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4.6.12

FESTAS DO PINHAL NOBO 2012


Festas Do Pinhal Nobo


Chigou o momento da berdade, chigou a hora do grau e do engalfinhamento giral atei arrebintar com os calos de tanto andar prá frente e pra trás ós incuntrões uns com os outros. Todos sabemos que o ano passado o momento mais elebado foi a cumbersa cara-a-cara entre o toiro selbaige e um caramelo brabio assador de chispes. Este ano a FLC, im conjunto com a Associação de Festas, já preparou um nobo momento de interesse pra sair na imprensa local e internacional: bamos pôr um toiro brabio, de grande porte, a andar de carrocel, daqueles carroceis que metem o animal de bucho birado pra cima e opois pra baixo a tal ponto que, quando ele sair de lá, as marradas do bicho nã têm perto nim longe: bai tudo à frente caté parece uma automotora descomandada a barrer gravilha de atravessado na linha!
  Bom! Mas apesar dos esforços em animar a festa, isto do toiro a andar de carrocel parece nã ser um chamariz suficiente pra garantir o gintio de toda a nação caramela. A FLC sabe, através duma sondaige feita com ovos caseiros misturados com outros ovos (como por exemples ovos chineses, de esferovite, que  se forem chocados no microondas nasce uma tampa de esferográfica), que há ainda uma porção de habitantes não-caramelizados que não distingue uma coisa da outra e que se mantêm amalhados em casa, feitos parbos, a olhar fixamente prá telebisão, quer haja festa, quer haja punhada.
Se moram cá cagente, nã é pra estarem a ber balhanas na telebisão. Ou saem nas festas em combíbio total, ou a gente corta as intenas no morro palmelão!”, palabras do Dromedário Alcalino, assim conhecido por ostentar uma proeminente boça na zona dorsal e ser chefe vitalício do departamento de pilhas recarregáveis da FLC. Face a estas palabras de ordem, as fações operacionais FLC meteram logo os chispes à obra: cortar pelo talo (rente às erbas), todas as intenas que estão lá no alto do morro palmelão.
Elementos nossos já saíram com motosserras, rebarbadoras, maçaricos, pés-de-cabra e fita-cola (a fita-cola é prós imprebistos), pra serrar todas as intenas e arames que por lá apontem pró ar. Todo o material é trazido de rojo prás festas, pra enfeitar os nossos arraiais. 
            A organização garante assim 99,9% da população na rua em combíbio festibo. Mas pra atingir os 100% foram acionados mecanismos ultra-especiais para a participação compulsiva. Pensam que é o barulho ainda mais alto? Nãããã! A FLC é muito mais eficaz: quem ficar em casa, temos toiros do Rio Frio treinados pra ir ao domicílio.

Boas festas.

11.1.12

Mais uma missão de alto interesse caramelológico

Mais uma bez a FLC estebe presente apenas como provedora da cultura caramela, olserbando se os trabalhos e as missões do MPPAPNGPEPONG, não destrambelham em actibidades parbas, copiadas da América, da Russia ou do Afeganistão. Tanto quanto é relatado, tudo correu dentro da normalidade caramela.

Estas missões são da total responsabilidade do Movimento Pacífico Para a Punhada Na Galfarraige Política E Pôr Ordem No GalinheiroMPPAPNGPEPONG.
Se queres intrar aperta AQUI: 
http://mpppngpepong.blogspot.com/

2.9.11

ABC da Bassoira

Estudos da FLC têm rebelado que os níbeis de imbecilização da sociedade moderna nos últimos anos têm sido preocupantes. Pra evitar esta tendência no nosso territóiro, o restrito grupo dos Cabreiros Templários (conselheiros cativos à FLC) reuniu-se clandestinamente à bolta duma malhada de cabras pra traçar um curso intensivo, emitido por cordel atado a uma rede de latas bazias.

Cada habitação irá ter uma lata, com um buraquinho no fundo de onde sai um cordel esticado que, por sua bez, bai ligar a um painel de latas instalado nos estúdios da escola. É então o Curso Propedêutico Tele-Lata Para A Cultura Caramela (C.P.T.L.P.A.C.C.).

Infiem os bossos obidos par dentro das latas e bamos lá intão obir e aprinder.

Mini-Apresentação:

ORQUESTRA DA SFUA (em dias de budeira colectiva):

Tom tororom, frlôm fôm fôm…

Tum tururum, frlum fum fummmm.

PATARDO DOS CÍRIOS DA CARREGUEIRA PRA DESIMPOEIRAR AS LATAS:

“PUM”

“A BASSOIRA ”

PROFESORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

O mundo doméstico caramelo está repleto de objectos importantes que poupam o home e a mulher de ter que esgrabatar cas unhacas pra fazer as coisas, por isso, hoije bamos falar da bassoira.

Dum modo giral a bassoira serbe para inxotar o lixo para a porta do bizinho que por sua bez inxota o lixo para a porta de outro formando assim uma comunidade. Trata-se portanto de uma das mais intigas formas de sociabilização, mesmo antes do caramelo apanhar ubas pra comer e buer. Nos tempos intigos, a bassoira era constituída por um tufo de tojos secos atados por um baraço.

SOM DA ARAIGE A UIVAR PUS RAMOS DUM EUCALITRO AMAIS A BOZ DUMA CARAMELA A BRADAR...

Áudio-encenação:

- Óh Jacinto, deslarga lá a inxada e bai fazer a mim uma bassoira que eu preciso de barrer os cortinados.

- Já bou. Deixa isso im paz e bai mazé fazer a sopa que eu tou cuma esgana capaz de comer um barrasco pus cornos.

PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

Assim se percebe que a bassoira se tornou desde cedo um objecto de fabrico caseiro, tipicamente feminino com múltiplas funcionalidades e pouco apreciado pelos homes.

A bassoira sem pau era baixa e tinha o poder de dobrar a caramela para o acto da barredura dando todo o relevo ao traseiro a dar-a-dar, coisa que agradava ao seu amado. Mas quando a mulher barria a eira à frente doutros homes, o seu querido home já não achava graça nhuma e essa posição podia até dar punhada giral. Foi intão que se inbentou o pau de bassoira prá mulher ficar direita e os outros deixarem de se limber com os olhos.

Com o pau, a mulher ganhou outra elegância e poder de manobra. As mais belas coreografias domésticas estão associadas à caramela quando barre a terra, a grabilha e as caricas, que a sua família trouxe agarrada às botas par drento do lar. Ber ela a barrer e a assobiar entre os raios de sol, é um dos momentos que qualquer home caramelo gosta de guardar na memóira pra toda a bida.

A bassoira, além de barrer, tebe sempre muitas outras utilidades, como sacudir os tapetes e as fronhas das almofadas, tirar as teias que as aranhas caramelas gostam de fazer aos cantos da casa, ou até mesmo para abanar o fogareiro. Mas dada a inbenção do pau, multiplicaram-se as utilidades, tornando-se assim um dos artefactos mais importantes da bida doméstica.

SOM DO CHAFURDAR NUM ALGUIDAR COM 50 LITROS DE CAL ACOMPANHADO POR UM DIÁLOGO DE GALOS POR ESSE CAMPOS AFORA...

Áudio-encenação:

- Ó Natércio, bai lá pôr a bomba d’áuga trabalhar pra meter aqui áuga no balde pra eu mexer aqui a cal com o pau da bassoira.

- E tu já tens trincha pra caiar o muro?

- Atão na bês que tenho aqui a bassoira. Bou caiar com ela… e deixa-te de cumbersas e bai já ligar a bomba.

PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

O pau da bassoira serbe portantos para mexer a cal, desintupir a retrete, bem como educar o gaiato parbo a ser o home de amanhã. Neste caso, um gaiato que tenha na mania, tem logo prometida uma pazada de bassoira pu lombo caté impa.

SOM DUM BANDO DE GAIATAIGE A JOGAR À PADRADA E A ESTILHAÇAR O VIDRO DUMA JANELA. OPOIS SILÊNCIO… …

ABRUPTAMENTE OUBE-SE O ESTRONDO SECO DUM PAU DE BASSOIRA A ACERTAR NO LOMBO DUM GAIATO DESACAUTELADO E A FAZER DELE UM HOME ÀS DIREITAS...

Áudio-encenação:

- Toma lá que é pra aprinderes. – diz a mulher caramela na sua missão educadora.

PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

Não sendo um objecto que dure para sempre (como por exemples um pneu), a bassoira tem o seu ciclo de bida bem definido no nosso dia-a-dia. Quando é noba, serbe pa barrer as impurezas da casa, mas à medida que bai embelhecendo, a bassoira passa a fazer serbiço no quintal e, vai, vai… até acabar na pocilga. Mesmo quando a bassoira está resumida ao pau, ela já nã barre nada, mas ainda assim tem nome de “bassoira” e serbe pra fazer com que o bacro aprenda a portar-se com catigoria, como um banqueiro dentro dum Jaguar im direito à pousada do Castelo de Palmela.

BARULHO DUM BACRO A BARRASCAR NA GAMELA E A COMER BOLOTA À GANÂNCIA; ESTOIRO DO PAU A INCARNIÇAR O LOMBO DO BICHO, SEGUIDO DUM GRUNHIDO DE EXCLAMAÇÃO:

Áudio-encenação:

- Grroinc!

- Toma lá que é pra na seres lambão e te acautelares. - diz o dono.

- Grônc. – resposta do bacro.

PROFESSORA (Ti Gertrudes da Touca-Larga):

Nos dias de hoije a bassoira ganhou muitas formas e tamanhos, chegando mesmo a ganhar o fitio dum toalhete de papel agarrado a um cabo. Ainda que apresente um cabo cumprido, este é pouco resistente e facilmente se desmancha quando atinge o lombo dum porco ou dum gaiato parbo (razão pela qual a gaiataige e os homes de hoije têm dificuldade em intender os ensinamentos que uma bassoira intiga podia proporcionar).

O artefacto sim trambelho nhum que o mundo moderno impurra (prá gente jogar fora a bassoira), é o aspirador. Este objecto eléctrico, que faz mais barulho que o comboio dos bolksbaiges, requer, no entanto, o dobro do trabalho para usar. Além disso, o aspirador tem a capacidade de chupar dos dois lados: de um lado chupa as pequenas impurezas por uma mangueira e, do outro, chupa a electricidade com 23% de imposto. Apesar de ter o poder de chupar continuamente sem se fartar, não consegue chupar uma carica, uma pedra de grabilha ou até uma caganita de coelho que ficou colada ao cimento. O pior de tudo é que retira toda a beleza coreográfica e os belos cantos de assobio que uma caramela refinou ao longo dos séculos. Portantos, barrer é uma coisa, chupar é outra e não benham cá com misturas parbas. A bassoira intiga é que éi.

########

E agora responde às seguintes parguntas:

1- De que objecto tibemos a falar?

2- Indica três utilidades importantes que tem o pau da bassoira.

3- O que é que chupa sem se fartar?

4- Porque é que o banqueiro bai de Jaguar e não bai de Zundap?

5- Porque é que o IVA da electricidade é 23%?

6- Desembolbe uma redacção, a partir da tua cabeça, sobre as semelhanças entre um aspirador e um banqueiro. Nã te esqueças de usar o pau da bassoira.

Bom trabalho.

27.8.11

Notícias breves da Caramelândia

Agosto ei o mês em que os caramelos vão a banhos, o mês da ocupação libre e selbaige de selhas, alguidares, tanques de roupa, tanques da água, valas, charcos e todo o tipo de basilhame que cumporte liquido augativo e que tenha tamanho suficiente para que um home, se não se puder apragar todo lá par dentro, pelo menos possa descalçar as peúgas e infiar os chispes de molho.

Mesmo assim a máquina caramela da FLC não pára e, oleada a mines, melancia e tinto da região, bai olserbando o que de melhor acuntece na nosso territóiro.

Bejam lá atão:

Novo espaço gastronómico na Caramelândia

Ei já amanhã a inauguração do novo restaurante “Intulha-te atei Arrebintares”, situado no Lau, em frente da Loja da Ti Balbina dos Pitromaxs. Este restaurante, com assinatura de design caramelo contemporâneo, pretende satisfazer o gosto de requinte dos caramelos mais exigentes ao mesmo tempo que faz a fusão entre uma cozinha tradicional caramela e o que de mais moderno possa haber. Assim, o restaurante foi instalado num antigo local de criação de porcos e as mesas são mesmo dentro das pocilgas, com palha no chão para que, quim quiser, possa comer deitado. Outra nobidade sao os talheres, onde facas e garfos foram trocados por colheres de pedreiro e utensílios parecidos. De realçar que alguns dos antigos porcos que habitavam este local, se recusaram a sair e por isso ainda se encontram lá e circulam alegremente pelo meio dos clientes, criando uma simpática e familiar atmosfera. Este novo espaço da gastronomia caramela apresenta também nobidades para almoços e jantares de grupos, onde há a possibilidade de comerem todos da mesma gamela. Como diz o dono deste estabelecimento, “aqui pagam 7 euritos e comem atei arrebintar, atéi a pele da barriga nã poder esticar mais e das duas uma, ou rabentam como os balões dos gaiatos no Marcado, ou se não, ei porque ainda há espaço para mais uma colherada de intulho de coiratos!”.

Outro aspecto importante, ei que estará sempre á porta uma ambulância dos bumberos, pronta a lebar vítimas de arrebentamento por alarvidade comensal.

Alguns dos magníficos pratos que aqui se podem experimentar:

– intulho de coiratos com côida de pão duro;

– panelada de grão com cabeça de vaca;

– Chispalhada à moda do Albino Abrutalhad;

– Arroz de feijão com orelha de porco caramelo-mirandez (servido dentro de um carro de mão);

- Intarmiada com pão cum manteiga dos dois lados;

Concentração de canzoada de raça coelhera

(dia 9 de Setembro, 16h00)

Como se sabe a raça coelhera é a única raça canina estritamente caramela e tem como imagens de marca viver dentro de um bidon, estar atado a uma árvore e traçar as sobras dentro de tachos e panelas velhas. Outro sinal de marca, á o orgulho do seu dono-home caramelo que quando com ele vem á cidade caramela, usa um cordel como trela. Este cão caramelo também tem a característica de se ingalfinhar facilmente à barduada com outros canitos (que por sua vez também estão presos com trelas de corda que os ligam a donos brabios), o que cria bonitos efeitos de homes e canzoada tudo inliado nos cordéis e da rojo uns por cima dos outros.

No entanto, as concentrações espontâneas desta nobre espécie e todo o folclore a elas associado, terminou quando acabou a vacina gratuita da Câmara Municipal de Palmela, no antigo Matadouro Municipal. Por isso, esta primeira concentração pretende fazer com que não se perca esse hábito dos homes trazerem o seu canito a passear uma bez por ano à Capital Caramela, Pinhal Nobo, e todos possam ber a brabeza desta bicheza malina, que ei a canzoada de raça coelhera.

Associado a este evento está também a criação da Orquesta Sinfónica de Canzoada do Mi-dia, onde se espera reunir cerca de duzentos canitos brabios a uibarem à sirene do meio dia! A concentração vai ser no Largo José Maria dos Santos, no próximo fim de semana e é organizada pelo G.A.C.R.C.C. (Grupo dos Amigos da Canzoada de Raça Coelhera Caramela).

Bem e participa! Traz o teu canito!

(Bai haber almoçarada pós donos para que depois haja restos pa dar a canzoada).

Formação em Grafite inbertido

(dia 3 de Setembro, das 12h00 as 19h00)

Interessante formação para jobens caramelos (e canalha em geral) nesta nova técnica de grafite urbano e semi-rural. Consiste em se utilizar cal, trinchas e pincéis de escoba grossa, caiando com vigorosos movimentos, por cima dos gatafunhos-parbos dos grafites tradicionais. O resultado final são belas paredes brancas caiado-grafitadas por jobens artistas, nobos balores da caiação caramela. Se és um jobem com gosto pela pintura e pelo grafite-parbo, bem aprender esta nova técnica monocromática (só com uma cor, a da cal, ta bisto).

A cal e os pincéis são oferecidos na formação. A formação decorrerá nas paredes do túnel que passa debaixo da linha, perto da cunpratiba e do Clube Desportibo Pinhalnobense e é patrocinada pela Junta de Freguesia de Pinhal Novo.

Bem Caio-grafitar mais a gente!

4.4.11

CENSOS NAPERONOLÓGICOS (dos Naperons)


De 5 de Abril a 30 de Maio em toda a Caramelandia


A FLC em colaboração com o IDDTC (Instituto do Design e Decoração Tradicional Caramela) bai promover pela primeira vez os censos naperonológicos.

Estes censos consistirão na imediata bisita-bistoria a todas as casas da caramelândia de alguns técnicos estritamente preparados para o efeito, que com a ajuda de canzoada altamente treinada no farejo de naperons, irão amigavelmente rebistar as casas e fazer a contagem (com os dedos das mãos) de quantos naperons existem nos domicílios. No final, será feito um levantamento-pricura de quantos naperons existem actualmente e em que divisões da casa estes mais proliferam (Cozinha, sala, marquise, quartos, quintal, garaige, arrecadação, baldio-neste caso ditado fora) e atei ficaremos a saber que tipos de nódoas são mais frequentes nestes adereços.

Se quiserem saber mais pormenores prestem atenção agora: Cada técnico levara preso a um cordel um cão (de raça coelhera), dos que estiberam em formação durante três meses, em local secreto que na podemos rebelar. Alguns destes cães conseguem agora farejar um naperon a 10 Km de distancia e marcarão com uma balente mijarrada as paredes das casas que não tiberem lá dentro nenhum naperon.

Esta radical acção, deve-se a um alarmante decréscimo do bom costume do uso do naperon nas casas caramelas, o que pode provocar a muito curto prazo a total extinção desta pérola da ornamentação caseiro-tradicional. “E odepois já se sabe” (referiu Albanita Desingomada, directora do IDDTC), ...”comeca-se pela extinção dos naperons, odepois os coiratos, odepois as motorizadoas, odepois as mines com deposito, odepois o domingo de marcado, odepois os debates-garreias, odepois os pitromaxs, odepois os Círios, odepois a mola a prinder as calças quando se anda de bcicleta a pedal, odepois a galheta no gaiato, odepois as matines dançantes, odepois o costume da abaladiça, odepois o arroto-festibo,odepois os sacos da Cunpratiba, odepois a Reforma Agrária, odepois a punhada sadia nas costas, odepois o uso da nabalhita, odepois o pão cum manteiga dos dois lados, e odepois ia-se a ber e a cultura caramela já só era como no desfile das Festas Populares da Capital, uma coboiada (sim índios nim trambelho nhum) pós estrangeiros (homes de fora da Caramelandia) berem i pinsarem que a gente já só existe no Jardim Zoológico dos homes das civilizações parbas que desapareceram”.

Por isso foi também já criada uma comissão de estudo móvel (reúnem-se em cima de uma fragnete de caixa aberta e bão andando de terra im terra com um angulo de visao de 360 graus, menos aos sábados onde estarão na Reforma Agragria com uma banca tira-duvidas e venda de naperons directamente do produtor ao consumidor, incentivando o consumo dos mesmos e sem intermediários que inflacionem os preços). Esta comissão tem cerca de 10 elementos ao mais alto nível (entre eles os conceituados Zimbao Cornadura, o Celestino Bombista e a Ti Abilia Marinada- antiga costureira-naperoneira, especialista em Naperons- à-moda-do-Lau, muito em voga nos anos 50 do século passado) que vão cunbersar com as pessoas sobre a quase- extinção deste símbolo da decoração caramela, fazendo relatórios de opinião-ideias-pinsamentos.

Este grupo que reuniu uma bez (foram atei a Carreguera e ao Lau), tem pelo menos uma opinião popular apurada sobre as causas do crescente desnaperonamento (opiniões obidas no Café América e no Café “A Mine Inbalsamada”): „Ja nã há naperons?!! Isso debe mas ei de ser por causa da inbasão aparbalhada de parbos armados im parbos... (aqui alguém ao fundo do Café América diz com boz grossa: atão se já são parbos já nã precisabam de se armar im parbos!...Pausa. Faz-se silencio.Todos se viram para o local de onde veio esta voz. Ouve-se o vento la fora a assobiar no gargalo de algumas medias vazias abandonadas im cima dos bancos corridos e um cão a ladrar ao longe. Logo a seguir voa uma mine vazia im direcção certera ao home que tinha acabado de intrar na cunbersa sem ser cunbidado. Após esta acção pacificadora, a cunbersa pode cuntinuar) ...que trocam a bela da televisão intiga, por um plasma ou o que isso ei. Ora toda a gente sabe que essas televisões modernas sao mais magras que o cabalo de um cigano onde compro ciroulas no Marcado e na tem trambelho nhum para se colocar um belo naperon im cima", disse Julinho do Intulho, cliente habitual deste local. Foi também esta a opinião (mais ou menos) de Albino dos Pitromaxs, que no "Mine Inbalsamada", ao lado da sua mulher (cum bergonha de falar pós nossos micrifones de gravação), acabado de amandar po bucho uma balente aguardente-digestiba nos quexos, abanou a cabeça, e disse (logo a seguir a um balente ahhhhhhhh!) que sempre cunbibeu com naperons im cima das televisões: “nim desligo uma coisa da outra, nunca bi televisão sim naperon por cima.Isso ei o quei?!!!”

A FLC pede a todos os cidadãos caramelos que colaborem com estes censos e que dexim intar os tecnicos e a canzoada naproneira, fazendo destes censos um berdadeiro cunbibio-festa. Mostrem orgulhosamente os bossos naperons!!!

Uma casa sem Naperom

ei como um home

que na sabe

o quei bom

(antigo proverbio da Carreguera)

3.12.10

RECLAMES CARAMELOS

- Ambrósio apetecia-me algo!
- Bocemecê quer mazé um pas nalgas, caté fica cum andar nobo!
- Não, Ambrósio, o que me apetecia mesmo era... algo!
- Intão tome lá uma gamela a cagulo de chispes com batatas.
- Bravo, Ambrósio!

CHISPES COM BATATAS, SASTESFAZ O DESEJO DO REQUINTE!

****************

- Óh Não! Tenho o tanque de labar a roupa intupido e cheio de cagaitas!? Será do calcário da áuga do poço?
- Tás parba ó quê?! Ê sou o técnico de todos os tanques de labar a trapaige e tenho aqui um balde cheio de arrãs da Bala da Salgueirinha, especialmente desembolbidas prás augas fortes de todas as labaiges! E como podes olserbar, os tanques com estas arrãs nã criam cagaitas nim carraças. Basta meter uma arrã em cada labaige pró tanque ficar desanubiado e a cuecaige desincardida.

Arrãs da Bala da Salgueirinha, recomendadas para todos os tanques de labar a roupa.

Música:
Prolonga a bida do teu tanque... com a-rrãs!

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Dores de cabeça e constipações? Cieiro nos joanetes? Picadas nos rins e gargalhadas? Fador a borregum? Xeliques de fingimento? Venetas? Almorróidas nas lombrigas? Mau!!! Palpites na barriga? Quistos na urina e calos encabalitados? Tiques na micose e paralisia na testa? Cuspo imbecil? Paranóia na glande? Pés que querem ir pra um lado e bocemecê bai pra outro? Boca ao lado? Língua estrangeira? Saca de sarrapilheira? Esferovite?

Isto é porque bocemecê ainda nã conhece a
coleira do equilíbrio!

Coleira do equilíbrio, mais do que tecnologia de ponta, é tecnologia de duas pontas, totalmente feita de arame de fardo!

(Na compra duma coleira, oferta dum alicate)

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A mine proibida é a que sabe melhor!
Por isso, as mines agora bêm com uma abertura ainda mais difícil e com a polícia de choque agarrada a elas!

ESCOLHE O TEU MOMENTO E IMBORCA UMA.

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Já pinsou como é bom comer um galo
assado no meio bidom, ao pôr do sol, com a bizinhança?
E um galo assado no forno, ao jantar, cum toda a família?

NABALHITA CARAMELA, A CORTAR GALOS DESDE 1890.

**************************

Interrompemos este pugrama só pra dzer que o Toin Embaladiço ocupou a TV Caramela e a partir d'agora só bai dar sessões de punhada no Rancho Folclórico da Benda do Alcaide...
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MINE DE LITRO, A FAZER EXCÊNTRICOS TODAS AS SEMANAS!
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19.11.10

AGENDA CULTURAL DA CARAMELÂNDIA


Outubro 2010
Dias 6 e 7 de Outubro
Workshop de mezinhas caramelas
Baldio em frente ao Café “A Mine Artilhada”

Workshop de mezinhas caramelas com a Ti Avelina Química, antiga empregada de limpeza da Farmácia Matos. A Ti Avelina ficou conhecida por misturar de forma quase intuitiva os conhecimentos ancestrais caramelos com o que de mais moderno havia na Farmácia Matos. São famosas as suas misturas de Aspirinas e Benuron com banha de porco e áuga do Chafariz do jardim da capital, para curar o reumático dos bendedores da Reforma Agrária (expostos longas horas à geada da manhã).

Entrada livre.
Nota:
os participantes têm de lavar um vasilhame de plástico ou inox pa misturar os produtos. Lebem tamém uma espátula, um saco de plástico cheio de penas de pato mudo ou de galo da Índia, 10 formigas de asa e um naperon que tenha nódoas de gordura (procurem na cozinha, debe de haber algum).

Dia 9
21h

Sede do Rancho Folclórico da Lagoa da Palha


Lançamento oficial e clandestino do novo livro do Toino das Ideias Parbas:
Intulhos do Pensamento Brabio.
Oportunidade para mais uma vez ouvir as sábias palavras do Toino, ou como alguém já disse “os monólogos entre ele e ele”. Este novo livro é um mistério, mas promete revolucionar as teorias filosóficas contemporâneas mais radicais.
Entrada livre, atei na caber mais ninguém e antes que se ingalfinhem todos à punhada uns cus otros. Éi obrigatório consumir qualquer coisa.



Ciclo de Cinema Caramelo- cinema de autor
Largo José Maria dos Santos (Pinhal Novo)
Durante todo o mês, sempre às sextas às 21h

Filmes em destaque


Dia 15- "O Barbero debaixo do Tanque da Estação" (1998, 20 m; autor:Belarmino Pançudo)
Uma pérola do cinema experimental caramelo feito de um só fôlego por Belarmino Pançudo (neto do Ti Toino Panças), um dos máximos representantes e defensores da 7ª arte na caramelândia. Curiosamente, Belarmino só produziu esta obra, tendo algum tempo depois enveredado por uma carreira igualmente vertiginosa no acordeon, sendo hoje considerado um dos melhores tocadores residentes da Sela. A película original (de resto o único exemplar) foi encontrada num monte de entulho, num local onde é proibido vazar o mesmo (razão pela qual o home-dono do filme não se quis identificar).

Dia 22- "Viagens na nha Terra ao som da canzoada" (1980, 70m; autor Custódio Galgativo) Filme neo-realista-tardio sobre a perspectiva impressionista do autor, que percorre o território da Caramelândia de pastelera a pedal, sempre perseguido por vários grupos de canzoada de raça coelhera que lhe querem morder as pernas e barrar o caminho. Um pormenor, a lente foi colocada na pastelera ao nível da mola que prende a calça da perna direita, mostrando em todo o filme a mola (de madeira, note-se) a aparecer e a desaparecer, acompanhando os movimentos do pedalar, enquanto o espectador é constantemente surpreendido pelos planos que mostram o arrancar ao longe da canzoada brabia em direcção ao autor do filme. Na Linha do Sul, edição de Julho de 1980, secção de crítica de cinema, pode ler-se: “esta película transforma a nossa noção de paisagem caramela. De agora em diante e depois de vermos este filme, iremos ter sempre na nossa memória cinéfila, matilhas de canzoada brabia de raça coelhera em arrancadas vertiginosas em direcção ao homem que viaja com as molas de madeira nas calças. E atente-se na beleza de perspectivas, da tensão provocada pelas linhas que surgem entre a dinâmica da canzoada e a paisagem que vai ficando para trás. Temos vontade de ir ao Sousa das Bcicletes, comprar uma pastelera e pormo-nos ao caminho, munidos apenas de duas molas de madera e uma máquina de filmar. E esta crítica termina por aqui, porque bamos mesmo. Agora.”

Para quem quiser assistir aos filmes, mas more longe e na tiber motarizada, cabalo, burro, mula ou égua e nã lhapetecer bir a cabalo im si próprio, haberá transporte gratuito (gentilmente cedido por Albino dos Ácaros) em camioneta de caixa aberta nos seguintes locais:
20h-Palhota (junto aos semáforos)
20h15- Lau ( à porta da loja da Ti Balbina dos Pitromaxs)
19h40- Valdera (Junto ao campo de futebol)
19h00- Rio Frio (Junto à Sede)
20h45- Carregueira (à porta do café “Lua Cheia Aparbalhada”)

Nota- lebem agasalhos que bai tar geada e qualquer coisa pa traçar. A organização só fornece os filmes e bancos corridos com taipais das obras.


Dia 23
Formação avançada em Buer Mines de Litro de Penalty
Local: estrada em frente ao Café Satélite

Formação com o alto patrocínio da FLC, com orientação do Ti Toino Inxaugado (antigo taberneiro do Satélite) e coordenação do famoso Toino das Mines, que sedentos de novas experiências ao nível do mais liquido que há, aceitaram o nosso desafio: dar uma formação em como buer mines de litro de penalti ou a técnica da golada ininterrupta atei o basilhame inbertido na berter nada mais do que ar (processo inventado pelo Toino, pa dar vazão mais depressa às grades, quando tá ca sede).
Inscrições abertas, lugares limitados. Haverá selecção de participantes. Só serão seleccionados aqueles que demonstrem capacidade física e mental e experiência para esta formação avançada.
Os seleccionados deverão trazer grades vazias para se assintarem.
Nota: esta acção de formação será também em simultâneo mais uma manifestação a favor da reabertura do Café Satélite. No final da formação haverá uma partilha de experiências com o público interessado e uma performance de dança e improvisação livre com alguns elementos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Pinhal Novo, que tentarão interagir com os participantes que tenham atingido um quase-estado de coma alcoólico.


Dia 30
Viagem ao Mundo dos sons Caramelos


Vários locais em toda a Caramelândia
Para gaiatos parbos e toda a familia (mínimo grupos de 20 pessoas)

Descoberta de diferentes sonoridades típicas caramelas.
A que soa um motor de rega?; E uma motorizada artilhada com o óleo por mudar?; O fogo rijo tem todo o mesmo som? E o pato mudo, nã diz memo nada?; Qual o som de uma mine a ser buida?; E de uma grade a cair no chão?; Já pinsaste no som da grade se tiber cheia ó bazia?; E o som da bofatada que o tê pai ás bezes te dá, quando te armas im parbo?
Estas são algumas das questões, que a Ti Juila Anfíbia (antiga professora primária e organizadora desta Biaige) propõe.
No final bai haber baile e cuncerto com os sons dos dibersos objectos recolhidos pelos participantes, tudo acumpanhado pelos Círios da Carreguera.

13.10.10

ROQUE POPULAR CARAMELO

A FLC, amais as comunidades actibistas da nação Caramela apoiam com uma salva de foguetaige os maiores embaixadores do Roque Popular Caramelo.



Se os Shivers (isto tamém nã é nome nim nada!) precisarem dalguma coisa pró cuncerto desatarrachado do Pátio da Bila é só pedir. Temos fita-cola, arame farpado, tábuas pra cofraige, naperons, sacos da compratiba, carrinhos de mão, colchões usados, chumbinhos pra floberes, hortaliças im giral, ou bicheza im particular.



13.9.10

O BINHO DA CASCALHEIRA (tv shop)

Sentes um bazio interior?
Ainda estás à espera da foguetaige das festas de Palmela?

Aqui está a solução:
UM JERRICAN DE TINTO DA CASCALHERA!!
Bebe um jerrican de tinto da cascalhera e de repente tudo faz sintido!

E se fores das primeiras a agarrar um destes ainda ganhas duas dúzias de arganaças caseiras da Fonte da Baca.



Depoimento importante (e berídico) da parsidente da câmara:
- Eu estava bastante apreensiva com alguns problemas do desenvolvimento sustentado. Foi então que quis experimentar. Bastou um pequeno um copo de “Tinto da Cascalhera” e de repente comecei a falar a linguaige caramela tal qual uma bendedeira da reforma agraira a binder tarmoços. Opois peguei im mim, e puz-me a cabalo numa pudalêra (com uma caixa chiinha erbas prós coelhos) e desatei a pudalar, esgalgada ladeira abaixo até chigar à Bolta da Pedra. Até tibe de fazer uma derrapaige de atrabessado pra nã galgar os sinais bermelhos... e um tratorista disse assim: "Tóóó, tás com pressa passa por cima!" e eu disse assim: "Bai-te mazé incher da moscas". Tudo isto só pra me sintir uma mulher brabia, a incher a guela de araiges rasteiras do território caramelo. Foi uma grande alegria e birou a minha bida de pantanas:

AGORA TUDO FAZ SINTIDO:
COM O TINTO DA CASCALHERA,
MAIS VALE UM MONTE CARCOMIDO
QUE UM BAIRRO DO TAVEIRA.
(Só nã sei ainda é porque é que nã obi a fuguetaige das festas de Palmela! Hã!...)

BEBE
JERRICAN DE TINTO DA CASCALHERA
E opois nã digas que andas aborrecida.