30.6.15

Imbasão de Cabeçudos na Nação Caramela


Com estes calores é natural que inchem os chispes dum home a pontos dele não conseguir vestir os truces; é natural que as combinações enxuguem no estindal antes da mulher espatar as molas; é até natural que as mines tenham que ser emburcadas logo à porta do frigorífico, antes de se evaporarem. É precisamente neste momento climatérico especial, coincidente com a época charco-balnear, em paralelo com o musgo ressequido e alinhado com a Lua Cheia aparbalhada, que traz uma vaga de cabeçudos à capital da nação caramela. É a tempestade perfeita! É o pânico total! É um bendabal único de cabeçudaige e gigantones, oriundo de todos os lados, que faz um home sintir-se enfezado (mas brabio!) perante tal força da Natureza. Face a esta extraordinária imbasão de cabeçudos e gigantones em território caramelo, a FLC preparou uma equipe de operacionais para controlar esta calamidade, entre os quais psicólogos especializados para lidar com cabeçudos deprimidos que ofereçam perigo à população.

Bai também instalar bários quiósques munidos de microscópios para quem prefira assistir ao minúsculo mundo dos micróbios (a procriar nas nalgas dum mosquito), em bez de assistir à terríbel imbasão de enomes gigantones.

Bai implantar potentes lupas nas mines, para que se pareçam mines de 15 litros e não fiquem demasiado pequenas na noite dos gigantones.

Bai encarcerar numa Ford Transit (desinfetada e blindada com plástico de estufa) os parsidentes das Juntas de Freguesia na nação, a mais da Câmara Municipal, para que não agarrem a doença crónica do Gigantismo-Parbo, ou do Cabeçudismo-Esperto. A carrinha está equipada apenas com duas mines, duas melancias e uma nabalhita, para reforçar o espírito de entreajuda e auto-controle municipal.

A FLC
alerta à população caramela.

A exposição permanente ou o contacto direto com cabeçudos pode inchar a cabeça dos dedos a geitos de não se conseguir infiar o dedo em buraco nenhum. É um efeito temporário.

Não olhem diretamente nos olhos dos cabeçudos, pode dar mau olhado e quebrante que só pode ser desfeito usando um balde das obras benzido e infiado na cabeça durante 15 dias.

Não peçam para um cabeçudo fazer uma equação do 2º grau. Apesar de terem uma cabeça do tamanho duma bateneira, os cabeçudos nunca foram bons a matemática e podem tornar-se biolentos com esta brincadeira parba;

Se te sintires com coraige, 
bai ber a imbasão de cabeçudos 
na capital caramela.







10.6.15

FESTAS CARAMELAS 2015


A FLC, sempre atenta às manifestações de índole caramela, recrutou mais de 500 agentes disfarçados de fartura ressequida para detetar os índices de rebentamento do maior ebento cultural da nação: as Festas Populares do Pinhal Nobo. E agora que as festas acabaram, o que é que arrebintou, afinal? A gente bai já descreber em pormenor.
- Arrebintaram mais de 80 balões;
- arrebintaram 4 rodas e 3 cramalheras de pasteleiras;
- arrebintaram 15 reformados com o bucho cheio de sardinhas;
- arrebintaram 147 barris de imparial e um jerrican de lixívia;
- arrebintaram 423 tímpanos de gaiatas parbas a obir o Micael Carrera;
- arrebintaram 3563 fichas de carrossel.
- arrebintaram com mais de 5000 coiratos, intarmiadas e respetibos papo-secos.
- arrebintaram os termómetros;
- arrebintaram mais de 7 toiros na largada (só contam os que ficaram com a língua pindurada);
- arrebintaram com 548 panelas de sopa caramela.
e...
arrebintaram os patardos com estoiros de alta fidelidade. E muito mais arrebintou que até parecia o apocalipse mas...
"Mas há uma coisa que é preciso dzer." - disse o chefe do plutão da FLC -  "Dantes as Festas não arrebintabam, bazabam aos poucos e poucos. Hoje, chegamos às 2 da manhã e as festas arrebentam que nem um pneu desolserbado."
 E isto porquê?
É que as festas caramelas já nã são como intigamente. Dantes, tinham coiratos a cumprir, tinham impariais a cumprir, tinham cumbersa parba a cumprir, tinham FESTA a cumprir que ia bazando aos poucos e poucos até a sirene dos bombeiros dar o meio dia. Hoje im dia, a festa cumpre-se com um rebentamento surpreza tal como nas centrais nucleares da China: de repente toda a gente tem de se espalhar pra longe e, ebentualmente, fugir morro palmelão acima. Para tal, o espaço é recheado com guardas para enxotar a malta da zona radioatiba. Eram "só" 28 à porta do Páteo Caramelo (binte e oito, contados um a um, por um dos nossos piquetes em fuga). Nem o Banco de Portugal, nem o Intermaché, nem as retretes da estação quando estão entupidas, conseguem atingir este níbel de sigurança, com esta catigoria.
A FLC está em negociações para que as Festas Populares do Pinhal Nobo tenham um bazamento horário natural, (quem não gosta não é caramelo e só tem é que ir morar pró deserto do Botucatu onde só há Natal de 30 em 30 anos), mas com muito mais guardas. Cinco guardas por cabeça caramela, é o que se pede! É que a malta está habituada aos toiros brabios do Rio Frio, mas se aparecer um cardume de dinossauros T-Rex a abocanhar indiscriminadamente homes, mulheres e gaiataige parba, a caramelaige precisa de reforços
.

"Há certas coisas que têm que bazar lentamente que nem as tripas dum cabalo cansado, outras bão arrebintando aos patardos." disse o comandante das forças operacionais da FLC.



18.2.15

CARNABAL CARAMELO 2015

 Para quem ainda não sabe, o carnabal caramelo funciona como uma nobela infinita de TV em que o ano seguinte é o episódio de continuação do ano anterior. Além disso nunca sabemos quando acaba, nem como acaba... e se acabar, recomeça em forma de outra nobela ainda mais interessante e aparbalhada! E certo é que a audiência nunca bai faltar, as ruas irão incher-se de gentio a cagulo, mesmo que o corso seja apenas e somente uma bela matrafona como esta...
 ou esta...
Hã? Digam lá bocezes se nã saíam das vossas malhadas para ber esta bicheza!

Bem, mas bamos lá ber o episódio carnabalesco de 2015. 
Im primeiros, dá-se início com o beículo alegórico da GNR. Este ano é uma minarda de motocross porque o carro está ocupado em mais uma missão "Caça à Multa a tudo o que mexer"


 Depois da advertência protagonizada pela guarda armada de pistola, segue-se a nobela propriamente dita, armada de penuige e tarolas.

Opois temos uma composição de cabeçudos de várias raças que, a avaliar pelos braços pindurados pus taipais abaixo, estão num estado de torpor paradisíaco. O paraíso, claro está, é aqui representado por fragmentos de vegetação local.


Este carrinha alegórica de caixa aberta tem uma estrutura familiar abrasonada (pode-se ver o brasão hasteado com o desenho duma mítica ave de dois papos). Estão na faina. Estão a mostrar como se pesca crustáceos urbanos na Bala da Salgueirinha.



Agora, descobre adonde está o bombo....


Olserba agora como é que o bando do FITNESS faz pra largar gases...

Mas pra dar alguma credibilidade à nossa terra, temos o 
COIRATOFITNESS
que é um dos desportos mais apreciados pelo caramelo brabio.

Esta codaque podia ter sido tirada o ano passado. Mas não! É de agora. O que quer dzer que estas nalgas não se alteram de um ano para o outro. Um fenómeno da Natureza que tem de ser estudado, nalga por nalga, pelos peritos da FLC.

Chega agora uma diaba importada de Espanha. Até aqui há alterações, pois o ano passado andaba com uma mine na mão e agora anda de balão.

E agora chigou o momento mais arrebatador... o mais esperado, o mais abançado das artes entrudológicas.
O carnabal caramelo tem uma linguaige única que não é para todos.  Por isso é preciso uma certa literacia caramela para fruir com os foliões no corso. Quem nã sabe fica totalmente perdido sem saber o que pensar.
Ora olserbemos. Temos aqui uma carrinha alegórica com três gaiatos timidamente agachados, mais um pacote de binho, mais um saco de binho (já murcho) e... um balde. Mai nada. Muita gente nã entende o alcance desta instalação mística e diz "ah, isto é um carro normal, não tem graça nenhuma". Mas não é!
Trata-se do minimalismo pictórico lebado ao extremo radical: mais do que integrar o corso para determinado carnabal, trata-se aqui de encontrar o carnabal a partir do corso. Assim, só com com um balde de plástico, consegue-se ultrapassar os limites da fantasia absoluta a pontos de nos fazer ver o real às gargalhadas até mai não. 
Podem andar pelo mundo afora à precura que não encontram um experimentalismo alegórico desta catigoria.


No intanto, os Amigos de Baco mantêm o carnabal clássico de penuige e purpurinas... e cada bez mais clássico, pois este ano as saias da moçoila são mais compridas. Por isso, a FLC já tem uma codaque de Raios X, caso a moçoila, pró ano benha com sete saias até aos artelhos.

Qualquer caramelo brabio queria naufragar no meio destas marinheiras... mas o salba-bidas ficaba todo estraçalhado!

E pra abrir o capítulo da caramelaige brabia, apresenta-se esta rainha de peso. Na berdade ela está com calores, isto porque a FLC anda a exportar a geada caramela para a Malásia e, por efeito, o nosso carnabal fica im brasa.

Uma minarda com um farol de naboeiro. Está a fingir que está na bomba de gasolina e a mistura bai dentro punico.

Agora é pra açapar pu corso até labrar o alcatrão.

O caramelo é por natureza um ser prestábel para o seu semelhante. Aqui está um exemplo. No meio do corso, apresenta um taxi pra quem quiser ir a Evora bisitar um outro carnabal concorrente.

Um agente da FLC destacado para sondar os índices de caramelidade.

Mais uma arrancada para a reta final.

E está na hora de recolher a papelaige pra guardar dentro do cofre forte. Pró ano boltam à cena ainda com mais bento pra parecer o dobro da papelaige...  e com cuspo já em pó.

Adeus, até pró ano.




12.12.14

A SOPA CARAMELA E A ESTUPIDEZ DUM PALMELÃO



Os Estudos do Empanturramento e do Sistema Digestivo Caramelo (E.E.S.D.C.) têm prestado um serviço de extrema importância, quer para a libertação da nossa cultura quer para o desembolbimento das hortaliças. Trata-se de um departamento determinante na estratégia de ação e guerrilha da FLC e tem como lema “Manda abançar”. O plano de trabalhos é extenso, pois bai desde o estudo dos guardanapos até à auscultação clandestina de retretes, sem esquecer a análise das miudezas do aparelho digestibo caramelo. Contamos com uma mãcheia de gabinetes como o de Coiratologia (Estudo do Coirato); Restodontologia (Estudo dos Restos de Ontem) e, especialmente, o Nutriciogamelologia (Estudo da Refeição de Gamela) onde se inclui a figura do Alto Bastonário da Sopa Caramela. Este último rebela-se de especial importancia porque está ligado a uma secção que é a CONFRARIA DA SOPA CARAMELA, composta por técnicos altamente especializados na degustação e defesa deste prato.
            Que fique aqui claro: o que samos e o que fazemos pela nossa cultura nã é pra brincadeiras.
Mas... mas... no alto do morro, há um palmelão-esperto que não distingue uma sopa dum fardo de palha. Ora isso nã tinha importãiça nhuma se ele nunca tibesse metido o focinho à ganância de querer comer toda a sopa caramela da nação. Atão nã é que um belo dia a geada fez-lhe mal à cabeça e o cabrão foi registar o nome “Sopa Caramela” como sendo propriedade sua!!

Hã? Hêin? O queim?!! – precuram bocezes, cidadões e cidadonas.

Parece mentira, né?
Mas é berdade! Um palmelão apoderou-se, patenteou, registou, arrepanhou, roubou o nome “Sopa Caramela” como sendo dele. Só dele. De mais ninguém. Nem sequer da avó dele!
Isto quer dzer que qualquer cardápio de taberna, qualquer banca de feira ou panela de piquenique tinha de se pedir autorização ao senhor-palmelão-esperto para poder dizer que é “sopa caramela” e, porventura, ter de lhe pagar se usasse o nome. Sim sinhor!
            Face a este extraordinário facto, as altas patentes da FLC reuniram-se de urgência e delegaram à CONFRARIA DA SOPA CARAMELA o dever de espatar este chico-esperto em tribunal.
Ao mesmo tempo as fações de guerrilha da FLC reuniram-se debaixo dum toldo clandestino de onde sairam opiniões e palabras de interesse giral:
“É um dos maiores atintados à cultura caramela depois da gripe dos porcos!” – referiu Celestino Arreganha.
Bamos mazé soltar os cães, já.” – gritou o Alimpa-te aos Cortinados.
Isto quer é punhada da grossa caté cria bicho” – incitou o Aníbal dos Cozidos
 Se fosse eu metia-o no porta bagaige e amandava o carro de raboleta até à Lagoinha” – respondeu o Toin Sarrafa
Se fosse eu... “ e assim sucessivamente.

O resultado do tribunal deu razão à CONFRARIA DA SOPA CARAMELA, mas isto ainda não acabou, porque o palmelão-esperto nã ficou sastesfeito e boltou a atacar.
Ele tá a mexer onde não deve! Tá, tá!” – resmungou a Rufina dos Baldes.
Ele está-se a por a geito é o que é!” – disse o Jquim Braz da Motosserra.

Todas as forças da FLC estão em alerta bermelho-ferrari (qualquer ordem pra abançar, arrancam em alta belocidade caté fá fumo). Assim, ao mínimo sinal, das Lagameças aos Olhos d’Água, das Areias Gordas à Fonte da Baca, do Poceirão à Atalaia, sairão plutões de tropas operacionais na missão de libertar a Sopa Caramela das garras da estupidez e devolvê-la ao coletivo como um elemento indispensábel ao aparelho digestibo, e um balor inalienábel na cultura e cibilização caramela.


Se és pela cultura caramela 

fica atento ao sinal. 

Quando oubires “Caça ao palmelão”, seguido de três patardos dos Círios da Carregueira, ajunta-te à gente.

29.9.14

FEIRA MEDIEVAL CARAMELA


Toda a terra deberia ter uma feira medieval, sem dúbida. Mas a FLC tem uma bontade mais profunda porque considera que todos os condomínios, todas as marquises, quintais e currais deberiam ter tamém a sua feira medieval. Pelo menos uma bez por mês. E isto porque bibemos numa época especial sob o lema progredir regredindo/ regredir progredindo. É por estas e por outras que a FLC não fica atrás do seu tempo e tem vindo a fazer uma feira mensal de índole medieval pós moderna num dos pontos mais atratibos da caramelândia: o grande terreiro da Salgueirinha (junto à Cumpratiba das Farinhas). Esta feira brabia é inteira e genuinamente medieval excepto as retretes nas primeiras horas do dia. Todos os materiais utilizados têm um caráter pós-clássico mas de casta plebéia como o esferovite, espuma de poliuretano, polipropileno, polietileno, o gás butano, e até o latex. Os feirantes medievais (ciganos, ucranianos, marroquinos e alguns índios) vêm trajados de terylene gótico pra benderem todo o tipo de balhanas, muitas delas montadas cuidadosamente por gaiatos chineses.
Para dar um certo ar histórico aos pequenos e médios intelectuais amantes desta era, a FLC tem um pugrama repleto de cultura medieval carregada de mensaiges subliminares, como por exemplo um jardim zoológico com animais que existiam na idade média (porcos, galinhas, cabras, etc.), e tamém bendedeiras com pregões pra comprar peugas a 1 Euro, tal como se passou a fazer já muito depois do ano 1238. É certo que esta feira medieval pós moderna tem proporcionado uma certa alegria a todos os caramelos pois tem decorrido sempre com o seu ar castiço a cada segundo domingo do mês. Curiosamente, no mesmo local decorre em simultâneo, o Marcado do Pinhal Nobo!
Portanto a FLC adverte,
se és caramelo

deslarga o castelo


http://www.cp.pt/StaticFiles/Sitios/images/localidadescp/117519.jpg

se queres uma abentura medieval,

vem mazé ao Marcado da Capital.

5.9.14

E se fosses tu? Hã?!

PUDINS DE PENSAMENTO

Uma crónica sobre o existencialismo caramelo e outros distúrbios da realidade,

com a assinatura da Associação Académica 

"Os Sefosseus"



O dircurso oral caramelo tem um mecanismo testado e aperfeiçoado desde os tempos que as caramelas mijabam dim pei, por debaixo das sete saias (um home só sabia disso quando bia nelas um olhar cândido e infinito, e ao mesmo tempo um lago a crescer debaixo dos chispes). Uma cumbersa caramela está está sempre cheia de fertilizantes linguísticos e cresce até se tornar intelectualmente inacessível para um palmelão... ou lá o quer que seja. Quando a faladura se torna performativa, a linguaige é ornamentada por uma bela sessão de punhada a geitos de ilustrar as posições de cada um e desencardir todos participantes. Mas isto já toda a gente sabe. O que se quer aqui rebelar é um dos pontos mais importantes e misteriosos do discurso caramelo que pouca gente conhece, mas aplica no seu dia-a-dia.
Atão é assim: toda a cumbersa caramela, a dado momento, dá uma cambalhota e um coice imaginário. É o momento que inquieta e atrai, um ponto que desperta o caramelo para uma metafísica popular capaz de espumar todas as cabeças a mesma seiva mental.
E esse momento determina-se quando alguém, em alta voz, começa a frase assim: “Se fosse eu...
Falamos pois, do ponto “Sefosseu”.

Trata-se do momento cumbersatibo onde o orador pode dzer o que lhe bai nos neurónios caramelos em todo o seu explendor sem efeitos intelectuais retroativos. É o momento da arte e dos instintos, o lugar em que a comunicação adquire o estatuto de liberdade e poesia.

Estudiosos da FLC já conseguiram distinguir seis tipos de Sefosseus, os quais apresentamos exemplos tirados de bários cafés e tremoçarias da nação.

O Sefosseu heróico-destemido:
Se fosse eu, escalava logo ali par cima dum eucalitro, opois saltava par cima cornos do boi, ia amontado nele até à do Toin Barbante pra buscar um baraço, opois prendia o bicho à automotora da meia noite e um quarto. Queria ber se ele me marraba. Era o marrabas! Quando ele pensaba em abançar, já os cornos estabam no Poceirão!”

O Sefosseu abstrato-incógnito:
Se fosse eu, eles habiam de ber como é que era! Nim sei o que fazia, era o que era!”

O Sefosseu bélico-apocalíptico:
Se fosse eu arrebintava com aquilo tudo... e quem ficasse ai ai ai, ainda lebaba com uma marretada pas trombas caté os olhos iam parar ao Samouco. Só ficabam os escarabelhos pra arrumar o esterco.

O Sefosseu onírico-delirante:
Se fosse eu, com 150 milhões... só pra começar artilhaba a minha minarda com asas de prata e duas turbinas em labaredas, pra caçar pardais, a fazer toques de embriage em pleno voo ca minha flober.

O Sefosseu escárnio-blasfemizante:
Se fosse eu, dizia a ele pra comer merda de galinha à colherada mais a puta cu pariu!”

e por fim o Sefosseu mixordio-aparbalhado:
Se fosse eu entrava lá par dentro com uma limosine im chamas e começaba a escarafunchar com a minha nabalhita até eles terem que fugir par cima dum poste de alta tensão... opois, com um baraço pinduraba eles de cornos pra baixo caté...!”

Naturalmente nem todos os cidadãos podem usufruir desta dádiva comunicatiba. Falamos por exemples do parsidente Amaro, que, a meio dum discurso nã pode dzer Se fosse eu atirava os pedragulhos do castelo pu barranco abaixo e alcatroava o morro todo pra fazer uma pista de obstáculos prás pcicletes.” Ele nã pode, mas qualquer caramelo pode!
Ou, noutro exemplo, o padre a meio da missa não pode dzer Se fosse eu, lá no céu, era só cobrir, cobrir, cobrir e buer o binho sagrado do Cajó com parsunto até ao arrebatamento total. Ele nã pode, mas qualquer caramelo pode!

Estudos rebelam que sem o ponto Sefosseu, a comunicação caramela tende a extinguir-se no silêncio (a obir-se apenas os porcos a darem notícia lá ao longe ou, ebentualmente, o grunhido dum telejornal). Por isso conclui-se que qualquer cumbersa tem por finalidade chigar o mais rápido possíbel ao ponto Sefosseu para desencadear um deleite mental à desgarrada.
O momento discursivo Sefosseu é a forma de dizer a berdade uns aos outros, o exercício do autoconhecimento, a expressão do pinsamento selbaige. Quem faz cumbersa no momento Sefosseu, é, afinal, ele próprio em toda a sua natureza brabia.

21.8.14

FESTIBAL DE MÚSICA DE CRUZAMENTO

Como estamos no berão, época de festibais a granel, a dibisão cultural da FLC promobeu um festibal único pra toda a família nos dias 23, 24 e 25 de Agosto. Trata-se do 1º FESTIBAL DE MÚSICA DE CRUZAMENTO, um ebento musical que conta com quatro palcos, cada um em forma de trator-arena, implantados estrategicamente no cruzamento da Palhota.
O festibal funciona à ordem dos semáforos. Cada banda tocará uma modinha durante o tempo em que a luz está incarnada. E assim bai rodando, ora num palco, ora noutro, ora noutro, ora naqueloutro, conforme a alternância intermitente dos semáforos. Quem estiber parado na sua biatura a pitroil, num animal de tração ou em carrinho de mão, poderá fruir nos incantos deste acontecimento instantâneo mas duradoiro por mais de três dias e três noites sem parar.
A organização garante a maior celebração da Música de Cruzamento e abança com espectatibas de dimensão internacional pois esperam-se filas de transito para lá das periferias do Império Caramelo (muito para lá do Império da Atlântida). Estão tamém à disposição 10 carrinhas de caixa aberta, equipadas com colchões para o conforto dos espectadores, que efetuam viagens cruciformes prá frente e pra trás, aprobeitando o máximo de sinais incarnados em todas as trajetórias.
O cartaz conta com mais de 2600 artistas confirmados num leque de estilos que bai desde o folclore radical-ortodoxo até ao experimentalismo tóxico. Adiantamos aqui alguns cabeças de cartaz:

Trator-arena Norte/Sul:
Êxodo Urbano, com o tema “Alimpa-te”
Poda Cáustica, com o tema “O Calhordas vai à pesca”
Arrotos Temáticos com a cantiga “Colchões de gravilha”
Cabras de Alecrim (grupo feminino), com “Bamos parir contra a parede
Tomates no Ramadão, com o tema “Deus tamém usa Ray Ban”
Os Transpanelórius (boys band) com o polémico e censurado tema “Enfiei um calipo no cu”
Bacinas no Matadoiro com o clássico “Antirrábica prá veia”

Trator-arena Sul/Norte
Apocalipse Grau com o alucinado tema “Ângulos de 360 mines”
Sopas de Densidade Máxima, com o poderoso tema “2 minutos para a disenteria”
As Mal-da-Racha, (girls band) com o emblemático tema “Põe enchumaços nos truces e relincha”
Foxtrott com o cariz carnavalesco e em homenagem ao cão do padre “Alé Pantufa”
Trocadalhos Parbos, com o “Tumor deste-me os tomates”
Shivers com “A maluca do 3º”
Trio Ressequido com a marcha popular “Estrumeira eletroestática”

Trator-arena Este/Oeste
Escarro Selvagem e Rural com a estravagância sonora “Só me apetece é bolsar”
Balha ca Carroça, com o folclore destemido “Favas com Pão”
Tropa Obrigatória Já! com a triste balada “O cão morreu no porta-bagaige”
Ervas Daninhas com “Caganitas de coelho”
Peso Bruto em Chispes com “À meia noite: Sumol de laranja ”
As Manicure e Chispicure (grupo feminino) com o romântico arrojado “Leva-me com essas unhacas de gavião”
Os Chupetas de Latão (grupo infantil) com o tema “Começo a descunfiar”

Trator-arena Oeste/Este
(De)Mentes Agrários com o single “10 mil chocalhos em êxtase”
Meio Bidom Nuclear com o tema minimal “Já te abisei 50 bezes”
Destilaria Marçalo, Lda. com o tradicional “Decapante pó bucho”
Suinofónicos com o já considerado hino nacional “Alguidaradas de esterco presidencial”
Madrastas do Paraíso apresentam o fado “As três marias no balneário”
Os Dissidentes do Costa Bar trazem-nos a balada de intervenção “Vasilhame filosofal”
Ferruige Acumulada (grupo coral de reformados) com o cântico “Doi-me os rins até às orelhas”

Reserba já o teu semáforo.

7.3.14

CARNABAL CARAMELO 2014

Como nã podia deixar de ser, a FLC estebe mais uma bez a olserbar atentamente as operações carnabalescas. 
Dado que todos os anos o corso conta apenas com um carro alegórico da GNR, e face às potencialidades da capital caramela se internacionalizar, a FLC, dias antes, apresentou um projeto parbo e reuniu-se secretamente com o comandante do posto acompanhado de 10 geninhos escolhidos ao acaso. A reunião tebe lugar debaixo do palco dos Bombeiros do Pinhal Nobo, enquanto os Fox-Trott faziam manobras de dibersão para que ninguém desconfiasse. 
A proposta da FLC seria a introdução no corso de um ex-fuzileiro russo psicopata, carregado de granadas*, barricado debaixo das nalgas dançantes do carro dos Cardio-Fitness. Não só seria um teste à capacidade cardíaca pra todos os Maicol Jacksons, como obrigaria a um aumento parbo de carros alegóricos da GNR de todos os fitios e sirenes, contando com milhares de guardas trajados a rigor, a apontar cassetes e bisnagas ao ritmo dos Bardoada. As ruas inchiam-se a cagulo de milhões de curiosos e fuliões, e até os telhados se inchiam de telebisões e telejornais, todos eles desejosos pelo desfecho da operação... (na berdade, nos seus tenebrosos íntimos, desejavam um final abençoado com estilhaços de nalgas por todo o lado, como forma de apropriação popular do fruto proibido). Pelas nossas contas o corso caramelo aumentaba de notoriedade para níbeis internacionais, remetendo para segundo plano o Carnabal brasileiro. Esta era a proposta.
O projeto não abançou mas o Carnabal sim. 


Já no Enterro do Bacalhau, os piquetes olserbadores reuniram-se outra bez clandestinamente, mas debaixo do coreto, e chigaram à seguinte conclusão:
"Se o corso tibesse dado oito boltas ao jardim, tinha o dobro do comprimento."
Por isso, para promover esta atibidade a FLC combidou as 20 rainhas dos 20 anos dos Amigos de Baco pra fazer um calendário caramelo. As codaques seriam tiradas  com elas requintadamente vestidas de dourado, inclinadas, a encher copos de binho a granel. Só duas é que couberam na portinhola e conseguiram entrar para o recinto da reunião e o projecto foi alterado. Assim, o calendário ficou de outro geito.


 *só a FLC é que sabia que eram granadas de serpentinas. 


Seguem-se as fotografias e os meses.

(Capa)


JANEIRO

FEVEREIRO

 MARÇO

ABRIL

MAIO

 JUNHO

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

 OUTUBRO

 NOVEMBRO

DEZEMBRO

(Contracapa)

Pó ano há mais.

24.12.13

PUDINS DE PENSAMENTO ... MENSAIGE-ABISO DE NATAL


Uma crónica sob total responsabilidade do escritor João das Porras, sobre o existencialismo caramelo e outros distúrbios da realidade.



É Natal?! Hã? 
Isto é NATAL??!!!
Esta é a precura que eu faço a toda a nação caramela. E isto porque através do meu pinsamento interior, eu aicho que o Natal só existe dentro nas nossas cabeças. Não há nada de substancial no mundo físico que diga “É NATAL”. 
É berdade! 
Podem procurar com um microscópio nas chaminés, nos chinelos e nas piugas, nas capoêras e nas estrumeiras, que não há lá nada que indique “ISTO É NATAL”. Por isso leva-me a crer que o Natal é como um A.V.C. (Aumento Volumoso dos Cornos) na testa dum home sério e casto. Porque na berdade os cornos dum home tamém não existem no mundo físico e só crescem pra dentro do pinsamento (só com um electroencefalograma é que é possíbel detetar electrões de marfim como possíveis quistos córneos na cabeça do hospedeiro. Mas ainda nã está probado!).
            Dada a semelhança entre o Natal e um A.V.C. fui olsebar respostas à do Alcides Candelabro, (assim conhecido porque a sua Maria vai-se recatar nos balneários do clube quando o Lagameças perde um jogo). Quando bati à porta, o Alcides apresentou-se com um enorme candelabro na cabeça, a ramificar-se pa testa acima, ostentando nas extremidades 14 velas acesas (sete pa cada lado). “Oh home, mas que porra é essa?” Perguntei eu com o espanto dum barrasco, quando percebe que a porca é um jacaré.
            Depois de duas grades de Sumois de laranja (o home só tinha sumol lá im casa) ficamos impanzinados e acabamos a cumbersa com um arroto cor-de-ferruige. Apesar de me sentir atordoado como se tivesse lebado um coice pus queixos, ganhei a resposta que precurava. Atão éi assim: quando as coisas só acontecem dentro da nossa cabeça, a gente faz tudo por tudo para que se venham cá pra fora. É intão uma forma de materializar as nossas convicções, sejam elas um par de cornos pa testa afora ou um Pai-Natal pindurado pa marquise adentro. E foi por isso tamém que percebi porque é que as árbes de Natal são berdadeiros candelabros acesos.
Mas não fiquei completamente sastesfeito com esta explicação. Será que há mesmo algo por i que diga mesmo, mesmo, mesmo que é Natal?
Fui intão aos laboratórios da FLC buscar um aparelho especial. O Natalómetro, que mede os índices de natalidade caramela, num raio de 3km. Logo que saí por esses aceiros, percebi que tinha o aparelho errado porque registava altos índices de nascimentos, desde ninhadas de ratos, pintos esgargalados, bezerros e eucalitros, minhocas, borboletas da batata, moscas-das-filhozes e muito mais... tudo nascia a uma belocidade estonteante. Mas isso não quer dzer “Natal”, quer dzer que as nossas terras são férteis e estão sempre a parir por todo o lado.
Fui então trocar o aparelho por outro, com uma forma misturada entre um carrinho de mão e um bolo-rei espalmado. Trouxe intão o Pai-Natalómetro que deteta e identifica provas físicas e irrefutábeis em como, com o mínimo de esforço, e por ser Natal, brota do mundo gigantescas prendas a alguém. Amontei ele no tejadilho da minha bolksbaige e com um auscultador nas orelhas fui de lés a lés em toda a Caramelândia, tentando obir os sinais naturais de “Natal”.
E... nada!
Quando já se confirmava o pior (que não há Natal pa ninguém), passo pelo posto da GNR do Pinhal Nobo e o aparelho disparou um sinal caté parecia uma traboada da Atalaia com a canzoada a ganir. “Olááá! Aqui há Natal que nem as caixas registadoras do Pingo Doce!” Disse eu sem dúbidas nhumas.
Constatei intão que para os lados da bibenda da GNR o Natal manifesta-se naturalmente no mundo físico. Mas porquê? Pergunto eu encorajando o intestino grosso do meu cérebro, já quaise a sair a resposta.
Porque desde que o nobo sargento introu pró comando da GNR do Pinhal Nobo transformou o caramelo no maior recurso natural da nação Lusitana. Para obter bons resultados basta esperar atrás duma moita, numa festa dos Bardoada ou noutro momento especial. Assim, o caramelo bai todo cuntente da bidinha a cantar  trolaré, trolarau bou daqui bou pró Lau... ” e...  zás-catrapumba, vem um tsunami de geninhos (GNR's) e é caçado, abafado e esmiuçado até às ciroilas. Qualquer anormalidade, como por exemples, na sua expressão natural, o caramelo dzer pra um geninho “Tás parbo ó comes merda de galinha?” e é-lhe extorquido o rendimento que tebe durante três meses a plantar morangos. Um verdadeiro banquete pá guarda, um Natal de grande catigoria.

Conclusão: Um ninho de geninhos escondidos atrás duma moita, numa noite de chuba e bentania, é a prova material de que o NATAL existe na natureza.

Portantos, a toda a irmandade caramela, fica o abiso: se querem dar prendinhas de mil euros assim à parba, basta dar uma voltinha de minarda por i à babuige de camisa arregaçada e peitaça de fora.
Se não quiserem, antes de sairem, o melhor é lerem a Constituição, e toda a legislatura como entretenimento para a consoada. Opois de conferirem que está tudo em conformidade, já podem sair e lebar a abozinha im sigurança à sua respetiba malhada, sem assobiar nem cantar, sem peidinhos, nem mijinhas atrás dos pinheiros... porque eles andem aí.

 Confirmado que o Natal existe, cuidado e... bom Natal a todos.




Foi assim que eu me senti quando bui uma grade de sumois!

16.10.13

CARTA AO PARSIDENTE ÁLBARO BALSEIRO

(Esta é a bersão feita à máquina, pra toda a gente ler)

CARTA


Frente de Libertação Caramela
Esconderijo projetado à malhada do aceiro do 
Ti Toino Desinxaugado

Comando Central para a Liberdade da Cultura e da Economia Caramela (C.C.L.C.E.C.)

Exmo. Parsidente da Sede Palmelona, Álbaro Balseiro Amaro

Atão éi assim: ...e isto só par começar: bocemeçê sabe quem samos?
A gente samos da Frente de Libertação Caramela (FLC), e estamos aqui pra dizer “bamos lá Álbaro, faz-te um caramelo brabio (da família dos Balseiros) e afinfa-lhe cum força”. Com a FLC bocemecê tá à buntade... mas nã tá à bontadinha! Isto porque a FLC é a organização selbaige que ajunta toda a cozedura cultural e temperamental da identidade caramela, e é considerada pelo pobo como a organização mais séria e soberana do território e isto sempre à luz do azeite da Marateca como auto-gestão emancipada, ou seja, a gente só manda na gente, e só a gente éi que sabe. A câmara palmelona nã éi nada ao pé da gente. Só pra saber.

Tamos a escraber esta carta aqui nesta máquina intiga cumprada no Marcado da Capital Caramela com as teclas incalhadas e ingaveladas por todas as cumbersas ao mesmo tempo... uns zurram... outros grunhem... outros dão punhadas e esgravatam com os chispes no chão de terra batida da cozinha, onde ontem fizemos um balho pra o assintar e....
    -  Posso falar?...(diz um ali)  
                     -  Posso falar?... (grita outro aqui) 
       – MAS EU POSSO FALAR?...(grita outra com salpicos de cuspo) 
      – PORRA, E EU POSSO FALAR?... (gritam todos de infiada com o dedo im pei aquaise engalfinhados, até parecemos uma matilha de escalabardos a estraçalhar um pinto badio).
Opois do Xico Beiçudo ter lebado com a máquina de escreber pas bentas, toda a gente concordou com a cumbersa e atão é assim:
Im primeiros, a FLC abriu um ministério totalmente dedicado à libertação da economia caramela. A gente, a partir de agora, bamos tamém libertar a nação das garras suinas da Europa. Samos em prol da economia caramela em toda a sua balentia, e nã tamos pra brincadeiras. Portanto, ou a câmara está ca gente ou nã tá. Ou tá, ou nã tá, hã? Isto quer dzer que nã pode estar e nã-estar simultaneamente ao mesmo tempo em paralelo, apesar do Toino das Ideias Parbas tar aqui a dzer que sim, que sim, que pode ser que isso ei a teoria da permanência múltipla infinita, ó do nã-sei-quei das quantas. Tamos im crer que estando bocemecê rodeado pela sabedoria da reformadaige jovem (ainda sem bechôco), venham muitos bitaites e saia daí boa ingrícola gobernatiba. No entanto, abisamos que temos uma vasta experiência em montar claraboias losalíticas, todas im telha de losalite transparente em qualquer teto (até nos esconderijos a 500 metros de fundura), pra que, deitados nas claraboias, como a lagarta da coube, póssamos olserbar de cima todos os acontecimentos de índole manhosa. Tamém temos canzoada de raça traçadora-de-restos que descobre qualquer coirato suspeito a aboar a um quilómetro de altura. Por isso tamos atentos a toda a movimentação. Qualquer ganido pode despoletar o pior: bocemecê é logo descaramelizado e deportado pra França onde bai ter de ir tocar concertina e cantar a Linda de Suza debaixo da Torre Eiffel (a FLC já tem um espaço concessionado para o efeito, ao lado da barraca da postalaige e a carrinha do Albino dos Ácaros já tem gasoile pó caminho).
Isto quer dzer que nã tamos aqui pra andar ao Deus-dará. Bocemecê tem de manter a forçaria e o foco no bem-estar caramelo dê por onde der... os chineses podem dormir dentro de púcaros de arroz e os palmelões podem rebolar pu barranco abaixo que isso não intaressa nada. Temos de passar já à independência económica antes que o mundo se bire totalmente contra a gente, e os caramelos deixem de cobrir e de procriar.
Assim, por exemples, o IMI, a partir de agora só deve ser pago em géneros locais. Só pra começar (e já fizemos as contas pelos dedos ímpares das mãos abulsas da malta da Atalaia), o IMI do monte da Ti Vulcânica dos Gemidos dá o seguinte balor:
-       Um braçado de lenha fina cum geada;
-       Uma carrada de estrume prensado a seco.
-       Meia alcofa de cebolo graúdo.
-       Um talego de povides de melão da Palhota.
-     Um frasco de Tofina cheio de formiga d’asa (pra armar ós pássaros).
Para as taxas municipais de publicidade bamos mais longe. Temos, por exemples, o toldo do café “Buer até Bolsar” que, segundo as nossas contas, pode pagar por ano:
-       Um camião de vasilhame em tara perdida;
-       Um quilo de moedas de 1 cêntimo já em forma de anilhas.
-       Cinco fardos de jornais do Pinhal Novo, totalmente lidos.
E muito mais podíamos dzer, mas ficamos por estes dois exemplos.

E agora aqui bai mais um cunselho com catigoria: pra manter boas relações municipais com o parsidente Lagarto nã bale a pena andar com maninguices espertas a falar francês pra ele, porque uma bez o chefe da CP disse a ele “Ó Manel traz-me lá um Croissant”, e ele trouxe uma garrafão de tinto da Cascalheira; e quando o chefe da CP disse “Ó Manel vamos aí a uma Boite beber Champagne” o Lagarto espatou o chefe na taberna do Ameixa e impanturraram-se os dois com uma gamela de torresmos do Lau. É por estas e por outras que às bezes há descarrilamentos.

Prontos, a prosa já bai longa e nã caremos ser aborrecidos como aqueles chibos com gosma que lebam noite-e-dia a relinchar ós obidos dum home.

Atão éi assim: se de repente lhe assomar um clarão pus obidos adentro, isso samos a gente a dar um abiso (do tipo pirotécnico), a dzer que estamos com dúbidas sobre certas e determinadas iniciatibas municipais. Mas se for bocemecê a ter dúbidas não hesite im cuntactar a gente via foguetaige rija (usar o código secreto da morteiraige da Fonte da Baca). Tamos sempre preparados pra dar palpites im forma de bons conselhos, traduzidos opois em patardos ca tei a canzoada palmelona foge a ganir pra Azeitão.

Balentemente atentos à sua pessoa, e com respeito à cumbersa estamos por hora totalmente cumbersados e intendidos das dúbidas da gente e bocemecê.
Sim mais nada daqui prá i,
Cuntentes por este cuntacto chegar às suas mãos,
A gente encontra-se por i.


Noite da primeira bentania do Outono de 2013,

O Embaixador Caramelo da Serra do Louro e resto de Palmela,
Hinaiço do Rego Louro


M.I.N.E. (Mais Intulho Na Escrita): se quer ser um representante caramelo e nas sessões solenes tiber de cortar fitas e usar grabata, acostume-se ao seguinte procedimento: arregace as mangas até ficar com a peitaça de fora à home brabio e, com toda a balentia, estraçalha a fita com uma motosserra. Isso sim é que é de balor...  um home ó ei ó nã ei. 


Da esquerda prá dreita: Ti Augusta Lamparina, Ti Gestrudes Caganitas, Ti Perpétua das Varetas. Estão todas três na apanha de baldurega pra pagar o IMI da malhada do Ti Simplício Sextavado (ele é que tirou esta codáque).