23.7.06

Primeiro Uestern à Caramela

O Ministério da Cultura Caramela acaba de anunciar a abertura de um concurso para o primeiro filme de cóbois à caramela.
A ideia de uma coboiada caramela surgiu depois de Bazancio Esgrabulha (responsábel pelo sector audio-bisual da caramelandia) ter realizado um inquérito a cerca de 1000 homes-cidadãos antigos utentes do cinema da S.F.U.A., no qual pricuraba saber qual o tipo de filme que estes mais gostabam de ber. A resposta foi esmagadora com cerca de 90 por cento dos inquiridos a responder „filmes de cóbois, pois atão!”.
Assim, podem-se candidatar „todos os homes que tiberem ideias parbas ou não e uma camera à mão. A F.L.C. sabe tambem que o Ministerio da Cultura Caramelo tem cameras de filmar para imprestar ao pobo, para que se comece „a impriender essa tarefa Hercuila de fazer o primeiro grande clássico do cinema caramelo, para o qual na bamos olhar a despesas”, afirmou Esgrabulha, enquanto num costume muito seu, esgrabulhaba com a unha do dedo indicador da mão direita, a narina esquerda, ja dilatada por este hábito herdado do avô paterno.
As únicas regras para os pretendentes a realizadores são as seguintes: que o filme seja totalmente em língua caramela e que os cabalos sejam substituidos por menardas Sach ou Famel (de preferencia que estejam artilhadas). A F.L.C. sabe tambem que bai ser aberto um castingue para incuntrar actores brabios, porcos e maus. Os actores serão pagos à jorna e os figurantes terão direito a uma Sumol (laraja ou ananás) ou uma mine e a uma intarmiada/ coirato (por cada dia de filmaige).

Participa se és jobe ou belho, se és parbo ó não.
Este filme bai fazer parte da históira da nossa nacão.

17.7.06

Os bersos populares

Chegou aqui ao nosso baldio os bersos do Zémanel Calibrado, o poeta popular da Fonte da Baca que ganhou o 1º prémio do cuncurso da Junta de Freguesia “Bersos na ponta do beiço”. Aqui ele oferece à gente uma berdadeira obra caramela, dedicada à sua flober.


A nha Flober

Com a nha flober sou o rei
Tenho uma ganda apontaria
Até já acertei
Nas nalgas da tua tia.

Dizem que é mintira
Mas nã tás bem a ber
Nã preciso de ponto mira
Até acerto a correr

Não falho uma lata,
Esfrangalho qualquer bolota,
Até dou numa beata
Como daqui à Palhota

Com três chumbinhos no beiço
Dou uma bolta ó estendal
Dois deles acerto nas molas
e outro furo o lençol.

Podes crer que é berdade
Se tás parbo e descunfiado,
Eu acerto num papo-seco
Como daqui ó Pintiado

De flober e de bciclete
A apontar e a pedalar
Já acertei numa chiclete
Que tinha cuspido pró ar

Tás parbo e com azia?
Tal é a precisão!
Acerto num palito
Como daqui ao Poceirão.

Nã falho caricas, sou perfeito
Nã há quem imagine
Acerto mesmo a preceito
E abro logo uma mine

Com o cano apontado,
do parapeito da nha janela,
Acerto numa mosca
No castelo de Palmela.

E agora pra acabar
Só tenho uma coisa a dzer
Sou o melhor da flober
E quem me cuntrariar
Leba chumbo a baler.

13.7.06

As nobas salas de aula

Deribado ao excesso número de jobens caramelos dentro das nossas escolas, a FLC foi contactada pelos presidentes das escolas da Caramelândia, (Ciclo amais a Escola Secundáira) para uma reunião clandestina de índole aflita, escundidos na malhada do burro Justino, em Poceirão.

Feita a reunião, a FLC meteu mãos à obra e ajuntou de urgência as suas altas patentes à bolta dos matraquilhos, na sede do Terrim, de onde se delineou o pugrama “Escola em Cagulo, Assenta-te Aqui ao Colo”.
Este pugrama bai insinar os professores e professoras prá bida brabia e costumes caramelos, enfrentando as nobas necessidades educatibas da escola em cagulo.

Eis então, em traços gerais, o pugrama “Escola em Cagulo Assenta-te Aqui ao Colo”

- Como infiar uma turma de 30 alunos num vão de escada: (bisionamento dum filme antigo, mostrando o acondicionamento de 174 caramelos a lerem o jornal, em cima dum tractor a caminho da bindima).

- As aulas na arrecadação: como conbencer a funcionaira a deixar entrar uma turma na arrecadação; prendinhas mais usuais e técnicas de diversão; como inventariar rapidamente os materiais antes e depois da aula;

- Práticas de invasão de esplanadas nos arrabaldes à bolta da escola: as melhores sombrinhas e os melhores serbiços de mensa com mines pra aparbalhar o cérebro ávido de aprender.

Na falta de professores e em substituição das aulas, a FLC oferece os seguintes serbiços (aprobeitando as casas de banho): como converter retretes em gabinetes de autodidactas; exercícios de concentração e leituras apropriadas; estudo dos sifões e dos vasos comunicantes; filosofia existencialista e práticas de reuniões clandestinas;

Este pugrama já foi parar às altas instâncias do ministério e é pra começar já em Setembro. Se não começar, a FLC e a população do Poceirão bai soltar a burra reguingosa Mari d’Lurdes* caté bai escoiceando na auto-estrada até Lisboa.


* A burra Mari d’Lurdes é uma arma equídea, desimbolbida nos laboratórios genéticos da FLC.

9.7.06

Cuiratos cum Açorda


Eis mais um belo episoide dos Cuiratos cum Açorda, este totalmente dedicado ao início da época balnear.



É Verão. Os bumbeiros fazem a sessão oficial do fogo selbaige e do fumo alboraçado, lembrando a eficácia do repuxo em zig-zag pra apagar o rastolho.

Na presença de todos, oube-se o discurso solene: “É hora de desinrolar as mangueiras. Há por i muitos espalha brasas e o fogo pode emparbecer a partir de qualquer tição”. Nisto, Venãiça lembra-se e diz para Chispalhudo:

- Chispa, tou cum calores!...
- Bai boer auga ali do autotanque e alimpa-te. –
responde o home.
- Bamos ximbora daqui mazé. Anda mais eu à piscina da Graciete do Corrimento.
- Não. Só se formes à barraige do Rio Frio?
- Tu na me contrareis, óbistes? Tá lá tamém o Frederico dos Burquins amais a Toina dos Queijos e os Firminos. Tou cum calores, óbistes.
- Tá bem, óbi.

E lá foram eles de Bolksbaige, por terra batida, até Baldera.

Já a meio da tarde, enquanto os Firminos contam as peripécias do casamento do Presidente da Capital Caramela, Toina dos Queijos pede a Chispalhudo para lhe besuntar as costas com bronzeador. Venãiça ressona à soalheira, espernegada numa toalha em cima da gravilha das obras da piscina. De vez em quando coça a verruga. Coça até acordar aparbalhada e depara-se com a massaige gordurosa. Ela não é de se ficar. Com o sangue nas beias grita logo toda desostinada:
- Óhhh Chispa, atão mas tu tás a embornear a Toina toda?
- Tou só a embornear ela nas costas cum bronzeador.
- Tu sai já daí antes que eu massaige mazé os dois cum grabilha.
– grita ela mais uma bez arremessando gravilha espantando-os pró meio da vinha.

Os Firminos, já a quererem ensinar francês à Graciete do Corrimento e a assobiarem as músicas que os FoxTrot tocaram no repasto casamenteiro, levam também com a gravilha pelo focinho caté…

E agora o que é que bai acontecer?

Não percas o próximo episoide antes que lebes tamém cum grabilha pus queixos.


Qualquer semelhança dos acuntecimentos e das personaiges cum a bida real tá logo a garreia armada.

5.7.06

Consultóiro do dia-a-dia


Aqui podes fazer as tuas précuras e dizer dos teus aleijões e brotoeja. A FLC tem um rancho de caramelos especializados que te darão as respostas certas.

Pergunta de José Lourenço (o Zeca das fotocopiadoras)

Ora munto boa tarde. Sou caramelo há 34 anos, naxido e criado. O que me leba a escreber esta carta urgente é que eu cá nã ando lá muito bem de há uns tempos pra cá. Ando nerboso, muita narboso. Nã sei se isto é do mundial de futebol, mas só me dá buntade de apitar na nha Bedford e andar à roda dos pinheirinhos cum a caramelaige toda a saltar em cima do taipal… mas hoije (nã sei se é deribado a Portugal ter perdido cum os franceses), só me dá buntade de escabacar tudo. Até dá ãinças. Já falei ca nha Fatinha e ela disse-me que eu tou doente e preciso de ir ao psicólogo. O que é que me acunselham antes que eu escabaque já isto tudo?


Ó meu rapaz, um caramelo brabio nunca precisa de ir ao psicólogo. Isso é doença da pandleiraige americana e do resto da Europa. Caso não saiba, as únicas doenças tipicamente caramelas são a comichão e os calos, e a única doença conhecida de foro psicológico é o Sindroma de Enresinamento Após um Jerrican de Tinto. Portantos o que bocemecê tem, nã é nada de especial mas, pelo sim pelo não, a gente aqui dá-lhe uma mesinha pra se acalmar. Esta mesinha é retirada dos escritos antigos encontrados nas caves do Rio Frio, compilados pelo Zimbão Cornadura no libro “Receituário de mesinhas peidorrentas, benzeduras e bons conselhos”

Receita para acalmar:

1- Espera pelo marcado mensal do Pinhal Nobo;
2- No marcado, compra um mata-moscas do tipo manual por espancamento (dá-se preferência aos que têm cabo de arame).
3- Volta pra casa e vai mostrando à bizinhança a tua nova aquisição;
4- Orienta-te para a bala da Salgueirinha e abre a janela totalmente (quer estejas no Lau, na Carregueira, na Benda do Alcaide ou outro lugar qualquer).
5- Conta até cem;
6- Fecha a janela e olserba as moscas a aboarem num balho ao centro da sala. Elas são todas tuas e ninguém as poderá salbar.
7- Deixa-as poisar… uma a uma (evita que elas poisem em cima de ti);
8- Quando a mosca estiber a lember as patinhas, dá-lhe com o mata-moscas no lombo;
9- Repete a operação até acabares com elas todas.
10- Bebe uma mine e ajunta os despojos com um rodo.


Nota : Do 4 ao 10 as operações devem durar cerca de 50 minutos. Se ainda tiberes ãinças, repete os procedimentos. Estas actibidades podem ser feitas em grupo, dentro duma coletbidade.

Resposta de Jaquim Espertíldo – presidente do Instituto da Cabeça e do Pente (entidade que conta no seu palmarés, o estudo catalogado de mais de setecentas cabeças caramelas).

4.7.06

Caramelândia apoia a selecção

A nação caramela tem seguido atentamente todos os jogos da selecção portuguesa de futebol.
Não têm faltado mines, meios bidons, coiratos, fogo rijo e zundap’s artilhadas em delírio rátérico nos festejos das vitórias.
A FLC sabe que para hoje, caso Portugal vença, os Círios da Carregueira têm planeado duas voltas completas à capital caramela, sempre a tocar, sem parar, todos a cavalo numa carrinha de caixa aberta, onde irá também o famoso lançador de foguetaige Toine Joaquim da Mão (de cigarinho acesso ó canto da boca), não dando descanso ós ouvidos do povo caramelo.
Têm chegado cartas de todos os pontos da nossa nação, pedindo-nos para que publicitemos o apoio a Figo e companhia, mostrando que os caramelos também são portugueses, “só que ainda mai rijos”, como referiu Toine da Mão, enquanto treinava o lançamento do fogo rijo para logo à noite.
Toda a nação caramela, deseja que Toine da Mão (assim conhecido por só ter uma mão), enrige os céus caramelos de foguetaige logo à noite.

27.6.06

Independância à Nação Caramela

A FLC detém, actualmente, poderes extraordináiros como por exemples, óbir as erbas debaixo da terra 3 semanas antes de nascerem; cheirar um ovo estrelado 48 horas antes da galinha achar o ninho e ver uma toirada inteirinha 24 horas antes do começo. Por isso está a desimbolber estes dotes com o curandeiro Zimbão Cornadura pra adibinhar os números do Euromilhões. Se isso acontecer financiará de imediato a fábrica de chaimites nas instalações da HR para garantir a defesa nacional e a autodeterminação caramela, liderada pelos comandos da FLC e a Confederação das Marchas Populares da Caramelândia.

Já está planeado o dia da independência em que os marchadores populares vestidos a rigor com todo equipamento de papel-de-lustro em toque de pandereta, abrirão caminho aos nossos chaimites e à nossa libardade, cantando o hino da bitória:
“Santo António já se acabou;
o S. Pedro está-se a acabar,
S. João, S. João dá cá um balão
para eu brincar”
Caso haja reacção por parte das forças opressoras euro-luso-palmelonas, entrará de relâmpago as milícias comemoratibas do Costa Bar e pinheirinhos, quando a selecção ganha a jogar à bola. Estas milícias caramelas estão altamente treinadas com gaitas, bombos e buzinas das fragunetas, capazes de afugentar até bomba de neutrões.


Viva à independência caramela.

24.6.06

Touradas à caramela?

Realizou-se hoje a tourada na praça de touros desmontável instalada na capital caramela, Pinhal Novo.
A FLC, mais uma bez esteve presente, enviando três militantes disfarçados de vendedor de farturas, cobrador de cotas da S.F.U.A. e antigo utente da cantina da estação.
Desta bez, não hove traboada, o que permitiu a binda de inúmeras fragnetes e tractores, provenientes dos mais recônditos pontos do país caramelo (Vale da Vila, Lau, Palhota, Carreguera), para apoiarem a estreia da mais recente associação: Os Amigos da Festa Brava, ou mais vulgarmente conhecidos por grupo de forcados de Pinhal Novo. Todos queriam incentibar estes “homes balentes, caramelos atei à ponta das unhas dos pézes”, como nos afirmou Joquim Esparverádo do Lau (nome falso), que preferiu o anonimato, não sabemos bem porquê.
No entanto, não podemos deixar de referir que no meio de toda esta festa, à porta da praça de touros, uma só pessoa manifestava de forma bravia e corajosa o seu desagrado e descuntentamento com o espectáculo que ia presenciar. Ostentava na mão direita um enorme cartaz, construído em sarrapilhera e cartões recolhidos no marcado mensal, onde se podia ler: “Dafendam o Porco caramelo-mirandês!”, enquanto que na outra mão tinha uma nabalhita, acabada hà pouco de cortar um chóriço casero, com a qual escarafunchaba agora, de forma graciosa, a sua orelha esquerda. O seu nome é Toino da Beiça Larga, um velho conhecido da F.L.C., e como se sabe defensor acérrimo da espécie suína caramela-mirandêsa. Este home mostrava-se indignado porque “Toradas aqui na caramelândia, só debiam ser feitas com a bicheza caramela-mirandêsa!. O toro nã nos diz raspeito, nas nos queiram dar idintidades ca gente nã somos. E olhe que o porco de quê falo chega bem ós 400 kilos e nã tem medo de andar à garreia com um toro, experimentem se bócês querem ber!”. Quando nos afastamos ainda o ouvimos gritar:”E desafio os forcados a fazerem pegas a estes bichos, aí ei que eu bô ber o quei balintia! Biba o Porco Caramelo-Mirandês!”.
Por enquanto a F.L.C. abstêm-se de comentar esta manifestação, apenas adiantando que planeamos convidar Toino da Beiça Larga para uma futura entrabista de esclarecimento público deste assunto.
Intartanto gritemos todos com o Ti Toino da Beiça:

Viva o Porco Caramelo-Mirandês!

19.6.06

DADONDE BENS TU CUM ESSA BEIÇA PINDURADA? BENHO DA FESTA, PORRA!

Aqui a festa acabou. Muito mais se puderia cuntar, mas é secreto e ficará remetido prá clandestinidade. Para o ano há mais. Pelos nossos cálculos, e seguindo o critério caramelo, no ano de 2361 a festa durará 365 dias... balente festança hem!
Foguetaige no encerramento das festas

A FLC não perdeu um único momento das festas da capital caramela, tendo registado quase tudo e retirado inúmeras informações e retratos aos bisitantes para analisar posteriormente (já tá tudo nos nossos arquibos).
Um agradecimento a todos os voluntários que connosco colaboraram (disfarçados de sopa caramela) e nos ajudaram a dar algum acaramelamento desimparbalhado às nossas festas.

Mais uma bez na última noite, o pobo tebe direito à foguetaige de artifício. Pelo que apurámos quase todos gostaram, porém não todos... Ainda esta manhã recebemos nas nossas instalações via pombo correio-azul, uma reclamação da C.C.C.L.F.R (Confederação Caramela dos Círios e Lançadores de Fogo Rijo), assinada pelo seu digníssimo presidente: Celestino Bombista. Esta associação queixa-se de mais uma vez não ter sido convidada a organizar um lançamento de fogo rijo digno do povo caramelo.
Celestino autorizou-nos a transcrever partes da sua carta que considerássemos mais relevantes. Assim, este home tem a opinião de que: “a foguetaige atei que foi balente, na digo o cuntraire, mas e o fogo rijo, bardadera manifestação da cultura caramela? Têm medo da rejeza da foguetaige, ó medo de espantar os bisitantes, ó medo dos abôos da passaraige das árbores? (…). Tínhamos tudo praparado, com as fragnetes atulhadas im morterada, escundidas atrás da biblioteca, iamos fazer um fogo rijo de criar bicho, ca'téi andabam todos parbos da rojo mais os óbidos. Só nã abançámos por causa da prasença dos homes da GNR, que segundo sei tinham ordens para nos impedirim de abançar e eram muitos pá gente e a gente nã se queria chatear (…). Atão raspeitámos os homes donos da festa e fomos imbora".

Fica aqui então o apelo da F.L.C. para que de futuro, haja espaço para o berdadero fogo rijo caramelo.

18.6.06

Um GNR descunfiado a cheirar de perto, pra berificar se é pólbora clandestina do fogo rijo caramelo, ou não.
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17.6.06

GRANDE CORTEJO CARAMELO

Este ano o cortejo etnográfico resolbeu apostar no tuning nos reboques dos tractores. Contactada a FLC, formou-se logo a Comissão Clandestina de Embelezadores de Tractores e Reboques Agrícolas (C.C.E.T.R.A.). Em reunião ficou decidido que o tuning dos tractores deberia ser inspirado numa caixa de bonecas incuntrada ao abandono no marcado, no Natal de 2003, junto à retrete. Na altura suspeitava-se que esta caixa era um patardo-relóijo com estilhaços de povide capaz de cegar um home. A FLC foi apontada como autora da caixa mas, na berdade, foram as nossas milícias que desatarraxaram a cabeça da boneca e berificaram que lá dentro só estaba detergente pra fazer baba e bolhinhas prá boca.

Foi então esta caixa que deu o estilo ao cortejo.


O carro mais aguardado do cortejo: pára-choques aerodinâmco recurvado e o símbolo da marca bem destacado. O depósito, bastante elevado, serve também de tejadilho e representa uma das inovações mais célebres do tuning etno-caramelo. De referir que o modelo do depósito é retirado do mais famoso depósito-d'áuga do império caramelo: o depósito da estação.
Um carro do Rio Frio de dois burros, com a embaladeira rabaixada e álerom de dupla superfície. É de olserbar o pormenor do porta-bagaige ligado aos motores. As grandes janelas eram pra ter papel selofam (tal como a caixa de bonecas), mas por abaria da solfaige o home podia desfalecer lá dentro. Posted by Picasa

Um noivo caramelo precavido com um sombreiro que, nestas noites de festa, serve tamém prá troboada. Rapaz brabio: mesmo acabadinho de casar, bai olhando pró rabo das outras raparigas cum as saias a dar a dar...
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Além dos carros foi tamém apresentada uma das formas mais comuns de acasalamento caramelo: o balho.
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16.6.06

Forcados Brabios

O Grupo de Forcados do Pinhal Novo, a cunselho de especialistas da FLC, foi cumbidado a ir até ao Rosário (Moita) tirar um curso intensivo de pegas e largadas com bois dentro d´auga. O grupo aceitou a nossa ideia e foi logo, no dia 11, à boleia num dos tractores operacionais, com reboque equipado com tenda de canas (reboque diariamente utilizado pra excursões e palcos de artistas abrilhantadores).

Lá no Rosário, os nossos forcados encontraram-se com os veteranos na lide tauromáquica sub-aquática, denominada “Os Amigos da Marrada Ensopada” instituição de alta credibilidade nesta matéria.


Do curso constou o seguinte currículo:

- A lide com a água pelos artelhos. Primeiros passos com o bicho de esferovite (recuperado do carro de Carnaval).
- A lide com a água pela sirigaita. Cuidados a ter ; primeiras marradas a sério até aguentar.
- Sessão teórica: A que nível de água os forcados devem usar barbatanas? Como fingir de morto e flutuar. Quantas marradas são necessárias para a água ferver? Reacções mais comuns quando o boi começa a nadar.
- O rabejador. Rabejar dentro d’água superando os salpicos.

Olserbadores da FLC e da Comissão de Festas do Pinhal Novo, deram nota máxima aos forcados, ficando aptos prá lide nas piscinas, valas e charcos do nosso territóiro (qualquer que seja a troboada). O problema é que com este curso intensibo os bois ficaram cansados e eis a razão da tourada de apresentação ter sido adiada.


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15.6.06

As nubes estão parbas ó quê?


Este ano, a comemoração dos 10 anos das Festas Caramelas, foi prendada por umas nubes parbas. Quando as nubes chegaram por cima das barrecas amais os standéres e toldos, derramaram uma inxurrada d’áuga amais bentania e traboada caté a canzoada gania à précura do dono. No Pátio Caramelo fez-se um balente charco que dava água pela peitaça dum home já feito. A FLC, sabendo do fenómeno, amandou logo um alguidar cheio de arrãs pra dentro do charco, mas a cambra palmelona tratou de chupar tudo pra dentro de cáminetes apaneleiradas (cáminetes com uma grande panela), pra engarrafar a água e bender a 5€ o litro nas Festas das Bindimas. Quem ficou danado com isto foi a Associação Caramela das Bubaderas Festivas que já tinha convocado toda a maltezaria braba pra se banharem e tirarem o sabugo enquanto bebiam imparial. Ficou apenas uma camada fina, tipo cuspo, prós bisitantes (não caramelos) óbirem música parba e tomarim cumprimidos pró reumático (em bêz de buerem mines), à espera que a GNR acabasse com a festa antes do emparbo-embrutecimento colectibo, e os dias pegarem com as noites, como quem cola a Feira de Maio às festas de Junho.

14.6.06

Direito de Antena Caramelo

As seguintes declarações são da exclusiva responsabilidade dos intervenientes.
A FLC apenas disponibiliza cordialmente o seu baldio, apenas pedindo a quem o usa que deixe tudo como estaba.


Associação Caramela das Bubaderas Festivas

(A.C.B.F.)



Boa tarde caros associados e simpatizantes da nossa nobre associação. Im primero lugar quero felicitar todos aqueles que bisitam e cunbibem nas X Festas Populares de Pinhal Nobo. Indo agora de incontro ao que me traz aqui, têm isto a ber pois atão com uma tal Exposição de Kodaks dos 10 anos da Festa Caramela, dentro da intiga estação dos cabalos de ferro.
Bim às festas, im rapresentação da minha associação, aproveitando para provar o grau da Cascalhera e companhia, quando abenida da estação, já meio com o grau, me apuntaba belozmente im direcção ao Pátio Caramelo, aresólbi birar e intrar na dita exposição de retratos. Uma bez lá dentro, comecei a olserbar, a ber os retratos da malta (até lá bem a malta dos Círios da Carreguera!), tirados pelos nossos retratistas, ano após ano. Chegado ó fim, pinsei par cumigo: “Ó Atóine, isto ainda nã debe de ter acabado, pois ainda nã bi nenhuma códaque da galfarraige cú’grau. Atão e os homes das bubaderas festibas, um dos símbolos das nossas festas, intigamente na Tertúila e agora no Páteo Caramelo? Porquéque nã há retratos desta malta, hã?”. Procurei e nã bi nada, saí par fora e fui logo reunir com a malta da associação, que sou eu amais o Toino das Mines (Bice-presidente e sócio honoráire).
A pargunta que eu e mais o Toino das Mines dixamos ei: Nã acham bócês que debia d’aber kodaks e ratratos das bubaderas das festas? Nã éi esse um dos nossos orgulhos, o binho caramelo, a nossa marabilha, que nos faz homes rijos e balentes?
Quim os tiber no sítio que arresponda!


Atóine do Grau

(Presidente da Associação Caramela das Bubaderas Festivas)

13.6.06

Meio-bidom-progressista 2

Outro modelo de meio bidom-progressista este apresentando uma estrutura em ferro das obras, sem esquecer a asa para a toalhinha. Modelo apresentado no Pátio Caramelo em plena actibidade gastronómica com entarmiada de porco caramelo-mirandês.