13.5.06

O PONTO MAIS ALTO DA FEIRA DE MAIO

É com todo o rejegozijo que o nosso pobo vem dar um passeio à Feira de Maio, feira de bariedades dedicada inteiramente a atrair os caramelos mais brabios vindos dos baldios mais remotos do nosso territóiro. Como sempre a feira espalha-se pela Praça da Independência-Caramela, à bolta do marcado intigo cuja arquitectura (inspirada no meio-bidom birado ao contrário), se confronta com as barracas.

Esta feira tem como núcleo de combíbio a zona dos Carrinhos de Choque. Este carrossel foi totalmente desimbolbido pelos Laboratórios de Psicologia Caramela (L.P.C.) como aparelho psico-terapêutico aos impulsos mais brabios. Os Carrinhos de Choque serbem essencialmente para satisfazer a buntade dos caramelos em exercer a sua cidadania ao bolante dum automóbel. Tem como princípio a ausência total de regras ou sinais de trânsito, podendo, sempre que apeteça ao condutor, abalroar o carro do bizinho, tantas vezes quanto lhe apetecer. Este aparelho (carrossel) está munido de luzes e músicas nerbozentas para proporcionar um ambiente de aparbalhar ainda mais o automobilista. Está tamém equipado com bancos em toda a bolta para aqueles que andam a pé, possam olserbar-discutir-interferir as ocorrências do trânsito.

O protótipo deste aparelho, foi feito nos anos 60 pela FLC, e era uma réplica às estradas lusitanas da época. Os carrinhos não tinham borrachas à bolta e em vez de introduzir fichas, introduziam-se caricas de mines compradas numa taberna (montada para o efeito, à berma da estrada), além disso os carros atingiam belocidades superiores a uma Zundapp de cabeça rebaixada. Os efeitos eram debastadores, por isso o modelo sofreu algumas alterações, ganhando o fitiu como hoije podemos ber na Feira de Maio.

Contudo, o modelo não satisfaz completamente os impulsos mais brabios do caramelo profundo. Ainda ontem, por exemplo, bários automobilistas dos Carrinhos de Choque, não satisfeitos com as borrachas, e não vendo estragos visíbeis no vizinho, despiram-se em tronco nu e dedicaram-se à punhada, transformando o recinto num berdadeiro ponto de interesse. A grande diferença é que o trânsito não parou para olserbar a ocorrência. Antes pelo cuntrairo, a circulação acelarou ainda mais, passando por dentro da garreia num misto de grande entusiasmo e coraige.

Para solucionar este problema, a FLC recorreu à engenharia japonesa que consegue meter televisões no tablier dos carros. A nossa solução provisória é a montaige duma tela de cinema dentro do carrossel, para que, enquanto os nossos condutores conduzem, vejam os filmes do Bud Spencer.
Tudo para nosso rezegojizo e para o bem da Feira de Maio.

8.5.06

Mais um belo episoide da nossa nobela


Para subir as audiências da nossa nobela, os directores da TV Caramela decidiram pôr duas personaiges ribais e brabias frente a frente, numa cena de referência para a história da telebisão.

COIRATOS CUM AÇORDA
4º Episoide


A ti Burília (das Ventas Largas), garreia com a Ercília (a Tripalhuda) por modos duma não tar de acordo ca outra, lá por causa do seu dia a dia. Estão as duas à porta da Mercearia Rápitira (Palhota), depois de fazerem o seu avio. Estão em cima das pasteleiras frente a frente:

- … Atão bá lá ber se és capaz. – desafia Burília das Ventas, empurrando com a roda da frente.
- Olha que tu andas a pedírlias. Ai lébazias, lébazias. – responde a Tripalhuda nerbosa ainda com a bcicleta entre as pernas.
- Na t’astrevas olha que quem leba és tu, ó tripalhuda…
- Tripalhuda só se for pra tu meteres essas bentas largas aqui… - e aponta para o meio das nalgas que abafam completamente o selim.
- Tu na t’astrevas olha que tu mâmazias.
- Tu é que lâmbzias já aqui com a alcofa nas bentas caté bais parar a Palmela. – ameaça a Tripalhuida com a mão na alcofa.
- Ai éi? E tu lebas aqui com a garafa do gás pelos cornos caté arrotas. – responde Burília das Ventas já a agarrar na botija de gás (ainda das pesadas) que está atada atrás da bciclete.
- Tal tá o ingaço hã!! Olha q’eu já tou desóstinada, olha q’eu já tou desóstinada… - confessa Tripalhuda com o dedo im péi e a olhar de lado prá outra.

O cruzamento da Palhota já está cheiinho de figurantes-curiosos, pra darem opiniões uns aos outros. O Clube aumenta as receitas com mines de apoio; fazem-se apostas e quem passa de carro pára e estanciona para ber com atenção o acontecimento. Cria-se um engarrafamento caté parece o Pinhal Novo às 6 da tarde.

Entretanto o Sol roda e a Caixa Agrícola fica à sombra. Um problema para Albino Chispalhudo amais os pensionistas filósofos. É preciso uma decisão urgente: desencostam-se da Caixa Agrícola, atrabessam lentamente a estrada, passam por baixo dos pinheirinhos, ódespois atravessam a outra estrada e ocupam o território baldio dentro da paraige de autocarros, ficando todos sentaditos à soalheira, a tirar probeito desta ocupação selbaige.

De bolta para a garreia Burília Vs Tripalhuda.
Tripalhuda apanha balanço e crava com a alcofa nas bentas de Burília. E ódespois?
Será que Burília foi parar a Palmela? Ou será que ela recupera e espeta com a garrafa de gás nas fuças da tripalhuda?
Adibinha já antes que chege a GNR.

5.5.06

1ª Grandiosa concentração de motorizadas na caramelândia

A F.L.C. anuncia em primeiro chispe o grandioso encontro de motorizadas na Caramelândia.
O evento está agendado para Junho e terá lugar no Jardim do Largo José Maria dos Santos, em Pinhal Novo. A organização ficará a cabo da recém criada (e desconhecida) Associação dos Selbaiges das Menardas (A.S.M), que promete espantar toda a nação com a afluência de veículos de duas rodas à capital caramela. Para Betumínio Carburildo, presidente e fundador da Associação: “os homes bão ficar parbos com as metorizadas que bão aparcer, bão parecer gafanhotos a fugir da sulfataige, tudo de escape libre e roda dim pei!”, disse aquando da conferência de imprensa, onde se formalizou o evento para toda a nação. Carburildo apelou para que”todos os que tenham um beículo de duas rodas com um motor, seja uma bciclete a motor ou uma motorizada, benham ter ca gente, bai haber buída, traçante, bai ser mesmo de traçar o coirato”. Uma das surpresas da concentração vai ser a instalação de um meio bidon gigante, que pode entrar no libro mais parbo que há: o Guinesse Booque. Os organizadores afirmam que estão a construir um (com a ajuda dos Firminos do ferro), que para além de ter a forma de uma motorizada terá 8 metros de comprimento, tudo para “dar bazão à galderaige que bai ser nim sei quantos, mas debem de ser mais de nã sei, quei nim sei cuntar até 10”, afirmou ainda Carbulindo já visivelmente toldado pelas inúmeras mines que lhe ofereciam, congratulando-o pela brabia iniciativa.
Um dos presentes, que nos pediu anonimato, afirmou que “esta bai ser a festa da motorizada e da bicicleta a motor caramela. Caramelo quei caramelo, nã tem mota, nim sabe o que isso ei. Nós somos homes das Fameis e das Sachs, tudo sempre artilhado à parba, bardaderas máquinas dos aceros e tarrenos baldios.”.
Não perca então o 1º Grandioso encontro de motorizadas na Caramelândia.
Benha, participe, dibulgue a cultura caramela, mais brabia que a geada na Jardia!

4.5.06

JOVEM

És incompreendido? Não te deixam entrar na Sela, só porque usas patilha e palito na boca? Não cunsegues dançar no Rancho Folclórico das Lagameças? És bítima das almarróidas e bais às 5 da manhã marcar uma consulta no Posto de Saúde?

Basta!

Procura as soluções cá cagente.
Inscrebe-te na FLC.
Resolbemos todos os tipos de problemas e afirmamos a cultura brabia no mundo.

2.5.06

Nova Literatura Caramela

- A Magia Parba do Petisco Caramelo

autor- Joaquim Cunduto

O autor andou em deambulações (de motorizada) pelo país caramelo para conseguir reunir algumas das mais valiosas receitas caseras. Janela para o maravilhoso mundo do petisco caramelo, unicamente com pratos de autores de nomeada, com provas dadas nesta área de culto popular.

- O Inconsciente Colectivo Caramelo e o Desejo de Ocupação do Castelo de Palmela

autor- Ti Manel Históiras (Org.)

Conjunto de ensaios psicanalíticó-camprestres de diversos autores sobre o inconsciente colectivo caramelo, após a Revolução Industrial. No prefácio, pode ler-se “bardadera biáije ó incusnciente colectibo caramelo na idade da Alfaia Agrícola, um libro de aparbalhar o leitor”.

- Considerações Existencialistas Sobre a Clandestino-Ruralidade Libertária da Reforma Agrária na Caramelândia – Uma Perspectiva Feminista.

autor- (Ti) Atóina Creolina

Interessantíssima dissertação que serviu de trabalho final à conclusão da 4ª classe nocturna da autora, Ti Atóina Creolina.

1.5.06

CAMPANHA DE POVOAMENTO PRIMAVERA/VERÃO


Como toda a gente sabe, a nossa capital é a única metrópole do mundo em vias de cagulo, por isso tem despertado o desejo de muitos construtores e arquitectos da câmara em triplicar a nossa população até 2007. Para que isso venha a acontecer, os cabecilhas palmelões reuniram-se com os generais da FLC no intuito de emprestarmos tractores com reboque (de rodado duplo), para trazer cá pra dentro, carradas de gente que vive do lado de lá das nossas fronteiras e valas, para ódepois povoarmos o nosso território, usando as técnicas de espalhar adubo em terreno labrado.

Após horas de cumbersação-garreia, a FLC mostrou-se contra a iniciatiba, ameaçando ocupar o castelo para serbiço da Columbófila do Pinhal Novo que passaria a ter o maior pumbal da Europa. Deu-se o impasse, mas os construtores e imobiliárias, ripostaram e ocuparam o espaço público com contentores pra postos de benda de andares e chalés. A FLC vai re-ripostar forrando Palmela com publicidade do “HIPER CENTRO DO MÓVEL” (segundo o exemplo do Parque Industrial Vale do Alecrim), pra eles aprinderem a respeitar a nossa cultura. Isto tudo só prá gente na se chatear e na ter de pegar nas floberes.

Entretanto, para acalmar a fervura, o serviço de Estrangeiros e Fronteiras Caramelas fez um estudo pra remediar do problema. Usando todos os recursos à disposição (febras, meio-bidom, mines e mais mines, carvão, nabalhitas, etc.), acabaram por descobrir, na estrutura duma entarmiada, a solução intermédia.

Isto quer dizer que agora aceitamos gente pra dentro das nossas fronteiras mas não é assim à parba. Tem de ter certas e determinadas características de índole caramela. Ou seja, só aceitamos gente pré-acaramelada. Nada de gente tipo sabonete-líquido que tem na maniazinha, e ódepois têm de lebar nas trombas, só pra se adaptarem ao sabão Clarim.

Numa primeira fase, a FLC e a Federação das Forças Brabias Caramelas promoveu a campanha-romaria “Um equídeo um apartamento com vista prá Fonte da Vaca”. Quem tibesse um burro, uma mula ou qualquer outro animal de índole cabalar podia bisitar-nos.
E foi o que foi.
Na semana passada apareceram centenas de candidatos com todos os tipos de cabalaige e carroças apandleiradas. Cada participante podia olserbar as nossas instalações urbanas e rurais, tais como a qualidade do piso, os aromas a coirato, os sacos da compratiba entre outros costumes. Odespois, ao longo da Estrada dos Espanhóis, estavam contentores-postos-de-venda para que cada um, amontado no seu cabalo ou carroça, pudesse assinar um contracto de promessa compra e venda dum imóvel à sua escolha. Só depois é que podiam cuntinuar a viaige, e sair das nossas fronteiras, até Viana do Alenteijo.

A campanha foi um sucesso e a cavalaige esbeiçava-se de alegria.

28.4.06

Casimiro fala com Tição (3º episóide da grande nobela caramela)


COIRATOS CUM AÇORDA

Em Bal da Bila, Edviz dos Babetes, deslarga os bordados, vai ao quintal e grita com o marido, (Arestides Grosso):
- Hoije é Domingo e tou farta de tar im casa. Tides, pega lá no nosso Marcedes e bamos ber as montras à capital.
- 657; 658; 65… ó mulher, já m’inganaste ótra bêz. Na bêz que eu tou tentar cuntar as galinhaige pra inscraber na Junta de Freguesia, amanhã.
- Contas mai-logo. – ordena Edviz já a pindurar o avental no puxador da porta da marquise e a buscar a mala.

Entartanto, à porta do Futebol Clube do Forninho, Casimiro da Açorda e Toin Tição cumbersam entre si:
- Já foste à abóbora?
- Ainda não, mas abri o rego pró nabo.
- Olha que é parciso sachar o nabo antes do rego.
- É o que eu faço sempre.


Finalmente o casal (Edviz mais Arestides) chegam à capital com o seu “espada” e estancionam, todos cuntentes da bida, em frente ao portão duma garaige que na interessa a ninguém.
Já noutra rua, Edviz pára na sapataria Braz e Braz e olserba a chinelaige. Ópois curva a esquina da Caixa Agrícola e segue a abenida acima a ber a montra das loiças e canecos, das mobílias, e loja dos tarzentos. Quando chega aos Mochos ainda Arestides está especado prá montra da barbearia (com o barbeiro lá dentro), a ber o filme na TVI.

Será que Edviz reencontra Arestides Grosso? E ouve-se uma buzina parba a chatear a caramelaige numa rua lá atrás, será que está alguém aflito ou quê? E porque é que a GNR apareceu? Seria melhor Arestides não ter saído de Bal da Bila?

Se na sabes, na percas os próximos episóides.


Qualquer semelhança destas personaiges cum a bida real tá logo a garreia armada.

26.4.06


Coiratos Com Açorda


Depois da estreia do primeiro episóide da primeira nobela totalmente caramela, a FLC registou um acréscimo significatibo de pombos correio nas imediações aéreas da nossa colectibidade.
Não parou de chegar cartaria de todos os lados da nação caramela, felicitando a iniciatiba e pricurando saber quando seria o próximo episódio. Por agora não nos enviem mais pombaria pois ainda não cunseguimos rasponder a todas as cartas inbiadas.
Ora atão aqui bai o segundo episóide da balente nobela caramela.

Coiratos Cum Açorda
2º episóide
Albino Chispalhudo regressa a casa.
Senta-se à mesa e sem dirigir palavra, mete uma colherada da sopa de mão de vaca à boca. Depois disto pargunta à mulher se ela ei parba, se depois de 60 anos de casados ela ainda não aprendeu a aquecer a sopa:

- Atão a sopa tá fria?!!!
- Biesses mais cedo, ê cá atelefonei-te a pricurar quando ei que binhas, mas tu só queres tar a falar com o cunselho da rebolução!
-Ahhh (Albino Chispalhudo muito rápido e aquase infurecido), bá lá ber a soparia ótra bez par dentro da gamela de ir ó lume e bê-lá se desta bez pões acindalhas que se bejam no fogarero, pa ber se não tenho de me chatear!
- Põe-na tu se quiseres, a mim ninguém móbriga, na sou escraba nim parba. Sou neta da Ti Toina Desinxaugada!

Disto isto, grande silêncio…, Venâinça da Verruga guardara durante anos o segredo de que era neta da Toina Desinxaugada, antiga empregada da mercearia (na Palhota) do bisavô do Albino Chispalhudo, mais conhecido por Albertino dos Chispes Grandes. Na altura, Toina Desinxaugada fugira com o dinheiro da mercearia, deixando Albertino dos Chispes Grandes quase na falência. Desde então as duas famílias vivem em guerra, não podendo sequer partilhar os baldios para despejar intulho.
Enquanto isto, na Palhota, sob um sol caramelo abrasador, planeia-se (entre uma ou duas mines pó buxo) o corte da estrada alcatroada para exigir a reposição de fragonetes gratuitas para excursões ao marcado de Pinhal Nobo.
O que dirá Albino Chispalhudo à sua mulher? Qual será a sua reacção ao saber que ela é neta da Ti Toina Desinxaugada? Durante quanto tempo o brabo pobo da Palhota cortará a estrada de alcatrão im frente è sede?
Não perca as cenas do próixime episóide de Coiratos cum Açorda!

24.4.06

Dia da Autodeterminação Recreatiba


Mais uma bêz a Nação Caramela, na sua luta pela autodeterminação recreatiba vai efectuar um fariado e comemorar o dia mais recreatibo da Caramelândia.
Dessa maneira a FLC, em parceria com todas as coletbidades amais os grupos espontâneos à sombra das árves, assim como particulares im geral, apresenta aqui o pograma oficial da Recriação Caramela (porque os pogramas das forças opressoras que andam prái a distribuir, são tudo uma grande mintira).


Pograma:


6 da manhã – Pré alborada (1ª fase): grande ensaio de tiro de caçadeira, sob o tema “Oube lá o meu chumbo a cair no teu telhado”;
07: 45h – Últimos cartuchos.
08: 00h - A Grande Alborada (2ªa fase) com foguetaige atiçada à beata e amandada por todos os técnicos lançadores de fogo rijo (actibidade coordenada pelo Celestino Bombista)
09:00h – Hastear das bandeiras-toalha sobre as mensas.
09:02h – “Corrida prá libardade”. Corrida de 1974 boltas ao marmeleiro do Ti Florival Catarro, uma bolta uma mine… outra bolta outra mine… até à libertação total (prova única no mundo).
10:00h – Concurso de pesca à rã no charco do Zeferino Candelabro (Terrim), usando uma peúga encarnada atada a uma cana.
11:00h – Hastear dos gerricans de tinto caramelo.
Mi-dia - Soltaige dos bombos (Palhota e Pinhal Novo);
12:05h– Alborada retardada (3ª fase), destinada à geração de caramelos nascidos após 1974. Sessão brabia de tiro cum caçadeira, subordinada ao tema “Acorda que já é mi-dia e olserba o pombo à’boar à procura do chumbo
13:00h – “O empanturramento caramelo”. Provas de sopa caramela amais tudo o que há na mensa.
15:00h – Sesta. A escolha duma boa sombra, sem moscas nem avespas.
16:00h – Re-Alborada (4ª fase) com flatulência rija e arroto.
16:15h – Pequeno beberete de confraternização entre os lambões da mine de litro e os defensores do tinto emburcado do gerrican.
17:50h – Apanha dos corpos (pelas irmãs carmelitas e obreiras da igreja).
18:00h – Caraóque-bariedades com os Ranchos Folclóricos de toda a nação.
19:00h - Espectáculo musical com gaitas de beiços acompanhadas com uivo-tenor do cão de raça coelheira. A primeira parte é abrilhantada pelo grupo de cânticos “Os Repolhos da Reforma Agrária”.
20:00h – Jantar conbíbio à bolta da mensa e olserbação do episoide da nobela “COIRATO CUM AÇORDA” na nossa TV.
22:00h – Bálhe à bolta do atrelado do tractor do Belarmino Anestésico, abrilhantado pelo famoso grupo musical “Peso Bruto Em Chispes
00:00h – Sessão de punhada encerratiba.
Participa com a Caramelândia e na fiques aí feito parbo, sintado a olhar.

17.4.06

TV E A NOVA NOVELA CARAMELA

Neste Domingo de Páscoa, foi finalmente fundada a TV caramela pela companhia A.I.H.&T.C. (Arrumos Hortoflorícolas Independentes & Telecumbersa Caramela), que é um consóirço que ajuntou o armazém de ozalite do Jaquim Pardal (Palhota) amais a aparelhaige de fazer televisão caseira, cumprada pelo pecuáiro Eufrásio Vinícola. Estes dois homes brabios inauguraram a primeira emissão, cortando simbolicamente com um alicate o arame de fardo que atava a antena transmissora à lâmpada florescente dos estúdios. A emissão ainda deu os 12 segundos do hino caramelo mas a queda da antena amais a lâmpada obrigou a inauguração prosseguir com pitromaxes e adiar a transmissão para a Terça-feira, dia em que estreará a primeira telenobela caramela. A nobela, com o nome “COIRATOS CUM AÇORDA”, é totalmente falada na nossa linguaige e retrata o dia a dia do nosso pobo, as suas atitudes e ocupações, os seus romances e garreias, as suas manhas e segredos; as bardades e as mintiras.


Resumo do 1º Episódio dos
COIRATOS CUM AÇORDA


Venãiça da Verruga pega no telemóvel e chama o marido reformado (Albino Chispalhudo), para vir almoçar:
- Ó home onde tás tu, na sabes que já é mi-dia?
- Tou aqui incostado à parede da Caixa Agrícola.
- Mas tu na óbistes a gaita dos bombeiros a dzer “mi-dia”?
- Óbi, óbi, mas táva aqui na cumbersa…

- Tal tal a cumbersa! A sopa já tá na mesa.

Enquanto isso Frederico dos Burquins (Venda do Alcaide) acaba de bender uma ficha tripla a Sebastião Conduto, para que nessa noite possa abrilhantar com caraóque a bisita oficial do Presidente da Capital Caramela à Cascalheira.
No cruzamento do Rio Frio já Sol-posto, quanto a pardalaige regressa, um tractor bira as rodas e vai em direito ao Poceirão. Mas quem é que o mandou ir práli? E será que bái mesmo ou bolta pra trás? Ou infia-se por um caminho escundido? Só a Ti Jquina Seborreia, que estava apanhar erva prá coelhaige, poderá desvendar.


Caramelos e caramelas não percam os próximos episóidos dos
COIRATOS CUM AÇORDA


Qualquer semelhança destas personaiges cum a bida real tá logo a garreia armada.

12.4.06

Bá par fora cá dentro

A FLC já habituou a malta caramela a perspicazes e eficazes investigações sobre tudo o que se passa nos bastidores da caramelândia.
Desta vez, enviámos 4 homens com provas dadas na nossa cultura, que durante 4 dias e 5 noites, se mantiveram dentro das instalações secretas do recém criado Ministério do Turismo Caramelo, disfarçados de bustos (de bronze) de importantes personalidades da região.
Quando regressaram, entregaram-nos (apesar de famintos e exaustos até ao coirato), um extenso relatório com dados importantíssimos sobre a estratégia de desenvolvimento
do turismo caramelo
.
Vai ser então criado um programa especial para que as famílias caramelas conheçam o país (caramelândia) onde vivem e tenham cada vez mais orgulho do que são.
Aos fins de semana, haverá descontos e bilhetes especiais para grupos, onde se inclua pelo menos um estrangeiro (indivíduo não caramelo), podendo os turistas escolherem entre diversos percursos, como por exemplo o percuros denominado 3 P’s com Tinto: Pinhal Novo-Palhota-Poceirão, ou o percurso B de Brabio: Baldera, Benda do Alcaide e Binha do Ti Toine Granada. Outro percurso a destacar é o das lojas tipicamente caramelas e locais de consumo genuínos como a Reforma Agrária e claro, o Marcado. O transporte será feito em carroça puxada por machos de raça caramela, existindo também a opçãp Zundapp ou Famel (com ou sem carro lateral). Cada percurso terá ainda um leque de opções extra, que permitirão ao visitante um verdadeiro banho inxauguado de cultura caramela. Estas opções são por exemplo, um contacto com grupos de Círios (com demonstração de foguetaige rija), um encontro com poetas populares com despique de quadras sobre a nossa nação ou uma demonstração do típico debate-garreia, um dos costumes mais arreigados do quotidiano popular (encenada por elementos do Teatro ATA). As visitas serão guiadas por técnicos do turismo caramelo (actualmente em formação), que só poderão falar em caramelo puro. Será fornecido (mediante pagamento extra) um dicionário (fotocopiado, a devolver no final da biaige) de caramelo-português. Outro elemento de base deste projecto é o destaque que a gastronomia terá, estando presente em todos os percursos, bastando a escolha do menu mais apreciado.
Será também lançada uma verdadeira operação de publicidade, sabendo a FLC que irão ser contactadas diversas homes importantes cá da grei (Paquito Caramelo, Toino das Ideias Parbas, Ti Balbina Acocorada, etc) para promoverem o programa. O slogan de promoção bai ser colocado im todos os meios bidons dos cafés da nação (8798 no total) e im árbores em locais estratéigicos, para que todo o pobo o beja e comece a biajar.
O ministério do Turismo Caramelo defende que “éi naçassáira a criação de uma bardadera rede entre localidaides caramelas, onde a língua, os costumes e a traçaige (gastronomia) sejam o triângulo que lebim (e elebim) o pobo caramelo à autodetarminação e bardadera libardade de exprassão”.

“Bão par fora cá dentre, e ó depois digam qualquer coisinha à gente”

7.4.06

A LINGUAGEM DO FOGUETE

A poucos dias do anibersário da ocupação deste espaço baldio, a FLC foi à procura dos técnicos operadores de fogo rijo para marcar a nossa cerimoina. Eis que nesta précura, incuntramos material secreto que revela a linguagem complexa contida no rebentamento de foguetes. Essa linguaige foi criada pelos nossos antepassados e destinava-se à comunicação entre a Caramelâdia e os povos circundantes. Viemos a saber que arqueólogos encontraram na Carregueira um esqueleto (sem uma mão) que se suspeita ser do Caramelus-afarensis-Carregueirensis, pois guardava com orgulho uma cana de foguete rebentado.

A linguagem, até então desconhecida, foi pacientemente decifrada a partir dos fragmentos da cana. Foi Celestino Bombista, presidente da C.C.C.L.F.R. (Confederação dos Círios Caramelos e Lançadores de Fogo Rijo), que levou dois anos a decifrar o código do rebentamento do foguete.

Hoje, numa entrevista no café “A Mine Embalsemada” revelou-nos o segredo:

FLC - Diga-nos lá, afinal os foguetes não servem só para fazer barulho, mas para dizer qualquer coisa à gente, não é?
Celestino B - É pois. A fugetaige é uma linguaige desimbolbida pelo nosso pobo…
FLC - Explique lá isso melhor …
CB- Por exemples, tá tudo na rua a andar normalmente feito parbo, de repente dá-se o rebentamento dum patardo nesses ares, o qué que quer dzer?... Quer dzer “Tá lá em cima.” Se for ao longe quer dzer “Tá lá longe”.
FLC- Ah!...
CB- Pois é! E quando tá muita fuguetaige a estralar ó memo tempo?... Então tá-se a dar uma grande cumbersa tá a cumprinder?...
FLC - Tipo debate-garreia em fogo rijo?
CB - Pois.
FLC - E o que quer dizer essa conversa?
CB - Bem, o assunto é bariábel de cumbersa pa cumbersa, mas quer dzer “Ê pá, tá aí uma fuguetaige caté cria bicho!” ou intão “Ê pá, tá aí uma fuguetaige cagente apanha medo à coisa!” ou intão quer dzer “Ê pá, balente fuguetaige!” ou intão quer só dzer “Ê pá!”
FLC - Estou a perceber…
CB - Pois!... E mais, por exemples um patardo muito forte, mas mesmo muito forte, ao fim duma grande cumbersa de foguetaige quer dizer “fim da mensaige”.
FLC - Ah! Já percebemos.
CB - Agora é só óbir com muita atenção.

E desta forma libertámos, mais uma vez, a nossa cultura brabia.

Crânio do Caramelus-afarensis-Carregueirensis.
Suspeita-se ter visto de perto um rebentamento desolserbado.

5.4.06

CAPITAL DA NAÇÃO CARAMELA


PINHAL NOVO É MUITO MAIS QUE CONCELHO.
PINHAL NOVO É CAPITAL DA NAÇÃO CARAMELA (E VAI SER MEMBRO DAS NAÇÕES UNIDAS E PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE)
PALMELA É JÁ UM BALDIO AO PÉ DAGENTE

3.4.06

Depois de Março a partir, Abril à punhada

Depois da Nação Caramela ter assistido e inchido até ó cagulo a sede dos Bombeiros ao longo de Março, a respeitosa coletbidade contactou a FLC no intuito de serem desbiadas para o ar libre as próximas actibidades culturais de Abril.

A reunião clandestina, já com a nova presidenta, teve lugar dentro duma ambulância, vigiada por seguranças da legião caramela, uns camuflados de camionistas (no lado do parque privado de camiões) e outros de fiscais-de-linha (no lado do Pinhalnovence). Nessa reunião os generais da FLC tiveram a oportunidade de felicitar a nova presidenta (mulher brabia de grande coração caramelo), com uma balente cerimoina emburcando 6 grades mines desinfectadas, amais coirato assado no desfibrador da ambulância. Depois de todos desólserbados o assunto tratado foi: O regresso à cultura brabia em céu aberto e deixem lá os homes da paz im paz.

Dessa maneira, ficou dito o seguinte:
“Programa Abril à punhada”

Dia 1- “É mintira.” Uma iniciatiba do ministério da cultura. Todos os caramelos imaginam um autarca qualquer, saem prá estrada e contam uma mintira ao primeiro que incuntrarem.
Dia 2 – “Domingo”. Cada um faz o que quiser à sua buntade e ninguém tem nada cum isso. Actibidade desimbolbida pela facção liberalista da FLC.
Do dia 3 até ao Quarto Crescente – Olserba os vasos, os canteiros, e os interbalos das pedras debaixo dos carros belhos. O musgo está a desaparecer!! É tempo de semear abóboras por aí.
Dia 14, Sexa Feira Santa – Apanha da erva prá coelhaige. Concentração de menardas de caixote traseiro, na Carregueira, seguindo a apanha de erva até ao Poceirão. Basta seguir a ti Pacheca da Famel esverdeada.
Dia 15 – Apalpação da galinha poedeira usando o dedo maminho (com a unhaca grande). Olserbação da passaraige a fazer o ninho nas árves, óbindo os seus cantos. Nesta actibidade contamos com a presença dos sóiços da Columbófila, actualmente muito dados às actibidades de relento.
Dia 16 – “Páscoa”. Congresso do meio-bidom-pascal e assada de coelho com ovo pintado com mines. Actibidade na sociedade do Terrim. Campeonato de tiro de flóberes (sugeito a inscrições-grito). As caramelas se quiserem cumbersam umas com as outras enquanto isto se processa.
A nação caramela está forte e sadia.

26.3.06

Caramelândia candidata-se a patrimóine da Humanidade
A FLC, atrabés de dois agentes disfarçados de reloiges suiços de parede, tebe acesso ao documento ultra-secreto do ministério da Cultura Caramela, enviado antesdonte, logo que a chuba acalmou (bia pombo correio caramelo de longo curso, ), para a sede da UNESCO im Paris, França.
Como tal, apresentamos em primeiro chispe, a notícia de que oficialmente nos bamos candidatar a Patrimóine da Humanidade.
De saguida, mostramos o texto cumpleto inbiado ós homes de Paris, escrito probábelmente por Alambúzio Canalhadas, 1º vogal do Ministério da Cultura Caramela:
"Caro sr. dótor home dono-prasidente das Nações Unidas:
Somos um pobo digno, respeitador, respeitoso, de direitos assumidos e cunbicto do seu patrimóine excepcional e balente, tanto natural (árbores, , tarrenos baldios, musgos, porcos carameló-mirândez, becheza de bárias espéces, homes e mulheres caramelas), com construído ( barraiges, meios-bidons, gaita de foles, chispe com mão de baca, binho Tinto balente, motorizadas, Círios e foguetaige do mais rijo que pode haber, típicas casas caramelas, vestuário etnográfico caramelo, etc, etc, etc). Par além de tudo isto que bócê pode cumprubar quando cá bier, temos ainda aquilo que mais nos identifica: a nossa língua caramela, parte da nossa identidade. Pracisamos de libros editados nesta língua, de apoios para cursos à gaiataige parba, que esta língua seja tamém oficial nas nossas escolas. Caremos tamém o apoio à nossa arquitectura tipicamente caramela, para que na sejam só préides na capetal sim jeito nenhum, nim nada a ber cumnosco. Caremos que o espaço democráitico, o abre-mines, o espelho social, o reflexo im mobimento no charco das rãs, as acindalhas de uma cultura, de um pobo, de um país, cujos habitantes se reconhecem pelo nome de caramelos seja a nossa candidatura a Patrimóine.
Os caramelos são um pobo garreador, balente, expressivo e aberto, amigo do seu amigo e amante de belos insaios da mócada, bulgarmente denominados (de forma mais moderno-democrática) debates-garreia.
Cunbidamos bossa excalência a bir bisitar o nosso país, pode ser ó dia de marcado (um dos ex-libres do nosso pobo) e se puder benha um dia mais cedo, pa irmos à Raforma Agraira, outra montra de uma das nossas principais actibidades econóimicas: a agricultura. Se tiber cunsigo uma nabalhita (de bolso) traga tamém, que ó depois bai parceber porquêi. Benha e probe as nossas especialidades gastronómicas (chispes com mão de vaca, cabeça de porco, coiratada, intarmiada, tudo acumpanhado de boas mines e tinto da região), e cuncerteza sairá daqui cum a çarteza de que este pobo balente e oprimido marece a bossa cunsideração e raspeito e ódepois bócê mais os seus homes logo bêem se este pobo marece ó não ser patrimoine da humanidaide.
É cá tenho na maniazinha de ca sim (e na debe ser bócê - cum todo o raspeito- que ma bai tirar)!
Respeitosamente e cum balintia,
Alambúzio Canalhadas

24.3.06

O Punk Caramelo na capital

“Ora atão a ber se a múseca corre balente e se os homes na se ingalfinham pá í à barduada, que cá só quero é binder mines”, era este o desejo do home do bar da SFUA, a apenas um dia da “inbasão de galfaraige musical”. Na Capital caramela todos agurdam a binda “dessa gente malina, que nã conhecemos, mas se par cá bêem ei porque debim de gostar da gente” ou “bá lá ber essa múseca pa ber se os homes tocam malhor do que o nosso rancho”, eram algumas frases que ontem se podiam óbir a quem passasse perto dos grupos conspiratibos que ocupam a paragem dos autocarros dos pinheirinhos ou atão a parede da Caixa de Crédito Agrícola.
O motibo era o início da inbasão punk à capital caramela, para duas matinés nocturnas, a começar já hoje no Pátio Caramelo.
Como se sabe a FLC apoia o Punk Caramelo e o ministério da Cultura Caramela, na pessoa de Idalberto Anacrónico, quer a partir daqui prastar o seu apoio às bandas Ervas Daninhas e Coiratos Violentos e à divulgação e edição do álbum “Coirato com pêlo e mine preta”, do cunjunto musical Shibérs, que decidiram abrilhantar o seu trabalho com uma dedicatória a dois símbolos da nossa cultura gastronómica.
Idalberto Anacrónico, em entrabista à Rádio Antena Caramela, espera que o Punk caramelo “continue a eboluir e
ca perspectiva de fusões com os ranchos das nossas terras seja cada bez menos uma utopia cultural”.
A FLC tratou ainda de enviar três agentes disfarçados de punks caramelos para fiscalizarem o decorrer das actibidades culturais no Pátio Caramelo e ber se os 4 meios bidons de serbiço dão bazâo im cundições a tão grandiosa bailação moderno-punk-caramela.

13.3.06

RESULTADOS DOS TESTES NESTE ESPAÇO BALDIO

Resultado da sondaige sobre a influência da cultura caramela nas pessoas em giral e no lar em particular traz boas notícias.
Em primeiro lugar ficámos a saber que a sopa caramela está viva e bem temperada pois 64% das mulheres dizem saber fazer este prato marabilhoso controlando a espessura do caldo. No entanto há por aí 29% delas que assumem uma atitude dubidosa, referindo a nossa sopa como “sopa de entulho”, dando preferência aos bolos como sinal de modernidade e etiqueta. Todas elas já passaram pelo menos uma noite na cela e outras na Sela tendo saído em liberdade com termo de residência. Por fim há ainda uma percenteige de mulherio (4%) que acredita na moela do coelho e no poder da pinça cibernética como futuro da alimentação local. Estas últimas revelaram-se perigosas para a nossa cultura, por isso foram perseguidas por agentes femininos da FLC para passarem uma temporada na apanha do morango na Quinta do Cagulo em Lagameças… todas eles fugiram e pediram asilo nos serviços administrativos da Câmara Palmelona. Deixem-nas lá estar.

Por outro lado, esta sondaige rebelou que o home caramelo é ainda um home brabio e de grande coração, pois 84% usa ainda o pau da vassoura para a cachaporrada, não como exercício de autoridade mas como desporto com outros homes brabios sob a pratica do Jogo do Pau, que é, como se sabe, um jogo muito importante na nossa cultura. Ao saber disto, FLC foi logo contactar os ginásios da capital para introduzirem o Jogo do Pau como exercícios de aeróbica e coordenação motora, mas a resposta foi sempre a mesma:
- Não, porque é muito perigoso!
A FLC vê as coisas noutra perspectiba. Acha que os ginásios é andam muito apandleirados.
No que toca às actibidades no lar, confirma-se a belha cultura caramela. Os homes brabios não se sentem muito à buntade nesta área. Apenas 8% deles rebelou entusiasmo pra lebar o lixo à estrumeira como única tarefa digna da sua brabura. Os restantes 9%, gostam de limpar o pó e passar a ferro. A FLC aprofilhou de imediato 29 especialistas para dar apoio psiquiátrico a estes indibíduos.


PARA BREVE ESTARÁ NESTE BALDIO UMA OUTRA SUNDAIGE DE INTERESSE CULTURAL

A pintura da sundaige, como ela ficou hã! A Edeviz dos Babetes amais a comissão de moradoras domésticas do Lau, vão fazer um tapete em ponto-cruz 5 X 8m com (esta imaige) pra pindurar na auto-estrada (na ponte da Lagoa da Palha). Assim toda a gente fica a saber a força da nossa cultura.

9.3.06

Amigos de Baco, mulher caramela e a clandestinidade

Atão a repaziada cá do burgo caramelo agradece ós Amigos de Baco a gintiliza de se terem alimbrado da gente e de nos terem parsentiado com marabilhas do legado cultural e patrimonial do nosso generoso e balente home Zei Maria Bacalhau.
A FLC promete usar os óculos de burnico de porco e bai tintar reproduzi-los (com a téicnica sacreta do porco caramelo varrasco cobridor) de modo a que todos os elementos ó serbiço da nossa organização (que por sua bez está inteiramente e sempre ó serbiço do povo caramelo), possam usufruir de tão grande inobação no campo do bisionamento- espião. Iremos usar tamim os cagalhões pendentes com toda a honra, ostentando-os de forma brabia e destemida, pindurados ó pescoço.
Queremos tamim informar (im resposta às inúmeras cartas e pombos correios que têm sobreboado (e adubado, cagatibamente falando) a nossa sede-colectibidade, que para nós todos os dias são dias da obra prima universal que é a Mulher Caramela. São elas as flores selbaiges dos nossos campos brabios, são elas o nosso bidon metade, são elas também um dos motibos da luta pela autodeterminação do heróico povo caramelo. Para elas, um balente fogo rijo e morteraige quei uma coisa parba, nuca antes bista. Não só naquele que dizim ser o dia delas, mas hoije e todos os dias, biba a espécime caramela im forma de mulher.
O home caramelo nã liga a essas coisas de dias disto e daquilo, atéi porque a gente se guia por um calindário que nã éi o calindário oficial (mas o nosso é quei o oficial).
Por ultimo, nã podemos ainda explicar o porquêi da nossa ausência...Pedimos apenas que confiem im nós…
O dia da libertação caramela aproxima-se…*

*(carta enviada de local incógnito, via pombo correio secreto de longo curso, adaptado ao voo nocturno, gentilmente publicada por um colaborador na clandestinidade).