22.10.06

Classificados Caramelos
Aqui poderá comprar, vender, trocar e anunciar produtos caramelos.

Edição especial de produtos de casa de banho

A FLC não exerce nenhum tipo de censura ou correcção sobre os anúncios que nos são enviados, deixando-os como foram escritos.


Vendo urinol da antiga retrete da estação de comboios de Pinhal Nobo
Muito bom estado, apesar do uso.

Contactar: Manel Jquim Parbo
9198432134

Procuro pedreiro que saiba construir retretes à antiga portuguesa, com gagatóiro de cócoras e tudo, como mandava a lei

Contacto: Maria Antígona Pitrolera (Palhota)
Parguntem por mim na marcearia do Ti Lampreia.

Vendo manual antigo, “Como apanhar arganaças e bicheza da pior espécie, que entrem pelo cano da ratrete”.
Muito útil, se a bicheza atacar pela retrete.

Contactar: Alampina Escangalgada (Lau)
Parguntem por mim ò home do carro de praça ou a alguém pela Escangalgada, toda a gente me conhece por ali.

Vendo vinho caramelo da marca “zurrapa”, bom para desentupir canos da casa de banho ou buer à refeição (é melhor acompanhar com algum conduto).

Contactar: Jquim Balente Albuzio (Palhota)
2123456789

Troco cortina de banho cumprada na Loja do Toino Brinca em 1985 (em bom estado) por candeeiro a pitróil, daqueles que se pindurabam na parede perto do cagatóiro.

Contactar: Ti Balbina Acocorada (nim ei praciso dzer mai nada).

Bendo colecção intiga e baliosa de penicos, cumprados no marcado da capital. Todos já usados, um ou dois tem ainda marca do produto lá depositado, mas com um pouco de esforço e balintia deve de sair bem. Bom preço.

Contactar: Ti Manel Calafate (Arraiados)


Bendo livro muito raro do Toino das Ideias Parbas:”A retrete é o mê escritóire, dixim-me estar à buntade”, escrito em 1990, no tempo da sua fase existêncialistó-caramela”.

Contactar: Casemiro do Aço (Vale da Vila)
Se tiberem intrassados bão à escola primária do Bale da Bila e parguntem pelo professor Casimiro.

Bendo conjunto completo de sulfatar, com oferta de parfumes caseros feitos à base de laranja e obos de pata, especialmente cuncebidos para quim more (ou tenha a retrete), perto da bala da salgueirinha.
Contactar: Manel Açambarca (Salgueirinha)
Moro na ultima casa, como quim bai do Pinhal Nobo, antes de chegar ó fim da bala da merda.

29.9.06


Momento histórico: comitiva da Caramelândia pode ser recebida pelo Papa no Vaticano

A viagem a Roma poderá ser agendada já para o próximo mês, tudo dependendo dos apoios conseguidos, do estado do tempo e do meio de transporte utilizado para a deslocação (fragnete de caixa aberta, carroça ou motorizadas).
A comitiva a enviar ao Vaticano está praticamente definida. No entanto por motivos de segurança, a lista não foi ainda tornada pública. Apesar disto, a FLC soube através de um dos seus colaboradores secretos que dois nomes de luxo estão dados como certos para serem os representantes oficiais desta comitiva: nada mais, nada menos do que Toino das Ideias Parvas, conceituado filósofo caramelo contemporâneo, e Ti Balbina Acocorada, poetisa popular e activista feminista, que de momento preferiram nada dizer sobre este assunto. Dois nomes maiores das letras e artes caramelas que com certeza levarão a lição bem estudada para o encontro com Sua Santidade. Esta viagem será organizada pela recém formada C.P.L..C. (Comunidade dos Povos de Língua Caramela) e terá como objectivo máximo dar a conhecer ao Papa a nossa língua e cultura ancestral. Os representantes da C.P.L..C. pretendem convencer sua Santidade da importância da língua caramela nos nossos dias, para que ele passe também a incluí-la nos seus discursos e comunicações ao mundo, enchendo-nos de orgulho e tornando cada vez mais conhecidos os nossos desejos de auto-determinação. Para isso, Toino das Ideias Parvas e Ti Balbina Acocorada tentarão ter uma audiência em privado com o Papa. Consigo deverão levar um enorme rol de prendas (talvez por isso a comitiva seja obrigada a ir de fragnete de caixa aberta com sofás acoplados e atrelado), pois diversas entidades e organizações caramelas como o Rancho Folclórico de Pinhal Novo, os Bardoada, a Junta de Freguesia, o Círio da Carregueira, o ATA, e a Associação Académica, entre outros, já manifestaram o seu desejo em aderir a esta grande iniciativa.
Esta visita por si só, com ou sem êxito, ficará com certeza na história da caramelândia e aumentará ainda mais o respeito e admiração por estas duas ilustres figuras da cultura local.
Boa sorte e boa viagem para Ti Balbina Acocorada, Toino das Ideias Parvas e restante comitiva.
A nação caramela cunfia im bócezes, repazes e reparigas balentes!

17.9.06

Caramelo passa a ser língua oficial nas escolas da Caramelândia

Como sempre, a FLC tem o privilégio de anunciar ao povo caramelo as medidas oficiais antes de estas o serem.
Assim, sabemos que o Ministério Caramelo da Educação pretende implementar já no corrente ano lectivo, a língua caramela como língua oficial de todas as escolas da caramelândia (a partir do primeiro ciclo).
De recordar que esta medida não é nova, pois já tinha sido tentada no ano lectivo anterior, não se tendo verificado grande aderência por parte dos professores. Em relação a esta medida, só o colégio O Gaiato Parbo (Lagameças) foi distinguido pela positiva, com a totalidade dos professores e funcionários a adoptarem o caramelo como a sua primeira língua e dominando-a de um modo tão perfeito, que por vezes é necessário um tradutor para que algum visitante não caramelo consiga perceber o que dizem.
O Ministério Caramelo da Educacão anunciou que este ano não vai tolerar desculpas ou falsas argumentações por parte dos professores e que esta medida é mesmo para cumprir, com o objectivo de ser realmente possível ouvir e falar caramelo puro nas nossas escolas.
A rede de escolas da capital caramela vai ser alvo de inspecções periódicas por parte de inspectores educacionais e as escolas que falharem este objectivo serão duramente penalizadas.
Ao dispor dos professores estarão vários programas e cursos através dos quais a sua aprendizagem do caramelo será mais rápida e fácil. De destacar os acordos do Ministério com verdadeiras universidades da língua caramela como o café da Sede da Lagoa da Palha, os bares do marcado de Pinhal Novo, o café Capuchinho e o café Lua Cheia Aparbalhada, nos quais os professores terão conta aberta, podendo passar longos momentos ao balcão, imbubadando-se de língua e cultura caramela. Para além disto, existirão também visitas guiadas à caramelândia profunda, em carrinhas de caixa aberta com sofás e meio-bidons acoplados. Serão também cedidas às escolas (4 por instituição numa primeira fase) motorizadas artilhadas para que os professores adquiram o hábito de se deslocarem nestes veículos tradicionais, existindo a possibilidade de em cada final de ano lectivo haver despiques de punho aberto e escape libre entre os professores que demonstrem maior mestria e perícia na arte da menarda.
A FLC sabe também que está ainda em fase de estudo a possibilidade de os toques de entrada e saída das salas de aula (actualmente feitos por campainhas), serem substituídos por foguetaige, faltando ainda o acordo com o Círio da Carregueira, verdadeiros mestres nesta arte caramela secular. Esta organização terá apenas de disponibilizar os seus elementos para dar formação adequada aos funcionários das escolas, tornando-os verdadeiros profissionais do lançamento do fogo rijo. No entanto, sabemos que da parte desta organização não haverá qualquer problema de cooperação, exigindo apenas alguns garrafões de tinto da região e uma balente almoçarada de cunbíbio nas escolas onde a formação for dada.


12.9.06

A nha menardinha

"Como mimscrebi no motoclube cá da caramelândia, e im cumbersas amais o Tohinaiço imbentei estes bérsos da nha cabeça. Espero que gostim.

A nha menarda

A nha menarda artilhada
Tem molas de competição
Salta por cima do cumbóio
Pró outro lado da estação.

À noite desalboriado
Bou ditado no selim
Bou de farol apagado
Bou do Lau ao Terrim.

Fiz uma nova pintura
Com uma risca amarela
Só me falta a pindura
Que bou buscar à Sela.

Tenho escape de rindimento
Pra açapar de madrugada
Bou de punho cerrado
Bou a fugir à guarda.

Menarda menardinha
Menarda meu amor


Tem o ronco dum trovão
e a força dum tractor
lebo a família e o cão
em cima do guiador

tem a força dum tractor
menarda menardinha
E um ninho de ratos
Na cabeça motor


Tem cadilhes pindurados
Na manete do trabão
Faço rotundas todo ditado
A arrojá-los pu chão


Aposto já cuntigo
Librete contra librete,
Bou de roda im péi
Do Lau a Alcochete.

(carta anónima trazida por um cão caramelo)

5.9.06

Grandes entrevistas de verão

Espaço dedicado a entrebistas beraneantes com homes de elebada importância na grei caramela

A grande entrebista de berão bai para Fernado Excomungado Pitrólero, idade incerta, residente na bela localidade da Carregueira e candidato assumido à presidência da futura C.E.C. (Comunidade Económica Caramela).
A hora combinada para a entrevista não foi a melhor, a planície está quase deserta, três da tarde, o sol caramelo fustiga-nos o coirato atéi à intarmiada. Depois de pricuramos no café Lua Cheia Aparbalhada, não foi difícil encontrarmos o nosso homem. Manuel Pitrólero é de facto um home rijo, que impressiona pela determinação das suas ideías e porte quase aristocrático (de linhagem caramela).
Mal entramos no seu território (um antigo terreno baldio por ele ocupado no pós-25 de Abril) avistamo-lo: está no alpendre, confortavelmente instalado numa velha cadeira de palha, rodiado por dois cães de raça coelhera, que bastante brabios, não param de nos rosnar, eriçando o pelo e mordendo-se mutuamente. Nandinho do Pitróile (como gosta de ser chamado), tem os pés dentro de um alguidar com áuga e gelo, o qual serve simultaneamente de refrescador de mines e de uma metade de melancia, na qual ele acraba as unhas, esgrabatando as pevides que se misturam com a água fresca. As primeiras palabras que nos dirige não são cordiais:”tal tá a merda, atão já pinsaba que bócês na binham, bá lá ber, tenho mais que fazer!”. Percebemos depois que Pitrólero nos confundira com repórteres do Jornal do Pinhal Novo, e assim desfeito o equívoco, (sabendo que éramos da FLC), nos convidou imediatamente para entrar, oferecendo-nos melancia fresca e mines, “se são da FLC são amigos, car...”, disse. De seguida, num movimento elegante e igualmente selbaige, sacou da sua navalha, mergulhou-a no alguidar dos pés, levantando-a pouco depois. Na ponta trazia um belo pedaço de melancia, o qual nos ofereceu, ao mesmo tempo que abria duas mines com os dentes, “bebam repazes, cú calor tá aparbalhado, isto aquase parece que se bibe dentro de um meio bidon im brasa”.
N. Pitrólero tem uma longa história de trabalho e deambulações por todo o território caramelo, o qual conhece bem e no qual é também bem conhecido. Diz não só orgulhar-se dos muitos amigos que tem, mas também dos muitos inimigos que foi fazendo e que o ajudam a manter-se “sempre de pêlo eriçado como os mês canitos e de crista im péi comó galo cobridor”. Em gaiato, após o avô “ter aparecido im casa com um zingarelho que daba luz”, decidiu começar a vender pitromaxs de porta em porta, o que lhe permitiu comprar a sua primeira bicicleta a motor “ainda me alembra, fui à capital, ó Sousa das Bcicletes e paguei im denhero. Intrei na loja e disse: benho a péi mas quero sair daqui a cabalo im qualquer coisa que ande à parba”.
Pouco depois, fez parte do grupo de pioneiros caramelos que acreditaram na exploração do petróleo na região do Lau e consegui com isso amealhar uma pequena fortuna. Quando este tema de cunbersa surge, os seus olhos brilham, e entre mais uma nabalhada de melancia do alguidar e um gole de mine, diz:”ali habia pitróile bardadero, quim acraditou nisso, incuntrou o óile que faz os homes parbos. No ínicio para cunseguirmos extraí-lo tinha de ser à pá e ódepois chupá-lo por uma manguera...ingoli muitos litros de pitróile, atéi o mê mijo era balioso.. Aquase todos os meios bidons que hoje andam por aí, fui eu que os bindi, chiínhois atei ó cagulo de pitróile caramelo”. É este o home que quer ser presidente da futura Comunidade Económica Caramela, um sonho que acalenta desde gaiato, porque na sua opinião a caramelândia deve-se unir para que “ nã facam do home caramelo brabio um bicho im istincão para ser mostrado im desfiles e também para que a gente nã se ingalfinhe todos à bardoada e ó tiro uns cús otros, esquecendo-se que somos um só pobo, selbaige e rijo”. Entretanto as primeiras estrelas começam já a aparecer no céu da Carreguera e Nandinho Pitrólero tem os pés frios. Em silêncio, absorvido pela serenidade do horizonte, limpa os pés nos cães e enrola um cigarrito. Absorto, contempla agora o mundo. Queríamos ainda fazer-lhe algumas perguntas sobre a futura C.E.C., mas ele diz-nos calmamente: “repazes, se eu fosse a bócês punha os chispes daqui par fora. Bai comecar o nosso dibertimento nocturno, uma sassão da tiro”. Vêmo-lo pegar na caçadera, colocar o cigarrito ó canto da boca e apuntar para a casa do vizinho. Não tardam em chegar as primeiras rajadas de tiros, provavelmente provenientes de uma outra casa mais distante, que se acrabam na chaparia da marquise. Aproveitamos a sugestão, rastejamos até ao portão e vamos de menarda pela noite fora, cuntentes por termos conseguido mais esta entrebista com um home importante da caramelândia. Ao longe ainda se ouvem tiros...

14.8.06

Cantinho da nossa culinária

Nova rubrica da FLC destinada à mulher caramela, com dicas, sugestões e indicações sobre receitas culinárias tradicionais da nossa região, de Valdera às Lagameças, da Palhota ao Lau, de Vale da Vila à Lagoa da Palha e Pinhal Novo.

As leitoras poderão enviar-nos as suas receitas, opiniões ou simplesmente partilhar connosco o gosto pela nossa cozinha tradicional.

Espaço com a assinatura da Ti Grunhilda (antiga cozinheira do Café Satélite, especialista em túbaros de porco caramelo-mirandês).

"Queridas amigas! É cum muito gosto que início aqui esta noba rubrica. Os homes da FLC cunbidaram-me e eu acitei, pois acho que o lugar da mulher debe de ser na cozinha a fazer comida para o seu home e qualquer mulher caramela debe de ser balente a cozinhar e sou contra essas modernices de comida pronta e nã sei quei, que essas gaiatas de hoije im dia gostam de fazer. Um dia quis experimintar a ber se o mê home, o Jquim Impanturrado, gostaba e chamei um carro de praça pa ir à capital à cunpratiba (aprobeitei pois também já aquaise nã tinha sacos de plástico) e cumprei uma daquelas sopas quéi só botar áuga. Depois, boltei par casa e fiz a sopa e lebei ó home, que já taba com a galga e só fica satesfeito quando tá impanturrado, atei lhe botaram a alcunha, cú bardadero nome dele ei Joaquim Augadiço, mas lebei atão a sopa ó home e ele mal pôs a colher na boca, nã debe de ter gostado do sabor e com as duas mãos tombou a mesa de uma só bez, rebirando as gamelas e o tacho da sopa, foi tudo borda fora. Depois ainda puxou do cinto de pele de porco e deu-me um tareão balente. No final disse-me que nã queria dessas pandlerices de comida im casa, que temos porcos e horta e bicheza cum fartura pa fazer comida rija, para ele se impanturrar e arrotar no final (ei quando eu sei que ele se sente bem impanturrado).
Por isso tão a ber, na nha casa só entram produtos caseros da caramelândia, espero que bócês façam o mesmo, se nã sóberim onde cumprar bão à raforma agráira".

Atão aqui bai a receita de pudim casero caramelo, que nos foi inbiada pela Belarmina Inxaugada, da Lagoa da Palha:

Pudim casero caramelo

Ingredientes

2 dúzias de obos de galinhas caramelas
2 orelhas de porco (de preferência caramelo mirandês)
2 kilos de açucre
1 panela velha
1 gamela (pode ser o alguidar da roupa)
1 beteneira pequena
1 balde
1 escopo
1 frigorífico

Modo de preparação

Labe as orelhas de porco e lebe-as ó lume atei farberem. Odepois tire-as par fora e dê-as ó canito e guarde a gurdura quélas ditaram dentro dum balde e deixe o balde ó sol atei a gordura inrejar e secar.
Atire depois os óbos cum força par dentro da betonera e ponha-a a trabalhar, dixando misturar as gemas com as claras. Depois atire com o pacote de açucar lá par dentro tamém e repita o mesmo processo. Lembre-se que o açucar ei branco, por isso se incuntrar graínhas amarelas debem ser de restos de areia da batenera, mas nã se preocupe cum isso (ódepois nim se nota, os alarbes traçam tudo).
Quando tudo tiber bem mexido, baze o cunteúdo da batenera par dentro da panela e deixe ir ó lume atei cozer tudo bem. Ódepois, intorne tudo para dentro do alguidar e bá buscar o balde com a gordura das orelhas de porco. Com a ajuda do escopo, retire a gordura e coloque-a por cima do preparado do pudim. Bai depois ó fricorifico pa gelar 1 hora e fica bom.

Bom apetite e atéi prá semana!

4.8.06

Consultóiro do dia-a-dia


Se tiberes ãinças ou bicho-carpinteiro, escrebe práqui que a FLC dá-te a mesinha. Tamém podes fazer as tuas précuras que temos um rancho de caramelos especializados que te darão as respostas certas.

Exmos. Srs. da Frente de Libertação Caramela, escrevo esta carta porque tenho andado com um grande problema e espero que o consigam resolver. Vivo na Cascalheira e sou caramelo há cerca de um ano porque o ano passado aderi ao “Kit – Novo Caramelo” (fornecido por V/ Exas) e tenho sempre praticado com toda a família os costumes da nossa terra com muita dedicação. Posso dizer que até já tenho uma flober para acertar nas molas da roupa da vizinhança e até já comi uma maçã riscadinha escondido nuns arbustos em Valdera. Já sei ler a nossa língua e estou a dar os primeiros passos na escrita. O problema é que não consigo falar o caramelo! Ainda a semana passada estive no Rancho Folclórico da Venda do Alcaide e senti uma certa vergonha por não saber falar como o resto da malta. O que devo fazer para poder falar o caramelo correcto?

Ó meu rapaz, bocemecê beio ao sítio certo na hora certa, pois a FLC acabou de preparar um curso de Berão sobre a oralidade e vernáculo caramelo moderno. Basta inscreber-se aqui. O curso serbe pra resolber os problemas da fala e vai ter as seguintes disciplinas:

Teorias da oralidade caramela (TOC)
Nesta disciplina são dadas noções sobre as cumbersas dentro da binha e algum bocabulário perdido. São dadas tamém as diferenças de linguaige nas dibersas regiões da Caramelândia e visionamento da telenobela “Cuiratos cum açorda” como estudo da riqueza línguística. No final, cada participante contará uma históira da sua cabeça em caramelo arcaico.

Terapia da fala
Aqui põe-se em prática a árdua tarefa de articular palabras enquanto se está a comer coirato; a posição da língua e o tom certo da bóz. Nas variantes da fala, as caramelas aprendim a falar em falsete, e os caramelos aprendim a falar enquanto emborcam uma mine. Para os mais interessados, a nossa terapeuta bai insinar tamém a falar com salpicos de cuspo (com placa e sem placa) como forma de comunicação a meia distância. Esta disciplina termina com uma dramatização na sede do Rancho Folclórico das Lagameças.

Debate-garreia
É uma disciplina nuclear onde se aprende a falar caramelo brabio em público. Terá exercícios de dicção correcta e leituras em bóz alta com um palito na boca; demonstrações de dibersos tipos de debate-garreia tais como a garreia a andar em cima da Famel sem cair, a garreia na coletbidade e a garreia na reforma-agrária. No final, será feito um exame na sede do Grupo Desportivo da Lagoa da Palha, numa noite de bálho. Este exame faz parte do trabalho final “A berdade está na bóz” proporcionando uma marabilhosa biaige aos rituais da razão fundada na oralidade. Os finalistas têm de se integrar no imbiente onde, previamente, estão todos a falar ao mesmo tempo. A partir daí é preciso percebê-los e fazer baler a sua ideia, atrabéz dum debate-garreia contínuo, a comer coirato e a beber mines. Se o finalista cunseguir cunbincer dois caramelos, passará com distinção.

Resposta de Manel Encontrado (assim conhecido porque foi encontrado dentro dum cesto, junto a um ninho de vespas).

23.7.06

Primeiro Uestern à Caramela

O Ministério da Cultura Caramela acaba de anunciar a abertura de um concurso para o primeiro filme de cóbois à caramela.
A ideia de uma coboiada caramela surgiu depois de Bazancio Esgrabulha (responsábel pelo sector audio-bisual da caramelandia) ter realizado um inquérito a cerca de 1000 homes-cidadãos antigos utentes do cinema da S.F.U.A., no qual pricuraba saber qual o tipo de filme que estes mais gostabam de ber. A resposta foi esmagadora com cerca de 90 por cento dos inquiridos a responder „filmes de cóbois, pois atão!”.
Assim, podem-se candidatar „todos os homes que tiberem ideias parbas ou não e uma camera à mão. A F.L.C. sabe tambem que o Ministerio da Cultura Caramelo tem cameras de filmar para imprestar ao pobo, para que se comece „a impriender essa tarefa Hercuila de fazer o primeiro grande clássico do cinema caramelo, para o qual na bamos olhar a despesas”, afirmou Esgrabulha, enquanto num costume muito seu, esgrabulhaba com a unha do dedo indicador da mão direita, a narina esquerda, ja dilatada por este hábito herdado do avô paterno.
As únicas regras para os pretendentes a realizadores são as seguintes: que o filme seja totalmente em língua caramela e que os cabalos sejam substituidos por menardas Sach ou Famel (de preferencia que estejam artilhadas). A F.L.C. sabe tambem que bai ser aberto um castingue para incuntrar actores brabios, porcos e maus. Os actores serão pagos à jorna e os figurantes terão direito a uma Sumol (laraja ou ananás) ou uma mine e a uma intarmiada/ coirato (por cada dia de filmaige).

Participa se és jobe ou belho, se és parbo ó não.
Este filme bai fazer parte da históira da nossa nacão.

17.7.06

Os bersos populares

Chegou aqui ao nosso baldio os bersos do Zémanel Calibrado, o poeta popular da Fonte da Baca que ganhou o 1º prémio do cuncurso da Junta de Freguesia “Bersos na ponta do beiço”. Aqui ele oferece à gente uma berdadeira obra caramela, dedicada à sua flober.


A nha Flober

Com a nha flober sou o rei
Tenho uma ganda apontaria
Até já acertei
Nas nalgas da tua tia.

Dizem que é mintira
Mas nã tás bem a ber
Nã preciso de ponto mira
Até acerto a correr

Não falho uma lata,
Esfrangalho qualquer bolota,
Até dou numa beata
Como daqui à Palhota

Com três chumbinhos no beiço
Dou uma bolta ó estendal
Dois deles acerto nas molas
e outro furo o lençol.

Podes crer que é berdade
Se tás parbo e descunfiado,
Eu acerto num papo-seco
Como daqui ó Pintiado

De flober e de bciclete
A apontar e a pedalar
Já acertei numa chiclete
Que tinha cuspido pró ar

Tás parbo e com azia?
Tal é a precisão!
Acerto num palito
Como daqui ao Poceirão.

Nã falho caricas, sou perfeito
Nã há quem imagine
Acerto mesmo a preceito
E abro logo uma mine

Com o cano apontado,
do parapeito da nha janela,
Acerto numa mosca
No castelo de Palmela.

E agora pra acabar
Só tenho uma coisa a dzer
Sou o melhor da flober
E quem me cuntrariar
Leba chumbo a baler.

13.7.06

As nobas salas de aula

Deribado ao excesso número de jobens caramelos dentro das nossas escolas, a FLC foi contactada pelos presidentes das escolas da Caramelândia, (Ciclo amais a Escola Secundáira) para uma reunião clandestina de índole aflita, escundidos na malhada do burro Justino, em Poceirão.

Feita a reunião, a FLC meteu mãos à obra e ajuntou de urgência as suas altas patentes à bolta dos matraquilhos, na sede do Terrim, de onde se delineou o pugrama “Escola em Cagulo, Assenta-te Aqui ao Colo”.
Este pugrama bai insinar os professores e professoras prá bida brabia e costumes caramelos, enfrentando as nobas necessidades educatibas da escola em cagulo.

Eis então, em traços gerais, o pugrama “Escola em Cagulo Assenta-te Aqui ao Colo”

- Como infiar uma turma de 30 alunos num vão de escada: (bisionamento dum filme antigo, mostrando o acondicionamento de 174 caramelos a lerem o jornal, em cima dum tractor a caminho da bindima).

- As aulas na arrecadação: como conbencer a funcionaira a deixar entrar uma turma na arrecadação; prendinhas mais usuais e técnicas de diversão; como inventariar rapidamente os materiais antes e depois da aula;

- Práticas de invasão de esplanadas nos arrabaldes à bolta da escola: as melhores sombrinhas e os melhores serbiços de mensa com mines pra aparbalhar o cérebro ávido de aprender.

Na falta de professores e em substituição das aulas, a FLC oferece os seguintes serbiços (aprobeitando as casas de banho): como converter retretes em gabinetes de autodidactas; exercícios de concentração e leituras apropriadas; estudo dos sifões e dos vasos comunicantes; filosofia existencialista e práticas de reuniões clandestinas;

Este pugrama já foi parar às altas instâncias do ministério e é pra começar já em Setembro. Se não começar, a FLC e a população do Poceirão bai soltar a burra reguingosa Mari d’Lurdes* caté bai escoiceando na auto-estrada até Lisboa.


* A burra Mari d’Lurdes é uma arma equídea, desimbolbida nos laboratórios genéticos da FLC.

9.7.06

Cuiratos cum Açorda


Eis mais um belo episoide dos Cuiratos cum Açorda, este totalmente dedicado ao início da época balnear.



É Verão. Os bumbeiros fazem a sessão oficial do fogo selbaige e do fumo alboraçado, lembrando a eficácia do repuxo em zig-zag pra apagar o rastolho.

Na presença de todos, oube-se o discurso solene: “É hora de desinrolar as mangueiras. Há por i muitos espalha brasas e o fogo pode emparbecer a partir de qualquer tição”. Nisto, Venãiça lembra-se e diz para Chispalhudo:

- Chispa, tou cum calores!...
- Bai boer auga ali do autotanque e alimpa-te. –
responde o home.
- Bamos ximbora daqui mazé. Anda mais eu à piscina da Graciete do Corrimento.
- Não. Só se formes à barraige do Rio Frio?
- Tu na me contrareis, óbistes? Tá lá tamém o Frederico dos Burquins amais a Toina dos Queijos e os Firminos. Tou cum calores, óbistes.
- Tá bem, óbi.

E lá foram eles de Bolksbaige, por terra batida, até Baldera.

Já a meio da tarde, enquanto os Firminos contam as peripécias do casamento do Presidente da Capital Caramela, Toina dos Queijos pede a Chispalhudo para lhe besuntar as costas com bronzeador. Venãiça ressona à soalheira, espernegada numa toalha em cima da gravilha das obras da piscina. De vez em quando coça a verruga. Coça até acordar aparbalhada e depara-se com a massaige gordurosa. Ela não é de se ficar. Com o sangue nas beias grita logo toda desostinada:
- Óhhh Chispa, atão mas tu tás a embornear a Toina toda?
- Tou só a embornear ela nas costas cum bronzeador.
- Tu sai já daí antes que eu massaige mazé os dois cum grabilha.
– grita ela mais uma bez arremessando gravilha espantando-os pró meio da vinha.

Os Firminos, já a quererem ensinar francês à Graciete do Corrimento e a assobiarem as músicas que os FoxTrot tocaram no repasto casamenteiro, levam também com a gravilha pelo focinho caté…

E agora o que é que bai acontecer?

Não percas o próximo episoide antes que lebes tamém cum grabilha pus queixos.


Qualquer semelhança dos acuntecimentos e das personaiges cum a bida real tá logo a garreia armada.

5.7.06

Consultóiro do dia-a-dia


Aqui podes fazer as tuas précuras e dizer dos teus aleijões e brotoeja. A FLC tem um rancho de caramelos especializados que te darão as respostas certas.

Pergunta de José Lourenço (o Zeca das fotocopiadoras)

Ora munto boa tarde. Sou caramelo há 34 anos, naxido e criado. O que me leba a escreber esta carta urgente é que eu cá nã ando lá muito bem de há uns tempos pra cá. Ando nerboso, muita narboso. Nã sei se isto é do mundial de futebol, mas só me dá buntade de apitar na nha Bedford e andar à roda dos pinheirinhos cum a caramelaige toda a saltar em cima do taipal… mas hoije (nã sei se é deribado a Portugal ter perdido cum os franceses), só me dá buntade de escabacar tudo. Até dá ãinças. Já falei ca nha Fatinha e ela disse-me que eu tou doente e preciso de ir ao psicólogo. O que é que me acunselham antes que eu escabaque já isto tudo?


Ó meu rapaz, um caramelo brabio nunca precisa de ir ao psicólogo. Isso é doença da pandleiraige americana e do resto da Europa. Caso não saiba, as únicas doenças tipicamente caramelas são a comichão e os calos, e a única doença conhecida de foro psicológico é o Sindroma de Enresinamento Após um Jerrican de Tinto. Portantos o que bocemecê tem, nã é nada de especial mas, pelo sim pelo não, a gente aqui dá-lhe uma mesinha pra se acalmar. Esta mesinha é retirada dos escritos antigos encontrados nas caves do Rio Frio, compilados pelo Zimbão Cornadura no libro “Receituário de mesinhas peidorrentas, benzeduras e bons conselhos

Receita para acalmar:

1- Espera pelo marcado mensal do Pinhal Nobo;
2- No marcado, compra um mata-moscas do tipo manual por espancamento (dá-se preferência aos que têm cabo de arame).
3- Volta pra casa e vai mostrando à bizinhança a tua nova aquisição;
4- Orienta-te para a bala da Salgueirinha e abre a janela totalmente (quer estejas no Lau, na Carregueira, na Benda do Alcaide ou outro lugar qualquer).
5- Conta até cem;
6- Fecha a janela e olserba as moscas a aboarem num balho ao centro da sala. Elas são todas tuas e ninguém as poderá salbar.
7- Deixa-as poisar… uma a uma (evita que elas poisem em cima de ti);
8- Quando a mosca estiber a lember as patinhas, dá-lhe com o mata-moscas no lombo;
9- Repete a operação até acabares com elas todas.
10- Bebe uma mine e ajunta os despojos com um rodo.


Nota : Do 4 ao 10 as operações devem durar cerca de 50 minutos. Se ainda tiberes ãinças, repete os procedimentos. Estas actibidades podem ser feitas em grupo, dentro duma coletbidade.

Resposta de Jaquim Espertíldo – presidente do Instituto da Cabeça e do Pente (entidade que conta no seu palmarés, o estudo catalogado de mais de setecentas cabeças caramelas).

4.7.06

Caramelândia apoia a selecção

A nação caramela tem seguido atentamente todos os jogos da selecção portuguesa de futebol.
Não têm faltado mines, meios bidons, coiratos, fogo rijo e zundap’s artilhadas em delírio rátérico nos festejos das vitórias.
A FLC sabe que para hoje, caso Portugal vença, os Círios da Carregueira têm planeado duas voltas completas à capital caramela, sempre a tocar, sem parar, todos a cavalo numa carrinha de caixa aberta, onde irá também o famoso lançador de foguetaige Toine Joaquim da Mão (de cigarinho acesso ó canto da boca), não dando descanso ós ouvidos do povo caramelo.
Têm chegado cartas de todos os pontos da nossa nação, pedindo-nos para que publicitemos o apoio a Figo e companhia, mostrando que os caramelos também são portugueses, “só que ainda mai rijos”, como referiu Toine da Mão, enquanto treinava o lançamento do fogo rijo para logo à noite.
Toda a nação caramela, deseja que Toine da Mão (assim conhecido por só ter uma mão), enrige os céus caramelos de foguetaige logo à noite.

27.6.06

Independância à Nação Caramela

A FLC detém, actualmente, poderes extraordináiros como por exemples, óbir as erbas debaixo da terra 3 semanas antes de nascerem; cheirar um ovo estrelado 48 horas antes da galinha achar o ninho e ver uma toirada inteirinha 24 horas antes do começo. Por isso está a desimbolber estes dotes com o curandeiro Zimbão Cornadura pra adibinhar os números do Euromilhões. Se isso acontecer financiará de imediato a fábrica de chaimites nas instalações da HR para garantir a defesa nacional e a autodeterminação caramela, liderada pelos comandos da FLC e a Confederação das Marchas Populares da Caramelândia.

Já está planeado o dia da independência em que os marchadores populares vestidos a rigor com todo equipamento de papel-de-lustro em toque de pandereta, abrirão caminho aos nossos chaimites e à nossa libardade, cantando o hino da bitória:
“Santo António já se acabou;
o S. Pedro está-se a acabar,
S. João, S. João dá cá um balão
para eu brincar”
Caso haja reacção por parte das forças opressoras euro-luso-palmelonas, entrará de relâmpago as milícias comemoratibas do Costa Bar e pinheirinhos, quando a selecção ganha a jogar à bola. Estas milícias caramelas estão altamente treinadas com gaitas, bombos e buzinas das fragunetas, capazes de afugentar até bomba de neutrões.


Viva à independência caramela.

24.6.06

Touradas à caramela?

Realizou-se hoje a tourada na praça de touros desmontável instalada na capital caramela, Pinhal Novo.
A FLC, mais uma bez esteve presente, enviando três militantes disfarçados de vendedor de farturas, cobrador de cotas da S.F.U.A. e antigo utente da cantina da estação.
Desta bez, não hove traboada, o que permitiu a binda de inúmeras fragnetes e tractores, provenientes dos mais recônditos pontos do país caramelo (Vale da Vila, Lau, Palhota, Carreguera), para apoiarem a estreia da mais recente associação: Os Amigos da Festa Brava, ou mais vulgarmente conhecidos por grupo de forcados de Pinhal Novo. Todos queriam incentibar estes “homes balentes, caramelos atei à ponta das unhas dos pézes”, como nos afirmou Joquim Esparverádo do Lau (nome falso), que preferiu o anonimato, não sabemos bem porquê.
No entanto, não podemos deixar de referir que no meio de toda esta festa, à porta da praça de touros, uma só pessoa manifestava de forma bravia e corajosa o seu desagrado e descuntentamento com o espectáculo que ia presenciar. Ostentava na mão direita um enorme cartaz, construído em sarrapilhera e cartões recolhidos no marcado mensal, onde se podia ler: “Dafendam o Porco caramelo-mirandês!”, enquanto que na outra mão tinha uma nabalhita, acabada hà pouco de cortar um chóriço casero, com a qual escarafunchaba agora, de forma graciosa, a sua orelha esquerda. O seu nome é Toino da Beiça Larga, um velho conhecido da F.L.C., e como se sabe defensor acérrimo da espécie suína caramela-mirandêsa. Este home mostrava-se indignado porque “Toradas aqui na caramelândia, só debiam ser feitas com a bicheza caramela-mirandêsa!. O toro nã nos diz raspeito, nas nos queiram dar idintidades ca gente nã somos. E olhe que o porco de quê falo chega bem ós 400 kilos e nã tem medo de andar à garreia com um toro, experimentem se bócês querem ber!”. Quando nos afastamos ainda o ouvimos gritar:”E desafio os forcados a fazerem pegas a estes bichos, aí ei que eu bô ber o quei balintia! Biba o Porco Caramelo-Mirandês!”.
Por enquanto a F.L.C. abstêm-se de comentar esta manifestação, apenas adiantando que planeamos convidar Toino da Beiça Larga para uma futura entrabista de esclarecimento público deste assunto.
Intartanto gritemos todos com o Ti Toino da Beiça:

Viva o Porco Caramelo-Mirandês!

19.6.06

DADONDE BENS TU CUM ESSA BEIÇA PINDURADA? BENHO DA FESTA, PORRA!

Aqui a festa acabou. Muito mais se puderia cuntar, mas é secreto e ficará remetido prá clandestinidade. Para o ano há mais. Pelos nossos cálculos, e seguindo o critério caramelo, no ano de 2361 a festa durará 365 dias... balente festança hem!
Foguetaige no encerramento das festas

A FLC não perdeu um único momento das festas da capital caramela, tendo registado quase tudo e retirado inúmeras informações e retratos aos bisitantes para analisar posteriormente (já tá tudo nos nossos arquibos).
Um agradecimento a todos os voluntários que connosco colaboraram (disfarçados de sopa caramela) e nos ajudaram a dar algum acaramelamento desimparbalhado às nossas festas.

Mais uma bez na última noite, o pobo tebe direito à foguetaige de artifício. Pelo que apurámos quase todos gostaram, porém não todos... Ainda esta manhã recebemos nas nossas instalações via pombo correio-azul, uma reclamação da C.C.C.L.F.R (Confederação Caramela dos Círios e Lançadores de Fogo Rijo), assinada pelo seu digníssimo presidente: Celestino Bombista. Esta associação queixa-se de mais uma vez não ter sido convidada a organizar um lançamento de fogo rijo digno do povo caramelo.
Celestino autorizou-nos a transcrever partes da sua carta que considerássemos mais relevantes. Assim, este home tem a opinião de que: “a foguetaige atei que foi balente, na digo o cuntraire, mas e o fogo rijo, bardadera manifestação da cultura caramela? Têm medo da rejeza da foguetaige, ó medo de espantar os bisitantes, ó medo dos abôos da passaraige das árbores? (…). Tínhamos tudo praparado, com as fragnetes atulhadas im morterada, escundidas atrás da biblioteca, iamos fazer um fogo rijo de criar bicho, ca'téi andabam todos parbos da rojo mais os óbidos. Só nã abançámos por causa da prasença dos homes da GNR, que segundo sei tinham ordens para nos impedirim de abançar e eram muitos pá gente e a gente nã se queria chatear (…). Atão raspeitámos os homes donos da festa e fomos imbora".

Fica aqui então o apelo da F.L.C. para que de futuro, haja espaço para o berdadero fogo rijo caramelo.

18.6.06

Um GNR descunfiado a cheirar de perto, pra berificar se é pólbora clandestina do fogo rijo caramelo, ou não.
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17.6.06

GRANDE CORTEJO CARAMELO

Este ano o cortejo etnográfico resolbeu apostar no tuning nos reboques dos tractores. Contactada a FLC, formou-se logo a Comissão Clandestina de Embelezadores de Tractores e Reboques Agrícolas (C.C.E.T.R.A.). Em reunião ficou decidido que o tuning dos tractores deberia ser inspirado numa caixa de bonecas incuntrada ao abandono no marcado, no Natal de 2003, junto à retrete. Na altura suspeitava-se que esta caixa era um patardo-relóijo com estilhaços de povide capaz de cegar um home. A FLC foi apontada como autora da caixa mas, na berdade, foram as nossas milícias que desatarraxaram a cabeça da boneca e berificaram que lá dentro só estaba detergente pra fazer baba e bolhinhas prá boca.

Foi então esta caixa que deu o estilo ao cortejo.


O carro mais aguardado do cortejo: pára-choques aerodinâmco recurvado e o símbolo da marca bem destacado. O depósito, bastante elevado, serve também de tejadilho e representa uma das inovações mais célebres do tuning etno-caramelo. De referir que o modelo do depósito é retirado do mais famoso depósito-d'áuga do império caramelo: o depósito da estação.
Um carro do Rio Frio de dois burros, com a embaladeira rabaixada e álerom de dupla superfície. É de olserbar o pormenor do porta-bagaige ligado aos motores. As grandes janelas eram pra ter papel selofam (tal como a caixa de bonecas), mas por abaria da solfaige o home podia desfalecer lá dentro. Posted by Picasa

Um noivo caramelo precavido com um sombreiro que, nestas noites de festa, serve tamém prá troboada. Rapaz brabio: mesmo acabadinho de casar, bai olhando pró rabo das outras raparigas cum as saias a dar a dar...
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Além dos carros foi tamém apresentada uma das formas mais comuns de acasalamento caramelo: o balho.
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16.6.06

Forcados Brabios

O Grupo de Forcados do Pinhal Novo, a cunselho de especialistas da FLC, foi cumbidado a ir até ao Rosário (Moita) tirar um curso intensivo de pegas e largadas com bois dentro d´auga. O grupo aceitou a nossa ideia e foi logo, no dia 11, à boleia num dos tractores operacionais, com reboque equipado com tenda de canas (reboque diariamente utilizado pra excursões e palcos de artistas abrilhantadores).

Lá no Rosário, os nossos forcados encontraram-se com os veteranos na lide tauromáquica sub-aquática, denominada “Os Amigos da Marrada Ensopada” instituição de alta credibilidade nesta matéria.


Do curso constou o seguinte currículo:

- A lide com a água pelos artelhos. Primeiros passos com o bicho de esferovite (recuperado do carro de Carnaval).
- A lide com a água pela sirigaita. Cuidados a ter ; primeiras marradas a sério até aguentar.
- Sessão teórica: A que nível de água os forcados devem usar barbatanas? Como fingir de morto e flutuar. Quantas marradas são necessárias para a água ferver? Reacções mais comuns quando o boi começa a nadar.
- O rabejador. Rabejar dentro d’água superando os salpicos.

Olserbadores da FLC e da Comissão de Festas do Pinhal Novo, deram nota máxima aos forcados, ficando aptos prá lide nas piscinas, valas e charcos do nosso territóiro (qualquer que seja a troboada). O problema é que com este curso intensibo os bois ficaram cansados e eis a razão da tourada de apresentação ter sido adiada.


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15.6.06

As nubes estão parbas ó quê?


Este ano, a comemoração dos 10 anos das Festas Caramelas, foi prendada por umas nubes parbas. Quando as nubes chegaram por cima das barrecas amais os standéres e toldos, derramaram uma inxurrada d’áuga amais bentania e traboada caté a canzoada gania à précura do dono. No Pátio Caramelo fez-se um balente charco que dava água pela peitaça dum home já feito. A FLC, sabendo do fenómeno, amandou logo um alguidar cheio de arrãs pra dentro do charco, mas a cambra palmelona tratou de chupar tudo pra dentro de cáminetes apaneleiradas (cáminetes com uma grande panela), pra engarrafar a água e bender a 5€ o litro nas Festas das Bindimas. Quem ficou danado com isto foi a Associação Caramela das Bubaderas Festivas que já tinha convocado toda a maltezaria braba pra se banharem e tirarem o sabugo enquanto bebiam imparial. Ficou apenas uma camada fina, tipo cuspo, prós bisitantes (não caramelos) óbirem música parba e tomarim cumprimidos pró reumático (em bêz de buerem mines), à espera que a GNR acabasse com a festa antes do emparbo-embrutecimento colectibo, e os dias pegarem com as noites, como quem cola a Feira de Maio às festas de Junho.

14.6.06

Direito de Antena Caramelo

As seguintes declarações são da exclusiva responsabilidade dos intervenientes.
A FLC apenas disponibiliza cordialmente o seu baldio, apenas pedindo a quem o usa que deixe tudo como estaba.


Associação Caramela das Bubaderas Festivas

(A.C.B.F.)



Boa tarde caros associados e simpatizantes da nossa nobre associação. Im primero lugar quero felicitar todos aqueles que bisitam e cunbibem nas X Festas Populares de Pinhal Nobo. Indo agora de incontro ao que me traz aqui, têm isto a ber pois atão com uma tal Exposição de Kodaks dos 10 anos da Festa Caramela, dentro da intiga estação dos cabalos de ferro.
Bim às festas, im rapresentação da minha associação, aproveitando para provar o grau da Cascalhera e companhia, quando abenida da estação, já meio com o grau, me apuntaba belozmente im direcção ao Pátio Caramelo, aresólbi birar e intrar na dita exposição de retratos. Uma bez lá dentro, comecei a olserbar, a ber os retratos da malta (até lá bem a malta dos Círios da Carreguera!), tirados pelos nossos retratistas, ano após ano. Chegado ó fim, pinsei par cumigo: “Ó Atóine, isto ainda nã debe de ter acabado, pois ainda nã bi nenhuma códaque da galfarraige cú’grau. Atão e os homes das bubaderas festibas, um dos símbolos das nossas festas, intigamente na Tertúila e agora no Páteo Caramelo? Porquéque nã há retratos desta malta, hã?”. Procurei e nã bi nada, saí par fora e fui logo reunir com a malta da associação, que sou eu amais o Toino das Mines (Bice-presidente e sócio honoráire).
A pargunta que eu e mais o Toino das Mines dixamos ei: Nã acham bócês que debia d’aber kodaks e ratratos das bubaderas das festas? Nã éi esse um dos nossos orgulhos, o binho caramelo, a nossa marabilha, que nos faz homes rijos e balentes?
Quim os tiber no sítio que arresponda!


Atóine do Grau

(Presidente da Associação Caramela das Bubaderas Festivas)

13.6.06

Meio-bidom-progressista 2

Outro modelo de meio bidom-progressista este apresentando uma estrutura em ferro das obras, sem esquecer a asa para a toalhinha. Modelo apresentado no Pátio Caramelo em plena actibidade gastronómica com entarmiada de porco caramelo-mirandês.

Meio-bidom-progressista


Um dos modelos de meio-bidom mais aguardados na colecção primaveril das nossas festas é o meio-bidom tipo cumbóio da CP 1890. Reparem no toque intimista de como estão soldados um ao outro, e no corte inspirado nas carruaiges de carbão, que nesses tempos acompanhabam sempre a locomotiba a bapor. Quando tiver repleto de intarmiadas e o fumo a entrar pelas bentas da caramelaige é um espactáculo de rara beleza.

A sopa nos pucres de barro


A Alta Autoridade para a Sopa Caramela, provando, nesta códaque, a sopa do Rio Frio. Este ano a sopa é serbida em pucres com asa para ódespois derramar lá pra dentro o binho. Os pucres assim serbim prás duas coisas. Está em projecto, para o ano, a sopa ser serbida em regadores de dois gargalos (um pró binho e outro prá sopa).

11.6.06

NAÇÃO BRABIA

Ora aí está o maior ebento do mundo caramelo. São os dias em que todas as comunidades caramelas se reúnem para enbaidecer a maior civilização meio-bidonista do mundo. Vêm gintio de milhares de baldios, não só do nosso territóiro como de baldios espalhados por todo o vale do Tejo, estuário do Sado e resto do mundo.
Deu-se pois início aos festejos na Capital da Caramelândia com o cortejo dos cabecilhas acompanhados por seguranças da FLC, equipados por intercomunicadores comprados nos marroquinos amais os auriculares dos reformados (oferecidos pela agência funerária Candeias). A comitiba, de saco na mão, bisitou stander por stander até chegar ao quartel central das sopas caramelas na Praça da Independência. Mais uma bez os nossos espiões, escondidos debaixo do palco das comezainas, olserbaram e registaram todas as movimentações da cabecilha palmelona amais os seus comparsas a degustarem-se no frasco de sopa até ao empanturramento. Foi nessa altura que o comando da FLC mandou abançar o pelotão de especialistas para detectar a percentagem de acaramelamento físico e intelectual dos intrusos. Para isso fizeram-se passar por jornalistas do Jornal do Pinhal Novo com a seguinte entrabista à palmelona:

FLC- Ora munto boa tarde, como é que bai bocemecê?
Cabecilha – Vou bem muito obrigado e já sinto a diferença do Jornal do Pinhal Novo.
FLC – Isso agora na interessa. Fale mazé práqui pra este grabador de cassetes. Qual é a comezaina mais sódabel: uma gamela de Sopa Caramela ou um copo de iogurte de banana?
Cabecilha – Bem, a sopa constitui um marco fundamental na história como referência à cultura dos nossos munícipes, mas o iogurte revela-se com potencialidades e uma riqueza equilibrada em vários domínios para o cidadão em particular, e para a banana em geral.
FLC – E já estraçalhou um coirato com pêlo deitado numa fatia de pão com banha?
Cabecilha – O coirato pode ser o futuro e o futuro constrói-se com a participação de todos…

Esta amostra de entrebista foi logo lebada para os nossos laboratoiros pra ser analisada.

Ódespois foi a précura-relâmpago ao prasidente da nossa Capital, só para ber se havia influências culturais palmelonas, se a análise for positiba bai logo prós calabouços da FLC.

FLC –Mostre lá nabalhita caramela aqui à frente de todos.
O parsidente rabisca as algibeiras e tira um corta-unhas:
- É pá, agora é que me lembro, dei o canivete ao Toino das Mines.
FLC – Uummm bem, bem!! Agente bai ber se é berdade ou se é só propaganda.


A NAÇÃO CARAMELA ESTÁ MESMO BRABIA.

6.6.06

Chispalhudo faz uma BIGÍLIA

Ódespois duma grande cumbersa na coletbidade, a Rádio Telebisão Caramela bai lebar pelas intenas da nação mais um episoide da telenobela “Coiratos cum Açorda” que vem inchendo a miolaige do nosso pobo.


5º Episoido

É Sol-posto…. Está tudo normal na Caramelândia.
Venãiça da Verruga está a óbir o boletim meteorológico enquanto arremenda, com uma linha, um buraco na piuga branca do seu home, o Albino Chispalhudo.
- Não há piugas que se aguentim nos teus chispes. O buraco desta piuga até parece a intrada prós Mochos!diz ela a dar um nó com força.
- Ó mulher, tu tá mazé caladinha e cose isso com um cabo de aço.responde ele na marquise enquanto se prepara para uma saída rebolucionária.
Ao passar pela Venãiça, ela diz logo:
- Aonde é que tu pinsas que bais todo labadinho e perfumado?
- Bou à bigília! Nã sabes que hoije há bigília no Posto Médico?
- Bigília?!!!! Mas nã te chega o dia inteiro de bigília, sintado na paraige das cáminetes? Agora é tamém de noite sintado à porta do posto médico!!?
- Nããão… Isto aqui é diferente, isto até tem sopa caramela e até podemos aparecer no telejornal ao lado do prasidente da junta!diz ele já porta fora.
Venãiça desconfia e coça a verruga. Ódespois enrola as piugas numa bola e junta tudo num monte de bolas de piugas, truces e mais truces.
Quando Venãiça chega ao posto médico, descobre Chispalhudo escondido atrás do parsidente. E o que é que Chispalhudo estaba a fazer? Estaba a roer um sorvete com a Gertrudes Tosse-e-Gosma amais a Ti Jaquina Seborreia numa menage a trois de grande qualidade sorveteira, como se fosse arrancada duma nobela benezuelana.
- Com que intão sopa caramela hem?!grita Venãiça.
As telebisões (que estabam focadas no parsidente da junta), viraram-se todas para ela, mostrando ao mundo como se faz uma rebolução brabia e como uma duiza de caramelos, de repente, fazem parecer uma gigantesca manifestação.

E o que é que aconteceu ao Chispalhudo? Será que fugiu para o Império da Atlântida e dedicou-se ao caraóque caramelo? Será que mudou o rumo ao posto de saúde? Ou será que foi falar com um impresário para fazer um posto médico de índole caramela? E será que a junta vai na cumbersa, ou é preciso a interbenção da Frente de Libertação Caramela pra resolber isto tudo?

Não percas os próximos episoides, ou ainda ficas com gosma e bais parar a Palmela.

22.5.06

Anibersário, dicionários e globalização brabia!!!

Como todos bócês debem de saber, a FLC cumpletou o seu primeiro anibarsáire im Abril passado.
Durante os últimos meses nã parou de chegar à noissa sede (apesar de mudarmos cunstantemente de localização geográifica), bicheza boadora malina, binda de muito longe (pombaria de longo curso).
Ficámos assim a saber que a FLC serbe de guia para muitas organizações clandestinas im todo o mundo (China, Índia, Rússia, África, E.U.A. e Nepal) , as quais como nós, garreiam pela independência e dignidade cultural dos seus pobos, principalmente para que não os aparbalhem. Organizações de índole pacifistó- libertário-humanista agradecem os nossos cunselhos e atitudes, chegando mesmo algumas a afirmar que somos os seus guias espirituais e que também eles querem ser caramelos (como é o caso dos Budistas Camponeses do Nepal, que nos parguntam como se utiliza um meio bidon e se lá assarem Soja, podem ser à mesma cunsiderados caramelos adoptibos, ou ainda o caso de uma organização chinesa, que quer aprinder a arte de lançar fogo rijo com o cigarrinho ó canto da boca ).
No intanto, o maior problema para que grande parte do mundo seja acaramelizado, éi a dificuldade sintida por muitos dos que bisitam a nossa sede birtual, im relação à língua. Se todos areferem que com o português não têm dificuldades, com o caramelo puro e brabio, o mesmo já nã acuntece, pois a noissa língua pode ser aquase impenetrábel (o que nos tem sido útil na nossa luta, diga-se).
Assim, para çalabrar o primeiro ano de existência, a FLC, foi aos cofres da colectibidade (na bardade um taparuer escundido atrás do frigorifico) e de lá retirou aquase todo o orçamento ajuntado com os lucros do bar, com a benda de mines e coiratos- uma palabra de agradecimento em especial ao Toino das Mines e a todos os que diariamente frequentam a nossa colectibidade, dando bazão ós basilhames.
O dinheiro serbirá atão para a publicação de dicionários im bárias línguas- Dicionário Caramelo-Indiano, Caramelo-Mandarim (Chinês), Caramelo-Nepalês, Caramelo-Suahili (Somália), Caramelo-Russo, Caramelo-Japonês, entre outras edições.
Estes dicionários serão enbiados clandestinamente por pombo correio de carga (4 dicionários por becheza), e estarão também à benda no marcado da capital e loja do Toino Brinca, em edição só para coleccionadores.

15.5.06

Grande Manifestação da Bacina Canina

A FLC em colaboração com a A.C.R.C.C. (Associação da Canzoada de Raça Coelhera Caramela), vai promover no próximo dia 20 de Maio uma grandiosa manifestação em frente ao antigo matadouro de Pinhal Novo.
O motivo para tal manifestação prende-se com o facto de mais uma vez não haver vacinação da Câmara neste local mítico, o qual faz já parte do imaginário canino caramelo, visto que durante vários anos serviu de posto de vacinação para cães e “todo o tipo de bicheza brabia que os homes do campo traziam à capetal caramela”, referiu à FLC, um dos antigos funcionários deste local, que com medo de se identificar, se apressou a colocar uma máscara de caça enquanto falava connosco.
Deste modo, lança-se daqui um apelo para que todos compareçam no dia 20, por volta das 14h. Será instalada uma sarrapilheira gigante que servirá de toldo e haverá duas torneiras de imperial e uma mesa de matraquilhos.
Serão distribuídos 30 metros de cordel para formar um cordão humano-caninó-caramelo em redor da biblioteca, impedindo a entrada ou saída de utilizadores (esta medida só será tomada em caso extremo, caso as nossas exigências não sejam devidamente atendidas).
Caramelo, aparece na manif, mais o tê cão! A bacina da câmara é um direito teu e do teu cão.

13.5.06

O PONTO MAIS ALTO DA FEIRA DE MAIO

É com todo o rejegozijo que o nosso pobo vem dar um passeio à Feira de Maio, feira de bariedades dedicada inteiramente a atrair os caramelos mais brabios vindos dos baldios mais remotos do nosso territóiro. Como sempre a feira espalha-se pela Praça da Independência-Caramela, à bolta do marcado intigo cuja arquitectura (inspirada no meio-bidom birado ao contrário), se confronta com as barracas.

Esta feira tem como núcleo de combíbio a zona dos Carrinhos de Choque. Este carrossel foi totalmente desimbolbido pelos Laboratórios de Psicologia Caramela (L.P.C.) como aparelho psico-terapêutico aos impulsos mais brabios. Os Carrinhos de Choque serbem essencialmente para satisfazer a buntade dos caramelos em exercer a sua cidadania ao bolante dum automóbel. Tem como princípio a ausência total de regras ou sinais de trânsito, podendo, sempre que apeteça ao condutor, abalroar o carro do bizinho, tantas vezes quanto lhe apetecer. Este aparelho (carrossel) está munido de luzes e músicas nerbozentas para proporcionar um ambiente de aparbalhar ainda mais o automobilista. Está tamém equipado com bancos em toda a bolta para aqueles que andam a pé, possam olserbar-discutir-interferir as ocorrências do trânsito.

O protótipo deste aparelho, foi feito nos anos 60 pela FLC, e era uma réplica às estradas lusitanas da época. Os carrinhos não tinham borrachas à bolta e em vez de introduzir fichas, introduziam-se caricas de mines compradas numa taberna (montada para o efeito, à berma da estrada), além disso os carros atingiam belocidades superiores a uma Zundapp de cabeça rebaixada. Os efeitos eram debastadores, por isso o modelo sofreu algumas alterações, ganhando o fitiu como hoije podemos ber na Feira de Maio.

Contudo, o modelo não satisfaz completamente os impulsos mais brabios do caramelo profundo. Ainda ontem, por exemplo, bários automobilistas dos Carrinhos de Choque, não satisfeitos com as borrachas, e não vendo estragos visíbeis no vizinho, despiram-se em tronco nu e dedicaram-se à punhada, transformando o recinto num berdadeiro ponto de interesse. A grande diferença é que o trânsito não parou para olserbar a ocorrência. Antes pelo cuntrairo, a circulação acelarou ainda mais, passando por dentro da garreia num misto de grande entusiasmo e coraige.

Para solucionar este problema, a FLC recorreu à engenharia japonesa que consegue meter televisões no tablier dos carros. A nossa solução provisória é a montaige duma tela de cinema dentro do carrossel, para que, enquanto os nossos condutores conduzem, vejam os filmes do Bud Spencer.
Tudo para nosso rezegojizo e para o bem da Feira de Maio.

8.5.06

Mais um belo episoide da nossa nobela


Para subir as audiências da nossa nobela, os directores da TV Caramela decidiram pôr duas personaiges ribais e brabias frente a frente, numa cena de referência para a história da telebisão.

COIRATOS CUM AÇORDA
4º Episoide


A ti Burília (das Ventas Largas), garreia com a Ercília (a Tripalhuda) por modos duma não tar de acordo ca outra, lá por causa do seu dia a dia. Estão as duas à porta da Mercearia Rápitira (Palhota), depois de fazerem o seu avio. Estão em cima das pasteleiras frente a frente:

- … Atão bá lá ber se és capaz. – desafia Burília das Ventas, empurrando com a roda da frente.
- Olha que tu andas a pedírlias. Ai lébazias, lébazias. – responde a Tripalhuda nerbosa ainda com a bcicleta entre as pernas.
- Na t’astrevas olha que quem leba és tu, ó tripalhuda…
- Tripalhuda só se for pra tu meteres essas bentas largas aqui… - e aponta para o meio das nalgas que abafam completamente o selim.
- Tu na t’astrevas olha que tu mâmazias.
- Tu é que lâmbzias já aqui com a alcofa nas bentas caté bais parar a Palmela. – ameaça a Tripalhuida com a mão na alcofa.
- Ai éi? E tu lebas aqui com a garafa do gás pelos cornos caté arrotas. – responde Burília das Ventas já a agarrar na botija de gás (ainda das pesadas) que está atada atrás da bciclete.
- Tal tá o ingaço hã!! Olha q’eu já tou desóstinada, olha q’eu já tou desóstinada… - confessa Tripalhuda com o dedo im péi e a olhar de lado prá outra.

O cruzamento da Palhota já está cheiinho de figurantes-curiosos, pra darem opiniões uns aos outros. O Clube aumenta as receitas com mines de apoio; fazem-se apostas e quem passa de carro pára e estanciona para ber com atenção o acontecimento. Cria-se um engarrafamento caté parece o Pinhal Novo às 6 da tarde.

Entretanto o Sol roda e a Caixa Agrícola fica à sombra. Um problema para Albino Chispalhudo amais os pensionistas filósofos. É preciso uma decisão urgente: desencostam-se da Caixa Agrícola, atrabessam lentamente a estrada, passam por baixo dos pinheirinhos, ódespois atravessam a outra estrada e ocupam o território baldio dentro da paraige de autocarros, ficando todos sentaditos à soalheira, a tirar probeito desta ocupação selbaige.

De bolta para a garreia Burília Vs Tripalhuda.
Tripalhuda apanha balanço e crava com a alcofa nas bentas de Burília. E ódespois?
Será que Burília foi parar a Palmela? Ou será que ela recupera e espeta com a garrafa de gás nas fuças da tripalhuda?
Adibinha já antes que chege a GNR.

5.5.06

1ª Grandiosa concentração de motorizadas na caramelândia

A F.L.C. anuncia em primeiro chispe o grandioso encontro de motorizadas na Caramelândia.
O evento está agendado para Junho e terá lugar no Jardim do Largo José Maria dos Santos, em Pinhal Novo. A organização ficará a cabo da recém criada (e desconhecida) Associação dos Selbaiges das Menardas (A.S.M), que promete espantar toda a nação com a afluência de veículos de duas rodas à capital caramela. Para Betumínio Carburildo, presidente e fundador da Associação: “os homes bão ficar parbos com as metorizadas que bão aparcer, bão parecer gafanhotos a fugir da sulfataige, tudo de escape libre e roda dim pei!”, disse aquando da conferência de imprensa, onde se formalizou o evento para toda a nação. Carburildo apelou para que”todos os que tenham um beículo de duas rodas com um motor, seja uma bciclete a motor ou uma motorizada, benham ter ca gente, bai haber buída, traçante, bai ser mesmo de traçar o coirato”. Uma das surpresas da concentração vai ser a instalação de um meio bidon gigante, que pode entrar no libro mais parbo que há: o Guinesse Booque. Os organizadores afirmam que estão a construir um (com a ajuda dos Firminos do ferro), que para além de ter a forma de uma motorizada terá 8 metros de comprimento, tudo para “dar bazão à galderaige que bai ser nim sei quantos, mas debem de ser mais de nã sei, quei nim sei cuntar até 10”, afirmou ainda Carbulindo já visivelmente toldado pelas inúmeras mines que lhe ofereciam, congratulando-o pela brabia iniciativa.
Um dos presentes, que nos pediu anonimato, afirmou que “esta bai ser a festa da motorizada e da bicicleta a motor caramela. Caramelo quei caramelo, nã tem mota, nim sabe o que isso ei. Nós somos homes das Fameis e das Sachs, tudo sempre artilhado à parba, bardaderas máquinas dos aceros e tarrenos baldios.”.
Não perca então o 1º Grandioso encontro de motorizadas na Caramelândia.
Benha, participe, dibulgue a cultura caramela, mais brabia que a geada na Jardia!

4.5.06

JOVEM

És incompreendido? Não te deixam entrar na Sela, só porque usas patilha e palito na boca? Não cunsegues dançar no Rancho Folclórico das Lagameças? És bítima das almarróidas e bais às 5 da manhã marcar uma consulta no Posto de Saúde?

Basta!

Procura as soluções cá cagente.
Inscrebe-te na FLC.
Resolbemos todos os tipos de problemas e afirmamos a cultura brabia no mundo.

2.5.06

Nova Literatura Caramela

- A Magia Parba do Petisco Caramelo

autor- Joaquim Cunduto

O autor andou em deambulações (de motorizada) pelo país caramelo para conseguir reunir algumas das mais valiosas receitas caseras. Janela para o maravilhoso mundo do petisco caramelo, unicamente com pratos de autores de nomeada, com provas dadas nesta área de culto popular.

- O Inconsciente Colectivo Caramelo e o Desejo de Ocupação do Castelo de Palmela

autor- Ti Manel Históiras (Org.)

Conjunto de ensaios psicanalíticó-camprestres de diversos autores sobre o inconsciente colectivo caramelo, após a Revolução Industrial. No prefácio, pode ler-se “bardadera biáije ó incusnciente colectibo caramelo na idade da Alfaia Agrícola, um libro de aparbalhar o leitor”.

- Considerações Existencialistas Sobre a Clandestino-Ruralidade Libertária da Reforma Agrária na Caramelândia – Uma Perspectiva Feminista.

autor- (Ti) Atóina Creolina

Interessantíssima dissertação que serviu de trabalho final à conclusão da 4ª classe nocturna da autora, Ti Atóina Creolina.

1.5.06

CAMPANHA DE POVOAMENTO PRIMAVERA/VERÃO


Como toda a gente sabe, a nossa capital é a única metrópole do mundo em vias de cagulo, por isso tem despertado o desejo de muitos construtores e arquitectos da câmara em triplicar a nossa população até 2007. Para que isso venha a acontecer, os cabecilhas palmelões reuniram-se com os generais da FLC no intuito de emprestarmos tractores com reboque (de rodado duplo), para trazer cá pra dentro, carradas de gente que vive do lado de lá das nossas fronteiras e valas, para ódepois povoarmos o nosso território, usando as técnicas de espalhar adubo em terreno labrado.

Após horas de cumbersação-garreia, a FLC mostrou-se contra a iniciatiba, ameaçando ocupar o castelo para serbiço da Columbófila do Pinhal Novo que passaria a ter o maior pumbal da Europa. Deu-se o impasse, mas os construtores e imobiliárias, ripostaram e ocuparam o espaço público com contentores pra postos de benda de andares e chalés. A FLC vai re-ripostar forrando Palmela com publicidade do “HIPER CENTRO DO MÓVEL” (segundo o exemplo do Parque Industrial Vale do Alecrim), pra eles aprinderem a respeitar a nossa cultura. Isto tudo só prá gente na se chatear e na ter de pegar nas floberes.

Entretanto, para acalmar a fervura, o serviço de Estrangeiros e Fronteiras Caramelas fez um estudo pra remediar do problema. Usando todos os recursos à disposição (febras, meio-bidom, mines e mais mines, carvão, nabalhitas, etc.), acabaram por descobrir, na estrutura duma entarmiada, a solução intermédia.

Isto quer dizer que agora aceitamos gente pra dentro das nossas fronteiras mas não é assim à parba. Tem de ter certas e determinadas características de índole caramela. Ou seja, só aceitamos gente pré-acaramelada. Nada de gente tipo sabonete-líquido que tem na maniazinha, e ódepois têm de lebar nas trombas, só pra se adaptarem ao sabão Clarim.

Numa primeira fase, a FLC e a Federação das Forças Brabias Caramelas promoveu a campanha-romaria “Um equídeo um apartamento com vista prá Fonte da Vaca”. Quem tibesse um burro, uma mula ou qualquer outro animal de índole cabalar podia bisitar-nos.
E foi o que foi.
Na semana passada apareceram centenas de candidatos com todos os tipos de cabalaige e carroças apandleiradas. Cada participante podia olserbar as nossas instalações urbanas e rurais, tais como a qualidade do piso, os aromas a coirato, os sacos da compratiba entre outros costumes. Odespois, ao longo da Estrada dos Espanhóis, estavam contentores-postos-de-venda para que cada um, amontado no seu cabalo ou carroça, pudesse assinar um contracto de promessa compra e venda dum imóvel à sua escolha. Só depois é que podiam cuntinuar a viaige, e sair das nossas fronteiras, até Viana do Alenteijo.

A campanha foi um sucesso e a cavalaige esbeiçava-se de alegria.

28.4.06

Casimiro fala com Tição (3º episóide da grande nobela caramela)


COIRATOS CUM AÇORDA

Em Bal da Bila, Edviz dos Babetes, deslarga os bordados, vai ao quintal e grita com o marido, (Arestides Grosso):
- Hoije é Domingo e tou farta de tar im casa. Tides, pega lá no nosso Marcedes e bamos ber as montras à capital.
- 657; 658; 65… ó mulher, já m’inganaste ótra bêz. Na bêz que eu tou tentar cuntar as galinhaige pra inscraber na Junta de Freguesia, amanhã.
- Contas mai-logo. – ordena Edviz já a pindurar o avental no puxador da porta da marquise e a buscar a mala.

Entartanto, à porta do Futebol Clube do Forninho, Casimiro da Açorda e Toin Tição cumbersam entre si:
- Já foste à abóbora?
- Ainda não, mas abri o rego pró nabo.
- Olha que é parciso sachar o nabo antes do rego.
- É o que eu faço sempre.


Finalmente o casal (Edviz mais Arestides) chegam à capital com o seu “espada” e estancionam, todos cuntentes da bida, em frente ao portão duma garaige que na interessa a ninguém.
Já noutra rua, Edviz pára na sapataria Braz e Braz e olserba a chinelaige. Ópois curva a esquina da Caixa Agrícola e segue a abenida acima a ber a montra das loiças e canecos, das mobílias, e loja dos tarzentos. Quando chega aos Mochos ainda Arestides está especado prá montra da barbearia (com o barbeiro lá dentro), a ber o filme na TVI.

Será que Edviz reencontra Arestides Grosso? E ouve-se uma buzina parba a chatear a caramelaige numa rua lá atrás, será que está alguém aflito ou quê? E porque é que a GNR apareceu? Seria melhor Arestides não ter saído de Bal da Bila?

Se na sabes, na percas os próximos episóides.


Qualquer semelhança destas personaiges cum a bida real tá logo a garreia armada.

26.4.06


Coiratos Com Açorda


Depois da estreia do primeiro episóide da primeira nobela totalmente caramela, a FLC registou um acréscimo significatibo de pombos correio nas imediações aéreas da nossa colectibidade.
Não parou de chegar cartaria de todos os lados da nação caramela, felicitando a iniciatiba e pricurando saber quando seria o próximo episódio. Por agora não nos enviem mais pombaria pois ainda não cunseguimos rasponder a todas as cartas inbiadas.
Ora atão aqui bai o segundo episóide da balente nobela caramela.

Coiratos Cum Açorda
2º episóide
Albino Chispalhudo regressa a casa.
Senta-se à mesa e sem dirigir palavra, mete uma colherada da sopa de mão de vaca à boca. Depois disto pargunta à mulher se ela ei parba, se depois de 60 anos de casados ela ainda não aprendeu a aquecer a sopa:

- Atão a sopa tá fria?!!!
- Biesses mais cedo, ê cá atelefonei-te a pricurar quando ei que binhas, mas tu só queres tar a falar com o cunselho da rebolução!
-Ahhh (Albino Chispalhudo muito rápido e aquase infurecido), bá lá ber a soparia ótra bez par dentro da gamela de ir ó lume e bê-lá se desta bez pões acindalhas que se bejam no fogarero, pa ber se não tenho de me chatear!
- Põe-na tu se quiseres, a mim ninguém móbriga, na sou escraba nim parba. Sou neta da Ti Toina Desinxaugada!

Disto isto, grande silêncio…, Venâinça da Verruga guardara durante anos o segredo de que era neta da Toina Desinxaugada, antiga empregada da mercearia (na Palhota) do bisavô do Albino Chispalhudo, mais conhecido por Albertino dos Chispes Grandes. Na altura, Toina Desinxaugada fugira com o dinheiro da mercearia, deixando Albertino dos Chispes Grandes quase na falência. Desde então as duas famílias vivem em guerra, não podendo sequer partilhar os baldios para despejar intulho.
Enquanto isto, na Palhota, sob um sol caramelo abrasador, planeia-se (entre uma ou duas mines pó buxo) o corte da estrada alcatroada para exigir a reposição de fragonetes gratuitas para excursões ao marcado de Pinhal Nobo.
O que dirá Albino Chispalhudo à sua mulher? Qual será a sua reacção ao saber que ela é neta da Ti Toina Desinxaugada? Durante quanto tempo o brabo pobo da Palhota cortará a estrada de alcatrão im frente è sede?
Não perca as cenas do próixime episóide de Coiratos cum Açorda!

24.4.06

Dia da Autodeterminação Recreatiba


Mais uma bêz a Nação Caramela, na sua luta pela autodeterminação recreatiba vai efectuar um fariado e comemorar o dia mais recreatibo da Caramelândia.
Dessa maneira a FLC, em parceria com todas as coletbidades amais os grupos espontâneos à sombra das árves, assim como particulares im geral, apresenta aqui o pograma oficial da Recriação Caramela (porque os pogramas das forças opressoras que andam prái a distribuir, são tudo uma grande mintira).


Pograma:


6 da manhã – Pré alborada (1ª fase): grande ensaio de tiro de caçadeira, sob o tema “Oube lá o meu chumbo a cair no teu telhado”;
07: 45h – Últimos cartuchos.
08: 00h - A Grande Alborada (2ªa fase) com foguetaige atiçada à beata e amandada por todos os técnicos lançadores de fogo rijo (actibidade coordenada pelo Celestino Bombista)
09:00h – Hastear das bandeiras-toalha sobre as mensas.
09:02h – “Corrida prá libardade”. Corrida de 1974 boltas ao marmeleiro do Ti Florival Catarro, uma bolta uma mine… outra bolta outra mine… até à libertação total (prova única no mundo).
10:00h – Concurso de pesca à rã no charco do Zeferino Candelabro (Terrim), usando uma peúga encarnada atada a uma cana.
11:00h – Hastear dos gerricans de tinto caramelo.
Mi-dia - Soltaige dos bombos (Palhota e Pinhal Novo);
12:05h– Alborada retardada (3ª fase), destinada à geração de caramelos nascidos após 1974. Sessão brabia de tiro cum caçadeira, subordinada ao tema “Acorda que já é mi-dia e olserba o pombo à’boar à procura do chumbo
13:00h – “O empanturramento caramelo”. Provas de sopa caramela amais tudo o que há na mensa.
15:00h – Sesta. A escolha duma boa sombra, sem moscas nem avespas.
16:00h – Re-Alborada (4ª fase) com flatulência rija e arroto.
16:15h – Pequeno beberete de confraternização entre os lambões da mine de litro e os defensores do tinto emburcado do gerrican.
17:50h – Apanha dos corpos (pelas irmãs carmelitas e obreiras da igreja).
18:00h – Caraóque-bariedades com os Ranchos Folclóricos de toda a nação.
19:00h - Espectáculo musical com gaitas de beiços acompanhadas com uivo-tenor do cão de raça coelheira. A primeira parte é abrilhantada pelo grupo de cânticos “Os Repolhos da Reforma Agrária”.
20:00h – Jantar conbíbio à bolta da mensa e olserbação do episoide da nobela “COIRATO CUM AÇORDA” na nossa TV.
22:00h – Bálhe à bolta do atrelado do tractor do Belarmino Anestésico, abrilhantado pelo famoso grupo musical “Peso Bruto Em Chispes
00:00h – Sessão de punhada encerratiba.
Participa com a Caramelândia e na fiques aí feito parbo, sintado a olhar.

17.4.06

TV E A NOVA NOVELA CARAMELA

Neste Domingo de Páscoa, foi finalmente fundada a TV caramela pela companhia A.I.H.&T.C. (Arrumos Hortoflorícolas Independentes & Telecumbersa Caramela), que é um consóirço que ajuntou o armazém de ozalite do Jaquim Pardal (Palhota) amais a aparelhaige de fazer televisão caseira, cumprada pelo pecuáiro Eufrásio Vinícola. Estes dois homes brabios inauguraram a primeira emissão, cortando simbolicamente com um alicate o arame de fardo que atava a antena transmissora à lâmpada florescente dos estúdios. A emissão ainda deu os 12 segundos do hino caramelo mas a queda da antena amais a lâmpada obrigou a inauguração prosseguir com pitromaxes e adiar a transmissão para a Terça-feira, dia em que estreará a primeira telenobela caramela. A nobela, com o nome “COIRATOS CUM AÇORDA”, é totalmente falada na nossa linguaige e retrata o dia a dia do nosso pobo, as suas atitudes e ocupações, os seus romances e garreias, as suas manhas e segredos; as bardades e as mintiras.


Resumo do 1º Episódio dos
COIRATOS CUM AÇORDA


Venãiça da Verruga pega no telemóvel e chama o marido reformado (Albino Chispalhudo), para vir almoçar:
- Ó home onde tás tu, na sabes que já é mi-dia?
- Tou aqui incostado à parede da Caixa Agrícola.
- Mas tu na óbistes a gaita dos bombeiros a dzer “mi-dia”?
- Óbi, óbi, mas táva aqui na cumbersa…

- Tal tal a cumbersa! A sopa já tá na mesa.

Enquanto isso Frederico dos Burquins (Venda do Alcaide) acaba de bender uma ficha tripla a Sebastião Conduto, para que nessa noite possa abrilhantar com caraóque a bisita oficial do Presidente da Capital Caramela à Cascalheira.
No cruzamento do Rio Frio já Sol-posto, quanto a pardalaige regressa, um tractor bira as rodas e vai em direito ao Poceirão. Mas quem é que o mandou ir práli? E será que bái mesmo ou bolta pra trás? Ou infia-se por um caminho escundido? Só a Ti Jquina Seborreia, que estava apanhar erva prá coelhaige, poderá desvendar.


Caramelos e caramelas não percam os próximos episóidos dos
COIRATOS CUM AÇORDA


Qualquer semelhança destas personaiges cum a bida real tá logo a garreia armada.

12.4.06

Bá par fora cá dentro

A FLC já habituou a malta caramela a perspicazes e eficazes investigações sobre tudo o que se passa nos bastidores da caramelândia.
Desta vez, enviámos 4 homens com provas dadas na nossa cultura, que durante 4 dias e 5 noites, se mantiveram dentro das instalações secretas do recém criado Ministério do Turismo Caramelo, disfarçados de bustos (de bronze) de importantes personalidades da região.
Quando regressaram, entregaram-nos (apesar de famintos e exaustos até ao coirato), um extenso relatório com dados importantíssimos sobre a estratégia de desenvolvimento
do turismo caramelo
.
Vai ser então criado um programa especial para que as famílias caramelas conheçam o país (caramelândia) onde vivem e tenham cada vez mais orgulho do que são.
Aos fins de semana, haverá descontos e bilhetes especiais para grupos, onde se inclua pelo menos um estrangeiro (indivíduo não caramelo), podendo os turistas escolherem entre diversos percursos, como por exemplo o percuros denominado 3 P’s com Tinto: Pinhal Novo-Palhota-Poceirão, ou o percurso B de Brabio: Baldera, Benda do Alcaide e Binha do Ti Toine Granada. Outro percurso a destacar é o das lojas tipicamente caramelas e locais de consumo genuínos como a Reforma Agrária e claro, o Marcado. O transporte será feito em carroça puxada por machos de raça caramela, existindo também a opçãp Zundapp ou Famel (com ou sem carro lateral). Cada percurso terá ainda um leque de opções extra, que permitirão ao visitante um verdadeiro banho inxauguado de cultura caramela. Estas opções são por exemplo, um contacto com grupos de Círios (com demonstração de foguetaige rija), um encontro com poetas populares com despique de quadras sobre a nossa nação ou uma demonstração do típico debate-garreia, um dos costumes mais arreigados do quotidiano popular (encenada por elementos do Teatro ATA). As visitas serão guiadas por técnicos do turismo caramelo (actualmente em formação), que só poderão falar em caramelo puro. Será fornecido (mediante pagamento extra) um dicionário (fotocopiado, a devolver no final da biaige) de caramelo-português. Outro elemento de base deste projecto é o destaque que a gastronomia terá, estando presente em todos os percursos, bastando a escolha do menu mais apreciado.
Será também lançada uma verdadeira operação de publicidade, sabendo a FLC que irão ser contactadas diversas homes importantes cá da grei (Paquito Caramelo, Toino das Ideias Parbas, Ti Balbina Acocorada, etc) para promoverem o programa. O slogan de promoção bai ser colocado im todos os meios bidons dos cafés da nação (8798 no total) e im árbores em locais estratéigicos, para que todo o pobo o beja e comece a biajar.
O ministério do Turismo Caramelo defende que “éi naçassáira a criação de uma bardadera rede entre localidaides caramelas, onde a língua, os costumes e a traçaige (gastronomia) sejam o triângulo que lebim (e elebim) o pobo caramelo à autodetarminação e bardadera libardade de exprassão”.

“Bão par fora cá dentre, e ó depois digam qualquer coisinha à gente”

7.4.06

A LINGUAGEM DO FOGUETE

A poucos dias do anibersário da ocupação deste espaço baldio, a FLC foi à procura dos técnicos operadores de fogo rijo para marcar a nossa cerimoina. Eis que nesta précura, incuntramos material secreto que revela a linguagem complexa contida no rebentamento de foguetes. Essa linguaige foi criada pelos nossos antepassados e destinava-se à comunicação entre a Caramelâdia e os povos circundantes. Viemos a saber que arqueólogos encontraram na Carregueira um esqueleto (sem uma mão) que se suspeita ser do Caramelus-afarensis-Carregueirensis, pois guardava com orgulho uma cana de foguete rebentado.

A linguagem, até então desconhecida, foi pacientemente decifrada a partir dos fragmentos da cana. Foi Celestino Bombista, presidente da C.C.C.L.F.R. (Confederação dos Círios Caramelos e Lançadores de Fogo Rijo), que levou dois anos a decifrar o código do rebentamento do foguete.

Hoje, numa entrevista no café “A Mine Embalsemada” revelou-nos o segredo:

FLC - Diga-nos lá, afinal os foguetes não servem só para fazer barulho, mas para dizer qualquer coisa à gente, não é?
Celestino B - É pois. A fugetaige é uma linguaige desimbolbida pelo nosso pobo…
FLC - Explique lá isso melhor …
CB- Por exemples, tá tudo na rua a andar normalmente feito parbo, de repente dá-se o rebentamento dum patardo nesses ares, o qué que quer dzer?... Quer dzer “Tá lá em cima.” Se for ao longe quer dzer “Tá lá longe”.
FLC- Ah!...
CB- Pois é! E quando tá muita fuguetaige a estralar ó memo tempo?... Então tá-se a dar uma grande cumbersa tá a cumprinder?...
FLC - Tipo debate-garreia em fogo rijo?
CB - Pois.
FLC - E o que quer dizer essa conversa?
CB - Bem, o assunto é bariábel de cumbersa pa cumbersa, mas quer dzer “Ê pá, tá aí uma fuguetaige caté cria bicho!” ou intão “Ê pá, tá aí uma fuguetaige cagente apanha medo à coisa!” ou intão quer dzer “Ê pá, balente fuguetaige!” ou intão quer só dzer “Ê pá!”
FLC - Estou a perceber…
CB - Pois!... E mais, por exemples um patardo muito forte, mas mesmo muito forte, ao fim duma grande cumbersa de foguetaige quer dizer “fim da mensaige”.
FLC - Ah! Já percebemos.
CB - Agora é só óbir com muita atenção.

E desta forma libertámos, mais uma vez, a nossa cultura brabia.

Crânio do Caramelus-afarensis-Carregueirensis.
Suspeita-se ter visto de perto um rebentamento desolserbado.

5.4.06

CAPITAL DA NAÇÃO CARAMELA


PINHAL NOVO É MUITO MAIS QUE CONCELHO.
PINHAL NOVO É CAPITAL DA NAÇÃO CARAMELA (E VAI SER MEMBRO DAS NAÇÕES UNIDAS E PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE)
PALMELA É JÁ UM BALDIO AO PÉ DAGENTE

3.4.06

Depois de Março a partir, Abril à punhada

Depois da Nação Caramela ter assistido e inchido até ó cagulo a sede dos Bombeiros ao longo de Março, a respeitosa coletbidade contactou a FLC no intuito de serem desbiadas para o ar libre as próximas actibidades culturais de Abril.

A reunião clandestina, já com a nova presidenta, teve lugar dentro duma ambulância, vigiada por seguranças da legião caramela, uns camuflados de camionistas (no lado do parque privado de camiões) e outros de fiscais-de-linha (no lado do Pinhalnovence). Nessa reunião os generais da FLC tiveram a oportunidade de felicitar a nova presidenta (mulher brabia de grande coração caramelo), com uma balente cerimoina emburcando 6 grades mines desinfectadas, amais coirato assado no desfibrador da ambulância. Depois de todos desólserbados o assunto tratado foi: O regresso à cultura brabia em céu aberto e deixem lá os homes da paz im paz.

Dessa maneira, ficou dito o seguinte:
“Programa Abril à punhada”

Dia 1- “É mintira.” Uma iniciatiba do ministério da cultura. Todos os caramelos imaginam um autarca qualquer, saem prá estrada e contam uma mintira ao primeiro que incuntrarem.
Dia 2 – “Domingo”. Cada um faz o que quiser à sua buntade e ninguém tem nada cum isso. Actibidade desimbolbida pela facção liberalista da FLC.
Do dia 3 até ao Quarto Crescente – Olserba os vasos, os canteiros, e os interbalos das pedras debaixo dos carros belhos. O musgo está a desaparecer!! É tempo de semear abóboras por aí.
Dia 14, Sexa Feira Santa – Apanha da erva prá coelhaige. Concentração de menardas de caixote traseiro, na Carregueira, seguindo a apanha de erva até ao Poceirão. Basta seguir a ti Pacheca da Famel esverdeada.
Dia 15 – Apalpação da galinha poedeira usando o dedo maminho (com a unhaca grande). Olserbação da passaraige a fazer o ninho nas árves, óbindo os seus cantos. Nesta actibidade contamos com a presença dos sóiços da Columbófila, actualmente muito dados às actibidades de relento.
Dia 16 – “Páscoa”. Congresso do meio-bidom-pascal e assada de coelho com ovo pintado com mines. Actibidade na sociedade do Terrim. Campeonato de tiro de flóberes (sugeito a inscrições-grito). As caramelas se quiserem cumbersam umas com as outras enquanto isto se processa.
A nação caramela está forte e sadia.