28.1.12

Abancemos!!!!!

A recente criação do “Movimento Pacífico Prá Punhada Na Galfarraige Política E Pôr Ordem No Galinheiro”(MPPPNGPEPONG) está a agitar diversos sectores do mundo caramelo, com movimentações, opiniões, olserbações, debates-garreia e garreias-debate-manifestos de toda a espéice e feitio.
O mundo universitário caramelo (cujas características clandestinas e móveis- as suas instalações estão camufladas numa carrinha de venda de farturas- a fazem chegar a todo o lado) tem contribuído bastante para a divulgação deste movimento, da Palhota ao Lau, das Lagameças a Areias Gordas, Vale da Vila e Arraiados. São cada vez mais frequentes as conferências espontâneas de homes e mulheres caramelos, na variação de balcão, banco corrido à porta da sede ou lado a lado nas motorizadas em velocidade de relantim. Altos homes do pensamento universitário clandestino já afirmaram que este movimento pode ser decisivo para a história da democracia caramela e para a emancipação das nossas gentes.
O Toino das Ideias Parbas anda já imbalsamado dentro de si im busca de inspiração para noba obra da filosofia caramela contemporânea, que de acordo com o próprio, tem de ser sobre isto, qualquer coisa a ber com “o desalambazamentopunho-interbentibo neo-reboltoso”.
Também a Ti Balbina Acocorada, poetisa libertária, anda “mais prenha de bersos que as porcas da Ti Cacilda Gorda quando estão pa parir”. ”Tenho buntade de esgrafunhar (escrever) bersos dedicados á punhada. Bou fazer uma Ode que bai ser épica!” diz-nos inquanto tira do bolso o papel manteiga onde já tem três bersos embrionários: As punhadas nos ladrões assinalados/ Que do ocidental charco da Palhota/ Por aceiros e baldios nunca de antes esgrabatados/ e por i fora...

Também o sub-mundo artístico caramelo está mais efeverescente do que a áuga dum púcaro ao lume numa fogueira dum acampamento de ciganaige.

No cinema já temos diversos realizadores que querem criar de imediato filmes na área da punhada, no seguimento da obra prima da garreia rural (http://caramelosapiens.blogspot.com/2010/11/grande-filme-em.html). Estas obras serão de carácter neo-realista contemporâneo, servindo também de guia ficcional de boas práticas. Serão distribuídas gratuitamente nas escolas e bisionadas no coreto da capital caramela aos dias de marcado, o qual servirá depois para local de sessões livres de punhada-desabafatiba (só pa desabafar através das mãos enquanto se espera pela ordem do abançar colectibo).
Noutras áreas, como a pintura e a escultura, uma breve visita aos ateliers nas garaiges e telheiros de lusalite em baldios ocupados, mostrou que mais de 90 por cento dos trabalhos actuais abordam este tema, com destaque para um monumental projecto escultórico, com mais de 15 metros de altura, todo em caixotes de fruta da Reforma Agrária, alguidares do Marcado, cordel e pasteleras sem serbentia, que homenageia o Toino Amassa em pleno acto de responsabilidade cívica. Há também grande frenesim nos casulos avulsos das vanguardas artísticas caramelas. Na literatura já foram escritos dibersos manifestos, como o manifesto da punhada-futurista que elogia a velocidade da punhada e a sua beleza belico-pacifista. Tambem nos Círios da Carregueira já se escreberam a bárias mãos (sempre em numero ímpar) o manifesto da punhada-morteiro, vangloriando-se este tipo de punhada, seca e dura, como uma trabessa da linha do comboio pas trombas. No mercado livreiro clandestino caramelo já há um novo beste-seleremprestado (o libro mais emprestado uns aos outros) com o título "Tás parbo ou na sabes dar punhada??!!!”, especialmente criado para os recém chegados à nossa zona e que estejam em processo de caramelização, também actualmente conhecido por processo de desemparbalhamento. Crescem também a nível espontâneo as formações sobre esta temática, com dimensões práticas e teóricas, e nota-se o regresso às escolas das rodas da gaiataige em bolta desta prática caramela ancestral, na versão do toma-lá-dá-cá-alebazias-tu-mais-eu.

Na área musical, a Banda Filarmónica da S.F.U.A. está a criar novos temas que servirão de banda sonora para os filmes de punhada. Estão também a realizar experiências com a tuba como arma de arremesso pa tromba dos políticos. Alguns Ranchos Folclóricos associam-se a este movimento com novas modinhas (Grupo Folclórico de Danças e Cânticos de Olhos Água) e treinos- almoçaradas -intensivas de chispalhada à moda bruta “só pa inrejar os homes” (Rancho Folclórico da Casa do Povo de Pinhal Novo).
A FLC sabe também que os Balha Ca Carroça estão isolados em lugar clandestino com vários elementos dos Bardoada (um nome escolhido anos atrás que como se vê tinha algo de profético) mais o Toino Amassa. Todos juntos, fazem experiências de coordenação sonoro-motora entre uma punhada do Toino (em voluntários mártires que se mascaram de políticos) e uma bardoada cum força no bombo. O objectivo ei dar mais beleza audio-bisual a este nobo movimento poético de libertação do homem caramelo e de todos os outros homes!
Por isso, bamos imbora que se faz tarde. Bocezes sabem do que estamos a falar.



Bais da rojo pu chão qué pa na seres aldrabão
(antigo provérbio do Forninho)

20.1.12

Polícias aprendem com caramelos

Mais uma missão de balor, dinamizada pelo MPPPNGPEPONG, desta bez pra trazer a polícia do Aeroporto prás práticas rebolucionárias.
A FLC, mais uma bez, estebe presente apenas como provedora dos costumes caramelos.

Se queres ber como aconteceu aperta aqui:

11.1.12

Mais uma missão de alto interesse caramelológico

Mais uma bez a FLC estebe presente apenas como provedora da cultura caramela, olserbando se os trabalhos e as missões do MPPAPNGPEPONG, não destrambelham em actibidades parbas, copiadas da América, da Russia ou do Afeganistão. Tanto quanto é relatado, tudo correu dentro da normalidade caramela.

Estas missões são da total responsabilidade do Movimento Pacífico Para a Punhada Na Galfarraige Política E Pôr Ordem No GalinheiroMPPAPNGPEPONG.
Se queres intrar aperta AQUI: 
http://mpppngpepong.blogspot.com/

4.1.12

DESCOBERTA INCLÍBEL IINCRÍBEL

Esta é uma notícia em primeiro chispe! A FLC rebela uma das maiores descobertas da era moderna que bai mudar as nossas bidas pra sempre. Trata-se dos resultados espantosos a partir de uma experiência inédita, feita com a corja política da praça lusitana. A experiência científica tebe lugar na Carregueira e contou com o talentoso Toin Amassa. Este nosso simpático concidadão é um padeiro à intiga, pois há mais de 40 anos que, à força de pulso, amassa o pão num alguidar de 400 litros. Porque é um home de pavio curto, ganhou a habilidade de dar punhadas nas fuças dos mais parbos, de tal geito que, quem as mamou pas trombas jura ter tido a sensação de fazer uma pega de caras com uma automotora a açapar na recta do Poceirão!
Para que a experiência fosse experimentada, as Forças Especiais da FLC tiberam de ir buscar um Rolls Royce à estrumeira, abrilhantá-lo com bolas de sebo, e usá-lo como isco pra trazer bários exemplares da galfarraige política, como cobaias, para a nosso laboratório na padaria do Toin Amassa.
A experiência foi simples: sentaba-se um político a olserbar uma codaque (tirada pu Palinho das codaques). Opois ele dizia o que estava a olserbar. Seguidamente acontecia-lhe um acontecimento especial, e opois boltaba a ber a mesma codaque pra dizer o que estaba a olserbar. O objectibo da experiência era saber se habia grande diferença na descrição entre o antes e o depois do acontecimento especial.
A codaque (de grande catigoria) representaba uma cena do nosso quotidiano: uma triste reformada a lember as últimas raspas duma gamela, enquanto o seu neto estuda no Facebook, usando um computador Magalhães já sem algumas teclas (dado o excessivo uso dos estudos).
Quando um cobaia se sentaba a olserbabar a codaque, começaba logo a desembolber numa retórica, parecida com o discurso dum motor de rega repleto pensamento encriptado. Repentinamente vindo do nada, e a meio da cumbersa, acontecia o acontecimento especial! O Amassa espatava nele uma punhada de efeito incandescente, caté a criatura política dava um salto acrobático à retaguarda, caindo com os costados no meio dum monte de intulho previamente colocado no canto oposto da sala. Opois, recomposto e sentado nobamente na cadeira, bisibelmente apardalado com algodão infiado nas bentas, o espécime político boltaba a olserbar a tal codaque. E o milagre acontecia! O home descrebia a imaige com uma única frase lapidar, cheida de berdade e com tal sensibilidade caté fazia crescer o pão.
Os resultados foram inequívocos. Da experiência resultou a maior fornada de pão dos últimos 38 anos daquela padaria (a melhor fornada foi no dia 25 de Abril de 1974, quando as Forças Armadas foram lá de chaimite, pra comer pão com manteiga e combiber).
No fim da experiência, a nossa irmandade política não quis regressar de Rolls Royce. Todos preferiram boltar para casa, amontados no taipal dum tractor... excepto um, que quis experimentar ir à pindura numa Famel. A escolha foi acertada pois a araige caramela, a roçar pas trombas, ganha propriedades únicas pra reduzir o inchaço.
Confrontada com os espantosos resultados da experiência, a FLC meteu-se numa avioneta de sulfatar e foi diretamente à sede da UNESCO. Após uma sessão comprobatiba nas fuças das mais altas instâncias, a Punhada Caramela foi logo decretada como Património da Humanidade, em substituição do Fado. Este património é provisório até que seja reposta a ordem em todo o território caramelo e arrabaldes. Portanto, para já, é punhada caté ferve, ódepois é que se canta o Fado.
Dada a importância legal que a Punhada Caramela aquiriu com este título mundial, as Forças Especiais de Intervenção Brabia da FLC quiseram pôr em prática este novo instrumento na bida política caramela e arredores lusitanos. Por isso, formaram por auto-recriação o “Movimento Pacífico Prá Punhada Na Galfarraige Política E Pôr Ordem No Galinheiro” (MPPPNGPEPONG). O Blogue, anteriormente devoluto, já foi ocupado à rebelia. Quem quiser ficar militante e praticar é só bir aqui: http://mpppngpepong.blogspot.com/
A FLC, fará apenas a provedoria para garantir que todas as missões de punhada tenham o cunho caramelo e nã se destrambelhem num caraté parbo importado da China.

23.12.11

MAIS UM EPISOIDE DE COIRATOS CUM AÇORDA

a nobela da tarde totalmente garriada em caramelo moderno

Episoido especial de Natal

Início de Inverno na Caramelândia, as folhas das árvores ainda caem em alguns locais, o sol a meio-gás bronzeia suavemente o lombo dos porcos caramelo-mirandeses que vagueiam nos campos em busca de traçantes que ingordem e façam os seus donos orgulhosos na hora da matança.

Albino Chispalhudo ta im casa. Olha cuntemplativo para a árvore de Natal que a sua mulher acabou de decorar com algodão e rabuçados de mentol. Lembra-se do seu tempo de gaiato, quando esperaba pelo Pai Natal e ia apanhar pinheiros selbaiges no campo. Dócil como um barrasco capado, senta-se no sofá enquanto a sua mulher lhe massaija os chispes com criolina e augardente noba. Ligam a telebisão. Bai começar mais um episóido dos Coiratos com Açorda, a sua nobela preferida (neste episóido o realizador inspirou-se na bonecaige Russa que biu a ciganaige a bender no marcado e decidiu pôr o Chispalhudo a ber a sua própria nobela, um dentro da outra, um abanço notável na ficção caramela).

Na telebisão aparece um grande plano do interior do Café Lua Cheia Aparbalhada, bendo-se uma árvore de Natal ao fundo com as luzinhas a piscar e o balcão todo decorado com fitinhas brilhantes. Dois homes entram, encostam o bracito ao balcão e pedem duas medias de forma iducada “bá lá ber atão o do costume, já cá debia era de estar!”. (Chispalhudo reconhece-os: “olha, são o Toinito da Sibéria e o Custódio da Siderurgia Nacional!”). Depois do primeiro gole procuram um tema de conversa, ao mesmo tempo que afastam as moscas que andam de bolta dos tremoços cum sal (a câmera segue-as dando imagens bertiginosas). A meio da quarta golada, um diz que o mundo ei grande como uma melancia do Manel Leitero e o outro responde com um sintético “tás parbo”. (O Chispalhudo ri-se mais a mulher, que aproveita para lhe agarrar os pés e cortar as unhas).

Calam-se durante cinco minutos, na bela observação abistada da neta da Ti Juila Alinhavada, que bem lá ao longe e daqui a nada bai passar im frente ao café. Depois da pariga passar, o outro diz que o verão este ano foi no outono, como se as porcas parissem patos e o outro responde novamente “tás parbo”. Opois, um diz que as laranjas da Cunpratiba ei que eram boas, o outro gosta mais das dos Retornados, que o Lau ei mais intigo que a Palhota, o outro responde que os morteros do Cirios da Atalaia boam mais alto que os foguetões dos amaricanos e o outro diz que os amaricanos se ca biessem só gostabam do Cafei Amerca (café América) e o outro diz que eles já andem por aí, só nã bê quim ei parbo. (O Chispalhudo inerba-se, concorda com o verão, mas diz que as laranjas melhores são as do InterMache e a mulher diz que os foguetões ei que aboam mais alto que os morteros. Começam os dois também a garrear, ele a espernear e ela de gazua eim punho a ber ser lhe corta as unhas dos chispes).

„Dizem que agora bai muita malta par fora, pó estrangeiro. "Pá donde? Pa Palmela?; não parbo, memo pa fora, muito par lá da Caramelândia.; Só espero que o nosso parsidente, o Lagarto também nã comece a dizer que a gente tem de emigrar. O outro: pois ei, o mundo ei grande. O outro: Nã ei tão grande como a Lua ou como o Sol. Sim, mas ei redondo. Ei. E pode-se dar a bolta. Pode-se, concorda o outro. E pa dar a bolta bai-se por li (aponta lá par fora, na direcção donde beio a a neta da Ti Juila Alinhavada). Não, pa dar a bolta bai-se por lá (aponta na direcção da casa do Toino Labagante). Não, por li. Não, por lá. Ei por qui! Ei por lá! Na ei! Ei! Na ei! Ei! Na ei! Ei! Por qui!!! Por lá!!! Tás parbo!!! Olha que alebazias, ai lebas lebas!!!" (entra uma música de ferrinhos e som de trela de cão a bater em chapas, a qual cria grande tensão). "Bai uma aposta? Ah ateimas?!!! Sim, ateimo, queres apostar?!! Bamos apostar! Mas primero bamos buer mais uma. Pitroila, bá lá ber mai duas meidas, pá gente buer e adepois se a gente desaparecer diz que um dia boltamos e bai pondo a mesa porque quim ganhar paga a almoçarada e as grades de mines que os homes quiserem buer. E podes dzer quei bar aberto atei a gente regressar." A Pitroila olha descunfiada para eles, ao mesmo tempo que serve a buída e pargunta: atão mas bão adonde?. Respondem os dois ao mesmo tempo: “Bamos dar a bolta ao Mundo, mas na bamos um mais o outro. Um bai por qui, outro bai por li. E bamos a ber quim tem razão!!!!”.

Assintados, Toinito da Sibéria e Custódio da Siderurgia Nacional bebem as duas medias em silêncio, pinsando já na biajem. Odepois levantam-se pedem mais duas, pa lebarem no caminho e arrancam cada um pa seu lado. (Chispalhudo olha pá televisão quase siderado, ei um episodio de grande suspanse. A mulher bai fazer o jantar e cuntinuar a labuta das filhoses. Na mesa vê-se a sopa de intulho begetal em grande plano e duas fatias de pão cum manteiga dos dois lados (para criar habitos de boa comida aos espectadores da nobela). Da cozinha ainda diz “atão e tu nã apareceste neste episoido?!! Agora só te botam a ber os outros na tua nobela?!!”

E agora??? Será que o Toinito da Sibéria e o Custódio da Siderurgia Nacional bão mesmo dar a bolta ao mundo??? Ou bão mas ei ó cafei Capuchinho e ó depois ó Tascão e ó depois ó Cafe América? Ou só inbentaram isto porque na são parbos e bão-se mascarar de Pai Natal Caramelo (que este ano tá ainda em fase experimental) e na querem que ninguém descunfie que são eles???

Não percam os próximos episóidos desta nobela, que ei tão boa como a sopa caramela!!!

A FLC deseja a todos um balente Natal!!!

13.12.11

O Pai Natal Caramelo

Está escrito na Bíblia Caramela que Deus só infiou as mãos na massa pra fazer a espécie caramelosapiens, depois de ter criado o porco os pardais e a geada do Lau. Com uma massa especial, Deus criou então o Caramelo, esperando que este mamífero, dotado duma imbocadura extraordinária pró binho e mines bem como uma apetência voraz por toicinho e coiratos, biesse a dar ao mundo artefactos como o fogareiro, a nabalhita, o sarilho, a flober, a gamela e muitas outras coisas de interesse. E assim aconteceu imediatamente após 60 mil anos de gerações cada bez mais espertas e sequiosas. Mas o que Deus não esperaba (e isso está escrito) era que o Caramelo nunca se desse ao trabalho de inbentar um Pai Natal feito à sua imagem e fitio. Na berdade, na época de introduzir um Pai Natal no meio ambiente, o caramelo foi enganado pelas culturas aparbalhadas da américa e, claro está, adoptou (sem querer) o Pai Natal mais parbo que existe: a figura criada prá Coca-Cola (que é uma buida que serbe só pra arrotar e deixa um home bruto, tal e qual, como se nã tibesse buído nada!). Este Pai Natal de traje bermelho foi desenhado pelo cámone Haddon Sundblom em 1931.

No intanto a FLC nã aceita esta cultura inchertada no interior do nosso território e foi cumprir o que está nos testamentos Bíblia Caramela: versículo 123698: Não tenhas, pois, o teu Pai Natal por filho de cámónes parbos; porque dessa figura nascem meus cuidados e para o termo do meu desgosto terá o Caramelo de imbentar o seu.”

Dito isto, a FLC, pôs mãos à obra e foi pedir ao Nicolau Fictício, um horto floricultor capaz de criar obras de arte só com uma cavadela. A sua vasta obra faz uma fusão entre o barroco tardio e o conceptualismo atómico. Uma das obras mais emblemáticas é o relbado micro-orgânico do campo de futebol de Baldera que todos podem olserbar aos domingos.

Nicolau Fictício respondeu ao nosso pedido, imbentando o Pai Natal Caramelo que a partir de agora, deberá ser adoptado pelo nosso povo. Eis intão como ele se afigura:

  • - Em bez de barba de penuige branca, usa um bigode e umas patilhas caté mete imbeja aos silvados do Poceirão;
  • - Em bez dum pijama encarnado, usa um traje domingueiro do rancho do Pinhal Nobo e um chapéu de aba larga (tipo vocalista do rancho da Lagoa da Palha);
  • - Em bez de andar a aboar com renas, anda a pei com um carrinho de mão cheio de oferendas.
  • - Em bez de entrar pa chaminé, toca uma flaita (com a modinha dos amola tesoiras) prá família abrir a porta. Se nã abrir a porta, o Pai Natal abre um roço na parede, com a ajuda duma picareta.
  • - Em bez de oferecer balhanas de plástico da China, oferece sacas de ração prá bicheza, ovos caseiros e fatias de pão com manteiga (barrada dos dois lados).

Muitos mais predicados tem este personaige sazonal que que é o Pai Natal Caramelo. Este ano entra ainda numa fase experimental, mas para 2012 a FLC está certa que bai ser muito bem acolhido, pois é sabido que para o ano, por esta altura, qualquer gaiato bai dar mais balor a uma fatia de pão com manteiga do que a um polícia de plástico, a pilhas, feito na China.

"Foram os nossos tetra-bisabós

que se puseram a imbentar

usos, costumes e forrobodós

prá gente hoije disfrutar."

(Quadra popular da Benda do Alcaide)

6.12.11

Formas de independência total 1


A FLC está agora mais concentrada do que nunca em levar a Caramelandia a obter a independência total e incondicional.
Com esse objectivo em mente, reunimos as hostes principais e debatemos (em torno de uma valente almoçarada) o que ei afinal necessário fazer para que isso finalmente aconteça. E durante a sagrada sesta-digestiba e em posição refletibhorizontal chegamos á conclusão que entre outras coisas (que a seu tempo também as explicaremos) ei necessário que sejamos independentes economicamente. E se olharem bem (com olhos de ber ao perto e ao longe como os da coruja sobrevoadora dos nocturnos céus caramelos) atei que já o samos. Temos comida cum fartura (frutas, vegetais, porcos, pão e cumpanhia) e buida do melhor que há (água e binho de cagulo, só nos faltando produzir mines, mas isso ei outra conbersa, para depois). Atão se temos isto tudo na temos outra coisa. E essa coisa tem a ber com fraguenetes de caixa aberta, bicicletas a motor, motorizadas e veículos tractoristas. Porque se a gente bebe mines, água e binho, estas maquinas bebem pitroile e ás bezes atei têm mais sede do que o Toino das Mines em dias de Marcado pela hora do calor. Ora e como bocezes sabem, a gente na produz pitroile (já produzimos, hoube assim uma espécie de corrida ao pitroile caramelo. Se querem saber mais sobre isto leiam a Grande Entrevista de 5.9.06) e se assim ei das duas uma: ou andamos a cabalo num burro (ou a cabalo num cabalo ou a cabalo im nos próprios) ou se queremos andar a cabalo im maquinas buedoras de pitroile bamos tar sempre dependente de recursos exteriores aos da nossa planície colectiba. Por isso, para alem do regresso das carroças ser também uma solução, não se mostra por bezes prática para necessidades do dia-a-dia, se por exemplo um home so quiser ir buer uma mine ao cafei do lado (uma só pa começar, ei claro) ou se tiber de ir apanhar o cabalo de ferro por exemplos na Benda do Alcaide (ou lebabamos o macho mais a gente a cabalo no cabalo de ferro ou fica ao sol e á chuva a distrubuir coice e patada atei a gente chigar). Por outro lado, para os caramelos da capital ei difícil por um macho ou égua, mesmo se o bicho na tiber bertigens, dentro da marquise num terceiro andar.

Continua ou o resto a gente dá-bos a ler depois.

24.11.11


Caramelos de todo o mundo uni-bos!!!


Em tempos de crise global que atéi a nós afecta ei tempo para colocarmos im prática os nossos ancestrais conhecimentos. Os mesmos que permitiram ao homo-caramelus sobreviver e desinbolber-se como povo e sociedade selbaige-ordenada desde que o primeiro home, armado im parbo, olhou para as estrelas lá im cima no céu atei aos dias de hoje im que já nos tratam como caramelos e todos querem ser como a gente. „E se querem ser como a gente ei porque nos admiram e reconhecem a nossa capacidade de ser como samos e se samos como samos, o melhor ei começar a saber o que samos quei para sermos ainda mais o que samos”, disse o Toino das Ideias Parbas, na Festa da Atalaia, entre o estraçalhar de dois patardos embrutecidos e mais um gole numa mine.

Atão e porquêi esta cunbersa toda e na bão directos ó assunto que bus trouxe aqui?! Sim, a ber se se desinmerdam (continuam a pensar bocês) e botem mas ei cá par fora o que querem propor á gente.

Atão se assim ei, cá bai. Prestem atenção agora. O que a gente da FLC quer de dizer a bocemecezes ei que a gente se quiser podemos ser auto-suficientes, continuando a biber como homes e mulheres libres e atei mais libres do que éramos atei agora. E para tal, ei preciso que todos comecemos a dar pequenos passos (tipo quando os leitõezinhos começam a andar, sempre com o olho nas tetas da porca- e a porca aqui ei o nosso objectivo final).

A FLC já tem em marcha um conjunto de medidas que vão apoiar esta noba emancipação económica e cultural das nossas gentes. E como na queremos que pensem que temos a maniazinha bamos começar pelas coisas simples e cuncretas, ainda sem os desbarios filosoficos do Toino das Mines que nos inbalsa os pinsamentos.

E o simples ei que cada um pode plantar a sua própria horta, para dai retirar tomates, alfaces, coubes e pupinos. Se na der pa nos impanturrar-mos sempre dá para fazer uma sopa e com uns bocados de pão, sempre ei uma balente refeição.

Portantos, para os que moram no campo caramelo isto ei uma coisa natural, mas para os caramelos urbanos, os da capital, nem por isso. Mas estes podem, com criatibidade e balintia criar pequenas hortas nas suas barandas e aqueles que intraram na moda das marquises podem assim criar belas estufas e tornar-se mini produtores de tomates, só pa dar um exemplo. Para qualquer uma destas possibilidades só pracisam de: recipientes belhos, terra, sementes, áuga e tempo. Também pracisam de curiosidade e buntade de aprinder. Se na soberem, aprobeitem a nossa internet móvel, que ei como quim diz os nossos anciãos que tudo aprinderam com os pais que aprinderam com os abós que aprinderam com os bisavôs, e os tetras e por i fora atéi ao nosso Biriato caramelo que um dia também bus falaremos nele. Portanto chispes e mãos á obra, queremos ber essas barandas e marquises a transbordarem de ramaige berde, fazendo assim uma berdadeira cidade-campo, um nobo habitat para o homo caramelus citadino.

Para quem ainda na ficou cunbencido ou bai ber se tem tempo para isto, inquanto esperam podem sempre ir a Raforma Agraira ós sábados, ber quem realmente bende produtos caramelos e incher a alcofa.


Quim na sua terra se abia

tem probeito e balintia

(antigo proberbio do Lau)

26.9.11

CIRCUITO DE MANUTENÇÃO CARAMELA

É já do conhecimento público que as forças globalizatórias continuam a dar tramela ao nosso pobo no intuito de o transformar numas papas de vargalho branco! Mas a FLC, como entidade protectora da cultura caramela, nã deixa que isso aconteça, pois os costumes que os nossos bisabózes imbentaram intigamente, são prá gente desfrutar hoije. Dessa maneira, foi no passado Sábado que as altas patentes desta organização clandestina, assinaram um protocolo com o Firmino Desentupido, para a cedência dum baldio de 30 hectares na Benda do Alcaide. Este baldio bai transformar-se num parque temático para a manutenção da cultura caramela. Terá o nome de Caramelarium e consiste num circuito de manutenção para todos aqueles que, já sendo caramelos, percisam de manter a sua cultura intacta contra as albardas reaccionárias do ocidente. Quem nã for caramelo pode afoitar-se lá par dentro só pra sintir as marabilhas da nossa milenar civilização.

O projecto foi garriado, terminado e aprobado à sombra dum andaime cheio de ferruige, em frente ao café “Mina de Mines”, em Bal da Bila, e é pra ser implementado já amanhã de manhã. O circuito de manutenção tem dibersos obstáculos que não são mais do que simulacros para exercitar os usos e costumes caramelos. Cada praticante bai superando um a um, com o máximo de realismo, até ficar sastesfeito da bida. O percurso deberá ser feito com traje a rigor debendo os homes estar munidos duma nabalhita e as mulheres dum alguidar. Desses obstáculos destacamos aqui, em primeira mão, os seguintes:


- Tem de cozinhar e infardar um prato tipicamente caramelo. Há duas bariedades à escolha, serbidas em gamela de meio alqueire: a Fava insalsada, ou a Batata cu pingo.


- Tem que atrabessar uma passaige de níbel com 14 linhas interlaçadas, estando dois comboios em manobras, um pra um lado e outro pra outro. O praticante terá de entrar e sair dum comboio de passageiros e opois saltar por cima de outro, carregado de grabilha. Tudo im andamento. Este simulacro treina o que intigamente se fazia, em que a gaiataige, pra ir prá escola, tinha que atrabessar uma dezena de linhas, passando por cima dos comboios pra nã chigar atrasado às aulas.


- Tem de entrar num túnel de bentania e acender um meio-bidom, só com tojos secos e um fórfo. Este simulacro treina o caramelo na sua relação com o fogo e com o fogarero.


- Tem de cavar um rego de 50 metros e incher ele de áuga com a ajuda duma picota, tendo o cuidado de nã inxotar as arãs pra outro charco. Este simulacro treina o caramelo para os tempos que se abizinham (em que, se quiser comer, tem que cavar e regar).


- Tem que conduzir uma matilha de sete cães de raça traçador-de-restos, num corredor de 500 metros acagulado de gatos. Os cães bão todos atados por cordeis, e o participante tem que tirar as teimas à canzoada, sem se enlearem nem se engalfinharem com a gataria. Este simulacro treina a bicheza e o caramelo prá ida à bacina. Um clássico!


- Entra num complexo labirinto, intulhado de mercadorias do marcado do Pinhal Nobo. Todo o percurso é feito com um palito nas beiças que bai, como uma bússola, apontando o caminho. Este simulacro treina o sentido de orientação do caramelo para quando for fazer o avio ao marcado mensal.


- Tem que ir à estrumeira procurar a minarda que está lá interrada há 20 anos. Ao encontrar ela, terá de pôr a trabalhar e zarpar amontado até ao foguetódromo. Este simulacro treina o caramelo para os dias que hadem bir (em que ele tem que deslargar o seu BMW e boltar a andar na sua fiel minarda, atirando um foguete ao ar).

***

O circuito tem mais de 2400 obstáculos diferentes, como a apanha de pinhas, o cortar lenha, a bindima, buer mines de litro, sessões de punhada (com robôs brabios), enfrentar um toiro na largada, ordenha de cabras, balho (com robôs brabios programados pra balhar modinhas do rancho fóclórico das Lagameças), e mais uma data de coisas sem fim!... No final da prova, o meio-bidom deve estar ainda aceso em labaredas.


A inauguração contará com um festibal de música caramela, contando com a presença do poli-instrumentista-cançonetista Jorge Nice que bai insaiar e descontrair as entidades oficiais com a leitura dos editais da Junta de Freguesia do Poceirão em linguaige caramela. Terá também a participação dos Shivers, com a boz aveludada do Igor Azougado com o tema “Épah” em castanholas e pandeireta de caricas; do Axel com uma bersão em gaita de beiços do tema do festibal RTP da canção; dos Ervas Daninhas que vão tocar o clássico "Caganitas de coelho" só com chocalhos, os Bardoada que, só com bombos, bão tocar a ópera “O charco dos cisnes”, com efeitos de luz em pitromax e candeeiros a pitroil, e pra terminar o mítico grupo de baile Terno D' Ouros, que se reune numa nova formação só para este ebento e vão tocar a marcha do Bitória de Setúbal com campainhas e guisos polifónicos.





REBOLEM CALHAUS DO CASTELO

QUE NADA ASSUSTA UM CARAMELO!

2.9.11

ABC da Bassoira

Estudos da FLC têm rebelado que os níbeis de imbecilização da sociedade moderna nos últimos anos têm sido preocupantes. Pra evitar esta tendência no nosso territóiro, o restrito grupo dos Cabreiros Templários (conselheiros cativos à FLC) reuniu-se clandestinamente à bolta duma malhada de cabras pra traçar um curso intensivo, emitido por cordel atado a uma rede de latas bazias.

Cada habitação irá ter uma lata, com um buraquinho no fundo de onde sai um cordel esticado que, por sua bez, bai ligar a um painel de latas instalado nos estúdios da escola. É então o Curso Propedêutico Tele-Lata Para A Cultura Caramela (C.P.T.L.P.A.C.C.).

Infiem os bossos obidos par dentro das latas e bamos lá intão obir e aprinder.

Mini-Apresentação:

ORQUESTRA DA SFUA (em dias de budeira colectiva):

Tom tororom, frlôm fôm fôm…

Tum tururum, frlum fum fummmm.

PATARDO DOS CÍRIOS DA CARREGUEIRA PRA DESIMPOEIRAR AS LATAS:

“PUM”

“A BASSOIRA ”

PROFESORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

O mundo doméstico caramelo está repleto de objectos importantes que poupam o home e a mulher de ter que esgrabatar cas unhacas pra fazer as coisas, por isso, hoije bamos falar da bassoira.

Dum modo giral a bassoira serbe para inxotar o lixo para a porta do bizinho que por sua bez inxota o lixo para a porta de outro formando assim uma comunidade. Trata-se portanto de uma das mais intigas formas de sociabilização, mesmo antes do caramelo apanhar ubas pra comer e buer. Nos tempos intigos, a bassoira era constituída por um tufo de tojos secos atados por um baraço.

SOM DA ARAIGE A UIVAR PUS RAMOS DUM EUCALITRO AMAIS A BOZ DUMA CARAMELA A BRADAR...

Áudio-encenação:

- Óh Jacinto, deslarga lá a inxada e bai fazer a mim uma bassoira que eu preciso de barrer os cortinados.

- Já bou. Deixa isso im paz e bai mazé fazer a sopa que eu tou cuma esgana capaz de comer um barrasco pus cornos.

PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

Assim se percebe que a bassoira se tornou desde cedo um objecto de fabrico caseiro, tipicamente feminino com múltiplas funcionalidades e pouco apreciado pelos homes.

A bassoira sem pau era baixa e tinha o poder de dobrar a caramela para o acto da barredura dando todo o relevo ao traseiro a dar-a-dar, coisa que agradava ao seu amado. Mas quando a mulher barria a eira à frente doutros homes, o seu querido home já não achava graça nhuma e essa posição podia até dar punhada giral. Foi intão que se inbentou o pau de bassoira prá mulher ficar direita e os outros deixarem de se limber com os olhos.

Com o pau, a mulher ganhou outra elegância e poder de manobra. As mais belas coreografias domésticas estão associadas à caramela quando barre a terra, a grabilha e as caricas, que a sua família trouxe agarrada às botas par drento do lar. Ber ela a barrer e a assobiar entre os raios de sol, é um dos momentos que qualquer home caramelo gosta de guardar na memóira pra toda a bida.

A bassoira, além de barrer, tebe sempre muitas outras utilidades, como sacudir os tapetes e as fronhas das almofadas, tirar as teias que as aranhas caramelas gostam de fazer aos cantos da casa, ou até mesmo para abanar o fogareiro. Mas dada a inbenção do pau, multiplicaram-se as utilidades, tornando-se assim um dos artefactos mais importantes da bida doméstica.

SOM DO CHAFURDAR NUM ALGUIDAR COM 50 LITROS DE CAL ACOMPANHADO POR UM DIÁLOGO DE GALOS POR ESSE CAMPOS AFORA...

Áudio-encenação:

- Ó Natércio, bai lá pôr a bomba d’áuga trabalhar pra meter aqui áuga no balde pra eu mexer aqui a cal com o pau da bassoira.

- E tu já tens trincha pra caiar o muro?

- Atão na bês que tenho aqui a bassoira. Bou caiar com ela… e deixa-te de cumbersas e bai já ligar a bomba.

PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

O pau da bassoira serbe portantos para mexer a cal, desintupir a retrete, bem como educar o gaiato parbo a ser o home de amanhã. Neste caso, um gaiato que tenha na mania, tem logo prometida uma pazada de bassoira pu lombo caté impa.

SOM DUM BANDO DE GAIATAIGE A JOGAR À PADRADA E A ESTILHAÇAR O VIDRO DUMA JANELA. OPOIS SILÊNCIO… …

ABRUPTAMENTE OUBE-SE O ESTRONDO SECO DUM PAU DE BASSOIRA A ACERTAR NO LOMBO DUM GAIATO DESACAUTELADO E A FAZER DELE UM HOME ÀS DIREITAS...

Áudio-encenação:

- Toma lá que é pra aprinderes. – diz a mulher caramela na sua missão educadora.

PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

Não sendo um objecto que dure para sempre (como por exemples um pneu), a bassoira tem o seu ciclo de bida bem definido no nosso dia-a-dia. Quando é noba, serbe pa barrer as impurezas da casa, mas à medida que bai embelhecendo, a bassoira passa a fazer serbiço no quintal e, vai, vai… até acabar na pocilga. Mesmo quando a bassoira está resumida ao pau, ela já nã barre nada, mas ainda assim tem nome de “bassoira” e serbe pra fazer com que o bacro aprenda a portar-se com catigoria, como um banqueiro dentro dum Jaguar im direito à pousada do Castelo de Palmela.

BARULHO DUM BACRO A BARRASCAR NA GAMELA E A COMER BOLOTA À GANÂNCIA; ESTOIRO DO PAU A INCARNIÇAR O LOMBO DO BICHO, SEGUIDO DUM GRUNHIDO DE EXCLAMAÇÃO:

Áudio-encenação:

- Grroinc!

- Toma lá que é pra na seres lambão e te acautelares. - diz o dono.

- Grônc. – resposta do bacro.

PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

Nos dias de hoije a bassoira ganhou muitas formas e tamanhos, chegando mesmo a ganhar o fitio dum toalhete de papel agarrado a um cabo. Ainda que apresente um cabo cumprido, este é pouco resistente e facilmente se desmancha quando atinge o lombo dum porco ou dum gaiato parbo (razão pela qual a gaiataige e os homes de hoije têm dificuldade em intender os ensinamentos que uma bassoira intiga podia proporcionar).

O artefacto sim trambelho nhum que o mundo moderno impurra (prá gente jogar fora a bassoira), é o aspirador. Este objecto eléctrico, que faz mais barulho que o comboio dos bolksbaiges, requer, no entanto, o dobro do trabalho para usar. Além disso, o aspirador tem a capacidade de chupar dos dois lados: de um lado chupa as pequenas impurezas por uma mangueira e, do outro, chupa a electricidade com 23% de imposto. Apesar de ter o poder de chupar continuamente sem se fartar, não consegue chupar uma carica, uma pedra de grabilha ou até uma caganita de coelho que ficou colada ao cimento. O pior de tudo é que retira toda a beleza coreográfica e os belos cantos de assobio que uma caramela refinou ao longo dos séculos. Portantos, barrer é uma coisa, chupar é outra e não benham cá com misturas parbas. A bassoira intiga é que éi.

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E agora responde às seguintes parguntas:

1- De que objecto tibemos a falar?

2- Indica três utilidades importantes que tem o pau da bassoira.

3- O que é que chupa sem se fartar?

4- Porque é que o banqueiro bai de Jaguar e não bai de Zundap?

5- Porque é que o IVA da electricidade é 23%?

6- Desembolbe uma redacção, a partir da tua cabeça, sobre as semelhanças entre um aspirador e um banqueiro. Nã te esqueças de usar o pau da bassoira.

Bom trabalho.