escape libre, uma Zundap ou uma Casal?” ou “O que é que dói mais, as mordidelas de bespas nos beiços ou mordidelas de abelhas nas nalgas?” ou “Quem é que arrebenta mais patardos, os Círios dos Olhos de Água ou os da Carregueira?” ou “O poço dos pinheirinhos do Pinhal Nobo é berdadeiro ou falso?” No intando, dado que os combidados não são de cá, o assunto tem de ser adaptado, assim, pode ser: “Qual é o melhor cartão de visita, um BMW cinzento-escuro ou um Mercedes azul metalizado?” ou “Onde é que se obtém um bronze com tez mais chique, na piscina ou na praia?” Enfim… para já, o tipo assunto não interessa, o que interessa mesmo é que a cumbersa aumente e se torne em debate-garreia, opois aumente ainda mais de intensidade até atingir ao níbel de chinfrim-teimosia, opois aumente ainda mais até ao ponto grunhido-ameaça e daqui aumente ainda mais até chigar ao ponto mítico dumas punhadas-pu-bucho pra resolberem o dilema e terminar em calorosos abraços.
Se conseguir cumprir estes passos, já domina 1% da cultura caramela, portanto está no bom caminho mas ainda tem muito que aprinder e ensinar aos seus amigos.